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Apadrinhamento em A.A., facilitando o aprendizado de como viver sóbrio.

Apadrinhamento em A.A., facilitando o aprendizado de como viver sóbrio.

Até aqui procuramos apresentar-lhe elementos básicos para uma compreensão realista sobre o funcionamento de A.A.: nossa experiência com a doença alcoolismo e os Doze Passos sugeridos para a reabilitação pessoal.

Nesta oportunidade trazemos a ferramenta do apadrinhamento pessoal em A.A. Trata-se do processo pelo qual “um alcoólico que já tenha feito certo progresso na recuperação compartilha essa experiência, de uma maneira contínua e individual, com outro alcoólico que ainda esteja tentando conseguir ou manter a sobriedade através de A.A.”, assim facilitando o aprendizado de como viver sóbrio.

Para quem começa a construir uma vida livre do alcoolismo, dúvidas, confusão e angústia aparecem com frequência, especialmente nos intervalos entre uma e outra reunião de A.A.: à noite, nos finais de semana, no trabalho e em casa. Assim, cada novo membro é convidado a escolher outro, experiente e com quem se sinta à vontade, para poder conversar de forma livre e confidencial a qualquer momento, pedindo a este último para ser seu padrinho. Ou madrinha, no caso das alcoólicas – com a finalidade de evitar envolvimentos de outra natureza que poderiam constituir-se em fator de risco para recaídas.

Tal escolha é informal e simples, não existem regras específicas, mas um bom padrinho talvez deva estar pelo menos um ano distante do último gole e parecer estar desfrutando a sobriedade através de um novo modo de vida, construído através da prática dos Doze Passos de A.A. e compartilhado nas reuniões de grupo. Outros fatores considerados importantes para um apadrinhamento bem sucedido são “a capacidade de compreensão, a paciência, a vontade de devotar tempo e esforço aos novos membros e o exemplo pessoal como um representante de A.A. em ação”, incluindo seu envolvimento no serviço da Irmandade.

Os mais veteranos em A.A., por sua vez, desejam partilhar o que aprenderam com aqueles que chegam depois, pois aprenderam, pela experiência, que sua própria sobriedade fica fortalecida quando a dividem com os demais. Tornam-se uma espécie de guias na trilha dos Doze Passos, passando adiante o que puderam apreender.

Não se trata de um vínculo de aconselhamento, nem cabe ao padrinho ofertar qualquer tipo de assistência: material, psicológica, social, de saúde, matrimonial ou qualquer outra. O foco do apadrinhamento pessoal é resolver um só problema: como permanecer sóbrio. Afinal, o padrinho já foi novato e precisou lidar com circunstâncias e problemas similares àqueles que o recém-chegado enfrenta agora.

Mesmo no caso de alcoólicos que passaram por programas de tratamento em saúde e chegam aos grupos de A.A. já desintoxicados, livres dos sintomas de abstinência, bem informados sobre a doença e até sobre A.A. e os Doze Passos, resta o desafio de “viver como um alcoólico sóbrio, em um mundo onde as pessoas bebem”. O padrinho está pronto para ajudar, pois temos aprendido que, para lidar com este desafio, a informação e o conhecimento, embora fundamentais, quase sempre são insuficientes.

Além disso, nunca é tarde para arranjar um padrinho ou madrinha em A.A. Membros que vão e voltam aos grupos durante anos, padecendo com recaídas entre intervalos de sobriedade, muitas vezes encontram a esperada recuperação contínua quando, finalmente, procuram um padrinho, discutindo abertamente sobre o que os têm mantido cativos de tão intenso sofrimento.

Em não havendo um bom desenvolvimento desse vínculo, todo AA é livre para buscar um novo padrinho, com a mesma simplicidade. Também não é raro haver mais de um padrinho, se o novato assim quiser.

Baseados na experiência acumulada de A.A., acreditamos que, a cada dia, milhares de horas dedicadas ao apadrinhamento pessoal têm evitado incontáveis recaídas no abuso de álcool e suas decorrentes consequências: mortes prematuras, complicações, sequelas e prejuízos pessoais, públicos e sociais, além de um volume imensurável de sofrimento de alcoólicos e seus entes queridos.

Na próxima newsletter, descreveremos meios pelos quais temos cooperado em diferentes áreas e espaços institucionais: serviço público e empresas, instituições de saúde, educacionais, de justiça e comunicação social.

Agradecemos por sua atenção,
Fraternamente,

Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil - Comitê Trabalhando com os outros

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