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Mulher e Alcoólica

A boa acolhida da Irmandade ajudou a amenizar o impacto de saber-se doente.

Casei-me muito jovem, aos quinze anos de idade. Fiquei sete anos casada e tive um casal de filhos. Nessa época eu trabalhava num hospital e me sentia realizada profissionalmente. Fiquei sozinha por um tempo, depois conheci alguém e vivemos juntos por cinco anos, gerando minha filha caçula. Já tinha começado a beber, misturando com remédios. O tempo passou e desci ao fundo do poço. Já separada novamente, juntei-me a uma turma “da pesada”.

Tentei acabar com minha própria vida, mas não consegui. Cheguei a ser processada por conta de meus episódios de agressividade.

Um dia, resolvi ir a uma Igreja Batista, e lá conheci meu atual companheiro, que desde o início me incentivou a deixar de beber. Até me propôs uma internação, mas eu recusei, pois não queria ficar longe de meus filhos. Foram dois anos de muita luta. Este meu companheiro falou-me de alcoólicos anônimos. Acabou me trazendo um livrete da Irmandade, que li e que despertou o meu interesse, mas eu ainda relutava.

Até que, já cansada, resolvi escrever para a Junaab, contando todo o meu desespero e, pedindo ajuda. Logo recebi resposta. Fui tratada com muito carinho e atenção. Recebi uma revista VIVÊNCIA com o tema “Mulher”, que falava sobre o alcoolismo feminino. Eu não sabia que existiam mulheres com o mesmo problema que eu tinha. Assinei a Revista. Tenho mantido correspondência com a Junaab, o que me dá muita força.

Recentemente recebi uma carta na qual, com muito orgulho, sou chamada de “companheira”, pois faço parte do cadastro de participantes da RIS (Reunião de Internacionalistas e Solitários de A.A.), que é eficiente na minha recuperação.

Espero continuar em sobriedade no programa de A.A., pois para mim ele funciona de verdade. Agradeço a um Poder Superior e à Irmandade. E a todos deixo o meu forte abraço, com votos de felicidades de uma consciência sã.

(Lenice. Santana da Vargem/ MG)
Revista Vivência nº 70, pág. 17