Como o triângulo invertido faz funcionar a irmandade

Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2007 (pág. 5-6) => https://www.aa.org/sites/default/files/newsletters/sp_box459_febmar07.pdf

Título original: “Cómo nuestro triángulo invertido hace funcionar la Comunidad”

triângulo invertido

Muitos membros de A.A., mesmo participando ativamente no apadrinhamento em seus Grupos base, confessam que sabem muito pouco sobre como A.A. está organizada nos EUA, Canadá e no resto do mundo. É possível que estejam familiarizados com os nomes de algumas entidades, desde a Junta de Serviços Gerais de A.A. (Junaab no Brasil) até A.A. World Services, Inc. (Serviços Mundiais de A.A.) ou A.A.W.S., mas se perguntam como se formaram? O que fazem? Como se relacionam entre si? Também se podem perguntar, porque temos Custódios Classe A – não alcoólicos, e Classe B – alcoólicos? Porque uns Custódios são conhecidos como “Regionais” e outros como “Gerais”? E, finalmente, o que tem a ver tudo isto comigo e com o meu Grupo?

O grupo de serviços mais vitais, embora menos compreendido, são os que tornam possível funcionar como uma totalidade; ou seja, o Escritório de Serviços Gerais – ESG, Serviços Mundiais de A.A. – A.A.W.S., A.A. Grapevine (no Brasil a Revista Vivência) e a Junta de Custódios, conhecida legalmente como a Junta de Serviços Gerais de Alcoólico Anônimos (*). Desde os primeiros tempos, nossa unidade mundial e o nosso desenvolvimento dependeram destas entidades.

Até 1950, estes serviços globais eram de responsabilidade de uns poucos veteranos, vários amigos não alcoólicos e do Dr. Bob e Bill W.

Desde o começo, os cofundadores de A.A. – Bill W. e o Dr. Bob, tiveram muito cuidado para evitar complicações, ou, como disse o Dr. Bob, “Não estraguemos esta coisa. Vamos mantê-la simples”. Mas quando A.A. tinha apenas uma dúzia de anos, já estavam elaborando um plano para assegurar o futuro do movimento que tinham iniciado. Em uma carta aberta dirigida aos “Queridos AAs” publicada no número de outubro de 1947 na Grapevine, Bill W. expressou seu ponto de vista em linhas gerais: “Talvez os AAs possamos chegar a ser um novo tipo de sociedade humana. Até um grau nunca alcançado anteriormente, A.A., talvez, poderá funcionar apoiando-se na força dos seus princípios fundamenteis, e não no prestigio ou inspiração de uma liderança muito personalista…. No meu foro íntimo, acredito que os AAs já começamos a vislumbrar esta possibilidade magnífica. A convicção cada vez mais generalizada de que a liderança ativa deva ser transitória e rotativa; que, enquanto aos seus próprios assuntos, cada Grupo de A.A. é responsável unicamente perante sua própria consciência…”.

No topo da organização invertida de A.A., como é chamada com frequência, estão os mais de 60.000 Grupos dos EUA e Canadá. Estes Grupos se comunicam através dos seus Representantes de Serviços Gerais – RSG´s e Membros do Comitê de Distrito – MCD´s, utilizam suas Assembleias de Área para eleger os Delegados das 93 Áreas dos EUA e Canadá que participam da Conferência de Serviços Gerais celebrada todos os anos em abril na Cidade de Nova York (no Brasil, a Conferência é realizada em Serra Negra, SP, durante a Semana Santa). Como diz o Conceito I, a Conferência é a consciência final de A.A. e tem a “responsabilidade final e a autoridade suprema pelos serviços mundiais de A.A….”. A Conferência foi materializada a instancias de Bill W. e do Dr. Bob e, efetivamente, substituiu o que Bill chamava sua “liderança revestida de prestigio”.

A primeira Conferência, que se reuniu em 1951, vinculou a Junta de Custódios a toda a Irmandade. Até então a Junta havia sido uma entidade separada que se ocupava principalmente das finanças da Fundação do Alcoólico (rebatizada em 1954 como Junta de Serviços Gerais de A.A.), incluindo seu braço editorial, Works Publishing, Inc. A primeira Junta foi composta por cinco Custódios, três não alcoólicos e dois não alcoólicos – o Dr. Bob e um membro de A.A. de Nova York. O nova-iorquino recaiu, conforme contou Bill, “mas esta possibilidade já estava prevista – se um Custódio alcoólico volta a beber, teria que demitir imediatamente. Foi nomeado outro alcoólico para ocupar seu lugar e continuamos em frente com nossos assuntos”.

Isto aconteceu em 1938, três anos depois do conhecido encontro em Akron entre o Dr. Bob e Bill W.  Não existiam “veteranos” – nem sequer um AA com quatro ou cinco anos com sobriedade continuada: a maioria dos membros estavam sóbrios havia muito pouco tempo. Ajudarem-se uns aos outros a manter a garrafa tampada era a atividade mais importante e tratar de questões relacionadas com a Fundação, os Custódios e os procedimentos orgânicos eram assuntos maçantes. Nessa época, grande parte do público e a imprensa viam com suspeita os pioneiros de A.A. e os consideravam como “bebuns reformados” que “utilizavam métodos religiosos fanáticos para converter os bêbados em abstêmios, inclusive os considerados irrecuperáveis”. A maioria das pessoas considerava o encargo de Custódio pouco prestigioso. Mas havia a necessidade de custódios não alcoólicos naqueles dias para manter a nova Irmandade à tona.

No que se refere aos nossos Custódios não alcoólicos, que normalmente eram eleitos para servir dois períodos consecutivos de três anos, Bill escreveu: “Nos dias em que A.A. era desconhecida, os Custódios não alcoólicos eram quem nos representava perante o público em geral… Ofereciam graciosamente seus conhecimentos profissionais e financeiros”. Entre os Custódios Classe A – não alcoólicos, recentes há uma ampla variedade de profissões, incluindo um psiquiatra, um antigo juiz, um assistente social, um bispo, um diretor de presidio, e um alto executivo de uma empresa.

Durante 23 anos o número de custódios não alcoólicos continuou sendo um a mais que o número de custódios alcoólicos. Em 1961, quando a Irmandade percebeu sua competência e com experiência para traçar seu rumo, a proporção mudou dramaticamente. Foi organizada a composição da Junta de maneira que houvesse sete Custódios Classe A – não alcoólicos, e 14 Custódios Classe B – alcoólicos (a Junta de Custódios no Brasil é composta por 14 Custódios: 10 alcoólicos e quatro não alcoólicos). Até a data atual, o Presidente da Junta sempre foi um Custódio Classe A. Os 21 Custódios selecionam os diretores das duas corporações que operam sob os auspícios de A.A.: A.A. World Services, Inc. – A.A.W.S. e A.A. Grapevine, Inc. (a primeira entidade não existe no Brasil. A revista Vivência – equivalente a A.A. Grapevine, faz parte do Comitê de Publicações Periódicas da JUNAAB). Também são responsáveis pelo Escritório de Serviços Gerais – ESG.

Dos 14 Custódios Classe B – alcoólicos, que servem por períodos de quatro anos, oito são regionais – seis dos EUA e dois do Canadá. Além destes, dois são de serviços gerais, dois da junta de Serviços Mundiais de A.A. e dois de A.A. Grapevine. Além de servir nestas juntas estão disponíveis para ajudar em qualquer momento o pessoal a resolver os problemas que se apresentem no Escritório de Serviços Gerais ou na Grapevine. Por causa deste requisito, todos os Custódios de Serviços Gerais, originalmente moravam na área metropolitana de Nova York e por esse fato eram conhecidos como “Custódios Metropolitanos”. Com o transporte mais rápido e a tecnologia moderna, uma Ação Recomendável da Conferencia de Serviços Gerais de 1989 recomendou que estes encargos não fossem limitados aos residentes na área metropolitana de Nova York.

Ademais de selecionar os diretores de A.A.W.S. e da Grapevine, os Custódios desempenham a responsabilidade de considerar os assuntos que lhes forem apresentados e atuar adequadamente através de um sistema de comitês. Vários comitês da Junta de Custódios contam com a participação de membros de muita experiência – em A.A. e profissional, em áreas como presídios, instituições de tratamento, informação pública e literatura.

A maioria dos AAs está familiarizada com A.A. Grapevine. Nove anos mais nova que a Irmandade, a Grapevine foi criação de vários membros de Nova York que em 1944 tiveram a ideia louca de criar um boletim para favorecer “a compreensão entre os Grupos”. Depois de receber a aprovação de Bill W., os seis “miseráveis sujos de tinta”, como eram chamados carinhosamente, conseguiram – milagrosamente e com muito suor ao invés de dinheiro, publicar o primeiro número de oito páginas em formato de tabloide. Atualmente (2007), a revista tem 64 páginas e chega a mais de 103.000 assinantes.

A Viña (a revista equivalente em espanhol) foi publicada pela primeira vez em 1996 pela Grapevine e teve uma boa acolhida por parte dos milhares de membros de fala hispânica. Faz já muitos anos que a Grapevine artigos relacionados com a revista: livros, materiais de áudio e outros. Conta com um sítio na Web recentemente redesenhado e um Arquivo Digital que coloca à disposição da Irmandade quase todas as histórias que foram publicadas. Atualmente a junta da Grapevine é formada por nove diretores: dois Custódios de serviços gerais, dois Custódios regionais, um Custódio Classe A – não alcoólico, três diretores não custódios e a editora executiva que serve como diretora da corporação.

E para concluir, umas palavras a respeito dos Serviços Mundiais de A.A. – A.A.W.S. Inc. que, entre outras coisas, supervisiona as publicações de A.A., as atividades de serviço do Escritório de Serviços Gerais, a implementação das recomendações da Conferência e da Junta de Serviços Gerais, os assuntos relacionados com os direitos autorais e as permissões para reimprimir. A junta de A.A.W.S. está composta por nove diretores: dois Custódios de serviços gerais, dois Custódios regionais ou gerais, três diretores não custódios, um membro do pessoal do ESG e o Diretor geral do ESG que serve como presidente da corporação. Devido à quantidade e complexidade dos assuntos que A.A.W.S. precisa tratar, a junta realiza seu trabalho através de quatro comitês: serviços, finanças, publicações e nomeações – que se reúnem em sessões separadas da reunião plenária da junta e apresentam relatórios e recomendações à junta.

A.A. cresceu dramaticamente desde 1935 quando começou com o encontro de dois bêbados, Bill W. e o Dr. Bob, que compartilharam suas experiências, forças e esperanças para manterem-se sóbrios e levar a mensagem de A.A. a milhões de alcoólicos ao redor do mundo. <= Fim da transcrição

(*). Como estas entidades desempenham suas funções no Brasil

N.T.: Para cumprir os requisitos propostos pelos Serviços Mundiais de A.A. – A.A.W.S. para que no Brasil pudesse ser publicada oficialmente a literatura de A.A., m 29 de setembro de 1969, foi fundado em São Paulo o Centro de Distribuição de Literatura de A.A. para o Brasil – CLAAB, Sociedade Civil de natureza literária, cuja primeira diretoria foi formada por Donald, Nascimento, César, Vasco Dias, Melinho, Fernando P. e José Ferreira, consultor jurídico e contábil. Em 1970, sai Fernando P. e entram Eloy T., Cecília (do Rio) e Ana Maria – primeira servidora não alcoólica.

Em 29 de fevereiro de 1976, durante o Terceiro Conclave Nacional, em São Paulo, reuniram-se os membros do Conselho Diretor do CLAAB e 29 Delegados representando 16 estados, e criaram a Junta Nacional de Alcoólicos Anônimos do Brasil– Junaab. O Estatuto dispunha que seriam Órgãos da Junaab, uma Assembleia Geral, uma Diretoria e o CLAAB. Assim, A.A. no Brasil credenciava-se a enviar dois Delegados para a 4ª Reunião Mundial de Serviços, em Nova York, em outubro desse ano; foram eles, Donald M. (SP) e Joaquim Inácio (RS).

A Conferência de Serviços Gerais – CSG:

Nos dias 5, 6 e 7 de abril de 1977, realizou-se em Recife (PE) a Primeira Conferência de Serviços Gerais – CSG.

A CSG é a depositária da consciência coletiva dos Grupos de A.A. e o órgão máximo e soberano de deliberação da Irmandade de Alcoólicos Anônimos no Brasil. A manifestação da consciência coletiva inicia-se pela ação dos membros dos Grupos que elegem seus Representantes de Serviços Gerais –RSG´s, passando pelos MCD´s comitês de área e Delegados de Área, terminando na Junaab.

Para que a consciência coletiva se manifeste corretamente, é necessária a participação de todos, em todos os níveis de serviços, proporcionando que a informação chegue de modo claro, límpido, rápido e preciso.

A Conferência é um órgão colegiado que se reúne uma vez por ano e, extraordinariamente, em casos especiais. Nas reuniões ordinárias, a Conferência apenas delibera e resolve o que deve ser feito, mas a sua organização não lhe permite executar diretamente suas deliberações. Para tanto, é necessário um órgão de composição menos numerosa, de atuação efetiva e com poderes legais para praticar os atos administrativos próprios de uma sociedade civil. Este órgão é a Junaab, que é administrada por uma Junta de Custódios

A Junaab e seus órgãos de Serviço:

Como órgão de serviço, a Junaab está formalmente organizada, regida por um estatuto onde estão estabelecidos legalmente sua destinação, atribuições, forma pela qual é administrada, bem como a composição e competência de sua diretoria executiva e de cada um dos diretores em particular.

Para a execução de suas atribuições, a Junaab conta com sua diretoria executiva, os comitês de serviço, que tratam principalmente dos assuntos administrativos, financeiros e comerciais. A exemplo da Conferência, a Junaab orienta-se pelas Tradições e pelos demais princípios de A.A.

A Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil (Junaab), é uma associação civil de direito privado inscrita no CNPJ/MF.: 55.295.554/0001-55, com objetivos não econômicos e sem fins lucrativos, constituída por tempo indeterminado, com sede e foro na cidade de São Paulo, à Av. Senador Queirós, 101, 2º andar, cj. 205 – CEP 01026-001 e jurisdição em todo o território nacional.

O Escritório de Serviços Gerais – ESG:

Na 5ª Conferência de Serviços Gerais realizada entre os dias 16 e 18 de março de 1981 na cidade de São Paulo, recomendou-se o desmembramento Administrativo Financeiro e Físico do CLAAB/ESG, ficando o CLAAB apenas como distribuidor de literatura de A.A. para o Brasil, enquanto o ESG assumiria de fato os Serviços Gerais (Executivo) de A.A. em nível nacional.

Em 07 de novembro de 1981 foi inaugurada a nova sede do ESG, que se desmembrou do CLAAB, constituindo Estatuto próprio, com registro no Terceiro Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas de São Paulo, sob nº 27.091, em 02/10/81, com a denominação de “Os Estatutos de Alcoólicos Anônimos do Brasil Escritório de Serviços Gerais S/C. AABESG”, que funcionou à Rua Itaipu, 31, Praça da Árvore, Vila Mirandópolis, São Paulo – SP.

Escritório de Serviços Gerais – ESG, é nome figurativo, e indica o escritório sede da Junaab e a própria diretoria executiva; portanto, seu atual endereço é Av. Senador Queirós, 101, 2º andar, cj. 205, São Paulo SP.

Para realizar suas atribuições e todas que venham ser acrescentada pela dinâmica de sua relação com a Irmandade e com a sociedade em geral, é imprescindível que a Junaab disponha de um sólido apoio financeiro. Efetivamente, os Grupos e os membros de A.A. devem contribuir com o suficiente para manter os importantes serviços realizados pelo ESG.

Junta de Custódios:

Durante a 6ª Conferência de Serviços Gerais, realizada em Fortaleza em 1982, foi aprovado o Estatuto da JUNAAB e nele constou, pela primeira vez, legalmente instituída, a Junta de Custódios. No ano seguinte, 1983, na 7ª Conferência, realizada em São Paulo, foram eleitos nossos primeiros Custódios, em número de nove, sendo três não alcoólicos e seis membros da Irmandade, cuja posse se deu na 8ª Conferência, em Blumenau – SC, em 1984.

Nesta Conferência, a Junta deixa de se denominar Junta Nacional de Alcoólicos Anônimos do Brasil (Junaab), para se chamar Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil. Por ser difícil a pronúncia de JSGAAB, optou-se por mudar o nome e manter a sigla JUNAAB, mais fácil de pronunciar e já conhecida de todos os membros.

A partir da Conferência de Serviços Gerais de 2007 a Junta de Serviços Gerais de A.A. do Brasil resolveu se adequar à estrutura mundial de A.A. Nesse sentido resolveu que os nossos Delegados à Reunião de Serviço Mundial seriam também Custódios Alcoólicos. Até então nossos DRSM levavam as decisões da Junta de Custódios do AA do Brasil para a RSM, mas não participavam dessa tomada de decisões.

No ano de 2008 ficou evidente que havia necessidade um adjunto de Tesoureiro Geral, um não alcoólico que pudesse suprir as ausências do nosso titular e assim foi criado o encargo de Custódio de Serviços Gerais não alcoólico, Tesoureiro Geral II.

Portanto a nossa atual Junta de Custódios é composta por 14 Custódios, sendo 04 não alcoólicos (Dois Nacionais: Presidente e 1º Vice-Presidente e dois de Serviços Gerais: Tesoureiro Geral I e Tesoureiro Geral II) e 10 alcoólicos, membros da Irmandade (Dois de Serviços Gerais: Secretário/a (Diretor/a Geral do ESG) e Diretor/a Financeiro/a do ESG; Seis Regionais: Custódios das Regiões: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte-I e Norte-II [Um 2º Vice-Presidente e cinco Diretores da Junta]; Dois Nacionais: Delegados à Reunião de Serviço Mundial e Diretores da Junta).

Os Custódios são eleitos anualmente, de acordo com a necessidade, na Conferência de Serviços Gerais, para um mandato de quatro anos. Os Custódios não alcoólicos poderão ser reeleitos para mais um período de quatro anos. Os Custódios alcoólicos não poderão ser reeleitos em qualquer situação.

Os Custódios de serviços gerais alcoólicos devem residir a uma distância de até 200 km da cidade sede da Junaab – São Paulo; os Custódios de serviços gerais não alcoólicos devem residir a uma distância de até 500 km da cidade sede da Junaab.

Revista Vivência:

Em agosto de 1985, durante a 2ª Reunião de Serviços Nacionais da Junaab em Baependi, MG, foi aprovado o projeto que resultaria na criação da Revista Brasileira de A.A., cujo número “Zero” foi lançado em Campo Grande, MS, em novembro desse ano.

Devido a problemas técnicos e editoriais, a revista foi transferida para ser editada e publicada em Brasília, sob nova direção, com o nome de Revista Vivência. Adquiriu um formato bem menor, quase de bolso e foi instituída a assinatura anual.

Em 1990, a Revista Vivência instalou-se em Fortaleza, e a partir de 1993 passou a ser editada em São Paulo.

Em 1995 foram reformulados os Estatutos da Junaab, e a edição da Revista Vivência – que até então era uma empresa autônoma com diretoria própria, passou a ser responsabilidade do Comitê de Publicações Periódicas – CPP, da Junaab.

A Revista Vivência tem como objetivo principal o de informar como funciona a Irmandade de A.A., destacando o programa de recuperação, tendo também a finalidade de informar aos membros e aos Grupos de A.A. o que a comunidade profissional pensa a respeito da nossa Irmandade e sobre o problema do alcoolismo.

Reunião de Serviço Mundial

A Reunião de Serviço Mundial (denominada RSM) foi criada por sugestão de Bill W e iniciada em 1969. Realiza-se a cada dois anos, ora em Nova York – cidade sede do Serviço Mundial – ora em qualquer outra cidade do mundo, escolhida por consenso dentre os países participantes.

A RSM congrega Delegados de todos os países do mundo que tenham uma estrutura organizada de Serviço capaz de legitimar a sua representação como oriunda da “consciência coletiva” dos Grupos de cada nação.

Quando uma RSM acontece em Nova York, os Delegados têm a preciosa oportunidade de ficar conhecendo o Escritório de Serviços Gerais dos EUA/Canadá.

Além de se familiarizarem com a infraestrutura do Serviço Mundial, podem sentir, intuitivamente, a aura que envolve as atividades de A.A, executadas no país de origem da Irmandade.

Toda RSM é patrocinada pela Junta de Serviços Gerais dos Estados Unidos e Canadá. Cada país participante colabora com uma cota de despesa nivelada estabelecida pela Reunião anterior. A cada Reunião, o plenário, por sugestão da Comissão de Finanças, decide um aumento da cota, de tal forma que, dentro de alguns anos, a RSM possa se tornar autossuficiente, libertando-se da atual dependência financeira do ESG dos EUA/Canadá.

A RSM tem por objetivo principal unir A.A. de todo o mundo e levar a mensagem a todos os recantos do planeta. O evento se processa através dos seguintes Comitês: Agenda, Comitê de Política/Admissões/Finanças, Literatura e Publicações, Trabalhando com os Outros, Instituições Correcionais, de Informação, de Instituições de Tratamento e de Assuntos Novos.

Desde 1976 o Brasil é representado, nesta reunião, pelos seus Delegados a RSM. Atualmente, estes Delegados são dois Custódios alcoólicos.

A.A. World Services, Inc. – A.A.W.S, ou, Serviços Mundiais de A.A

Esta entidade não existe na estrutura de serviços de A.A. no Brasil.

Para saber mais:

 Consulte o Manual de Serviço de A.A. a partir da página 63