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Amigo Anônimo

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Dr BOB - primeira reunião

Sue Windows, filha de Dr. Bob, teve a gentileza de compartilhar este artigo escrito por ela para uma intergrupal de Alcoólicos Anônimos de Virginia.

Nele, Sue relembra quão importante foi o apoio que sua mãe deu aos primeiros companheiros de Alcoólicos Anônimos.

“Leslie me pediu para lembrar do dia em que meu pai e minha mãe chegaram em casa após terem passado cinco ou seis horas com Bill na casa de Henrietta Seiberling. Lembro-me de ter ficado bastante chateada pois eles disseram ( ou meu pai disse ) “nada além de 15 minutos com esse pássaro’ ele se referia a Bill

Eles demoraram muito, mas, após pensar que talvez pudesse ter acontecido alguma coisa com eles, como meu irmão Bob havia ido também certamente os três estavam bem.

Você deve saber como era quando você (sendo um alcoólico) prometia e sentia culpa por não manter sua promessa – na verdade, não podia mantê-la – pois você não tinha controle da situação. Acontecia comigo também sendo eu filha de um alcoólico. Eu não tinha fé que alguma coisa pudesse mudar; afinal de contas, quem conhecia esse Bill e se o conhecesse, o que ele havia feito. Quem, na verdade, podia confiar que iria dar certo? Passamos a nos condicionar a esperar que alguém chegasse em casa amassado, não sóbrio, ou se sóbrio, que não permanecesse sóbrio até a manhã seguinte.

Sempre me disseram que meu pai estava doente ou não estava se sentindo bem. É claro ele estava doente, muito embora nós não soubéssemos ainda que era uma doença, simplesmente estava bêbado ou de mau humor. De qualquer forma, não pensávamos que esta “nova” teoria poderia dar certo até muitos anos depois.

Minha mãe, que Deus a tenha, sempre acreditou que iria dar certo. Muitas vezes, com o passar do tempo, o alcoólico não “se segurava no programa”, como dizia meu pai, mas aquele que não o fizesse, se dava mal. Meu irmão e eu não dávamos muita atenção a tudo isso. Frequentemente já havíamos recebido tantas e tantas promessas, e tantas desculpas! E naquela época, nós dois tínhamos os nossos próprios afazeres e eles, é claro, eram importantes.

Em Akron, havia apenas mais uns cinco que tinham sido abandonados em 1935 e somente um deles “aceitou” o programa de forma positiva. Durante algum tempo, o programa foi seguro por um fio. Costumo pensar que minha mãe era esse fio. Graças a Deus, mais e mais alcoólicos se agarravam e aceitavam o programa para situá-lo onde ele está hoje. Eles passaram a mensagem adiante, adiante e adiante. Eles finalmente mostraram a si próprio e a outros que este era um modo de vida mais feliz e mais produtivo. Espero que todos vocês também “passem a mensagem adiante”.

Recentemente celebramos os 80 anos de Sue com uma deliciosa festa na casa de Dr Bob e recebemos um grande número de visitas da Conferência

Internacional Feminina de A.A.

(Extraído de “ the House call” publicação da fundação da casa de Dr. Bob Akron, vol. X111, Número 11)

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