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Compartilhando os passos, 6º passo

“Não podemos ensinar o caminho, porém podemos mostrar como tem sido nosso caminhar vivendo à maneira de A. A.”

Para que eu possa abandonar objetivos limitado talvez deva responder algumas perguntas:

– Que tipo de pessoa eu sou hoje?

– Como começo meu dia? Entregando ao Poder Superior ou deixando rolar?

– Que tipos de amigo eu tenho?

– Como é que os outros me vêem? Acreditam em mim ou não me levam muito a sério?

– Que tipo de pessoa eu desejo ser?

– Que qualidades e virtudes possuo hoje, que me serão necessárias para uma vida íntegra, útil e feliz?

– Que defeitos ainda tenho e preciso prontificar-me a deixar que Deus os remova? Orgulho, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, invejas, bebedeiras, glutonarias e coisas semelhantes a estas?

6º Passo:

Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.

“Abandonando objetivos limitados”

Cada um de nós, membros de A. A. sabe o que é prontificar-se. E cada um de nós sabe o que Deus pode fazer quando a gente se prontifica.

Além da experiência pessoal, quantas vezes já não ouvimos em reuniões experiências como esta: – “É claro, estava vencido, completamente derrotado. Minha própria força de vontade simplesmente não funcionava no caso do álcool. A mudança de ambiente, os melhores esforços de parentes, amigos, médicos e clérigos nada adiantaram no caso do meu alcoolismo. Simplesmente não conseguia parar de beber e nenhum ser humano parecia ter a capacidade de me ajudar. Porém, quando me dispus a “limpar a casa” e, então, roguei a um Poder Superior, Deus como eu o compreendia, que me libertasse, então minha obsessão para beber sumiu! Simplesmente foi arrancada de mim.”

Com pequenas variações, cada um de nós tem uma história parecida. Aquele exato momento em que parei de lutar, em que me rendi, eu estava me prontificando inteiramente e, nessa hora, Deus me ajudou.

Havendo alcançado uma completa libertação do alcoolismo porque então não deveríamos poder chegar pelos meios à perfeita libertação de qualquer outro problema ou defeito?

De que forma eu vou conseguir parar de lutar com meus defeitos de caráter ou parar de ser manipulado por eles?

Quando meu orgulho vai deixar de dominar minhas atitudes para com as outras pessoas?

E a luxúria? Quando eu estarei inteiramente pronto para que Deus remova todos os meus defeitos de caráter?

Provavelmente nunca. Como diz o próprio Passo: – quem de nós tem esse grau de disposição? Em sentido absoluto, provavelmente ninguém o tem. O melhor que podemos fazer, com a maior honestidade possível é tentar tê-lo.

E esse “tentar tê-lo” se traduz, acredito, pela prática dos cinco primeiros Passos.

Para que eu pare de lutar, para que eu me renda a Deus no Sexto Passo é preciso que eu faça a minha parte.

Qual é a minha parte? É abandonar meus objetivos limitados proporcionando a mim mesmo melhores condições para que eu me prontifique o mais inteiramente que for possível.

E como faço isso? Praticando firme e sinceramente os cinco primeiros Passos.

É preciso que já tenha acontecido em minha vida a rendição ao álcool; a consciência do desgoverno da vida; a crença em Deus; a entrega a Ele da vontade e da vida; o minucioso inventário moral de todas as minhas atitudes em que fui manobrado pelos meus defeitos de caráter e a admissão perante outro ser humano dessas falhas constantes do inventário.

Em última instância o que é verdadeiramente prontificar-se?

– É fazer a minha parte. Se ainda não estou livre dos meus defeitos de caráter, fazer a minha parte é não permitir que eles venham à tona e se mostrem em minhas atitudes.

Voltando ao livro é importante este trecho do Sexto Passo: “O que precisamos reconhecer agora é que nos regozijamos com alguns de nossos defeitos. Adoramo-los, realmente. Quem, por exemplo não gosta de sentir um pouquinho superior ao outro, ou mesmo bastante superior?”

Parece impossível pensar em gostar da luxúria. Mas, quantos homens e mulheres falam de amor da boca para fora e acreditam naquilo que dizem para que possam esconder a luxúria num canto escuro de suas mentes?

E mesmo ficando dentro dos limites convencionais muitas pessoas precisam admitir que suas excursões sexuais imaginárias são capazes de adornar-se como sonhos românticos.

O hipócrita também pode ser agradável.

De um modo perverso podemos até sentir satisfação pelo fato de que muitas pessoas nos aborrecem, por isso nos traz uma sensação cômoda de superioridade.

Fazer a minha parte ou prontificar-me é providenciar um esforço de auto domínio para que minhas atitudes e palavras com outras pessoas não sejam um reflexo desse ser acima descrito.

(Fonte: Revista Vivência Nº 116 – José Roberto)