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Alcoólicos Anônimos e os enviados pela justiça

Olá, *|PNOME|*


Conforme o Inventário de Membros e Grupos realizado por A.A. no Brasil em 2018, 6% dos seus participantes afirmaram terem chegado à Irmandade por problemas judiciais.

Se você é profissional da área judicial — juiz de direito, promotor de Justiça, advogado, defensor, servidor judiciário ou do Ministério Público, perito, policial, administrador — ou se relaciona com profissionais dessa área, Alcoólicos Anônimos gostaria de conversar com você sobre o encaminhamento de potenciais alcoólicos a reuniões de A.A. por parte de agentes da Justiça.

Os atendidos pelos variados serviços judiciais enfrentam problemas diversos — entre eles há alcoólicos e pessoas que se envolveram em situações relacionadas ao abuso de álcool, como, por exemplo, dirigir embriagado. Tais pessoas respondem pelos seus atos, mas inúmeros profissionais da área judicial consideram ser esta uma boa oportunidade para despertar o interesse delas para algum programa de recuperação.

Quando há interesse do infrator, normalmente quando se trata de infração que lhe permita permanecer em liberdade; e quando o profissional da Justiça que trata do caso conhece o programa de Doze Passos, o infrator interessado pode ser encaminhado aos grupos locais de A.A.

Essa forma de cooperação entre A.A. e o sistema de Justiça é realizada dentro e fora do Brasil, em muitos dos mais de 180 países nos quais A.A. está presente e o alcoolismo é considerado questão de saúde.

No Brasil, A.A. disponibiliza o Guia dos Enviados da Justiça, livreto que descreve quando e porque A.A. começou cooperar com as instituições encarregadas do cumprimento da lei, a partir de 1942, em São Francisco (EUA).

O Guia aponta que essa modalidade de cooperação encontra suporte nas chamadas Doze Tradições de A.A.; indica certos problemas que podem surgir, sugerindo soluções; destaca as capacitações desejáveis para os membros que desejam cooperar nessa área e como podem ajudar a iniciar um programa similar em sua região.

Ainda, ao escrever sobre o Juizado Especial Cível e Criminal na edição nº 146 da Revista Vivência (19..), a Doutora Rita de Cássia Lima Rocha, Juíza de Direito do Distrito Federal, descreveu sua experiência com casos de violência doméstica (antes da Lei “Maria da Penha”), maus tratos a crianças e adolescentes, desacato, desobediência, resistência, lesões corporais, ameaça, danos e crimes de trânsito.

Nesse texto, apontou que crimes diversos são cometidos diariamente porque seus agentes estavam embriagados; afirmou que, nesses casos, ela indica A.A., “não apenas para quem tem problemas com sua forma de beber, mas também para profissionais da área do direito e da saúde, pois alcoolismo é problema complexo e só poderá ser devidamente tratado através de um atendimento conjunto”.

Este artigo foi reproduzido no livro Cooperar Sempre, que reúne outros textos descritivos de ações de cooperação entre A.A. e os sistemas de Justiça e prisional, dando continuidade às iniciativas pioneiras dos AAs norte-americanos e integrando-se, no Brasil, com a chamada Justiça Terapêutica (JT), que se dispõe a construir pontes entre A.A. e pessoas alcançadas pelo sistema judicial, desejosas de parar de beber.

O alcoolismo e os seus reflexos negativos podem ultrapassar os âmbitos individuais e familiares, gerando desequilíbrios capazes de fazer aflorarem instintos humanos primitivos ou comportamentos de risco que podem configurar descumprimento da lei. Nesses casos é que A.A. se propõe cooperar com profissionais da Justiça — que poderão, quando possível, se assim o desejarem, sem abrir mão das providências legais requeridas e, especialmente, quando há aceitação do infrator, estimulá-lo a frequentar reuniões de A.A porque, a partir disso, ele poderá melhor enfrentar sua situação, além de refletir sobre como pode modificar a natureza de sua relação com o álcool.

A.A. deseja multiplicar iniciativas desse tipo tendo como única finalidade levar sua mensagem de esperança ao alcoólico que ainda sofre — no caso, bebedores-problema alcançados pela Justiça em nosso país.

Neste sentido, caso você deseje receber um contato para alinhar um projeto de cooperação com Alcoólicos Anônimos, basta responder a este e-mail que entraremos em contato. Fique à vontade, também, em divulgar esta informação.

Obrigada por continuar conosco!

Junta de Serviços Gerais de Alcoólico Anônimos do Brasil

Comitê Trabalhando com os Outros.

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