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O grupo base, imagem de A. A.

Objetivos:

1. Conseguir que os líderes membros de A. A. conheçam e valorizem a importância de permanecer a um grupo que seja a base para seu trabalho de recuperação e serviço, em aplicação ao princípio que enuncia nosso objetivo principal: “nos mantermos sóbrios e ajudar a outros a alcançar a sobriedade”.
2. Conscientizar os participantes de que o seu grupo mostra a Irmandade como um todo aos visitantes e principalmente aos que chegam pedindo ajuda. O grupo é a imagem de A. A.
3. Explicar, respeitando plenamente a autonomia, como seria o funcionamento ideal de um grupo, como pode ser estruturado e como seus membros podem comportar-ser para a manutenção da unidade e participar do trabalho dentro do grupo e também do trabalho externo que o grupo possa fazer, no lugar onde esteja localizado.
4. Dar a consciência da responsabilidade de transitar a mensagem original com a literatura básica e do compromisso com a autossuficiência dos centros de serviço de toda a Irmandade.
5. Incentivar os membros do grupo a contribuir com os servidores e à formação e capacitação adequadas, dos eleitos como representantes nos Serviços Gerais, intergrupos e diferentes comitês de serviço.
6. Realçar a importância da participação do grupo na vida da Irmandade e da responsabilidade de aplicação das recomendações emanadas na Conferência de Serviços Gerais.

(Fonte: Guia de Capacitação de Liderança – pagina: 31)

Textos para leitura:

” O GRUPO DE A. A. EM AÇÃO ”

* INTRODUÇÃO

Através de observações e experiências adquiridas nestas poucas 24 horas vivenciando nossa Irmandade, venho observando um “mal crônico” que persiste em inquietar o A. A. no Brasil. Estou referindo-me aos baixos índices de Recuperação em nossos Grupos.

De tempos em tempos atribuiu-se esse problema a diversos motivos. Hoje os motivos são:
– A falta de literatura para orientar nossos antepassados quando da chegada do A. A. no Brasil.

– A inexistência de uma Estrutura de Serviços eficiente com Comitês e Comissões atuantes.

Tais motivos parcialmente solucionados desde 1969 com a fundação do hoje extinto CLAAB – Centro de Distribuição de Literatura de A. A. para o Brasil e, em 1974 quando foram convocados os primeiros Delegados de Área e realizado o 1º Conclave de A. A. no Brasil. Dois anos após com a Eleição dos Custódios em Assembléia realizada em 29 de fevereiro de 1976 – criou-se a JUNAAB – Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil – quando foi estabelecido o ESG – Escritório de Serviços Gerais. Estes foram realmente os primeiros Organismos de Serviços de A. A. registrados juridicamente no Brasil, fato ocorrido em 29 de junho de 1976.

O problema permanece irremovível, hoje com os seguintes discursos:

– Que os hábitos adquiridos nos tempos pioneiros, com a inexistência da Literatura, estão demais arraigados e somente serão diluídos com o tempo.

– Que a Estrutura de Serviços existente, não está sendo eficientemente usada no objetivo de recuperar os alcoólicos que ainda sofrem.

Se pesquisarmos profundamente com uma análise consciente, fatalmente iremos constatar que falta uma “Determinação obtida por uma ampla conscientização” empreendida pelos diversos segmentos de Serviços (Servidores) responsáveis, para uma tomada de posição no sentido de minimizarmos o problema.
Um posicionamento que objetive ascender os níveis de recuperação da Irmandade no Brasil, através do desenvolvimento de ações dinâmicas sensibilizadoras da profundidade dos Princípios Espirituais de nossa Irmandade.
Os doentes alcoólicos buscam A. A. porquê de alguma forma se sentiram atraídos pela imagem da Irmandade que lhe foi passada por alguma forma de divulgação ou pela abordagem de um membro, despertando- lhe um fio de esperança para cessar o sofrimento vivido.
A partir de nossas próprias experiências do primeiro dia, é fácil imaginar o que se passa pelas mentes doentes ante o desapontamento com a realidade mostrada nos Grupos de A. A., que na maioria das vezes desmente a concepção que tínhamos a respeito. A inverdade nunca poderá ser a base de um objetivo que envolve vidas humanas.
Se estabelecermos um confronto entre o que deveria ser uma real Programação de Recuperação de A. A., e o que é divulgado ou passado pelo abordante e a realidade que o ingressante irá constatar no Grupo, onde estará assistindo à sua primeira reunião, iremos detectar de uma forma generalizada as seguintes falhas e distorções:

– Desinformação sobre o que é realmente o Programa de Recuperação de A. A.:

Grande parte de responsabilidade pela má Recuperação, reside na qualidade do apadrinhamento realizado, quando o recém-chegado, após o primeiro dia, é lançado à sua própria sorte, sendo-lhe negadas as informações vitais de como proceder de agora em diante. É voz corrente em nossos Grupos: “Evite o Primeiro Gole… Freqüente as reuniões na medida do possível… e traga mais um, quando puder…” Esta é a orientação comum, precursora da inércia e estagnação, que presta o maior desserviço ao doente e à Irmandade.

– A Rotina e a Repetitividade:
A ignorância e o desconhecimento do que deve ser feito, levam os Grupos de A. A. a realizarem uma programação pobre e deficiente, onde a rotina e a repetitividade provocam o desânimo e a desmotivação, com o cansativo desfile pela “Cabeceira de Mesa” dos mesmos companheiros que contam sempre a mesma “estória”.

– Despreparo dos Servidores Responsáveis:
As lideranças de Grupos se afirmam mais pela assiduidade e pela capacidade de falar mais alto, que pelo grau de conhecimento dos Princípios de A. A. Assim o nível da programação oferecida é paralela ao preparo do Servidor dirigente. É lamentável o estrangulamento de Grupos de A. A. por mãos incapazes impulsionadas pela força do anseio individual.

– Inexistência de Clima Espiritual que Possibilite a Recuperação:
Os Grupos de A. A., com raríssimas exceções, não se preocupam com o estabelecimento deste clima espiritual, só obtido com a fiel obediência dos Princípios que orientam a nossa Irmandade. Enquanto houver meia observância deles, haverá sempre meia Recuperação. Onde estes Princípios não são observados, inexiste a Recuperação. E os exemplos estão aí mesmo, às centenas.
Diante deste quadro que se nos apresenta:

* O QUE FAZER?:

Para melhor entendimento do que tratamos até agora, vamos desmembrar este Tema em quatro pontos de suma importância, a saber:

1) O Grupo de A.A. – Como Entidade Espiritual.
2) O Grupo de A.A. – E o Espaço Físico.
3) O Grupo de A.A. – Cumprindo o Seu Propósito.
4) O Grupo de A.A. – E Nossas Falhas

– O Grupo de A.A. – Como Entidade Espiritual:

Para caracterizarmos o Grupo de A.A. como uma Entidade Espiritual, necessário se faz retornarmos no tempo e buscarmos nas primeiras preocupações com o trato do problema do alcoolismo as experiências obtidas. Senão vejamos:
A história de A.A. nos leva ao encontro do alcoólatra Holland H. com o eminente psiquiatra Dr. Carl Gustav Jung, em meados de 1930. Deste encontro tiramos a conclusão do que foi dito pelo Dr. Jung à Holland: “Que sua recuperação seria impossível pela ciência”. Disse-lhe também que a esperança de tal acontecer, residia na possibilidade de que ele, Holland H. chegasse a ter algum tipo de experiência espiritual ou religiosa, que buscasse um ambiente religioso e esperasse o melhor.
Em carta resposta que enviou a Bill W. o Dr. Jung diz: “A única forma correta e legítima para a dita experiência espiritual ou religiosa, é que ela ocorra realmente com você, e somente acontece quando estiver transitando pela estrada que conduz a uma compreensão mais elevada. Pode ser conduzida a esta meta por um ato de pura graça, por meio de um contato pessoal e honesto com semelhantes, ou ainda através de uma educação aprimorada da mente, mais além dos confins do mero relacionamento” .
Analisando as palavras do Dr. Jung, sentimos que Holland H. escolheu a segunda opção face às circunstâncias. E aí tudo começou, Holland H. conversando com Ebb T.; Ebb T. conversando com Bill W.; Bill W. conversando com Dr. Bob; Bill W. e Dr. Bob conversando com Bill D., ou seja um alcoólico conversando com outro alcoólico, sem desejar nada em troca, e nenhuma recompensa a não ser a esperança de continuar sóbrio.
Ainda com o objetivo de situar o Grupo de A.A. como Entidade Espiritual, lembremos os Grupos Oxford do clérigo Sam Snoemaker, ou da Igreja do Calvário onde os membros dos Grupos Oxford mais necessitados eram assistidos e alimentados. Lembremos de quando Bill W. em companhia de Alec, apesar de Ebby tentar impedi-los, se atiraram de joelhos diante do púlpito na Igreja do Calvário entregando suas vidas a Deus. E foi destes Grupos, que Bill W. selecionou os princípios que mais tarde transformaram- se em nossos Doze Passos. Foi vivenciando os Grupos Oxford que Bill W. pode aprender o que fazer e o que não fazer em relação aos alcoólicos. Como exemplo eis algumas lições aprendidas:
– Que não deveríamos ser um movimento de temperança, mas um movimento que deve se limitar a levar o alcoólico à sobriedade, isto é, em vez de se preocupar em salvar o mundo das diversas chagas sociais, A.A. deve se preocupar apenas em libertar os alcoólatras dos grilhões do alcoolismo.
– Que outras idéias e atitudes, como os famosos “Conceitos dos Absolutos”, é muitas vezes demais para os bêbados. Que as idéias de Pureza, da Honestidade, do Desinteresse e do Amor, devem ser alimentadas com colheres de chá homeopaticamente e não em doses cavalares.
– Que o anonimato é essencial, não só para proteger a Irmandade, mas também como instrumento para o desenvolvimento da espiritualidade. Que o membro de A.A. respeitando este princípio do anonimato, poderá agir e trabalhar, sempre com o espírito de ajuda ao próximo, de compreensão, sabendo que aquela sua ação ou trabalho jamais será trampolim para alcançar a fama, prestígio ou poder.
– Que A.A. deverá sempre dar a liberdade de falar, pensar e agir livremente, uma vez que o alcoólatra jamais se submeterá a quaisquer tipo de pressão, a não ser aquela exercida pelo álcool.
– Que A.A. jamais deverá intrometer-se na vida particular e privada de seus membros e, portanto, não fornece uma “orientação coletiva” para seu comportamento e aplicação na sua própria vida.
– Que A.A. apenas pode sugerir os Princípios de Recuperação, deixando sob a responsabilidade do próprio doente alcoólico a opção de exercitá-los ou não. Mas fica a advertência que, se seus membros desejam uma vida útil e feliz, não existe outro caminho, que não seja a submissão a estes Princípios.
Como podemos perceber, estes são princípios espirituais, que foram aproveitados dos Grupos Oxford e legados a nós membros ativos da Irmandade de A.A. para pô-los em prática.

” O GRUPO DE A. A. EM AÇÃO ” ( FINAL )

– O Grupo de A.A. – E o Espaço Físico:

A imagem física do Grupo de A.A. deve ser perfeitamente sintonizada com a imagem espiritual. A simplicidade deve revestir o espaço físico ocupado, de forma a permitir que ali se instale – pelo propósito único de seus membros na prática dos princípios espirituais da Irmandade – o ambiente espiritual a que se referiu o Dr. Jung, propiciador da recuperação através de um “Despertar Espiritual”.
Em síntese, o espaço físico, só será condizente com o que se propõe um Grupo de A.A., quando o seu visual no plano material, mantido pela relação espírito/matéria, estiver perfeitamente sintonizado com os Princípios da Irmandade: Recuperação, Unidade e Serviços.
O relacionamento matéria/espírito iniciou-se segundo Bill W., quando Ebb T. gastou de seu dinheiro para telefonar e pagar a passagem do metrô para ir ao seu encontro e transmitir a mensagem.

– Responsabilidade de Prover Espaço Físico:

Já sabedores de que nosso espaço físico é simples na sua aparência (física), podemos respirar aliviados e certificarmo-nos de nossa condição de participação.
Nossa Sétima Tradição nos diz: “Todos os Grupos de A.A. deverão ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando quaisquer doações de fora”. Desde nossa primeira participação numa sala de A.A. constatamos este fato, (através de uma sacola), evidentemente sentiremos ainda que seja tênue, a responsabilidade de também contribuirmos com a sacola. Este é o único lugar em A.A. onde o material funde-se com o espiritual. Por esta razão, devemos ter sempre em mente que: “O metal só brilha se houver luz”. Pode-se entender que o dinheiro (metal), só atingirá seu objetivo se for iluminado pela intenção da luz (espiritual) .
Diante do exposto concluímos que: a responsabilidade de prover o espaço físico do Grupo de A.A., cabe aos membros que compõem a Irmandade, a partir do seu auto-ingresso na mesma.

– Diferença entre Grupo de A.A. e Reunião de A.A.:

Talvez não seja bem aplicada a expressão “diferença”, desde que acreditamos que o Grupo de A.A. depende das Reuniões, e as Reuniões de A.A. dependem dos Grupos de A.A. Assim entendemos que: os Grupos de A.A. continuam a existir além dos horários das Reuniões, ajudando quando solicitado, com o 12º Passo, trabalhando em instituições e atividades de I.P. (Informação ao Público), integrado em Comissões de Colaboração com a Comunidade Profissional (CCCP) e Comissões Institucionais (C.I.), por intermédio do Organismo de Serviços Locais.
Assim a Consciência Coletiva de A.A. a nível mundial, parece concordar em seis pontos que definem um Grupo de A.A.:

1) Todos os membros de um Grupo de A.A. são alcoólicos, e todos os alcoólicos são qualificados para serem membros.

2) Como Grupo ele é totalmente auto-suficiente.

3) O propósito primordial de um Grupo é o de ajudar alcoólicos a se recuperarem através dos Doze Passos.

4) Como Grupo ele não emite opinião sobre quaisquer assuntos alheios à Irmandade.

5) Como Grupo sua norma de procedimento para com o público, se baseia na atração ao invés da promoção, e seus membros mantêm o anonimato em nível da imprensa, rádio, televisão e cinema.

6) Como Grupo ele não possui nenhuma outra filiação.

A realização de Reuniões programadas regularmente é a principal atividade de qualquer Grupo de A.A. Algum grau de organização é necessário para conservar a funcionalidade e a eficácia de tais reuniões. Nossa Quarta Tradição diz que: “Cada Grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros Grupos ou ao A.A. em seu conjunto”. Previsivelmente, portanto, as reuniões realizadas por nossos milhares de Grupos têm cada uma suas próprias características.

– O Grupo de A.A. – Cumprindo o seu Propósito:

Conforme está explícito em nossa Quinta Tradição, o único objetivo primordial de um Grupo de A.A. é o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
Nesta máxima duas perguntas se nos apresenta: A primeira é – Qual a mensagem deverá que deverá ser transmitida? A segunda é – Quem é o alcoólatra que ainda sofre?
Claro está que a resposta á primeira pergunta é: A Mensagem a ser transmitida é a Mensagem de A.A.; é a mensagem de esperança de futuro promissor; é a mensagem que irá mostrar ao doente alcoólico, a luz no fim do túnel em que ele entrou quando da sua militância alcoólica. É a mensagem legada a nós membros de A.A., através dos Doze Passos, aliás, nesta máxima ainda podemos notar que muito sabiamente está registrado “Transmitir a Mensagem” e não “Levar a Mensagem”. Será que já sabemos fazer a diferença entre a transmitir a mensagem e levar a mensagem?. Pesquisando no Dicionário, verificamos que: TRANSMITIR é “fazer passar de um possuidor ou detentor para outro” e LEVAR é fazer passar de um lugar para outro. Transportar” . Donde verificamos que – para se transmitir uma mensagem, principalmente de otimismo e esperança, é necessário antes de mais nada, ter tido uma experiência anterior ou vivido algo semelhante e com relativo ou mesmo grande sucesso.

Para a pergunta número dois, poderemos deduzir que o alcoólatra que ainda sofre, pode estar dentro do Grupo, assistindo mas não participando da reunião. Em conseqüência desta observação, formulamos uma terceira pergunta. Será que os Grupos de A.A. estão preparados para cumprirem seu propósito primordial de transmitir a mensagem de A.A. ao alcoólatra que ainda sofre? Particularmente não sei responder e acredito que não saberemos respondê-la, mas o que nós sabemos e procuramos despertar em nossos irmãos em A.A. é que, para atingir este propósito primordial, tão decantado e enfatizado na Quinta Tradição, torna-se absolutamente necessário, que algumas condições e circunstâncias sejam satisfeitas. E Alcoólicos Anônimos, na sua sabedoria, já nos oferece de mão beijada estas condições, basta apenas que nós, integrantes de um Grupo de A.A., as satisfaçamos. E a condição básica e essencial é que reine no Grupo de A.A., um ambiente de paz, de harmonia, de fraternidade, de confiança mútua e a somatória das qualidades que poderemos denominar de BEM-ESTAR COMUM.
Se um Grupo de A.A. dedicar todo o seu entusiasmo em criar tal ambiente, – o do BEM-ESTAR COMUM – meio caminho foi andado e vencido, para favorecer ao doente que ainda sofre. E o grande instrumento para se encontrar ou criar este ambiente, é a chave da Boa Vontade. Boa Vontade para aceitar que todas as decisões a serem tomados pelo Grupo de A.A., sejam tomadas através da Consciência Coletiva e não “na opinião do Grupo de A.A…. ” Também é necessário que o Grupo de A.A., esteja sempre com as portas abertas para receber o possível doente alcoólico que foi procurá-lo. E, em sendo procurado, evitar a todo e qualquer custo ou sacrifício, criar-lhe quaisquer tipo de obstáculo ou entrave, e até pelo contrário, deverá proporcionar- lhe as melhores condições de facilidade, oferecendo-lhe companheirismo, confiança e camaradagem, . É necessário também que, no Grupo de A.A. que deseje cumprir o seu propósito primordial, seus membros saibam respeitar não só os seus próprios limites e o de outros Grupos, mas também e principalmente os limites dos outros segmentos da sociedade. É necessário também para um Grupo de A.A. que deseje cumprir o seu propósito primordial, que se abstenha de coligar-se com qualquer outro Grupo de Ajuda Mútua ou movimento similar, evitando assim sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. Com estes procedimentos, muitos problemas poderão ser evitados e, dentre estes podemos citar, o problema da busca da fama, prestígio e poder, o que certamente os afastariam do seu propósito primordial – o de Transmitir a Mensagem ao Alcoólatra que ainda sofre.

– O Grupo de A.A. – E NOSSAS FALHAS:

A Tradição Cinco e o Passo Doze, que trazem em seu bojo a essência da nossa Irmandade, não sendo compreendidos e aplicados, tornam-se um empecilho à recuperação daqueles que já pertencem à Irmandade e àqueles que estão para chegar. A coragem para mudar aquelas coisas que posso, se aplica perfeitamente dentro de nossas falhas.
A justificativa de que deu certo para alguns, tem que ser descartada, porque o Programa de Recuperação sugerido por Alcoólicos Anônimos, é para todos e não para alguns.
Como a primeira tradução para o português do Livro Azul, livro básico de A.A. somente ocorreu nos idos de 1973 (?), podemos com absoluta certeza afirmar que de 1947 a 1973 (?), toda mensagem recebida e transmitida, baseava-se no folheto que o publicitário americano Herbert L. Daugherty entregou ao economista inglês Harold W. para traduzi-lo – “Folheto (Livro) Branco”, não tivemos a oportunidade de iniciarmos o A.A. no Brasil, com o livro básico de Alcoólicos Anônimos. Sabemos das dificuldades encontradas pelos nossos pioneiros, dificuldades estas vencidas através de suas boa vontade quase sempre alicerçadas no EU ACHO. Mas hoje os tempos são outros, e já contamos com um elevado número de títulos da Literatura de A.A., traduzidos e distribuídos pela JUNAAB.
Pergunta-se então: Porque continuamos persistindo em transmitirmos a mensagem de A.A., contrariando nossos escritos? Talvez esta seja a nossa principal falha.
Temos consciência que estamos errados e não temos coragem para mudar. Podemos observar que mesmo nossos Órgãos de Serviços cooperam para que a mensagem de A.A. seja distorcida. Numa rápida análise, uma verdadeira avalanche de coisas materiais, são oferecidas como integrantes do Programa de Recuperação, visando apenas o lucro material, contrariando frontalmente o enunciado na Tradição Cinco. No apêndice do LIVRO AZUL – cada grupo de A.A. deve ser uma entidade espiritual.. .
Que entidade espiritual é esta que oferece objetos materiais? A Mensagem de A.A. é uma proposta de crescimento espiritual, uma nova maneira de viver, através dos Doze Passos – princípios espirituais – que se aplicados em nossas vidas, podem expulsar a obsessão pela bebida alcoólica.
Existe uma idéia generalizada, que o Brasil é um país com grande número de analfabetos. Devemos lembra que o analfabeto não é surdo. O analfabeto ouvindo é tão capaz de transmitir a mensagem ouvida, como um erudito…
Nossos Doze Conceitos para Serviços Mundiais, lembram-nos que não existe A.A. de segunda classe. Todos nós membros de um Grupo de A.A., temos que ouvir a mesma mensagem. Se um Grupo de A.A. não ouve e não transmite a verdadeira mensagem de A.A., como pode ser um Grupo de A.A. em Ação? Um Grupo de A.A. em Ação, subtende-se que é um Grupo de pessoas imbuídas de um mesmo ideal, mesma confiança mútua, mesmo propósito, etc…
Para que isto aconteça, acreditamos que a liderança do Grupo de A.A., tem que acreditar nas mudanças necessárias e pagar o preço que estas mudanças acarretam. Devemos lembrar que estamos lidando com vidas humanas.
Em casos de vidas humanas, não existe meia recuperação. O Programa de A.A. é para recuperação integral do doente alcoólico que queira se recuperar e o Grupo de A.A. deve estar à disposição de qualquer um queira fazer parte deste Grupo de A.A., sem lhe ser apresentado nenhum obstáculo à sua chegada. Nossa falha é a de não abrirmos a caixa de ferramentas espirituais e colocá-la à disposição de quem os procura e também explicar-lhes como estas ferramentas têm nos ajudado. Nossa falha está em continuarmos desrespeitando nossas Tradições, da Primeira à Décima Segunda, que é a única maneira de nos mantermos unidos. A Tradição Nove é rica em ensinamentos quando diz: “a mesma sentença se aplica aos Grupos…”
Teríamos uma grande relação de nossas falhas, mas acredito que o plenário, também pode e deve acrescentar algumas falhas observadas no seu Grupo de A.A., no seu Escritório de Serviços, no seu Distrito, na sua Área… que as apresente, enriquecendo nosso trabalho.

Uma indagação: FALTA DE CORAGEM PARA MUDAR AQUILO QUE PODE SER MUDADO?

Isaias

BIBLIOGRAFIA:

– A.A. Atinge a Maioridade

– Alcoólicos Anônimos

– Doze Passos e Doze Tradições

– Doze Conceitos para Serviços Mundiais

– O Grupo de A.A.

O Grupo de A.A.
O que é, e como funciona
Companheiros(as), acredito que cada um de nós temos o nosso entendimento de “grupo” e desde que nascemos, passamos a fazer parte de um grupo qualquer, pois já iniciamos nossas vidas fazendo parte de um grupo – o familiar. Em seguida passamos a fazer parte do grupo de alunos na Escola, depois o grupo de amigos, etc. Assim, seguimos pela vida fazendo parte de grupos, os mais diversos. Mais tarde, devido a nossa doença do alcoolismo, viemos a fazer parte de um grupo de Alcoólicos Anônimos e isso graças a um Poder Superior que um dia manifestou na mente de um alcoólico, mostrando-lhe que ao conversar com outro alcoólatra, ele poderia ficar sem beber, e tudo começou a partir de 1934, quando Bill W. recebeu a mensagem de Ebby e mais tarde, já em 1935, Bill W. encontra com Dr. Bob e com a troca de experiências, eles conseguiram ficar sem beber. Desde então, os dois passaram a transmitir a mensagem a outros alcoólicos, que juntos formaram o primeiro grupo, que se reuniam na casa de Dr. Bob. A partir dali começou a surgir grupos de alcoólicos por todos os lados até se tornar uma Irmandade que tem como marco de sua fundação, o dia 10 de junho de 1935.
Naqueles primeiros dias, aqueles alcoólicos que se reuniam, ainda não podiam se chamar grupo de Alcoólicos Anônimos, pois ainda não existia a Irmandade e as reuniões eram feitas com a presença dos casais, quando, esposas acompanhavam seus alcoólicos à reunião. Enquanto eles trocavam suas experiências sobre a bebida e de como estavam recuperando-se, as mulheres ficavam conversando sobre outras coisas, e Anne, esposa de Dr. Bob fazia o café. Mais tarde, percebendo que os assuntos dos maridos não lhes interessavam diretamente, as esposas resolveram discutir seus próprios problemas, ou seja, as dificuldades que tinham com os maridos devido a sua bebida e assim, elas fundaram o Al-Anon.
Devido a transmissão da mensagem, foram surgindo outros grupos de alcoólicos por todos os lados, como em Akron – Clevelland – Nova Iork e em outros lugares. Bill W., Dr. Bob e outros companheiros, percebendo o crescimento do movimento, entenderam que precisavam escrever um livro que pudesse levar a outros alcoólicos suas experiências de como estavam conseguindo ficar sem beber. Assim, escreveram o livro que após analisarem vários títulos, e baseados no anonimato que eles já vinham praticando, foi sugerido o nome, “Alcoólicos Anônimos”. O livro foi publicado, e a partir daí, os grupos passaram a se chamar grupos de Alcoólicos Anônimos, quando deixaram de ser um amontoado de pessoas para se transformar num grupo de pessoas afins – todos alcoólicos.
Para que pudéssemos compreender melhor o significado da palavra “grupo” recorremos ao Dicionário e encontramos a seguinte definição: grupo é, amontoado de pessoas ou coisas; agregado, conglomerado de pessoas; sociedade; grupo de pessoas afins e/ou com um mesmo propósito.
O que é um Grupo de A.A.?
É uma pergunta que nem sempre conseguimos responde-la, pois a maioria de nós, membros, ainda não temos um entendimento correto do que é um Grupo de Alcoólicos Anônimos. A maioria dos membros tem como Grupo de A.A., o local onde se realizam as reuniões. Porém, segundo o livreto “O Grupo de AA” isso não é verdade, senão vejamos:
Como afirma claramente um trecho do texto da Terceira Tradição…, “Dois ou três alcoólicos quaisquer reunidos em busca de sobriedade podem se autodenominar um grupo de A.A., desde que, como grupo, não possuam outra afiliação.”
Alguns AAs reúnem-se como grupos de A.A. especializados – grupos masculinos, grupos para mulheres, grupos para jovens, grupos para médicos, grupos para homossexuais, e outros. Se seus participantes forem todos alcoólicos, e se abrirem suas portas para todos os alcoólicos que quiserem ajuda, independente de profissão, sexo ou outras distinções, e se atenderem todos os demais aspectos que definem um grupo de A.A., eles poderão denominar-se um grupo de A.A.
Conforme o texto acima, fica claro a definição do grupo de A.A., pois, para se considerar um grupo de A.A., ele precisa preencher esses requisitos: todos os membros do grupo são alcoólicos e eles mantêm a porta aberta para receber todos alcoólicos que desejam se recuperar. A partir do momento em que pessoas não alcoólicas passam a fazer parte do grupo, este grupo não deve ser considerado um grupo de A.A., pois deixou de ser um grupo de pessoas afins, que neste caso, todos alcoólicos, tornando-se um grupo misto.
Ainda sobre a definição do grupo, percebe-se a falta de compromisso com a Irmandade, por parte de muitos grupos. Se não vejamos a forma em que estamos tratando o assunto – anonimato. No livreto “As Tradições como elas se desenvolveu” Bill W. deixou escrito que a Irmandade promete ao membro que está chegando 100% de anonimato e isso não vem acontecendo em nosso meio, pois, nossos grupos deixaram de ser grupos de alcoólicos em busca de sua recuperação, para serem grupos mistos, onde nas reuniões, participam pessoas não alcoólicas, normalmente como membros. Em nosso entendimento, isso fere frontalmente, a Décima Segunda Tradição e jogamos por terra todo trabalho que nosso co-fundador, Bill W. teve para elaborar às nossas Tradições.
Também, temos o problema do relacionamento de A.A. com a Comunidade, são problemas por todos os lados, e um dos motivos, é o fato de não respeitarmos a Sexta e Sétima Tradições. Por exemplo: alguns Grupos envolvem o nome de A.A. com religião, (expondo imagens de santos e outras entidades em suas salas de reuniões); aceitam doações de fora, (usando espaço físico para realizarem suas reuniões sem pagar nada, aceitam doações diversas para realizar suas festas) etc; usam o espaço de reunião do grupo para a realização de outras atividades extra A.A. como (bailes, jogos, ponto de encontro para o 13º passo) etc; usam de meios escusos para arrecadar dinheiro para pagar suas despesas, como (rifas, almoço com venda de inscrições, inclusive para a comunidade, etc.
Assim, percebemos a série de problemas que vivemos atualmente e precisamos encontrar meios para resolvê-los. Não sabemos como ainda, mas juntos, com certeza iremos encontrar a melhor maneira de resgatar tudo aquilo que Bill W. sonhou que poderia ser a nossa Irmandade.
Alcoólicos Anônimos tem sido descrita como uma Organização incomum, pois “a responsabilidade final e a autoridade suprema para o Serviço Mundial recaem sobre os Grupos e não aos Custódios da Junta de Serviços Gerais ou sobre o Escritório de Serviços Gerais”.(Conceito I).
De acordo com o Conceito I, a partir de 1955, Bill W. passou para os grupos a responsabilidade do futuro da Irmandade. Acreditamos que naquele momento, todos os presentes concordaram com esta atitude dele em sair da frente, deixando que cada grupo resolvesse seus problemas da melhor forma possível. A partir de então, nem ele e tão pouco a Fundação poderiam interferir nas atividades dos grupos – seria liberdade total. Entretanto, os grupos, talvez não tenham dado conta de que tudo que ocorresse com a Irmandade dali para frente, seria de responsabilidade deles. A Quinta Tradição define bem a finalidade do grupo. Ele tem um único objetivo, o de transmitir a sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre. E para cumprir essa tarefa um “DEUS AMANTÍSSIMO” pode se manifestar na consciência coletiva desse grupo, permitindo aos seus membros se libertarem do alcoolismo e viverem uma vida significativa, feliz e útil. (Tradições 2ª e 5ª).
“… muita atenção foi dada para a extraordinária liberdade que as Tradições de A.A. permitem ao membro individual e ao seu Grupo: não serão aplicadas penalidades aos que não estiverem de acordo com os princípios de A.A.; não haverá taxas nem mensalidades – somente contribuições voluntárias; nenhum membro de A.A. será expulso – ser membro de A.A. será sempre da escolha do indivíduo; cada grupo deve conduzir os seus assuntos internos como bem lhe aprouver – sendo somente pedido que se abstenha de praticar atos que possam prejudicar A.A. como um todo e, finalmente, que qualquer grupo de alcoólicos que se reuna para conseguir sobriedade possa se chamar um grupo de A.A., desde que como grupo, não tenha outro propósito ou filiação”. (Garantia VI do Conceito 12). Essa liberdade do grupo expressa pela Garantia VI vem seguida de um alerta, e diz lá: “Sabemos que nós pessoalmente temos que escolher: ou os Doze Passos e Doze Tradições de A.A. ou encarar a dissolução e a morte, tanto como indivíduos quanto como grupos.” As vezes isso soa como uma ameaça, porém sabemos que a maioria de nós alcoólicos, não aceitamos este tipo de ameaça, parece que é da própria doença. Então nos rebelamos e às vezes fazemos tudo ao contrário do que nos sugere às Tradições e agindo assim, geralmente, terminamos de forma não muito agradável. Se for o grupo, ele vai deteriorando-se e entra em colapso. Daí começa as fofocas, os desentendimentos entre os membros, a freqüência vai caindo e o fim. Com o membro acontece mais ou menos a mesma coisa: ele passa a não concordar com os companheiros(as), tudo está errado, sempre procurando uma desculpa para não ir à reunião e começa a se sentir melhor fora do grupo. Com o tempo as coisas vão piorando e ele chega aquela frase fatal: “Será que está valendo a pena ficar sem beber?” Possivelmente, neste momento, ele está a um passo do primeiro gole, e geralmente ele vai beber.
Finalizando, gostaríamos de convidar os Companheiros(as), para analisarmos os pontos abaixo e fazermos uma reflexão sobre o nosso comportamento enquanto membro de A.A., individual e como grupo:
Procuramos conhecer o funcionamento e a sua estrutura interna de nosso Grupo?
Qual a responsabilidade do grupo com a manutenção da Irmandade?
Tenho me comportado como um verdadeiro membro de A.A., buscando a minha recuperação e participando ativamente do meu grupo base?
Tenho preocupado com o crescimento do meu grupo base através dos princípios?
Tenho dado o verdadeiro valor à Irmandade que salvou a minha vida, colocando-me à disposição do Grupo e/ou dos Órgãos de Serviços para servi-los?
Minha contribuição para com o meu grupo base, estão de acordo com as minhas condições?
Tenho buscado o conhecimento do que é o grupo e também, da Irmandade
como um todo?
Tenho contribuído para o bem estar do meu grupo base?
Tenho passado os meus conhecimentos e experiências para os recém-chegados?
Bem, acreditamos que as respostas honestas a estas perguntas, poderão nos ajudar a melhorar nossa postura dentro da Irmandade, e quem sabe mudar o rumo das coisas.
O GRUPO DE A.A. … Onde tudo começa

Alcoólicos ANÔNIMOS® é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.
. O único requisito para ser membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não há necessidade de pagar taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.
. A.A. não está ligada a nenhuma seita ou religião, nenhum partido político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apóia nem combate quaisquer causas.
. Nosso propósito primordial é
Direitos autorais © de The A.A. Grapevine, lnc.;
reimpresso com permissão

Publicado pela
JUNAAB – Junta de Serviços Gerais
de Alcoólicos Anônimos do Brasil.
Caixa Postal 3180
CEP 01060-970 São Paulo/SP
http://www.alcoolicosanonimos.org.br

Revisado em maio de 2002

Com autorização de
Alcoholics Anonymous World Services, Inc.
475 Riverside Drive
York, NY 10115

2.000 – 11/02 Impresso no Brasil

O grupo de A.A.

Índice
A única finalidade de A.A…………………………………………………………………..
A importância do anonimato……………………………………………………………….
Introdução…………………………………………………………………………………………
Como utilizar este livreto…………………………………………………………………….

O grupo… Onde começa a
estrutura de serviços de A.A.
O que é um grupo de A.A…………………………………………………………………….
Como tomar-se membro
de um grupo de A.A.?………………………………………………………………………….
A diferença entre as reuniões
abertas e as reuniões fechadas……………………………………………………………….
Que tipos de reunião são
realizadas pelos grupos de A.A.?……………………………………………………………
Ciclos…………………………………………………………………………………………………
O grupo base……………………………………………………………………………………….
Procedimentos sugeridos para as reuniões……………………………………………….
Autossuficiência: A Sétima Tradição………………………………………………………
Café, chá e companheirismo…………………………………………………………………..

Como funciona um grupo de A.A.
Como começar um novo grupo de A.A……………………………………………………
A escolha de um nome para o grupo de A.A…………………………………………….
O que fazem os membros do grupo de A.A………………………………………………
De quais servidores de confiança necessitamos?……………………………………….
Estrutura de Serviços Internos do grupo de A.A………………………………………..
Coordenador…………………………………………………………………………………………
Secretário……………………………………………………………………………………………..
Tesoureiro…………………………………………………………………………………………….
Representante de Serviços Gerais (RSG)………………………………………………….
Coordenador do CTO…………………………………………………………………………….
Representante da Vivência (RV)……………………………………………………………..
Como abordar e
ajudar os recém-chegados?……………………………………………………………………..

Princípios acima das personalidades
O princípio da rotatividade……………………………………………………………………..
O que é uma consciência de grupo esclarecida?………………………………………..
Inventário do grupo……………………………………………………………………………….
Reuniões de Serviço………………………………………………………………………………
Sobre os problemas do grupo………………………………………………………………….

Como o grupo se relaciona com A.A. como um todo
Como o grupo de A.A. se enquadra na
estrutura da Irmandade……………………………………………………………………………
O que é o ESG – Escritório de
Serviços Gerais?…………………………………………………………………………………….
O que faz o Escritório de Serviços Gerais?………………………………………………..
Quem está encarregado do ESG?……………………………………………………………..
Como são tomadas as “decisões
que afetam A.A.?”………………………………………………………………………………….
Como são financiados nossos
serviços nacionais?…………………………………………………………………………………
Como os grupos podem ajudar o ESG?……………………………………………………..
O que é um Escritório de
Serviços Locais (ESL)? Como funciona?…………………………………………………..
O que faz um Escritório
de Serviços Locais?…………………………………………………………………………………

O que A.A. não faz

A posição de A.A. no campo do alcoolismo
“Cooperação sem afiliação”……………………………………………………………………..
A.A. e outras entidades……………………………………………………………………………

Outras perguntas sobre A.A……………………………………………………………………
Os Doze Passos de Alcoólicos Anônimos…………………………………………………
As Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos…………………………………………….
As Doze Tradições – Forma longa………………………………………………………….
Os Doze Conceitos para os
Serviços Mundiais – Texto Integral………………………………………………………..

A única finalidade de A.A.
Quinta Tradição: Cada grupo é animado de um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.

“Há quem profetize que A.A. poderia muito bem se tornar uma nova ponta de lança para um despertar espiritual em todo o mundo. Ao dizerem isso, nossos amigos são tão generosos quanto sinceros. Mas nós, de A.A., devemos considerar que essa homenagem e essa profecia podem se converter num gole embriagante, se realmente acreditarmos que este é o propósito de A.A., e se começarmos a nos comportar de acordo.
“Nossa Sociedade irá portanto ater-se prudentemente à sua única finalidade: transmitir a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. Vamos resistir à presunçosa suposição de que, só porque Deus nos possibilitou sairmo-nos bem em uma única área de atuação, estaríamos destinados a ser um canal dispensador da graça salvadora para todo o mundo.”
Bill W., co-fundador de A.A., 1955

A importância do anonimato
Décima Segunda Tradição: O anonimato é o alicerce espiritual das nossas tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.

Qual a finalidade do anonimato em A.A.? Por que será que o anonimato é freqüentemente citado como sendo a mais importante proteção que a Irmandade tem para garantir sua existência e seu crescimento contínuos?
Na imprensa, radio, televisão e filmes, o anonimato enfatiza a igualdade de todos os membros de A.A. Ele refreia nossos egos facilmente infláveis; nossas descabidas convicções de que o violar o anonimato poderia ajudar alguém; e nossos desejos de reconhecimento pessoal ou controle. Acima de tudo, a Tradição do Anonimato recorda-nos que o que importa é a mensagem de A.A., não o mensageiro.
Em nível pessoal, o anonimato garante a privacidade de todos os membros. Essa é uma proteção freqüentemente muito importante para os recém-chegados, que poderiam hesitar em buscar ajuda em A.A. se tivessem qualquer motivo para acreditar que seu alcoolismo poderia ser publicamente revelado.
Na teoria, o principio do anonimato parece claro, mas nem sempre é fácil colocá-lo em prática. Seguem-se algumas diretrizes gerais selecionadas a partir da experiência dos grupos de A.A., e que podem ser úteis.

Mantendo o anonimato em público
Quando participamos como membros de A.A. em programas de rádio, televisão ou em filmes e vídeos, evitamos mostrar nossos rostos ou revelar nossos sobrenomes. Na imprensa escrita identificamo-nos apenas por nosso primeiro nome e a inicial do sobrenome.
Usamos nossos prenomes e a inicial do sobrenome apenas quando falamos como membros de A.A. em reuniões que não sejam de A.A. (Leia o folheto “Falando em Reuniões de Não-A.A.”)
Não escrevemos “A.A.” nos envelopes que enviamos pelo correio, nem mesmo na correspondência enviada aos órgãos de A.A. Nos materiais feitos para serem afixados quadros de avisos de A.A. ou impressos em programas de A.A. acessíveis ao público em geral, omitimos os sobrenomes e os títulos que possam identificar qualquer membro.

Entendendo o anonimato no grupo de A.A.
Podemos usar nossos sobrenomes dentro dos nossos grupos. Ao mesmo tempo, respeitamos o direito de cada companheiro de manter seu próprio anonimato da forma que desejar e tão rigorosamente quanto quiser. Alguns grupos mantêm listas de nomes e números de telefones fornecidos voluntariamente por seus membros e podem distribuí-los – mas apenas a membros do grupo.
Não reproduzimos nenhum depoimento pessoal feito nas reuniões de A.A. por qualquer companheiro. A palavra “anônimos” que consta no nome de nossa irmandade é uma promessa de privacidade. Além disso, a única história de recuperação que realmente podemos compartilhar é a nossa própria historia.
Em nossas relações pessoais com não-alcoólicos – e com pessoas que pensam que podem ter um problema com o álcool – podemos nos sentir à vontade para dizer que somos alcoólicos em recuperação (sem revelar nomes de outros membros de A.A.), embora se recomende discrição. Nesses casos, nossa franqueza pode ajudar a transmitir a mensagem.
Abstemo-nos de gravar em vídeo qualquer palestra ou reunião especial de A.A. que possa ser exibida em público. Alem disso, seguindo a recomendação da Conferencia de Serviços Gerais de 1980, é aconselhável que palestras de companheiros de A.A. na condição de membros, sejam realizadas ao vivo, evitando a tentação de, ao usar videoteipe, colocar personalidades acima dos princípios e assim encorajar o estrelismo dentro de A.A.
Para maiores informações sobre esta importante Tradição, consulte o folheto “Entendendo o Anonimato”.

Introdução
Como afirma o Conceito I:
A responsabilidade final e a autoridade suprema pelos serviços mundiais de A.A. deveriam sempre recair na consciência coletiva de toda a nossa Irmandade.

O grupo de A.A. – a palavra final da Irmandade
Dizem que Alcoólicos Anônimos é uma organização virada de ponta-cabeça porque a “responsabilidade final e a autoridade suprema pelos Serviços Mundiais recaem sobre os grupos – e não sobre os custódios, a Junta de Serviços Gerais ou o Escritório de Serviços Gerais em Nova Iorque”. (“Doze Conceitos Ilustrados para os Serviços Mundiais”).
Toda a estrutura de A.A. depende da participação e da consciência de cada grupo, e o modo como cada um desses grupos conduz seus assuntos afeta A.A. no mundo inteiro. Por isso, pessoalmente, estamos sempre conscientes da responsabilidade por nossa própria sobriedade e, como grupo, conscientes da necessidade de transmitir a mensagem de A.A. ao alcoólico que ainda sofre e que nos procura pedindo ajuda.
A.A. não tem nenhuma autoridade central. Dispõe apenas de uma organização mínima e algumas Tradições, ao invés de regulamentos. Como observou nosso co-fundador Bill W. em 1960, “respeitamos voluntariamente as Doze Tradições porque precisamos e porque queremos fazê-lo. Talvez o segredo de sua força resida no fato de essas mensagens inspiradoras brotarem de experiências de vida e estarem enraizadas no amor”.
A.A. é formada pela voz coletiva de seus grupos locais e de seus representantes na Conferencia de Serviços Gerais, os quais trabalham visando a unanimidade nas questões vitais para a Irmandade. Cada grupo funciona de modo independente, exceto em questões que afetem outros grupos ou A.A. como um todo.
O trabalho essencial dos grupos de A.A. é feito por alcoólicos que estão, eles próprios, recuperando-se através da Irmandade, e cada um está habilitado a realizar sua tarefa em A.A. da forma que julgar melhor, dentro do espírito das Tradições. Isso significa que funcionamos como uma democracia, sendo todos os planos de ação do grupo aprovados pela voz da maioria. Nenhum indivíduo isolado é nomeado para agir pelo grupo ou por A.A. como um todo.
Cada grupo é tão singular quanto uma impressão digital, e os modos de transmitir a mensagem de sobriedade variam não apenas de grupo para grupo, mas também de região para região. Agindo com autonomia, cada grupo traça seu próprio rumo. Quanto melhor informados estiverem seus membros e quanto mais forte e mais coeso estiver o grupo, maior será a garantia de que, quando alguém nos procurar em busca de ajuda, a mão de A.A. esteja estendida.
A maioria de nós só consegue se recuperar se houver um grupo. Como disse Bill, “aflora em cada membro a percepção de que ele é apenas uma pequena parte de um grande todo… Ele aprende que o clamor de seus desejos e ambições deve ser silenciado sempre que possa prejudicar o grupo. Fica evidente que o grupo precisa sobreviver para que o indivíduo viva”.

Como usar este folheto
Este livreto foi desenvolvido como um instrumento de informação e como um guia de sugestões para grupos de A.A. – e não para ditar a ninguém o que deve ser feito. Ele serve como um complemento ao Manual de Serviços de A.A. e outros títulos de nossa literatura (veja a contracapa) que abordam em maior profundidade questões especificas dos grupos.
Desenvolvido para facilitar consultas rápidas, o livreto aborda quatro áreas principais: (1) o que é um grupo de A.A.; (2) como funcionam os grupos; (3) a relação entre os grupos e a comunidade; (4) como cada grupo se enquadra na estrutura de A.A. como um todo.
O índice descreve, do modo mais completo possível, todos os assuntos relacionados ao grupo abordados neste livreto. Caso você tenha quaisquer outras duvidas, por favor entre em contato com o ESG – Escritório de Serviços Gerais de A.A. – que estará pronto para ajudá-lo em tudo o que for possível.

O grupo… Onde começa próxima parte
a estrutura de serviços de A.A.

O que é um grupo de A.A.
Como afirma claramente o texto integral da Terceira Tradição, “Nossa Irmandade deve incluir todos os que sofrem do alcoolismo. Não podemos portanto recusar quem quer que deseje se recuperar. A condição para tornar-se membro não deve nunca depender de dinheiro ou formalidade. Dois ou três alcoólicos quaisquer reunidos em busca de sobriedade podem se autodenominar um grupo de A.A., desde que, como grupo, não possuam outra afiliação.”
Alguns AAs reúnem-se como grupos de A.A. especializados – grupos masculinos, grupos para mulheres, grupos para jovens, grupos para médicos, grupos para homossexuais, e outros. Se seus participantes forem todos alcoólicos, e se abrirem suas portas para todos os alcoólicos que quiserem ajuda, independente de profissão, sexo ou outras distinções, e se atenderem todos os demais aspectos que definem um grupo de A.A., eles poderão denominar-se um grupo de A.A.
Os grupos de A.A. são referendados pelos Comitês de Área, após um ano de funcionamento experimental, recebendo apoio dos Escritórios de Serviços Locais (ESL).

Como tornar-se membro de um grupo de A.A.?
“Para ser membro de A.A. o único requisito é o desejo de parar de beber” (Terceira Tradição). A filiação a um grupo não exige portanto nenhuma formalidade. Assim como nos tornamos membros de A.A. bastando afirmar que o somos, do mesmo modo somos membros de um grupo ao afirmarmos isso e continuarmos a participar das reuniões.

A diferença entre as reuniões abertas e as reuniões fechadas
A finalidade de toda reunião de um grupo de A.A. como afirma nosso Preâmbulo, é permitir aos membros de A.A. que “compartilhem suas experiências, forças e esperanças a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo”. Com essa finalidade os grupos realizam reuniões abertas e reuniões fechadas.
As reuniões fechadas destinam-se exclusivamente a membros de A.A. e a pessoas que têm um problema com a bebida e “têm um desejo de parar de beber”.
As reuniões abertas são franqueadas a qualquer pessoa interessada no programa de recuperação do alcoolismo de Alcoólicos Anônimos.
Nos dois tipos de reunião o coordenador pode solicitar que os participantes limitem seus depoimentos a questões pertinentes à recuperação do alcoolismo.
Sejam abertas ou fechadas, as reuniões dos grupos de A.A. são coordenadas por membros de A.A., que determinam o formato de suas reuniões.

Que tipo de reuniões são realizadas pelos grupos de A.A.?
Nossa Quarta Tradição diz que “cada grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros grupos ou a A.A. em seu conjunto”. Previsivelmente, portanto, as reuniões realizadas por nossos milhares de grupos têm cada uma suas próprias características.
Os tipos mais comuns de reuniões de A.A. são:
1. Debates. Seja a reunião aberta ou fechada, um membro de A.A. que atua como “líder” ou “coordenador” abre a reunião da forma habitual e seleciona um assunto para discussão.
Geralmente esses assuntos derivam do nosso Livro Azul, ou dos livros Os Doze Passos e as Doze Tradições, Na Opinião do Bill ou ainda da revista Vivência. Algumas sugestões especificas de assuntos são: aceitação versus submissão; a liberdade através da sobriedade; princípios versus personalidades; medo (ou temores indefiníveis); rendição; gratidão; raiva; boa vontade; honestidade; atitude; ressentimentos; reparações; humildade e tolerância.
2. Públicas. Um ou mais membros selecionados antecipadamente “compartilham suas experiências” conforme descrito no Livro Azul, contando como estavam, o que aconteceu e como estão agora.
Dependendo das diretrizes gerais da consciência do grupo, alguns grupos preferem que os oradores tenham um tempo mínimo de sobriedade contínua. Pode-se também programar profissionais amigos de A.A.
3. Novos. Normalmente coordenadas por algum membro do grupo que já esteja sóbrio há algum tempo, essas reuniões incluem freqüentemente sessões de perguntas-e-respostas para ajudar os recém-chegados. Sobre essas reuniões veja o folheto Sugestões para Coordenar Reuniões de Novos.
4. Literatura. Uma vez que os Doze Passos são a base de nossa recuperação pessoal em A.A., muitos grupos dedicam uma ou mais reuniões por semana ao estudo alternado de cada Passo. (Alguns grupos abordam dois ou três Passos por reunião.) Esse mesmo formato pode ser aplicado às reuniões sobre o Livro Azul ou dos Doze Passos e Doze Tradições. Muitos grupos têm o habito de ler em voz alta trechos pertinentes do Livro Azul ou dos Doze Passos e Doze Tradições no início das reuniões.
5. Temáticas. Membros de A.A. do grupo base ou de outro grupo são convidados a proferir palestra sobre um tema escolhido. Normalmente a palestra tem duração de uma hora e a seguir acontece uma sessão de perguntas e respostas.
6. Mini-temáticas. O grupo distribui pequenos cartões com motivos extraídos da literatura de A.A. como sugestão para os depoimentos da primeira hora de reunião. Na segunda hora um membro do grupo familiarizado com o tema profere uma palestra de no máximo trinta minutos, seguida de uma sessão de perguntas e respostas de mais trinta minutos.
Além das reuniões descritas acima, os grupos também realizam os seguintes tipos de reuniões:
Serviços. Alguns grupos programam reuniões especiais ao longo do ano, independentes das reuniões normais, para que os servidores discutam sobre os assuntos do grupo com seus membros e deles obtenham a orientação do grupo. Normalmente os servidores do grupo são eleitos nessas reuniões. Consulte o capitulo sobre Reuniões de Serviço na pagina 37.
Inventario do grupo. São reuniões em que os participantes do grupo procuram verificar como o grupo está atendendo ao seu propósito primordial. Consulte o capitulo sobre o Inventario do grupo na pagina 36.
Vivência. Nessas reuniões discute-se sobre assuntos de A.A. abordados na revista Vivência.

Ciclos
Como fruto da experiência do A.A. brasileiro, realizam-se atualmente os chamados Ciclos de estudos da literatura de A.A., principalmente sobre os Doze Passos, as Doze Tradições, os Doze Conceitos para Serviços Mundiais e o livro Alcoólicos Anônimos (livro Azul).
Trata-se de eventos com duração de um, dois ou três dias. Normalmente são estruturados em grupos de trabalho que se reúnem após uma palestra geral sobre o assunto enfocado. São praticados principalmente pelos Distritos de A.A., mas podem também ser realizados por Escritórios Locais ou por grupos de A.A.

O grupo base
Tradicionalmente, a maioria dos membros de A.A. constatou, ao longo dos anos, que é importante pertencer a um grupo que possam chamar de seu “grupo base”. Este é o grupo onde o membro assume responsabilidades e tenta manter relações de amizade. Embora todo membro de A.A. seja habitualmente bem-vindo em qualquer grupo e sinta-se em casa em qualquer reunião, o conceito de “grupo base” continua sendo o vínculo mais forte entre o membro de A.A. e a Irmandade.
Pertencer a um grupo dá ao membro o direito de votar em questões que possam afetar o grupo e possam também afetar A.A. como um todo – num processo que forma a verdadeira pedra angular da estrutura de serviços de A.A. Tal como ocorre com todos os assuntos decididos pela consciência de grupo, cada membro de A.A. tem direito a um voto, e este voto idealmente deveria ser expresso em seu grupo base.
Ao longo dos anos, a própria essência da força de A.A. tem permanecido nos grupos base, os quais, para muitos membros, tornam-se uma extensão de sua família. Outrora isolados por seu modo de beber, os membros encontram no seu grupo base um sistema sólido de apoio contínuo, de amizade e, muito freqüentemente, de apadrinhamento. Também aprendem por experiência própria, através dos trabalhos do grupo, como “colocar princípios acima de personalidades” objetivando transmitir a mensagem de A.A.
Falando a respeito de seu próprio grupo, um membro declara: “Parte do meu compromisso é freqüentar as reuniões de meu grupo, receber os recém-chegados à porta, e estar à sua disposição – não somente por eles, mas por mim. Meus companheiros de grupo são as pessoas que me conhecem, que me ouvem e que me orientam quando eu me desvio. Eles me proporcionam sua experiência, sua força e o amor de A.A., capacitando-me a “levar adiante a mensagem ao alcoólico que ainda sofre”.

Procedimentos sugeridos para as reuniões
Não há um tipo ou formato de reunião que seja “o melhor”, mas alguns formatos funcionam melhor que outros.
Normalmente o coordenador abre a reunião com a leitura do Preâmbulo e algumas observações. Em alguns grupos observa-se um minuto de silencio e/ou recita-se a Oração da Serenidade. Em outros lê-se algum trecho do livro Alcoólicos Anônimos – normalmente uma parte do Capitulo 5 (“Como funciona”) ou do Capítulo 3 (“Mais sobre o alcoolismo”). Em muitas reuniões promove-se a leitura em voz alta de um capítulo, ou parte de um capítulo, de Os Doze Passos e as Doze Tradições. Convidar diferentes membros ou visitantes para que façam a leitura ajuda especialmente os recém-chegados a sentirem-se participando da vida do grupo.
O coordenador pode enfatizar a importância de preservar o anonimato dos membros de A.A. fora da reunião e recomendar aos participantes que “deixem aqui o que aqui ouviram”. (Sobre esse assunto, consulte o folheto Entendendo o Anonimato)
Muitas reuniões são encerradas com o Pai-Nosso ou com a Oração da Serenidade.

Auto-suficiência: A Sétima Tradição
Não existem taxas ou mensalidades para pertencer a A.A., mas temos nossos gastos. Respeitando nossa Sétima Tradição, os grupos podem “passar a sacola” para cobrir despesas de aluguel da sala, água e café aos presentes, literatura de A.A., folhetos, relações de grupos e contribuições para os serviços prestados pelo ESL, comitês de Distrito ou de Área e pelo ESG. Os membros de A.A. são livres para contribuir com a quantia que desejarem, ate um máximo equivalente a US$2.000,00 (dois mil dólares) por ano.

Café, chá e companheirismo
Muitos membros de A.A. contam que fizeram muitos amigos nas conversas ao redor do café durante os intervalos, ou antes e depois das reuniões.
Na maioria dos grupos são os próprios membros que preparam cada reunião, fazem o café e limpam a sala. Você ouvirá com freqüência membros de A.A. afirmarem que começaram a se sentir “realmente participantes” quando começaram a fazer o café e a arrumar as cadeiras, fazendo “terapia ocupacional”. Alguns recém-chegados acreditam que essas atividades amenizam sua timidez e facilitam o contato com os outros membros do grupo.

Como funciona um grupo de A.A.
Quarta Tradição: Cada grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros grupos ou a A.A. em seu conjunto.

Como começar um novo grupo de A.A.
Pode ser que você esteja pensando em começar um novo grupo. As razões para isso podem variar, mas o modo de fazê-lo é basicamente o mesmo.
O importante para formar um grupo de A.A. é haver dois ou três alcoólicos que o queiram; alem da cooperação de outros membros de A.A., um ligar para as reuniões, uma garrafa de café, literatura de A.A., listas de endereços de grupos e alguns suprimentos simples.
Uma vez que o grupo esteja pronto pra funcionar, é importante divulgar sua existência para os grupos mais próximos, para o Escritório de Serviços Local, os comitês de Distrito e de Área e o Escritório de Serviços Gerais. Essas fontes, podem proporcionar grande apoio.

A escolha de um nome para o grupo de A.A.
Por mais meritória que possa ser qualquer atividade ou instituição, a experiência nos ensinou que os grupos de A.A. devem evitar cuidadosamente toda forma de filiação ou endosso de qualquer empreendimento fora de A.A.
Sexta Tradição: Nenhum grupo de A.A. deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem do nosso objetivo primordial.
É necessário evitar qualquer aparência de vínculo de A.A. com qualquer organização, associação ou instituição política ou religiosa.
Por conseqüência, um grupo de A.A. que se reúna numa instituição correcional ou de tratamento, ou numa igreja, deverá ter o cuidado de não usar o nome dessa instituição, escolhendo algum nome totalmente diferente para o grupo. Com isso busca-se deixar claro que o grupo de A.A. não está vinculado ao hospital, igreja, prisão, centro de tratamento, etc., mas simplesmente aluga espaço para suas reuniões.
Nossa consciência de grupo recomenda que reuniões de propósitos especiais não constem das listas de reuniões de A.A.
O propósito primordial de qualquer grupo de A.A. é transmitir a mensagem aos alcoólicos. A experiência com o álcool é algo que todos os membros de A.A. têm em comum. É ilusório sugerir ou dar a impressão que A.A. resolve outros problemas ou que sabe como proceder com respeito à dependência de drogas.
A Conferência também recomenda que nenhum grupo de A.A. seja batizado com o nome de qualquer pessoa, viva ou morta, AA ou não-AA. Essa é uma das maneiras pelas quais podemos “colocar os princípios acima das personalidades”.

O que fazem os membros do grupo de A.A.
“Eu sou responsável… quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, quero que a mão de A.A. esteja sempre ali. E por isto eu sou responsável”. Em outras palavras, quando os recém-chegados se dirigem a uma sala de reunião, queremos que A.A. esteja lá para eles assim como esteve para nós – coisa que só poderemos fazer continuamente se funcionarmos como grupo.
Entretanto, para que um grupo funcione continuamente, uma série de tarefas têm que ser realizadas. É através dos esforços combinados e do contínuo comprometimento dos membros do grupo que será possível:
* Providenciar e manter um local para as reuniões.
* Programar as reuniões.
* Coletar as contribuições e alocá-las e gastá-las adequadamente.
* Dispor sempre de literatura aprovada pela Conferência.
* Dispor sempre da revista Vivência e de listas dos grupos locais.
* Dispor sempre de água e café.
*Divulgar aos alcoólicos da região que existe um grupo de A.A. e onde encontrá-lo.
* Responder aos pedidos de ajuda.
* Ventilar e resolver os problemas do grupo.
* Manter contato contínuo com o restante de A.A. – localmente através do ESL, em nível nacional através do Comitê de área, e internacionalmente através do Escritório de Serviços Gerais.

De quais servidores de confiança necessitamos?
É preciso que haja gente para realizar as tarefas do grupo. A maioria de nós concorda que A.A. nunca deveria “organizar-se”. Entretanto, desde que não coloquemos em risco nosso compromisso de preservar nossa Irmandade democrática e espiritual, podemos “criar juntas ou comitês de serviços, diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços” (Nona Tradição). Esses servidores dos grupos de A.A. são denominados “servidores de confiança”, sendo normalmente eleitos pelo grupo para períodos limitados de serviços. Como recorda nossa Segunda Tradição, “Nossos lideres são apenas servidores de confiança; não têm poderes para governar”.
Os grupos constataram que a inviabilidade de se eleger não-alcoólicos para servir ao grupo, uma vez que faltaria a eles a necessária identificação com nosso propósito primordial ou com os outros membros do grupo. Cada grupo determina o período mínimo de sobriedade sugerido para que um membro seja elegível para algum encargo. A diretriz geral poderia sugerir de seis meses a um ano ou mais de contínua sobriedade.
Os encargos podem ter títulos, mas títulos em A.A. não significam autoridade ou honrarias: apenas descrevem serviços e responsabilidades. Constatou-se que geralmente não funciona entregar cargos a certos membros apenas para ajudá-los a permanecerem sóbrios. Ao contrário, o bem-estar do grupo deverá ser a única preocupação ao se escolher servidores. Na época da eleição dos servidores, poderá ser muito útil fazer no grupo uma revisão da Primeira e da Segunda Tradições.
Os grupos podem garantir de várias maneiras que os serviços necessários sejam realizados com o mínimo de organização. Veja abaixo um quadro sugerido de servidores do grupo.

ESTRUTURA DE SERVIÇOS
INTERNOS DO GRUPO DE A.A.

Seguem-se os cargos instituídos por muitos grupos para servi-los internamente e junto à comunidade externa.

Coordenador: O coordenador do grupo serve durante um período especifico de tempo (normalmente seis meses ou um ano). A experiência sugere que o coordenador deva ter ao menos um ano de sobriedade contínua e, idealmente, deveria ter ocupado antes outros cargos no grupo.
Sua função é coordenar as atividades dos demais servidores do grupo e dos membros que assumirem a responsabilidade pela literatura, acolhida, café, programação de reuniões internas e outras atividades vitais para o grupo.
Quanto mais o coordenador e os demais servidores do grupo estiverem informados sobre A.A. como um todo, melhor exercerão suas funções. Tendo claramente em mente a Primeira Tradição e estimulando os membros a se familiarizarem com todas as Tradições, eles contribuirão para garantir que o grupo se mantenha saudável.

Secretário: À semelhança do coordenador, o secretário também precisa ser um servidor versátil. Em grupos que não têm coordenador, os secretários executam suas tarefas. Cada grupo tem procedimentos próprios, mas, a menos que existam outros servidores ou comitês, geralmente é atribuição dos secretários:
* Divulgar informações sobre atividades e eventos importantes de A.A.
* Manter atualizado um arquivo estritamente confidencial dos nomes, endereços e números de telefone dos membros do grupo (sujeito à aprovação de cada membro), e saber quais deles estão disponíveis para chamados de Décimo Segundo Passo.
* Manter um registro dos aniversários de sobriedade dos membros, caso o grupo assim o deseje.
* Manter um quadro de avisos para fixação de notícias e boletins de A.A.
* Certificar-se de que o distrito, o ESL e o Escritório de Serviços Gerais sejam informados por escrito de qualquer mudança de endereço, local, horário de reuniões ou servidores do grupo.
* Certificar-se de que os livros, livretos e folhetos aprovados pela Conferência estejam disponíveis e adequadamente expostos durante as reuniões.
* Aceitar e designar companheiros para atividades de Décimo Segundo Passo (a menos que haja um coordenador especifico para essa atividade).
* Transmitir aos membros do grupo a correspondência recebida.

Sétima Tradição: Todos os grupos de A.A. deverão ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.

Tesoureiro: Os grupos de A.A. são auto-suficientes através da contribuição voluntária de seus membros. A sacola que circula nas reuniões geralmente cobre as necessidades financeiras do grupo, sobrando o suficiente para que o grupo possa assumir sua parte na manutenção do ESL, do Comitê de Distrito e de Área e do Escritório de Serviços Gerais.
Ninguém é obrigado a contribuir, mas a maioria dos membros contribui. Os que podem contribuir geralmente se dispõem a colocar um pouco mais na sacola, para compensar os que não podem. Os fundos do grupo destinam-se a cobrir serviços como por exemplo:
* aluguel da sala;
* literatura de A.A.;
* lista dos grupos locais, geralmente adquiridas do ESL mais próximo ou do Comitê de Áreas;
* água e café;
* Contribuição aos órgãos de serviço de A.A., feita normalmente a cada mês ou a cada trimestre.
O tesoureiro normalmente mantém registros claros no livro-caixa e informa ao grupo quanto dinheiro foi arrecadado e quanto foi gasto. Fazem relatórios e demonstrativos financeiros periódicos ao grupo. Pode-se evitar problemas mantendo os fundos do grupo numa conta bancária separada que exija duas assinaturas em cada cheque.
A experiência de A.A. indica claramente não ser adequado que o grupo acumule grandes valores alem do necessário para suas despesas acrescido de uma reserva prudente. Esse valor deverá ser determinado pela consciência do grupo. Também podem surgir problemas quando o grupo aceita contribuições exageradas, em dinheiro, bens ou serviços, feitas por um único membro.
O folheto Auto-Suficiência pelas Nossas Próprias Contribuições, aprovado pela Conferência, contem sugestões de como o grupo pode contribuir para os serviços de A.A.
Atualmente grupos em todo o Brasil têm adotado o Plano 60-25-15. Esse plano consiste em o grupo, após cobrir todas as suas despesas mensais, e deduzida a parcela correspondente à sua reserva prudente, remeter o saldo registrado em seu livro caixa ao ESL. Fica a cargo do próprio ESL, a retenção de 60% desses fundos para seu uso próprio, repassando 25% daquela quantia para o Comitê de Área e 15% para o ESG.
Alem disso o ESG, os Comitês de Área e ocasionalmente de Distrito, bem como os ESL, aceitam contribuições de membros individuais – desde que não ultrapassem valor equivalente a dois mil dólares anuais. As contribuições provenientes de espólios em valores equivalentes a uma parcela única de no máximo dois mil dólares são aceitáveis, desde que sejam provenientes de membros de A.A.
Alguns membros celebram seus aniversários de sobriedade enviando um “presente” ao Escritório de Serviços Gerais para expressar sua gratidão pelos serviços prestados em todo o país – geralmente são contribuições do equivalente a um dólar por ano de sobriedade. Converse com o RSG de seu grupo, ou escreva para o ESG para obter maiores detalhes a respeito.

Representante de Serviços Gerais (RSG): Trabalhando através dos Comitês de Distrito e de Área, o RSG é o contato do grupo com a Conferência de Serviços Gerais, através da qual os grupos compartilham suas experiências e divulgam a consciência coletiva de A.A. Chamados algumas vezes de “guardiões das Tradições”, os RSGs se familiarizam com o Terceiro Legado de A.A.: nossa responsabilidade espiritual de servir gratuitamente. Geralmente eleitos para períodos de dois anos, são tarefas do RSG:
* representar os grupos no Distrito e nas assembléias gerais de Área;
* manter os membros do grupo informados sobre as atividades de serviços gerais em suas áreas;
*receber e divulgar em seu grupo toda correspondência recebida dos demais órgãos de serviço e o BOB Mural, que é o principal instrumento de comunicação entre o ESG e a Irmandade.
O RSG também pode ajudar seu grupo a resolver uma série de problemas, especialmente os relacionados às Tradições. Para servir seu grupo, o RSG pode se apoiar em todos os serviços oferecidos pelo ESG (veja à página 40).
Junto com o RSG elege-se um suplente, para a eventualidade de o titular não poder comparecer a todas as reuniões de Distrito e de Área. O suplente deveria ser estimulado a dividir as responsabilidades com o titular no grupo, no Distrito e na Área. (Para maiores informações, consulte o Manual de Serviços de A.A., paginas 25 a 27)

Coordenador do CTO: É o coordenador do comitê responsável pela divulgação do grupo junto à comunidade. Reúne-se com os coordenadores de CTO dos demais grupos no CTO do Distrito. Para maiores detalhes sobre este trabalho leia o Manual do CTO.

Representante da Vivência (RV): A tarefa do RV é divulgar a revista brasileira da Irmandade – Vivência – junto aos membros do grupo, e familiarizá-los com a oportunidade de aprimoramento da sobriedade que ela oferece, através de artigos baseados em experiências pessoais de recuperação escritos por companheiros de A.A., alem dos artigos escritos por não-AAs sobre suas experiências profissionais. Chamada às vezes de “reunião impressa”, a Vivência também publica um calendário mensal dos eventos especiais de A.A.
O RV eleito pelo grupo deve enviar seu nome e endereço para: Vivência, caixa Postal 3180, CEP 01060-970, São Paulo-SP. Os mesmos dados devem ser enviados para o Coordenador Estadual de Vivência do ESL. Com estas informações ele será devidamente cadastrado e receberá regularmente correspondência com os formulários de assinatura de Vivência.
Outras atribuições do RV são:
* Informar ao grupo a chegada de cada nova edição e comentar sobre as matérias nela publicadas;
*Fazer com que a Vivência sempre esteja exposta em lugar visível no grupo e, se possível, manter um pequeno mural com frases da ultima edição, cupom de assinatura, lista das assinaturas vencidas e a vencer, etc.
* Sugerir aos companheiros mais antigos o uso da revista no apadrinhamento;
* Sugerir ao grupo que ofereça assinaturas de cortesia da Vivência a médicos, religiosos, juizes, advogados, delegados, assistentes sociais, jornalistas, repórteres, etc.
* Sugerir ao grupo que use artigos da revista nas reuniões com temas e nos trabalhos do CTO;
* Motivar os membros do grupo a mandarem colaborações para a Vivência: artigos, desenhos, etc.
* Solicitar aos profissionais, principalmente àqueles que conhecem o nosso programa, o envio de artigos à revista;
* Orientar e motivar os companheiros a fazerem ou renovarem suas assinaturas, e encaminhar à Vivência as assinaturas, renovações e sugestões dos assinantes;
* Manter contato com o Representante de Vivência do Distrito (RVD) ou Representante de Vivência do ESL, para a solução de eventuais problemas.

Como abordar e ajudar os recém-chegados?
Naturalmente nenhum alcoólico pode ser ajudado por A.A. a menos que saiba da nossa existência e onde nos encontrar. Por isso é importante que os grupos de cidades menores divulguem o local e o horário de suas reuniões nas diversas entidades públicas locais existentes. Junto com essa informação, vale a pena distribuir o folheto A.A. num Relance ou Alcoólicos Anônimos em sua Comunidade.
Nas grande áreas urbanas pode-se usar as listas de grupos fornecidas pelos ESLs com essa finalidade.
Devem os grupos de A.A. anunciar ao público em geral reuniões abertas para obter informações sobre A.A.? Alguns grupos o fazem, por uma única razão: para permitir que a comunidade conheça a ajuda disponível para alcoólicos através de nosso programa. Pequenos anúncios são comumente colocados nas seções de serviços comunitários dos jornais locais para permitir que as pessoas saibam como encontrar a reunião de A.A. mais próxima, caso o desejem.
Para sugestões de material de divulgação, consulte o Manual do CTO.
Alguns grupos mantêm uma relação dos membros disponíveis para fazer o trabalho de Décimo Segundo Passo. Os grupos podem ainda formar comitês de recepção para garantir que todo recém-chegado, seja ele visitante ou companheiro em potencial, seja bem recebido.
Geralmente os padrinhos assumem a responsabilidade de ajudar os recém-chegados a encontrar seu caminho em A.A. Para melhor orientação consulte o folheto Perguntas e Respostas sobre o Apadrinhamento.

Princípios acima das personalidades
Segunda Tradição: Somente uma autoridade preside, em ultima análise, ao nosso propósito comum – um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência coletiva. Nossos lideres são apenas servidores de confiança; não têm poderes para governar.

O princípio da rotatividade
Tradicionalmente a rotatividade impede que membros de A.A. se perpetuem nos cargos. Também garante que as tarefas do grupo, como quase tudo em A.A., sejam compartilhadas por todos. Muitos grupos já elegem suplentes para cada um dos servidores de confiança, e os preparam para assumir os cargos de seus titulares, quando estes ficam vagos, enquanto o grupo escolhe novos membros para preencher as suplências.
Pode ser difícil deixar um cargo de A.A. do qual você goste. Se você fez um bom trabalho, se honestamente não vê ninguém disposto, capacitado ou com tempo disponível para fazê-lo, e se seus amigos tiverem a mesma opinião que você, será especialmente mais difícil. Mas esse será um verdadeiro passo para o seu crescimento – um passo em direção à humildade, que é, para muitos, a essência espiritual do anonimato.
Entre outras coisas, o anonimato na Irmandade significa que abrimos mão de qualquer prestígio pessoal em função de qualquer trabalho que façamos para ajudar alcoólicos. No espírito da Décima Segunda Tradição, o anonimato nos lembra de sempre “colocarmos princípios acima de personalidades”.
A rotatividade nos proporciona recompensas espirituais bem mais duradouras que qualquer fama. Como em A.A. não há nenhum “status” em jogo, não precisamos competir por títulos e glorias – e temos total liberdade para servir na medida em que formos necessários.

O que é uma consciência de grupo esclarecida?
A consciência de grupo é a consciência coletiva dos membros do grupo, e representa portanto substancial unanimidade em qualquer assunto, antes que qualquer ação definitiva seja tomada. Os membros do grupo alcançam isso compartilhando completamente as informações, os pontos de vista individuais e através da prática dos princípios de A.A. Estar plenamente informado exige a disposição de ouvir a opinião da minoria com mente aberta.
Em questões delicadas, o grupo trabalha lentamente, desestimulando moções formais até que aflore um entendimento claro da visão coletiva. Colocando princípios acima de personalidades, os membros são cautelosos com as opiniões dominantes. O resultado baseia-se em algo mais do que uma simples contagem dos votos “a favor” e “contra”, justamente por ser a expressão espiritual da consciência do grupo. A expressão “consciência de grupo esclarecida” significa que a informação pertinente foi examinada e que todos os pontos de vista foram ouvidos antes que o grupo votasse.

Inventário do grupo
Muitos grupos realizam periodicamente uma “reunião de inventário do grupo” para avaliar como estão cumprindo com o propósito primordial: ajudar alcoólicos a se recuperarem através dos Doze Passos sugeridos por A.A. Alguns grupos fazem o inventário examinando as Doze Tradições, uma de cada vez, para determinar o quanto estão vivendo de acordo com esses princípios.
Os grupos interessados em realizar inventários regulares acharão útil uma revisão do Décimo Passo. As perguntas a seguir, recolhidas a partir da experiência compartilhada de A.A., poderão ser úteis para se chegar a uma consciência de grupo esclarecida. Os grupos provavelmente vão querer acrescentar suas próprias perguntas a esta lista:
1. Qual o propósito básico do grupo?
2. Que mais o grupo pode fazer para transmitir a mensagem?
3. O grupo está atraindo alcoólicos de diferentes origens? Estamos vendo no grupo uma amostra representativa da nossa comunidade?
4. Os novos membros permanecem conosco, ou está havendo uma excessiva rotatividade? Se assim for, qual a razão? O que podemos fazer a respeito como grupo?
5. Estamos enfatizando a importância do apadrinhamento? Com que eficiência? Como podemos melhorar?
6. Temos o cuidado de preservar o anonimato dos membros de nosso grupo e de outros AAs fora das salas de reunião? Deixamos na sala as confidências compartilhadas nas reuniões?
7. Dedicamos algum tempo a explicar a todos os membros do grupo a importância de realizar as tarefas de cozinha, arrumação e outros serviços essenciais que são parte integrante do nosso trabalho de Décimo Segundo Passo?
8. Todos os membros estão tendo oportunidade de falar nas reuniões e de participar das demais atividades do grupo?
9. Tendo em mente que o preenchimento dos cargos é uma grande responsabilidade, e que não deve ser encarado como o resultado de um concurso de popularidade, estamos escolhendo cuidadosamente quem ocupa esses cargos?
10. Estamos fazendo todo o possível para proporcionar um local de reunião agradável?
11. O grupo cumpre com sua justa parcela na realização dos propósitos de A.A., como descritos nos nossos Três Legados – Recuperação, Unidade e Serviço?
12. O que o grupo tem feito ultimamente para divulgar a mensagem de A.A. junto a profissionais da comunidade – médicos, sacerdotes, autoridades legais, educadores e outros, que freqüentemente são os primeiros a entrar em contato com alcoólicos que precisam de ajuda?
13. Como o grupo está cumprindo sua responsabilidade em relação à Sétima Tradição?

Reuniões de Serviço
Na maioria dos grupos o coordenador, ou algum outro servidor, convoca as reuniões de serviço, que habitualmente se realizam mensalmente ou trimestralmente.
Embora alguns grupos possam ocasionalmente permitir a presença de pessoas que não são membros do grupo, apenas os membros têm direito a voto. A pauta dessas reuniões pode incluir: a eleição de novos servidores, a programação de reuniões; a apresentação e discussão do relatório periódico do tesoureiro; a apresentação do relatório de atividades do representante de serviços gerais e de outros servidores do grupo; a distribuição dos fundos excedentes entre o ESL, o ESG e o Comitê de Área, etc.
Antes de realizar votações, é essencial que todos os fatos relevantes sobre o assunto em exame sejam levados ao conhecimento dos membros. Em muitos casos, pode-se pedir a alguns membros que examinem os prós e os contras da questão e os apresente na reunião. Chegar a uma consciência de grupo esclarecida, tanto nas grandes questões quanto nas pequenas, pode levar algum tempo. Mas é importante que os pontos de vista da minoria e dos divergentes sejam ouvidos junto com os da maioria (veja a pagina 34). Em alguns casos, podem até mudar o curso dos acontecimentos.
As reuniões de serviço são geralmente programadas para antes ou depois das reuniões regulares do grupo. Elas tendem a ser informais, mas os costumes variam de grupo para grupo. Alguns grupos já tentaram importar procedimentos parlamentares para suas reuniões de serviço, apenas para descobrir que muitos membros não têm conhecimento desse tipo de procedimentos e sentem-se muito intimidados para falar. Alem disso, a natureza espiritual de nossa Irmandade, incorporada em nossas Tradições e em nossos Conceitos, já nos proporcionam ampla orientação.

Sobre os problemas do grupo…
Problemas do grupo geralmente são a evidência de uma saudável e desejável diversidade de opiniões entre os membros. Eles nos dão a oportunidade de “praticar estes princípios em todas as nossas atividades”, conforme nos diz o Décimo Segundo Passo.
Os problemas do grupo podem incluir questões comuns em A.A., tais como: o que o grupo deve fazer com relação aos “recaídos”? Como estimular o comparecimento às reuniões? Como conseguir mais pessoas para ajudar nas tarefas? O que fazer a respeito da quebra de anonimato de algum membro? Ou do entusiasmo romântico de algum praticante do “décimo terceiro passo”? Como escapar da influência dos “velhos resmungões”, aqueles veteranos que insistem em saber o que é melhor para o grupo? E como conseguir que os veteranos compartilhem mais suas experiências na solução dos problemas do grupo?
Praticamente todo problema de grupo tem uma solução que habitualmente se consegue através do método da consciência de grupo esclarecida. É importante mencionar que o emprego do senso de humor, a prática de dar um tempo para esfriar os ânimos, o uso da paciência, da cortesia, da boa vontade para ouvir e para esperar – alem do senso de justiça e da confiança num “Poder superior a nós mesmos” – provaram ser muito mais eficientes do que argumentos “legalísticos” ou acusações pessoais.

Como o grupo se relaciona
com A.A. como um todo
Primeira Tradição: Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar; a reabilitação individual depende da unidade de A.A.

COMO O GRUPO DE A.A. SE ENQUADRA NA
ESTRUTURA DA IRMANDADE
Cada grupo elege um Representante de Serviços Gerais (RSG) que se reúne com os RSGs de outros grupos de uma micro-região num Distrito. Uma vez por ano os RSGs de uma Área reúnem-se numa Assembléia de Área, quando elegem seus Delegados de Área. Os Delegados compartilham as experiências de sua Área com os Delegados de outras Áreas de A.A. do Brasil durante a Conferência, na qual são eleitos os Delegados à RSM (Reunião de Serviços Mundial), estabelecendo-se assim a unidade de A.A. mundial.

O que é o ESG – Escritório de Serviços Gerais?
O Escritório de Serviços Gerais é a secretaria da Junta de Serviços Gerais de A.A. do Brasil. É também um repositório das experiências e dos conhecimentos compartilhados de todos os AAs. Ele cumpre com nosso propósito primordial: (1) proporcionando serviços, informações e experiência aos grupos de todo o Brasil; (2) publicando a literatura de A.A.; (3) apoiando as atividades da Junta de Serviços Gerais de A.A.; (4) divulgando as recomendações da Conferência de Serviços Gerais.
A historia do ESG inicia-se em 1969, com a fundação do hoje extinto CLAAB – Centro de Distribuição de Literatura de A.A. para o Brasil. Em 1974 foram convocados os primeiros Delegados de Área e realizado o primeiro Conclave Nacional de A.A. do Brasil. Em 1976, com a eleição dos Custódios, a reunião, que até então era chamada de Conclave Nacional, passou a denominar-se Conferência de Serviços Gerais. Foi então que foi formado o ESG, para funcionar como Escritório-Secretaria da Junta de Serviços Gerais, formada pelos Custódios, sendo 8 membros de A.A. e 3 membros não-alcoólicos e contando com a participação dos 2 Delegados à RSM (Reunião de Serviços Mundial).

O que faz o Escritório de Serviços Gerais?
Trabalhando em estreita cooperação com os comitês da Junta de Serviços Gerais, as responsabilidades do Escritório de Serviços Gerais perante os grupos abrangem:
1. Receber, organizar, e transmitir aos grupos e membros de A.A. em todo o Brasil a experiência compartilhada sobre os desafios e soluções dos grupos, sempre que solicitado.
2. Trabalhar através do CTO – Comitê Trabalhando com os Outros – com os solitários (RIS: AAs que vivem em áreas onde não há reuniões); os membros deficientes físicos ou que por qualquer outro motivo não podem deixar suas casas, os Internacionalistas (AAs que trabalham embarcados em navios ou aeronaves), os AAs nas Forças Armadas e os AAs em instituições correcionais ou de tratamento.
3. Responder às inúmeras cartas solicitando a A.A. informações ou ajuda para alcoólicos.
4. Publicar e distribuir o JUNAAB Informa, o BOB Mural, a revista Vivência e outros boletins publicados pelo Comitê de Publicações Periódicas.
5. Distribuir os livros, livretos e folhetos de A.A. aprovados pela Conferência de Serviços Gerais e publicados pelo Comitê de Literatura. (Consulte a relação da literatura ao final deste folheto.)
6. Divulgar nacionalmente informações públicas sobre A.A. como um todo, colaborando com a imprensa e os meios de divulgação eletrônicos, assim como as organizações envolvidas com o tratamento do alcoolismo.
7. Produzir e distribuir materiais audiovisuais.
8. Secretariar a Conferência de Serviços Gerais e organizar a sua realização através do CAC – Comitê de Assuntos da Conferência.
9. Organizar a realização das Convenções Nacionais de A.A. através do COC (Comitê de Organização da Convenção).
10. Pesquisar e manter o arquivo da história de A.A. do Brasil através do CISM (Comitê de Imagem, Som e Memória).
11. Responsabilizar-se pelas despesas necessárias ao bom andamento dos serviços decorrentes dos encargos de Custódio e de Delegado à Reunião de Serviços Mundial.

Quem está encarregado do ESG?
Existe uma diretoria composta por quatro membros: o Diretor Geral, sempre um Custódio Alcoólico; O Tesoureiro-Geral, sempre um Custódio não-alcoólico; o Diretor Financeiro (Custódio alcoólico) e o Diretor Executivo, sempre um membro de A.A. As atividades diárias são responsabilidade de um gerente administrativo profissional, auxiliado por uma equipe de funcionários.

Como são tomadas as “decisões que afetam A.A.”?
Os Custódios da Junta de Serviços Gerais (8 alcoólicos e 3 não alcoólicos) são responsáveis perante os grupos de A.A. através da Conferência de Serviços Gerais. Os grupos elegem anualmente Delegados (que servem durante dois anos) à reunião anual da Conferência de Serviços Gerais, para ouvir os relatórios dos comitês da Junta e das equipes do ESG, e para dar as diretrizes para o futuro, principalmente na forma de Recomendações. É responsabilidade da Conferência trabalhar em busca de consenso, ou de uma consciência de grupo esclarecida, nas questões vitais para A.A. como um todo. Os Delegados à Conferência respondem aos grupos de suas Áreas através do Comitê de Área.
Cada Comitê de Área é eleito por uma assembléia de Representantes de Serviços Gerais dos grupos (RSGs, ver pág. 29) e a ela responde.
O elo essencial entre os RSGs e os Delegados da Área para a Conferência de Serviços Gerais são os Membros do Comitê de Distrito (MCDs) e seus suplentes, geralmente eleitos ao mesmo tempo. Como servidores de confiança dos Comitês de Distrito, compostos por todos os RSGs de um mesmo distrito, os MCDs são expostos à consciência de grupo de todos os grupos dos seus Distritos. Como membros dos Comitês de Áreas, eles podem compartilhar, essa consciência de grupo com o Delegado da Área e os Comitês de Área.
Não fosse o elo proporcionado pelos MCDs, mantendo a comunicação com os novos grupos à medida que A.A. se expande, a Conferência de Serviços Gerais poderia rapidamente se tornar incontrolável. À medida que aumenta o número de grupos, pode-se acrescentar novos Distritos.

Como são financiados nossos serviços nacionais?
Assim como nas demais atividades de A.A., as despesas do Escritório de Serviços Gerais são cobertas principalmente pelas contribuições individuais e dos grupos. Uma vez que essas contribuições não são suficientes para cobrir totalmente os custos dos serviços nacionais de A.A., a renda proveniente das publicações é utilizada para compensar a diferença.
Para saber como seu grupo pode contribuir, veja as sugestões contidas nas paginas 28 e 29.

Como os grupos podem ajudar o ESG?
O trabalho que é feito pelo ESG depende muito de cada um dos grupos, que são os que têm a responsabilidade final sobre A.A. e que, em ultima instância, são os que colhem os benefícios desse trabalho.
Se os grupos pretendem que A.A. esteja disponível, hoje e no futuro, para os novos membros, é necessária sua participação no trabalho do ESG. Abaixo seguem-se alguns dos modos pelos quais os grupos podem contribuir:
1. Manter-se informados e perguntar sobre o que ocorre no ESG – afinal tudo é feito em nome dos grupos. Quanto mais você souber sobre A.A., mais útil você será para transmitir a mensagem.
2. Eleger um Representante de Serviços Gerais qualificado. O RSG ficará, sem duvida alguma, tão agradecido por seu interesse e por suas idéias quanto você fica quando alguém o apóia.
3. É importante informar ao ESG qualquer mudança ocorrida no grupo – como a eleição de um novo RSG ou mudanças no endereço ou no nome do grupo. Essa é a única forma de garantir que a correspondência continue a chegar ao grupo.

O que é um Escritório de Serviços Locais (ESL)? Como funciona?
O Escritório de Serviços Locais é freqüentemente o primeiro lugar para onde o alcoólico na ativa telefona ou vai em busca de ajuda de A.A.
Embora funcionem independentemente da estrutura de serviços gerais de A.A., os ESL são uma parte vital da Irmandade. Na maioria das Áreas qualquer grupo que assim o desejar pode pertencer ao ESL, que é financiado pelas contribuições dos grupos filiados. Essas contribuições são voluntárias.
Nas áreas em que é impraticável abrir um escritório, os grupos às vezes formam comitês conjuntos para realizar as atividades de Décimo Segundo Passo e usam algum serviço de recados e/ou atendimento telefônico cuidadosamente preparado. Importante: sistemas de serviços locais desse tipo parecem funcionar melhor se administrados separadamente do trabalho dos Comitês de Serviços Gerais da Área, que geralmente já têm muitas atividades para realizar.
A maioria dos Escritórios Locais emprega no máximo um ou dois funcionários, e portanto apóia-se muito no trabalho de voluntários. Muitos AAs descobriram que servir um Escritório Local – atendendo telefonemas de alcoólicos e fazendo o que houver para ser feito – enriquece muito sua sobriedade e amplia seu circulo de amigos.

O que faz um Escritório de Serviços Locais?
Os métodos e objetivos variam de uma Área para outra, mas de um modo geral as responsabilidades dos Escritórios Locais incluem:
1. Responder aos pedidos de ajuda de alcoólicos na ativa e, quando for o caso, providenciar voluntários de A.A. para acompanhá-los a uma reunião.
2. Manter os telefones de A.A. nas listas telefônicas locais, receber os pedidos por telefone e por correio e encaminhá-los aos grupos locais, distribuindo assim geograficamente o trabalho do Décimo Segundo Passo de forma a garantir ajuda aos recém-chegados.
3. Distribuir listas atualizadas de grupos e reuniões.
4. Estocar e vender a literatura de A.A. e números avulsos da revista Vivência.
5. Servir como centro de comunicações para os grupos participantes – muitas vezes publicando circulares ou boletins para manter cada grupo informado sobre o que se passa nos demais.
6. Organizar para que os grupos realizem um intercambio de oradores.
7. Fornecer informações sobre centros de tratamento, hospitais e clínicas.
8. Responder aos pedidos de informação sobre A.A. provenientes da imprensa local; planejar programas locais de radio e televisão sobre A.A.; providenciar oradores para escolas e entidades não A.A.
9. Manter a comunicação e a cooperação – sem afiliação – com a comunidade e com os profissionais de ajuda na área do alcoolismo.

O que A.A. não faz
Décima Tradição: Alcoólicos Anônimos não opina sobre questões alheias à Irmandade; portanto, o nome de A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.
1. Recrutar membros ou fornecer a motivação inicial pra que os alcoólicos se recuperem.
2. Manter registro ou históricos de casos dos seus membros.
3. Acompanhar ou tentar controlar seus membros.
4. Fazer diagnósticos ou prognósticos clínicos ou psicológicos.
5. Providenciar hospitalização, medicamentos ou tratamento psiquiátrico.
6. Fornecer alojamento, alimentação, roupas, dinheiro, emprego ou outros serviços semelhantes.
7. Fornecer aconselhamento familiar ou profissional.
8. Participar de pesquisas ou patrociná-las.
9. Filiar-se a entidades sociais (embora muitos membros e servidores cooperem com elas).
10. Oferecer serviços religiosos.
11. Participar de qualquer controvérsia sobre o álcool ou outros assuntos.
12. Aceitar dinheiro pelos seus serviços, ou contribuições de fontes não- A.A.
13. Fornecer cartas de recomendação para juntas de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, escolas, empresas, entidades sociais ou quaisquer outras organizações ou instituições.

A posição de A.A. no campo
do alcoolismo
Sexta Tradição: Nenhum Grupo de A.A. deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem de nosso objetivo primordial.

“Cooperação sem afiliação”
Alcoólicos Anônimos é uma irmandade mundial de alcoólicos que se ajudam mutuamente a permanecer sóbrios e que se oferecem para compartilhar suas experiências de recuperação gratuitamente com outras pessoas que possam ter problemas com a bebida. Os membros de A.A. se caracterizam pela aceitação de um programa sugerido de Doze Passos para a recuperação pessoal do alcoolismo.
A Irmandade funciona através de mais de 97.000 grupos espalhados em mais de 150 países. Embora se estime que existam hoje cerca de dois milhões de membros, A.A. reconhece que nem sempre seu programa é eficaz para todos os alcoólicos e que alguns desses alcoólicos podem necessitar de aconselhamento ou tratamentos profissionais.
A.A. preocupa-se unicamente com a recuperação pessoal e continua sobriedade dos alcoólicos que procuram ajuda na Irmandade. A.A. não se dedica a nenhuma forma de pesquisa sobre o alcoolismo e nem ao tratamento medico ou psiquiátrico, educação ou propaganda sobre alcoolismo, embora seus membros, a título pessoal, possam fazê-lo.
A.A. adota uma política de “cooperação sem afiliação” com outras organizações que se dedicam ao problema do alcoolismo.
Tradicionalmente, Alcoólicos Anônimos não aceita e nem busca ajuda financeira de fontes externas. Os membros de A.A. preservam seu anonimato pessoal na imprensa, filmes e outros meios de comunicação.

A.A. e outras entidades
A.A. não está filiado a nenhuma outra organização ou instituição. Nossas tradições estimulam a “cooperação sem afiliação”.

Outras perguntas sobre A.A.
O que são os Três Legados de A.A.?
Os Três Legados originam-se da experiência acumulada pelos primeiros membros de A.A., transmitida e compartilhada conosco, e consiste em:
(1) sugestões para a recuperação – Os Doze Passos;
(2) sugestões para atingir a Unidade – As Doze Tradições; e
(3) o Serviço de A.A. – descrito no Manual de Serviços de A.A., nos Doze
Conceitos para o Serviço Mundial, no Manual do CTO e no livro A.A. Atinge a Maioridade.

Quem dirige clinicas e outros centros de tratamento?
A.A. não proporciona serviços médicos ou sociais. Como Irmandade, não estamos qualificados a prestar esta ajuda.
No entanto, muitos membros de A.A. servem como valiosos funcionários em hospitais e centros de tratamento. Não existe, contudo, nenhum “hospital de A.A.” ou nenhuma “clinica de A.A.” – embora muitas dessas instituições realizem-se reuniões de A.A. e haja companheiros de A.A. disponíveis.
Seguindo nossa Sexta Tradição, os membros e grupos asseguram-se de que o nome de A.A. não seja incorporado ao nome de instituições ou usado em sua literatura promocional ou seu logotipo. Tais instituições também não deveriam utilizar nenhum nome (como por exemplo “Casa do Décimo Segundo Passo”) que possa induzir erroneamente a crer num endosso de A.A.

OS DOZE PASSOS
DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
1. Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
2. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
4. Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7. Humildemente, rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
8. Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

AS DOZE TRADIÇÕES
DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
1. Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar; a reabilitação individual depende da unidade de A.A..
2. Somente uma autoridade preside, em última análise, o nosso propósito comum – um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência coletiva. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; não têm poderes para governar.
3. Para ser membro de A.A., o único requisito é o desejo de parar de beber.
4. Cada Grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros Grupos ou a A.A. em seu conjunto.
5. Cada Grupo é animado de um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
6. Nenhum Grupo de A.A. deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem de nosso propósito primordial.
7. Todos os Grupos de A.A. deverão ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.
8. Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não-profissional, embora nossos centros de serviços possam contratar funcionários especializados.
9. A.A. jamais deverá organizar-se como tal; podemos, porém, criar juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços.
10. Alcoólicos Anônimos não opina sobre questões alheias à Irmandade; portanto, o nome de A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.
11. Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção; cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, no rádio e em filmes.
12. O anonimato é o alicerce espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.

As Doze Tradições
(Forma Longa)
Nossa experiência em A.A. nos ensinou que:
1. Cada membro de Alcoólicos Anônimos é apenas uma pequena parte de um grande todo. A.A. precisa continuar a viver, ou a maioria de nós certamente morrerá. Portanto, o nosso bem-estar comum está em primeiro lugar. Mas o bem-estar individual vem logo depois.
2. Para os objetivos do nosso grupo, há somente uma autoridade final – um Deus amantíssimo, como pode expressar-Se em nossa consciência coletiva.
3. A nossa Irmandade deve incluir todos os que sofrem de alcoolismo. Não podemos, portanto, recusar quem quer que deseje se recuperar. A condição para tornar-se membro não deve nunca depender de dinheiro ou formalidades. Dois ou três alcoólicos quaisquer reunidos em busca de sobriedade podem se autodenominar um grupo de A.A., desde que como grupo não possuam qualquer outra afiliação.
4. Com respeito aos seus próprios assuntos, nenhum grupo de A.A. está sujeito a autoridade alguma alem de sua própria consciência. Quando, porém, seus planos interferem no bem-estar de grupos vizinhos, estes devem ser consultados. E nenhum grupo, comitê regional ou membro como indivíduo deve tomar qualquer atitude que possa afetar seriamente A.A. como um todo, sem consultar os Custódios da Junta de Serviços Gerais. Em tais questões, nosso bem-estar comum tem absoluta primazia.
5. Cada grupo de Alcoólicos Anônimos deve ser uma entidade espiritual com um único propósito primordial: o de levar sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
6. Problemas de dinheiro, propriedade e autoridade podem facilmente nos afastar de nosso objetivo espiritual primordial. Acreditamos, portanto, que quaisquer bens de valor considerável, de real utilidade a A.A. devem ser incorporados e administrados separadamente, fazendo-se assim uma divisão entre o material e o espiritual. Um grupo de A.A., como tal, jamais deveria dedicar-se ao comercio. Entidades secundárias de auxílio a A.A., tais como clubes ou hospitais que requeiram muitos bens materiais e muita administração, devem ser incorporadas, de forma que, se necessário, possam os grupos livremente descartarem-se deles. Tais instituições não deveriam, portanto, usar o nome de A.A. Sua administração deve ser de exclusiva responsabilidade das pessoas que financiam. Para os clubes, são em geral preferíveis gerentes que sejam membros de A.A. Mas os hospitais e outros locais de recuperação devem, porem, ficar bem afastados de A.A. e ter supervisão médica. Embora um grupo de A.A. possa cooperar com quem quer que seja, tal cooperação nunca deve chegar ao ponto de filiação ou endosso, real ou implícito. Um grupo de A.A. não pode vincular-se a ninguém.
7. Os grupos de A.A. devem ser inteiramente auto financiados pelas contribuições voluntárias dos seus próprios membros. Acreditamos que cada grupo deve atingir, em pouco tempo, esse ideal; que qualquer solicitação de fundos usando-se o nome de A.A. é altamente perigosa, seja ela feita por grupo, clubes, hospitais ou por outros agentes exteriores; que a aceitação de grandes donativos de qualquer fonte ou de contribuições que acarretem quaisquer obrigações é desaconselhável. Vemos ainda com grande preocupação aquelas tesourarias de A.A. que continuam a acumular além da reserva prudente, fundos sem um propósito específico. A experiência tem nos demonstrado, freqüentemente, que nada pode destruir nosso patrimônio espiritual com tanta certeza, como as discussões fúteis sobre propriedade, dinheiro e autoridade.
8. Alcoólicos Anônimos deve manter-se sempre não-profissional. Definimos o profissionalismo como o emprego do aconselhamento a alcoólicos em troca de honorários ou salário. Todavia, podemos empregar alcoólicos para desempenhar aquelas funções para os quais, em outras circunstâncias, teríamos que contratar não-alcoólicos. Tais serviços especiais podem ser bem recompensados. Mas nosso trabalho habitual do Décimo Segundo Passo de A.A. jamais deve ser pago.
9. Cada grupo de A.A. necessita da menor organização possível. A forma rotativa da liderança é a melhor. O grupo pequeno pode eleger um secretário, o grupo grande seu comitê rotativo e os Grupos de uma ampla região metropolitana, seu Escritório de Serviços Locais, o qual freqüentemente emprega um secretário em tempo integral. Os Custódios da Junta de Serviços Gerais se constituem, na realidade, em nosso Comitê de Serviços Gerais de A.A. Eles são os guardiões de nossa Tradição de A.A. e os depositários das contribuições voluntárias dos AAs, através dos quais mantemos nosso Escritório de Serviços Gerais em Nova Iorque. Eles são autorizados pelos grupos a cuidar de nossas relações públicas em geral e garantem a integridade de nosso principal órgão de divulgação: a revista A.A. Grapevine. Todos esses representantes têm sua ações guiadas pelo espírito de serviço, pois os verdadeiros líderes em A.A. são apenas servidores experientes e de confiança da Irmandade. Seus títulos não lhes conferem nenhuma autoridade real e eles não governam. O respeito universal é a chave para sua utilidade.
10. Nenhum grupo ou membro de A.A. deve jamais expressar, de forma a envolver A.A., qualquer opinião sobre assuntos controversos externos – particularmente sobre política, medidas de combate ao álcool ou religião sectária. Os grupos de A.A. não se opõem a nada. Com respeito a tais assuntos, eles não podem expressar qualquer opinião.
11. Nossas relações com o público em geral devem caracterizar-se pelo anonimato pessoal. Acreditamos que A.A. deve evitar a publicidade sensacional. Nossos nomes e fotografias, como membros de A.A. não devem ser divulgados pelo radio, filmados ou publicamente impressos. Nossas relações públicas devem orientar-se pelo princípio da atração e não da promoção. Nunca há necessidade de elogiarmos a nós mesmos. Achamos melhor deixar que nossos amigos nos recomendem.
12. Finalmente, nós de Alcoólicos Anônimos, acreditamos que o princípio do Anonimato tem uma enorme significação espiritual. Lembra-nos que devemos colocar os princípios acima das personalidades; que devemos realmente conduzir-nos com genuína humildade. Isto para que as nossas grandes bênçãos jamais nos corrompam, a fim de que vivamos para sempre em grata contemplação d’Aquele que reina sobre todos nós.

Os Doze Conceitos para os Serviços Mundiais
1. A responsabilidade final e a autoridade suprema pelos serviços mundiais de A.A. deveriam sempre recair na consciência coletiva de toda a nossa Irmandade.
2. Quando, em 1955, os grupos de A.A. confirmaram a permanente Ata de Constituição da sua Conferência de Serviços Gerais, eles, automaticamente, delegaram à Conferência completa autoridade para a manutenção ativa dos nossos serviços mundiais e assim tornaram a Conferência – com exceção de qualquer mudança nas Doze Tradições ou no Artigo 12 da Ata da Constituição da Conferência – a verdadeira voz e a consciência efetiva de toda a nossa Sociedade.
3. Como um meio tradicional de criar e manter uma relação de trabalho claramente definida entre os Grupos, a Conferência, a Junta de Serviços Gerais de A.A. e as suas diversas corporações de serviços, quadros de funcionários, comitês e executivos, assim assegurando as suas lideranças efetivas, é aqui sugerido que dotemos cada um desses elementos dos serviços mundiais com um tradicional “Direito de Decisão”.
4. Através da estrutura da nossa Conferência, deveríamos manter em todos os níveis de responsabilidade um tradicional “Direito de Participação”, tomando cuidado para que a cada setor ou grupo de nossos servidores mundiais seja concedido um voto representativo em proporção correspondente à responsabilidade que cada um deve ter.
5. Através de nossa estrutura de serviços mundiais, deveria prevalecer um tradicional “Direito de Apelação”, assim nos assegurando de que a opinião da minoria seja ouvida e de que as petições para a reparação de queixas pessoais sejam cuidadosamente consideradas.
6. Em benefício de A.A. como um todo, a nossa Conferência de Serviços Gerais tem a principal responsabilidade de manter os nossos serviços mundiais e, tradicionalmente, tem a decisão final nos grandes assuntos de finanças e de normas de procedimento em geral. Mas a Conferência também reconhece que a principal iniciativa e a responsabilidade ativa, na maioria desses assuntos, deveria ser exercida principalmente pelos Custódios, membros da Conferência, quando eles atuam entre si como Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.
7. A Conferência reconhece que a Ata de Constituição e os Estatutos da Junta de Serviços Gerais são instrumentos legais e que os Custódios têm plenos poderes para administrar e conduzir todos os assuntos dos serviços mundiais de Alcoólicos Anônimos. Além do mais é entendido que a Ata de Constituição da Conferência não é por si só um documento legal, mas pelo contrário, ela depende da força da tradição e do poder da bolsa de A.A. para efetivar sua finalidade.
8. Os Custódios da Junta de Serviços Gerais atuam em duas atividades principais: (a) com relação aos amplos assuntos de normas de procedimentos e finanças em geral, eles são os principais planejadores e administradores. Eles e os seus principais Comitês dirigem diretamente esses assuntos; (b) mas com relação aos nossos serviços, constantemente ativos e incorporados separadamente, a relação dos Custódios é principalmente, aquela de direito de propriedade total e de supervisão de custódia que exercem através de sua capacidade de eleger todos os diretores dessas entidades.
9. Bons líderes de serviços, bem como métodos sólidos e adequados para a sua escolha, são em todos os níveis indispensáveis para o nosso funcionamento e segurança no futuro. A liderança principal dos serviços mundiais, exercida pelos fundadores de A.A., deve, necessariamente, ser assumida pelos Custódios da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.
10. Toda a responsabilidade de serviço deveria corresponder a uma autoridade de serviço equivalente – a extensão de tal autoridade ser sempre bem definida, seja por tradição, por resolução, por descrição específica de função ou por atas de constituição e estatutos adequados.
11. Enquanto os Custódios tiverem a responsabilidade final pela administração dos serviços mundiais de A.A., eles deverão ter sempre a melhor assistência possível dos comitês permanentes, diretores de serviços incorporados, executivos, quadros de funcionários e consultores. Portanto, a composição desses comitês subordinados e juntas de serviço, as qualificações pessoais dos seus membros, o modo como foram introduzidos dentro do serviço, os seus sistemas de revezamento, a maneira como eles são relacionados uns com os outros, os direitos e deveres especiais dos nossos executivos, quadros de funcionários e consultores, bem como uma base própria para a remuneração desses trabalhadores especiais, serão sempre assuntos para muita atenção e cuidado.
12. As Garantias Gerais da Conferência: em todos os seus procedimentos, a Conferência de Serviços Gerais observará o espírito das Tradições de A.A., tomando muito cuidado para que a Conferência nunca se torne sede de riqueza ou poder perigosos; que suficientes fundos para as operações mais uma ampla reserva sejam o seu prudente princípio financeiro; que nenhum dos membros da Conferência nunca seja colocado em posição de autoridade absoluta sobre qualquer um dos outros; que todas as decisões importantes sejam tomadas através de discussão, votação e, sempre que possível, por substancial unanimidade; que nenhuma ação da Conferência seja jamais pessoalmente punitiva ou uma incitação à controvérsia pública; que, embora a Conferência preste serviço a Alcoólicos Anônimos, ela nunca desempenhe qualquer ato de governo e que, da mesma forma que a Sociedade de Alcoólicos Anônimos a que serve, a Conferência permaneça sempre democrática em pensamento e ação.
Observação: A Conferência de Serviços Gerais recomendou que o “texto integral” dos Conceitos seja estudado detalhadamente.

PUBLICAÇÕES DE A.A.
Relação da literatura oficial de A.A., editada em português, pela JUNAAB – Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil, que pode ser adquirida nos grupos e Escritórios de Serviços Locais de A.A. de sua cidade.

LIVROS
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
A.A. ATINGE A MAIORIDADE
DR. BOB E OS BONS VETERANOS
LEVAR ADIANTE
NA OPINIÃO DO BILL
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES
REFLEXÕES DIÁRIAS
VIEMOS A ACREDITAR
VIVER SÓBRIO

LIVRETOS E FOLHETOS
44 PERGUNTAS
A TRADIÇÃO DE A.A. – COMO SE DESENVOLVEU
A.A. COMO FUNCIONA
A.A. COMO UM RECURSO PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
A.A. E A CLASSE MÉDICA
A.A. E OS PROGRAMAS DE ASSISTÊNCIA AOS EMPREGADOS
A.A. É PARA MIM?
A.A. EM INSTITUIÇÕES DE TRATAMENTO
A.A. EM SUA COMUNIDADE
A.A. NUM RELANCE
A.A. PARA A MULHER
AS DOZE TRADIÇÕES ILUSTRADAS
AUTO-SUFICIÊNCIA PELAS NOSSAS PRÓPRIAS CONTRIBUIÇÕES
CARTA A UMA MULHER ALCOÓLICA
DENTRO DE A.A.
EIS O A.A.
ENTENDENDO O ANONIMATO
FALANDO EM REUNIÕES DE NÃO A.A.
MENSAGEM A UM RECLUSO QUE PODE SER UM ALCOÓLICO
O ARTIGO DE JACK ALEXANDER SOBRE A.A.
O MELHOR DE BILL – EXTRAÍDO DO GRAPEVINE
O MEMBRO DE A.A. – MEDICAMENTOS E OUTRAS DROGAS
OS CO-FUNDADORES DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
OS DOZE PASSOS ILUSTRADOS
OS JOVENS E A.A.
OUTROS PROBLEMAS ALÉM DO ÁLCOOL
PARA ONDE VOU DAQUI?
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE APADRINHAMENTO
PRIMEIRAS NOÇÕES
SE VOCÊ FOR UM PROFISSIONAL
SUGESTÕES PARA COORDENAR REUNIÃO DE NOVOS
TRÊS PALESTRAS ÀS SOCIEDADES MÉDICAS POR BILL W., CO-FUNDADOR DE A.A.
UM CLÉRIGO PERGUNTA A RESPEITO DE A.A.
UM PEQUENO GUIA PARA A.A.
UM RECÉM-CHEGADO PERGUNTA…
UMA MENSAGEM AOS ADMINISTRADORES DE INSTITUIÇÕES CORRECIONAIS
UMA MENSAGEM PARA OS JOVENS…
VOCÊ DEVE PROCRAR O A.A.?
VOCÊ PENSA QUE É DIFERENTE?

LITERATURA DE SERVIÇOS
MANUAL DE SERVIÇOS DE A.A.
MANUAL DO CTO
O GRUPO DE A.A.
O RSG
DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS ILUSTRADOS
DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS

PERIÓDICOS
REVISTA VIVÊNCIA (publicada bimestralmente)

Eu sou responsável…
Quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, quero que a mão do A.A. esteja sempre ali. E por isto: Eu sou responsável.

Uma declaração de Unidade
Devemos, para o futuro de A.A.:
Colocar nosso bem-estar comum em primeiro lugar;
Manter nossa Irmandade unida;
Porque em A.A., a unidade garante nossas vidas
E s vidas daqueles que ainda virão.

Literatura aprovada pela
Conferência de Serviços Gerais de A.A.

A Relação do Indivíduo Com A.A. como Grupo.

Pode ser que alcoólicos Anônimos seja uma nova forma de sociedade humana.O Primeiro dos Doze Pontos de nossa Tradição diz: Cada membro de Alcoólicos Anônimos não é senão uma pequena parte de um grande todo. É necessário que eu o A.A. continue vivendo ou, do contrário, seguramente a maioria de nós morrerá. Por isto, o nosso bem-estar comum tem prioridade, porém seguido de perto pelo bem-estar individual. Isto representa um reconhecimento, comum em todas as sociedades, de que, às vezes, o indivíduo tem que antepor o bem-estar de seus companheiros aos seus próprios desejos descontrolados.
Se o indivíduo não cedesse nada, em benefício do bem-estar comum, não poderia existir sociedade alguma o que restaria seria a obstinação e a anarquia, no pior sentido da palavra.
Todavia, o Terceiro Ponto de nossa Tradição parece ser um convite aberto à anarquia. Aparentemente, contradiz o Primeiro Ponto. Ele diz: Nossa Comunidade deve incluir a todos os que sofrem de alcoolismo. Por isto, não podemos rechaçar a ninguém que queira recuperar-se. Para tornar-se membro de A.A. não depende de dinheiro ou formalidade. Quando dois ou três alcoólatras se reunirem para manter a sobriedade, podem chamar-se um grupo de A.A.. Isto implica claramente em dizer que um alcoólatra é membro se ele assim o disser; que não podemos privá-lo de ser membro; que não podemos exigir-lhe sequer um centavo; que não podemos impor-lhe nossas crenças e costumes; que ele pode recusar tudo o que sustentamos e, não obstante, continuar sendo membro. Na realidade, nossa Tradição leva o Princípio de independência individual a tal fantástico extremo que, enquanto tiver o mínimo interesse na sobriedade, o alcoólico mais imoral, mais anti-social, mais crítico, pode reunir-se com uma quantas almas gêmeas e anunciar-nos que foi formado um novo grupo de A.A. Mesmo opondo-se a Deus, à medicina, contrários ao nosso programa de recuperação, inclusive uns contrários aos outros, estes indivíduos desenfreados, ainda assim, constituem um grupo de A.A., se assim o crêem.
Às vezes, nossos amigos não-alcoólicos nos perguntam: Temo-los ouvido dizer que o A.A. tem estrutura social segura E prosseguem: Devem estar brincando. Segundo vemos, sua Terceira Tradição tem uma cimentação tão firme quanto à cimentação da Torre de Babel. No Primeiro Ponto, vocês dizem abertamente que o bem-estar do grupo tem a primazia. Em seguida, no Ponto Três, passam a dizer a cada A.A. que ninguém o pode impedir que pense ou faça como melhor lhe convenha. É certo que no Segundo Ponto falam vagamente de uma autoridade final, Um Deus amoroso tal como se expresse na consciência do grupo. Com todo respeito aos seus pontos de vista, olhada de fora esta Tradição parece irrealista. Além de tudo, o mundo atual não é senão a triste história de como a maioria dos homens tem perdido sua consciência e, por isto, não pode encontrar o seu caminho. Agora vêm vocês, alcoólicos (gente, além de tudo, pouco equilibrada. Verdade?) para nos dizer amavelmente: 1) Que o A.A. é um formoso socialismo muito democrático. 2) Que o A.A. também é uma ditadura, sujeitando-se os seus membros ao mandato benigno de Deus. E, finalmente, que o A.A. é tão individualista que a organização não pode punir aos seus membros por mal comportamento ou incredulidade. Portanto, continuam nossos amigos, quer nos parecer, dentro da Sociedade de Alcoólicos Anônimos vocês têm uma democracia, uma ditadura e uma anarquia, tudo funcionando ao mesmo tempo. Deita-se tranqüilamente na mesma cama estes conceitos que nos dias atuais acham-se em tão violento conflito que vão dilacerando o mundo? Contudo, sabemos que o A.A. dá resultado. Portanto, vocês, de alguma forma, devem ter conciliado estas grandes forças. Contem-nos, se puderem, o que é que mantém o A.A. unido? Por que o A.A. também não se desgarra?Se todo membro de A.A. goza de uma liberdade pessoal que pode chegar à libertinagem, por que sua Sociedade não explode? Deveria explodir, mas não explode.
É provável que, ao ler o nosso Primeiro Ponto, nossos amigos do mundo afora, tão tomados pela perplexidade deste paradoxo, deixem de atentar para uma declaração muito significativa: É necessário que o A.A. continue vivendo ou, do contrário, seguramente a maioria de nós morrerá.
Esta dura asserção leva implícito todo um mundo de significado para cada membro de Alcoólicos Anônimos. Embora seja totalmente certo que nenhum grupo de A.A. pode forçar a qualquer alcoólico a contribuir com dinheiro ou a submeter-se aos Doze Passos, cada membro de A.A. se vê obrigado, com o passar do tempo, a fazer estas coisas.
A verdade é que, na vida de cada alcoólico, sempre há um tirano à espreita. Chama-se álcool. Astuto, impiedoso, suas armas são a aflição, a loucura e a morte. Não importa o tempo que levemos sóbrios, ele se coloca sempre ao nosso lado, vigiando, pronto para aproveitar qualquer oportunidade para reiniciar seu trabalho de destruição. Tal como um agente da Gestapo, ele ameaça a cada cidadão A.A. com a tortura e a extinção a menos que o cidadão A.A. esteja disposto a viver sem egoísmo, amiúde antepondo a seus planos e ambições pessoais o bem-estar de A.A. no seu todo.
Aparentemente, nenhum ser humano pode forçar os alcoólatras a viverem juntos felizes e utilmente. Porém o Sr. Álcool pode e costuma fazê-lo!
Isto se pode ilustrar com uma história: Faz algum tempo, listamos amplamente nossos aparentes fracassos ocorridos durante os primeiros anos de A.A. A cada alcoólatra que aparecia na lista, se lhe havia sido dada uma boa orientação.
A maioria havia assistido as reuniões durante vários meses. Depois de recair e tornar a recair, todos desapareceram. Alguns diziam que não eram alcoólatras. Outros não puderam aceitar nossa crença em Deus. Uns quantos carregavam intensos ressentimentos contra seus companheiros. Anarquistas convencidos, não podiam ajustar-se à nossa Sociedade. E como a nossa Sociedade não se ajustava a eles, marcharam. Porém, só temporariamente. No curso dos anos, a maioria destes chamados fracassos tem retornado, convertendo- se, freqüentemente, em excelentes membros. Nunca fomos atrás deles. Voltaram por conta própria.
Cada vez que vejo alguém que acaba de retornar, pergunto-lhe porque voltou a se unir ao nosso rebanho. Invariavelmente, sua resposta é mais ou menos assim: Quando contatei A.A. pela primeira vez, inteirei-me de que alcoolismo é uma enfermidade: uma obsessão mental que nos impulsiona a beber e uma sensibilidade física que nos condena à loucura ou à morte se continuamos bebendo. Porém, logo fiquei desgostoso com os métodos de A.A. e cheguei a odiar a alguns dos alcoólicos que conhecia ali. E ainda continuava com a idéia de que podia deixar a bebida pelos meus próprios meios. Depois de vários anos bebendo de forma terrível, compreendi que era impotente para controlar o álcool e me rendi. Retornava ao A.A. porque não tinha outro lugar a que recorrer. Já havia tentado em todos os demais. Tendo alcançado este ponto, soube que teria que fazer algo rapidamente: que tinha que praticar os Doze Passos do programa de recuperação de A.A.; que teria que deixar de odiar aos meus companheiros alcoólicos; que agora teria que ocupar meu lugar entre eles, como uma pequena parte deste grande todo, a Sociedade de Alcoólicos Anônimos. Tudo se reduzia à simples alternativa do agir ou morrer. Tinha que me ajustar aos princípios de A.A. se não, poderia despedir-me da vida. Acabou a anarquia para mim e aqui estou.
Esta história mostra a razão pela qual, nós, os A.As., temos que viver juntos. Do contrário, morreremos sós. Somos os atores de um drama inexorável, no qual a morte é o ponto dos que vacilam em seus papéis (nota do tradutor: ponto, aqui, significa pessoa que no teatro vai lendo o que os atores hão de dizer, para lhes auxiliar a memória). Há alguém que possa imaginar a imposição de uma disciplina mais rigorosa que esta?
Não obstante, a história do beber descontrolado nos mostra que o temor, por si só, tem disciplinado a muitos poucos alcoólatras. Para nos mantermos unidos, nós, os anarquistas, é necessário muito mais do que o simples temor.Há uns poucos anos, fazendo uma palestra em (Baltimore), encontrava-me pondo sal nos grandes sofrimentos que nós, os alcoólicos, havíamos conhecido.
Desconfio que as minhas palavras tinham um forte cheiro de autocomiseração e exibicionismo. Insistia em descrever a nossa experiência de bebedores como uma grande calamidade, um terrível infortúnio. Depois da reunião, fui abordado por um padre, que com um tom muito gentil, me disse: Eu o ouvi dizer que cria que sua maneira de beber era um infortúnio. Entretanto, a mim me parece que, no seu caso, aquilo era uma tremenda bem-aventurança.
Não foi essa experiência horrível o que o humilhou tanto que fez com que pudesse encontrar a Deus? Não foi o sofrimento o que lhe abriu os olhos e o coração? Todas as oportunidades que você tem hoje, toda esta maravilhosa experiência a que você chama de A.A., tiveram sua origem num profundo sofrimento pessoal. No seu caso, não foi nenhum infortúnio. Foi uma bem-aventurança que não tem preço. Vocês, A.As., são pessoas privilegiadas.
Este sincero e profundo comentário me comoveu muito. Marca um momento decisivo de minha vida. Fez-me pensar, como nunca, sobre a relação que mantinha com meus companheiros de A.A. Fez-me pôr em dúvida os meus próprios motivos. Por que havia vindo à Baltimore? Estava ali só para banhar-me nos aplausos e louvação dos meus companheiros? Estava ali como mestre ou como pregador?
Via-me como um eminente expedicionário da cruzada moral Ao refletir, confessei envergonhadamente a mim mesmo que tinham todos esses motivos, que havia extraído um prazer indireto, e bastante egocêntrico, de minha visita. Mas, isso era tudo? Não haveria um motivo melhor do que a minha avidez por prestígio e aplauso? Fora à Baltimore unicamente para satisfazer a esta necessidade e a nenhuma outra mais profunda ou nobre? Então, me veio uma luz de inspiração.Sob minha vanglória superficial ou pueril, vi operando Alguém muito superior a mim. Alguém que queria transformar- me; Alguém que, se eu o permitisse, livrar-me-ia dos meus desejos menos honestos e os substituiria com aspirações mais louváveis, nas quais, se eu tivesse suficiente humildade, poderia encontrar a paz.Naquele momento, vi nitidamente a razão pala qual devia ter vindo à Baltimore.
Devia ter viajado para ali possuído pela feliz convicção de que necessitava dos baltimorenses ainda mais do que eles necessitavam de mim; que teria necessidade de compartilhar com eles tanto suas penas, quanto suas alegrias; que teria necessidade de sentir-me unido a eles, fusionando-me em sua sociedade; que, inclusive, se eles persistissem em considerar-me como seu mestre, eu deveria considerar a mim mesmo como aluno deles. Compreendi que havia estado vivendo muito isolado, muito apartado dos meus companheiros e muito surdo a essa voz interior. Ao invés de ir à Baltimore como mero agente que levava a mensagem de experiência, cheguei com fundador de Alcoólicos Anônimos. E, tal como um vendedor numa convenção, coloquei meu crachá de identificação para que todos pudessem vê-lo bem. Como seria melhor se tivesse gratidão ao invés de satisfação de mim mesmo ? gratidão por haver padecido os sofrimentos do alcoolismo; gratidão pelo milagre da recuperação que a Providência havia operado em mim; gratidão pelo privilégio de servir aos meus companheiros alcoólatras e gratidão pelos laços fraternais que me uniam a eles numa camaradagem cada vez mais íntima, como raras sociedades conhecem. Era verdade o que me dissera o padre: ?Seu infortúnio converteu-se em bem-aventurança.
Vocês, os A.As., são pessoas privilegiadas.
A experiência que tive em Baltimore não foi nada insólita. Cada A.A. passa em sua vida por parecidos acontecimentos espirituais decisivos momentos de iluminação que o une, cada vez mais intimamente, aos seus companheiros e ao seu Criador. O ciclo é sempre o mesmo. Primeiro, recorremos ao A.A. porque morreríamos se não o fizéssemos. Depois, para deixar de beber, dependemos de sua filosofia e do companheirismo que nos é oferecido. Depois, por algum tempo, tendemos a voltar a depender de nós mesmos, e buscamos a felicidade por intermédio do poder e dos aplausos. Finalmente, algum acidente, talvez um grave contratempo, nos abre ainda mais os olhos. Na medida em que vamos aprendendo as novas lições e aceitamos, de fato, o que nos ensinam, alcançamos um novo e mais frutífero nível de ação e emoção. A vida adquire um sentido mais nobre. Vislumbramos novas realidades; percebemos a qualidade de amor que nos faz enxergar que mais vale dar do que receber. Estas são as razões pelas quais cremos que Alcoólicos Anônimos pode ser uma nova forma de sociedade
Cada grupo de A.A. é um refúgio seguro. Porém, sempre está rodeado pelo tirano álcool. Como os companheiros de Eddie Rickenbacker, flutuando numa balsa em alto mar, nós, os que vivemos no refúgio de A.A., apegamo-nos uns aos outros com uma determinação tal que o mundo raramente pode compreender.
A anarquia do indivíduo vai desaparecendo. Se desvanece o egoísmo e a democracia se converte em realidade. Começamos a conhecer a verdadeira liberdade de espírito. Tornamo-nos, cada vez mais, conscientes de que tudo vai bem; de que cada um de nós pode confiar, incondicionalmente, em quem nos guia com amor desde o nosso interior e desde do alto.

(Artigo escrito por Bill W. para a Grapevine de julho/46)

” PARTICIPAÇÃO COM RESPONSABILIDADE ”

A RESPONSABILIDADE DOS GRUPOS COM OS SERVIÇOS MUNDIAIS
Os grupos de A. A. têm hoje em dia a responsabilidade final e autoridade suprema pelos nossos serviços mundiais. (Conceito I)

A RESPONSABILIDADE DELEGADA (CONFERÊNCIA/ JUNTA DE CUSTÓDIOS)
Em benefício de A. A. como um todo, a nossa Conferência de Serviços Gerais tem a principal responsabilidade de manter os nossos serviços mundiais. Mas a Conferência também reconhece que a principal iniciativa e responsabilidade ativa, na maioria desses assuntos, deveria ser exercida principalmente pelos Custódios, membros da Conferência quando eles atuam entre si como Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos. (Conceito VI)

A RESPONSABILIDADE NO SERVIÇO
Quase todas as sociedades e governos, hoje, apresentam sérios desvios do princípio muito sadio de que cada responsabilidade operacional deve ser acompanhada de uma autoridade correspondente para acompanhá-la. É por isso que temos tido tanto trabalho em discussões precedentes ao definir as autoridades e responsabilidades dos Grupos de A. A., da Conferência, dos Custódios e das nossas corporações de serviço ativo. Tentamos fazer, certamente, com que a autoridade em cada um desses níveis seja igual à nossa responsabilidade. Então tentamos relacionar esses níveis entre si de tal maneira que esse princípio seja mantido completamente. (Conceito X)

A RESPONSABILIDADE COM A AUTO-SUFICIÊNCIA
Para que A. A. possa manter-se livre de quaisquer influências externas, precisamos assumir a responsabilidade com a manutenção dos nossos grupos e organismos de serviços em todos os níveis.
“Os serviços abrangem, desde a xícara de café até a Sede de Serviços Gerais para a ação nacional e internacional. A soma de todos esses serviços é o Terceiro Legado de A. A. Tais serviços são absolutamente necessários para a existência e crescimento de A. A. Aspirando simplicidade, muitas vezes nos perguntamos se poderíamos eliminar alguns dos serviços atuais de A. A. seria maravilhoso não se ter preocupações, nem políticas, nem despesas e nem responsabilidades! Mas isso é apenas um sonho acerca de simplicidade; isso, na verdade, não seria simplicidade. Sem seus serviços essenciais, A. A. se converteria rapidamente numa anarquia disforme, confusa e irresponsável. ” (A. A. Atinge a Maioridade, pg. . 122; 5ª Ed, 2001)

A RESPONSABILIDADE NO SERVIÇO DO GRUPO
“A. A. jamais deverá organizar-se como tal; podemos porém criar juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços” (Nona Tradição)

A RESPONSABILIDADE DOS SERVIDORES DE CONFIANÇA
Não obstante, os grupos de A. A. reconheceram que para os propósitos dos serviços mundiais, a “Consciência de Grupo de A. A.”, como uma totalidade, tem certas limitações. Não pode atuar diretamente em muitos assuntos de serviço porque não está suficientemente informada sobre os problemas em questão. É também verdade que a Consciência de Grupo, durante de muito distúrbio, não é sempre o guia mais seguro, porque temporariamente podem impedir o seu funcionamento de forma inteligente e eficiente. Portanto, quando a Consciência de Grupo não pode ou não deve atuar diretamente, quem deveria atuar no seu lugar? A segunda parte da Segunda Tradição nos dá a resposta quando descreve os líderes de A. A. como “servidores de confiança”. Esses servidores devem estar sempre prontos para fazer pelos Grupos o que os grupos não podem ou não devem fazer por si mesmos.
Conseqüentemente, os servidores tendem a usar as suas próprias informações e julgamento, às vezes a ponto de discordar de uma opinião mal informada ou preconcebida do Grupo.
Portanto, será observado que nos serviços de mundiais de A. A. confiamos numa pequena porém idônea minoria — nos cento e tanto membros da C. S.G. — para atuar como Consciência de Grupo de A. A., em muito dos nossos assuntos dos nossos serviços. Como em outras sociedades livres, confiamos nos nossos servidores (cf. Conceito III), embora sabendo que na eventualidade de falharem nas suas responsabilidades ainda teremos ampla oportunidade para adverti-los ou substituí-los. (Conceito V)

A RESPONSABILIDADE NA RECUPERAÇÃO
“Algumas pessoas se opõem firmemente à posição de A. A. de que o alcoolismo é uma doença. Sentem que esse conceito tira dos alcoólicos a responsabilidade moral. Como qualquer A. A. sabe, isso está longe de ser verdade. Não utilizamos o conceito de doença para eximir nossos membros da responsabilidade. Pelo contrário, usamos o fato de que se trata de uma doença fatal para impor a mais severa obrigação moral ao sofredor, a obrigação de usar os Doze Passos de A. A. para se recuperar”. (Na Opinião do Bill – pág. 32)

A RESPONSABILIDADE NO APADRINHAMENTO
“Todos os padrinhos são necessariamente líderes. Os valores são tão grandes quanto podem ser. Uma vida humana e geralmente a felicidade de toda uma família está em jogo. O que o padrinho diz ou faz, como prevê as reações dos seus afilhados, como controla e se apresenta bem, como faz as suas críticas e como controla bem o seu afilhado, através de exemplos espirituais pessoais – essas qualidades de liderança podem constituir toda a diferença entre a vida e a morte”. (Conceito IX)

A RESPONSABILIDADE COM A TRANSMISSÃO DA MENSAGEM
Quando qualquer um, seja onde for,
estender a mão pedindo ajuda,
quero que a mão de A. A.
esteja sempre ali.
E por isto: Eu sou responsável”.

— Declaração do 30º aniversário
Convenção Internacional de 1965

“(…) O Escritório de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos é muito mais do que o principal portador da mensagem de A. A. ele tem apresentado A. A. ao mundo conturbado em que vivemos. Tem encorajado a propagação de nossa Irmandade em todos os lugares. A. A. World Services, Inc. está pronto para atender às necessidades especiais de qualquer grupo ou indivíduo isolado, seja qual for a distância ou o idioma. Seus muitos anos de acumulada experiência estão disponíveis para todos nós. (…)

Esse é o legado de responsabilidade dos serviços mundiais que nós, os membros mais antigos que vão desaparecendo, estamos deixando a vocês, os A.As de hoje e de amanhã. Sabemos que vocês vão guardar, sustentar e estimar esse legado mundial como a maior responsabilidade coletiva que A. A. já teve. (Bill W. – Na Opinião do Bill, pág. 332)

Isaias

Bibliografia:

– Doze Conceitos para Serviços Mundiais
– Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade
– Doze Passos e Doze Tradições
– Na Opinião do Bill

TRABALHANDO COM O GRUPO DE A. A.

01 – O QUE É UM GRUPO DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Um Grupo de AA é a menor porção da nossa Irmandade e sua célula básica, sem os Grupos não existiria Alcoólicos Anônimos. Um Grupo de AA deve preencher os seguintes requisitos:

1. Todos os membros do Grupo são alcoólicos;
2. Como Grupo, somos totalmente auto-suficientes;
3. O propósito primordial do Grupo é o de levar a mensagem ao alcoólatra que ainda sofre;
4. Como Grupo não pode haver afiliação ou ligação a coisas externas;
5. Como Grupo não deverá dar opiniões a coisas alheias à Irmandade;
6. Como Grupo a política de relações públicas baseia-se na atração e não na promoção. Seus membros devem manter o anonimato pessoal a nível de imprensa, rádio, televisão e filmes.

02 – TIPOS DE REUNIÕES DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

FECHADA – Somente para alcoólicos são dedicadas à “terapia” dos companheiros. A dinâmica poderá ser estabelecida pelo Comitê Orientador do Grupo ou pelo Coordenador e versará sobre: discussões informais das dificuldades que os companheiros enfrentam para manter a sobriedade, troca de experiências baseadas nos Doze Passos e Doze Tradições, seleciona mento de tópicos específicos tais como: Slogans de AA, os Três Legados, Prece da Serenidade, etc.

ABERTAS – Dedicadas ao esclarecimento a qualquer pessoa interessada sobre AA. Neste caso os oradores serão previamente selecionados e os assuntos pré-escolhidos. Extraordinariamente uma reunião fechada, poderá tornar-se aberta no caso de visita inesperada de pessoas não AA. Nesse caso o Coordenador consultará o Grupo para saber da conveniência de abrir uma reunião fechada.

PÚBLICA – Esta é uma reunião aberta ao grande público e quase sempre para comemorar um evento de AA. Para esta reunião são convidados o público em geral e, especialmente, médicos, psicólogos, assistentes sociais, sacerdotes, etc.

03 – LEMBRETES PARA O COORDENADOR

(Sugestões para uma boa Coordenação)

01. Evite tomar ares de “autoridade”. A função do coordenador é liderar a reunião. Zele pelas Tradições de AA e seja Humilde.
02. Evite bancar o “professor/pregador”, evitando longas dissertações sobre qualquer assunto. Análise e diagnósticos são próprios para médicos.
03. Evite comentários em relação ao depoimento do companheiro, salvo quando for solicitado. Não deprecie nem humilhe, quanto menos tagarela, melhor.
04. Evite interromper o Companheiro, e seja diplomático para manter o tempo.
05. Evite coordenar, se você está tumultuado, mau humorado, deprimido.
06. Preserve a UNIDADE do Grupo com atitudes cordiais e fraternas.
07. Dê exemplo de doação, lembrando-se sempre que da sobriedade de cada um depende a sua própria.
08. Lembre-se que seu Grupo é autônomo, mas está ligado com o todo de AA. Como o seu Grupo, existem mais outros 80.000 espalhados pelo mundo.
09. Lembre-se das palavras do Dr. BOB, “ Mantenha o AA simples”.
10. “ VIVA e DEIXE VIVER “.

04 – SUGESTÕES DE TEMÁTICAS PARA REUNIÕES DO GRUPO

– Os Doze Passos
– As Doze Tradições
– O livro “Alcoólicos Anônimos”
– Os Doze Conceitos
– Oração da Serenidade
– Os “sologans” de AA:
– A) Viva e deixe viver;
– B) Devagar se vai ao longe
– C) Primeiro, as primeiras coisas;
– D) É possível;
– E) Pensei;
– F) Pela Graça de DEUS.
– Os Três Legados: Recuperação, Unidade e Serviço
– O livro “Viver Sóbrio”
– O Manual de Serviço
– Participação e Ação
– Abordagens e apadrinhamento
– Maneiras de levar a mensagem
– Inventário do Grupo
– Responsabilidade
– Sejamos amigos dos nossos amigos
– Aceitação X admissão
– Tolerância
– Nós planejamos a ação, não os resultados
– Princípios X personalidades
– Serenidade e humildade
– Ressentimentos e ódio
– Entendendo o anonimato
– Depressões
– Gratidão e honestidade
– DEUS, como nós O entendemos

05 – ABERTURA DAS REUNIÕES

(Oração da Serenidade e o Preâmbulo de AA)

CONCEDEI-NOS SENHOR,
A SERENIDADE NECESSÁRIA PARA ACEITAR AS COISAS QUE NÃO PODEMOS MODIFICAR,
CORAGEM PARA MODIFICAR AQUELAS QUE PODEMOS,
E SABEDORIA PARA DISTINGUIRMOS UMAS DAS OUTRAS.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS é uma Irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.

O único requisito para tornar-se membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de AA não há necessidade de pagar taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.

AA não está ligado a nenhuma seita ou religião, nenhum partido político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apóia nem combate quaisquer causas.

Nosso propósito primordial é o de mantermo-nos sóbrios e ajudar outros alcoólatras a alcançarem a sobriedade.

06 – ORIGEM DA ORAÇÃO DA SERENIDADE

Normalmente, toda e qualquer reunião de AA tem início com a Oração da Serenidade, seguida de um momento de silêncio para meditação e logo a seguir com a leitura do Preâmbulo de AA.

A origem da Oração da Serenidade é obscura. Dizem alguns que foi o teólogo e filósofo Boethius, que viveu no século V, autor da “Consolação da Filosofia”, que teria escrito antes de sua morte, após longo período de cativeiro.

Outros creditam-na ao teólogo Reinhold Niebuhr, que teria escrito em 1932, ao término de uma oração maior. Este, entretanto, a credita a um teólogo do Século XVIII, Friedrich Oetinger. O que temos como certo é que a Oração da Serenidade chegou até nós de forma inusitada e acidental.

Ruth Hock, a primeira Secretária do GSO de New York, estava trabalhando em 1941, quando Jack C. apareceu com o jornal “Herald Tribune” onde, , na coluna dos obituários, foi encontrada a Oração da Serenidade, ali incluída sem maiores explicações. Foi o quanto bastou para, por sua extrema simplicidade, mas profunda racionalidade, ser imediatamente adotada por Alcoólicos Anônimos. A versão original publicada no “Herald Tribune” dizia: “ Mamãe, DEUS, conceda-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar, coragem para modificar as coisas que eu possa e sabedoria para conhecer a diferença. Adeus”. (Do livro “Pass it On”, páginas: 252/258)

07 – OS DOZE PASSOS

DOZE PASSOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

01- Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
02- Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
03- Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
04- Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
05- Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
06- Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
07- Humildemente, rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
08- Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
09- Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando faze – las significasse prejudicá-las ou a outrem.
10- Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11- Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
12- Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

08 – OS DOZE PASSOS – RECUPERAÇÃO

A prática dos Doze Passos é condição primordial para a recuperação do alcoólico, cuja obtenção é, por sua vez, um processo pelo qual o equilíbrio emocional conduzirá o companheiro a uma vida feliz e útil, livrando-o das tensões, ansiedades, depressões e compulsões as mais diversas. Os Doze Passos são um conjunto de princípios espirituais, não necessariamente religiosos, mas baseados na ética, na moral e em ensinamentos universalmente transmitidos por todas as denominações religiosas. Os Doze Passos foram desenvolvidos a partir da dura realidade e evidência de que havíamos perdido nossa força e nossa vontade em relação ao álcool e de que somente um Poder Superior a nós mesmos poderia nos reconduzir ao equilíbrio e à recuperação das nossas vidas. A recuperação individual é a base do triângulo na qual assenta toda a estrutura da nossa Irmandade. No livro “Alcoólicos Anônimos atinge a maioridade”, páginas: 143/144, está descrito como foram elaborados os Doze Passos de AA. Nosso co-fundador BIL, dizia que estes passos era o leme seguro para a sobriedade de qualquer alcoólico, desde que ele fosse bastante honesto consigo mesmo. Os Doze Passos é o nosso primeiro Legado-Recuperação.

09 – AS DOZE TRADIÇÕES

AS DOZE TRADIÇÕES DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

01. Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar; a reabilitação individual depende da unidade de AA.
02. Somente uma autoridade preside, em última análise, o nosso propósito comum – um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência coletiva. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; não têm poderes para governar.
03. Para ser membro de AA, o único requisito é o desejo de parar de beber.
04. Cada grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros Grupos ou a AA em seu conjunto.
05. Cada Grupo é animado de um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
06. Nenhum Grupo de AA deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de AA a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem de nosso objetivo primordial.
07. Todos os Grupos de AA deverão ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.
08. Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não profissional, embora nossos centros de serviços possam contratar funcionários especializados.
09. AA jamais deverá organizar-se como tal; podemos, porém criar juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços.
10. Alcoólicos Anônimos não opina sobre questões alheias à Irmandade; portanto, o nome de AA jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.
11. Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção; cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, no rádio e em filmes.
12. O anonimato é o alicerce espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.

10 – AS DOZE TRADIÇÕES – UNIDADE

Alcoólicos Anônimos não é, e jamais deverá ser, uma sociedade formal e hierarquicamente organizada. A sua unidade ao redor do mundo se orienta e se concretiza pela aceitação individual e coletiva de um conjunto de regras de procedimentos conhecido entre nós como as Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos. A prática dessas regras por parte de cada membro e de cada Grupo de AA tem conseguido manter a Irmandade dentro de um padrão de unidade jamais experimentado por qualquer sociedade semelhante; exemplo de obediência voluntária, não conseguida por temor de punições, portanto sem a obrigatoriedade de corrente de uma disciplina hierarquizada.
A consciência de cada membro e de cada Grupo é o seu próprio juiz. Nenhum de nós, membro do Grupo, é uma ilha isolada. Somos, em vontade e consciência, um só continente, embora de muitas terras, línguas e crenças diferentes.

EU SOU RESPONSÁVEL …

Quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda,
Quero que a mão de AA esteja sempre ali.

E PARA ISTO: EU SOU RESPONSÁVEL

11 – OS DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS

01. A responsabilidade final e a autoridade suprema pelos serviços mundiais de AA deveriam sempre recair na consciência coletiva de toda a nossa Irmandade.
02. Quando, em 1955, os Grupos de AA confirmaram a permanente Ata de Constituição da sua Conferência de Serviços Gerais, eles, automaticamente, delegaram à Conferência completa autoridade para a manutenção ativa dos nossos serviços mundiais e assim tornaram a Conferência – com exceção de qualquer mudança nas Doze Tradições ou no Artigo 12 da Ata de Constituição da Conferência – a verdadeira voz e a consciência efetiva de toda a nossa Sociedade.
03. Como um meio tradicional de criar e manter uma relação de trabalho claramente definida entre os Grupos de AA e as suas diversas corporações de serviços, quadros de funcionários, comitês e executivos, assim assegurando as suas lideranças efetivas, é aqui sugerido que dotemos cada um desses elementos dos serviços mundiais com um tradicional “Direito de Decisão”.
04. Através da estrutura da nossa Conferência, deveríamos manter em todos os níveis de responsabilidade um tradicional “Direito de Participação”, tomando cuidado para que a cada setor ou grupo de nossos servidores mundiais seja concedido um voto representativo em proporção correspondente à responsabilidade que cada um deve ter.
05. Através de nossa estrutura de serviços mundiais, deveria prevalecer um tradicional “Direito de Apelação”, assim nos assegurando de que a opinião da maioria seja ouvida e de que as petições para a reparação de queixas pessoais sejam cuidadosamente consideradas.
06. Em benefício de A. A. como um todo, a nossa Conferência de Serviços Gerais tem a principal responsabilidade de manter os nossos serviços mundiais e, tradicionalmente, tem a decisão final nos grandes assuntos de finanças e de normas de procedimento em geral. Mas a Conferência também reconhece que a principal iniciativa e a responsabilidade ativa, na maioria desses assuntos, deveria ser exercida principalmente pelos Custódios, membros da Conferência, quando eles atuam entre si como Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.
07. A Conferência reconhece que a Ata de Constituição e os Estatutos da Junta de Serviços Gerais são instrumentos legais e que os Custódios têm plenos poderes para administrar e conduzir todos os assuntos dos serviços mundiais de Alcoólicos Anônimos. Além do mais, é entendido que a Ata de Constituição da Conferência não é por si só um documento legal, mas pelo contrário, ela depende da força da tradição e do poder da bolsa de AA para efetivara sua finalidade.
08. Os Custódios da Junta de Serviços Gerais atuam em duas atividades principais: a) com relação aos amplos assuntos de normas de procedimentos e finanças em geral, eles são os principais planejadores e administradores. Eles e os seus principais Comitês dirigem diretamente esses assuntos; b) mas com relação aos nossos serviços, constantemente ativos e incorporados separadamente, a relação dos Custódios é principalmente aquela de direito de propriedade total e de supervisão de custódia que exercem através de sua capacidade de eleger os diretores dessas entidades.
09. Bons líderes de serviços, bem como métodos sólidos e adequados para a sua escolha, são em todos os níveis indispensáveis para o nosso funcionamento e segurança no futuro. A liderança principal dos serviços mundiais, exercida pelos fundadores de AA, deve, necessariamente, ser assumida pelos Custódios da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.
10. Toda a responsabilidade de serviço deveria corresponder a uma autoridade de serviço equivalente – a extensão de tal autoridade ser sempre bem definida, seja por tradição, por resolução, por descrição específica de função ou por atas de constituição e estatutos adequados.
11. Enquanto os Custódios tiverem a responsabilidade final pela administração dos serviços mundiais de AA eles deverão ter sempre a melhor assistência possível dos comitês permanentes, diretores de serviços incorporados, executivos e quadro de funcionários e consultores. Portanto, a composição desses comitês subordinados e juntas de serviços, as qualificações pessoais dos seus membros, o modo como são introduzidos dentro do serviço, os seus sistemas de revezamento, a maneira como eles são relacionados uns com os outros, os direitos e deveres especiais dos nossos executivos, quadros de funcionários e consultores, bem como uma base própria para a remuneração desses trabalhos especiais, serão sempre assuntos para muita atenção e cuidado.
12. As Garantias Gerais da Conferência: em todos os seus procedimentos, a Conferência de Serviços Gerais observará o espírito das Tradições de AA, tomando muito cuidado para que a Conferência nunca se torne sede de riqueza ou poder perigosos; que suficientes fundos para as operações mais uma ampla reserva sejam o seu prudente princípio financeiro; que nenhum dos membros da Conferência nunca seja colocado em posição de autoridade absoluta sobre qualquer um dos outros; que todas as decisões importantes sejam tomadas através de discussão, votação e, sempre que possível, por substancial unanimidade; que nenhuma ação da Conferência seja jamais pessoalmente punitiva ou uma incitação à controvérsia pública; que, embora a Conferência preste serviço a Alcoólicos Anônimos, ela nunca desempenhe qualquer ato de governo e que, da mesma forma que a Sociedade de Alcoólicos Anônimos a que serve, a Conferência permaneça sempre democrática em pensamento e ação.

12 – OS DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS
SERVIÇO

Os Doze Conceitos para Serviços Mundiais e o Manual de Serviço de AA é, fundamentalmente, todo trabalho e esforço desenvolvidos no sentido de trazer o alcoólatra que ainda sofre ao convívio da Irmandade. Em outras palavras, e de forma mais objetiva, podemos dizer que Serviço é “abordagem”. Lembremos porém, que o serviço se baseia na atração e jamais na promoção. Para que o conjunto de trabalhos e esforços se realizem de forma harmoniosa e uniforme, dentro dos princípios gerais de Alcoólicos Anônimos, necessário se torna conceituá-los quanto à sua forma e desenvolvimento. É aconselhável, senão necessário, que cada membro e cada Grupo de AA conheçam “Os Doze Conceitos para o Serviço Mundial”, um dos textos da literatura de AA editado pelo CLAAB.

A exemplo de outros países onde os trabalhos de AA foram organizados segundo suas próprias características e necessidades, no Brasil a sua estrutura de serviços está organizada segundo o estabelecido em um Manual de Serviços aprovado pela Conferência de Serviços Gerais e em obediência aos princípios gerais de AA. Mundial. O Manual é, pois, guia e ensinamento, e cada Grupo deve ter um exemplar dessa verdadeira ferramenta de trabalho.

13 – A 7a. TRADIÇÃO: AUTO-SUFICIÊNCIA

(A Independência de AA como Instituição)

É costume no Brasil fazer-se um intervalo nas reuniões fechadas para o tradicional cafezinho, aproveitando-se esta ocasião para “correr a sacola”.

É sugerido que o Coordenador lembre aos presentes a importância do nosso princípio da Auto-Suficiência. Vamos ajudá-lo no esclarecimento dessa Tradição de AA.

Um dos principais, senão o principal motivo do respeito e da administração que a sociedade em geral tem por Alcoólicos Anônimos é a sua independência financeira. A nossa Irmandade, não dependende dos cofres públicos nem da ajuda de instituições e de pessoas não-alcoólicas, tem conseguido manter, com dignidade, os seus princípios e fazê-los respeitados por governos, pessoas e instituições. A auto-suficiência de AA como um todo, começa na de cada Grupo que a compõe. E a de cada Grupo, na sacola de cada reunião. Durante muitos anos, e até mesmo nos dias atuais, mantivemos um discurso inconseqüente, dizendo ao recém-chegado que “em AA não é preciso dar dinheiro, pois somos auto-suficientes” A inconseqüência de tão contraditório discurso nos conduziu a que tenhamos hoje não apenas uma, mas pelo menos quatro gerações de companheiros erradamente informados, e por isso educados na irresponsabilidade quanto a necessidade da sua contribuição. Quando acordamos para esta realidade estávamos cercados de necessidades por todos os lados, em rota de colisão com a insolvência de nossos principais organismos de trabalho. Precisamos mudar este discurso e corrigir esta má educação.

O Plano 60-25-15, significa: 60% da arrecadação da sacola para as despesas do Grupo, 25% para a Central de Serviços ou Intergrupal e 15% para o Escritório de Serviços Gerais.

14 – ABORDAGEM

O seu Grupo, a exemplo dos demais Grupos em todo o mundo, é animado de um único propósito primordial: o de transmitir ao alcoólatra que ainda sofre a mensagem de Alcoólicos Anônimos. Está na Quinta Tradição. A transmissão dessa mensagem pode ser feita de maneira diversas, sendo a mais comum a “abordagem” cara a cara, aquela feita individualmente pelo membro que transmite sua experiência a um alcoólatra na ativa. Outra, a coletiva, feita nos serviços em hospitais, empresas e em instituições correcionais ou ainda em reuniões públicas. Em todos estes casos deve ser usada a atração em vez da promoção.

Quando o Grupo não dispuser de um Comitê de Abordagem, o Coordenador do Grupo deve pedir a um dos membros que faça a abordagem, cujo pedido tenha chegado ao Grupo, normalmente por intermédio da Central, da Intergrupal e mesmo por pedido direto de pessoas não-alcoólicas. Convém registrar esse pedido no resumo de ata da reunião, a fim de ser informado se a abordagem foi feita ou não, dando ciência ao solicitante. Na abordagem indireta, feita de forma sugestiva na reunião pública, tenha sempre presente que AA é uma instituição leiga, não profissional e que apesar dos altos índices de recuperação alcançado pela Irmandade, esta não é senão uma opção com a qual o indivíduo ou a sociedade pode contar para a solução do alcoolismo. O alcoólatra abordado não é obrigado a tornar-se membro de AA, mas nós, membros da Irmandade, somos responsáveis pela transmissão da mensagem de Alcoólicos Anônimos, até porque é assim que mantemos a nossa própria sobriedade.

15 – INGRESSO / APADRINHAMENTO

Usualmente o Coordenador deixa para fazer o ingresso do visitante ou do abordado mais para o final da reunião fechada, quando o provável ingressante teve oportunidade de ouvir os vários depoimentos de companheiros mais antigos, nos quais é enfatizado o alcoolismo como doença, o programa de AA e os seus princípios, etc. Não é conveniente constranger o visitante a fazer-se membro de AA, mas deixá-lo à vontade quanto a esta decisão, que poderá ser tomada até mesmo em outra reunião. Lembre-se: AA é uma opção.

Tomada a decisão, o novo membro poderá escolher um(a) dos(as) companheiros(as) presentes para ser o seu padrinho ou madrinha. Pode ocorrer que esta escolha imediata decorra do fato do ingressante já ser conhecido do seu padrinho ou madrinha. No caso de não serem conhecidos, é conveniente que o Coordenador apenas indique um dos presentes para entregar-lhe a ficha de ingresso – se este for o costume do Grupo – e deixe ao ingressante escolher futuramente o seu padrinho ou madrinha, aquele ou aquela com que mais “afinou” no decorrer de algumas outras reuniões. Sendo o 1o. Passo essencial para a tomada de decisão do visitante, sugere-se que um dos membros mais antigos do Grupo verse seu depoimento pessoal sobre esse importante passo. Lembre-se, nenhum membro do Grupo deve fazer pressão para a permanência do visitante.

No folheto “Perguntas e Respostas Sobre Apadrinhamento”, você encontrará respostas para qualquer dúvida porventura existente. O melhor exemplo de relacionamento entre padrinho e afilhado é o caso de BILL e Dr. BOB, nossos co-fundadores. Com base neste exemplo, podemos dizer que o Apadrinhamento é a realização prática e vivida, em toda a sua extensão das palavras: amigo, companheiro e confidente.

16 – ENCERRAMENTO DA REUNIÃO

Qualquer reunião, seja fechada, aberta ou pública, deve ser encerrada com a Oração da Serenidade ou Pai Nosso. Nas reuniões abertas e públicas o Coordenador, ante o encerramento, deve agradecer a presença dos convidados não-alcoólicos, citando, na oportunidade, nominalmente, aqueles convidados especiais que não estiveram presentes na abertura. Nas reuniões fechadas agradece aos companheiros a ajuda recebida para o bom andamento da reunião, assim como pela contribuição na sacola. Orienta sobre a próxima reunião e pede a quem esteja secretariando que leia a correspondência recebida, o resumo da reunião e o movimento de caixa, alertando aos companheiros a necessidade das contribuições na sacola, para saldar os compromissos financeiros do Grupo. O tesoureiro fornecerá ao Coordenador/Secretário a cada reunião, o valor desses compromissos monetários.

Após a Oração da Serenidade ou Pai Nosso, pede aos presentes observarem um instante de silenciosa reflexão. Nesta oportunidade os companheiros religiosos poderão fazer, em silêncio, qualquer outra oração do seu credo religioso, respeitando, assim, os companheiros de outra ou de nenhuma denominação religiosa.

17 – DADOS HISTÓRICOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Como nós sabemos, Alcoólicos Anônimos começou em 1935 na cidade norte-americana de Akron, Estado de CHIO, resultante do encontro de BILL W. , corretor da Bolsa de Valores de New York e o médico cirurgião de Akron, Dr. BOB, ambos considerados casos perdidos de alcoólatras. Nossos dois co-fundadores permaneceram sóbrios até a morte, graças ao trabalho que eles desenvolveram junto a outros alcoólatras, descobrindo assim, desde o início, que para sair do egocentrismo, característica marcante da personalidade de todo alcoólatra, seria necessário pensar em outro ser humano, para sair de si mesmo. Compreenderam que para se manterem sóbrios, este estado de felicidade e utilidade, deveria ser compartilhado com outros alcoólatras sofredores. BILL e BOB, juntamente com outros alcoólicos em recuperação, conseguiram nos primeiros anos da nossa Irmandade, os seguintes resultados:

1935 – 5 membros
1936 – 15 membros, aumento de 200%
1937 – 40 membros, aumento de 170%
1938 – 100 membros, aumento de 150%
1939 – 400 membros, aumento de 300%
1940 – 2000 membros, aumento de 400%
1941 – 8000 membros, aumento de 300%
(Dados do livro AA Atinge a maioridade)

Dados fornecidos pelo GSO de New York, nos diz que a 1o. de janeiro de 1986, tínhamos:
69.019 Grupos de Alcoólicos Anônimos espalhados pelo mundo todos, sendo que 38.285, somente nos Estados Unidos e Canadá, e que o número de membros ativos, era de 1.446.000.

18 – SUGESTÕES PARA COORDENAÇÃO DE REUNIÕES

(GUIAS DE AA)

Estes guias estão baseados na experiência dos membros de AA que trabalham nos diversos campos de serviço. Também refletem o espírito das Doze Tradições e das recomendações da Conferência de Serviços Gerais. De acordo com nossa Tradição de autonomia, exceto em assuntos que afetem outros Grupos ou AA como um todo, a maioria das decisões se toma por meio da consciência coletiva dos membros participantes. O propósito deste Guia é ajudar a tornar esclarecida uma consciência coletiva.

Com o objetivo de atender um anseio de nossa Irmandade, apresentamos uma sugestão para coordenação de reuniões de um Grupo de AA. O bom andamento de uma reunião em um Grupo de AA, qualquer que seja ela, depende do discernimento, do conhecimento e do bom senso do Coordenador (O famoso “jogo de cintura”). Portanto, estamos relacionando, após a sugestão de roteiro, algumas sugestões para balizar o comportamento do Coordenador durante uma reunião. Cada Grupo utilizará aquilo que lhe for conveniente, para elaborar o roteiro para coordenação de suas reuniões.

COORDENAÇÕES DE REUNIÕES – ROTEIRO

ABERTURA:

Boa noite (ou bom dia, boa tarde) a todos. Sejam bem-vindos a mais uma reunião de Alcoólicos Anônimos no Grupo(mencionar o nome do Grupo onde esta ocorrendo a reunião).
Meu nome é(mencionar o nome de quem esta coordenando a reunião) e sou alcoólatra (ou alcoólico(a)).
Alcoólicos Anônimos é uma Irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, afim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.
O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de AA não há necessidade de pagar taxa ou mensalidades, somos auto-suficientes, graças as nossas próprias contribuições.
Alcoólicos Anônimos não está ligado a nenhuma seita ou religião, nenhum partido político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apóia nem combate quaisquer causas.
Nosso propósito primordial é mantermo-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.
Embora Alcoólicos Anônimos não esteja ligado a nenhuma seita ou religião, temos por costume começar e terminar as reuniões de AA no mundo todo com uma breve invocação, conhecida por nós como Oração da Serenidade, e convido a todos que quiserem que me acompanhem, após um instante de silêncio.
ORAÇÃO DA SERENIDADE:

Concedei-nos, Senhor, a SERENIDADE necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar.
CORAGEM, para modificar aquelas que podemos e
SABEDORIA para distinguir umas das outras.

PARA SER LIDO, SE FOR OPORTUNO, DE ACORDO COM O TIPO DE REUNIÃO:

Esta é uma reunião ABERTA e podem assistir a ela pessoas não alcoólicas, nossos familiares, amigos ou quaisquer outras que queiram conhecer nosso programa de recuperação.

Esta é uma reunião de Serviço (ou Administrativa) para tratar de assuntos de interesse do Grupo. Ela é FECHADA e somente para membros de AA.
Outros tipos de reunião serão anunciadas, de acordo com a disposição do Grupo de realizá-las.

Nesta reunião ouviremos alguns depoimentos de membros de AA. Aquele que estiver dando seu depoimento merece de nós toda consideração e respeito. Lembramos que os depoimentos são pessoais e não refletem necessariamente a opinião da Irmandade de Alcoólicos Anônimos como um todo.

NOTA: As pessoas que chegam pela primeira vez deverão ser tratadas de acordo com o que determina a consciência coletiva do Grupo e com os princípios de Aa. Se o visitante estiver alcoolizado e o Coordenador da Reunião achar por bem ceder a palavra, poderá faze – lo. Se o visitante for um profissional, deverá ser-lhe dada toda atenção, pois poderemos ter a oportunidade de apadrinhar um futuro amigo de AA. O Grupo poderá dispor de algum tempo para transmitir recados do RSG, CTO, ou outro servidor. Poderá faze – lo antes ou depois do intervalo para o café, ou quando suas consciência coletiva determinar.

SÉTIMA TRADIÇÃO
(Para ser lido antes do intervalo para o café)

Nossa Sétima Tradição diz: “Todos os Grupos de AA deverão ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando quaisquer doações de fora”. Para cumprir essa Tradição passamos uma sacola entre os presentes. Esse dinheiro é utilizado para cobrir as despesas de nosso Grupo, para distribuição gratuita de literatura e para manutenção dos Órgãos de Serviço de AA.
Agora convido todos a saborearem um cafezinho.
NOTA: Após o intervalo para o café, a reunião segue normalmente.

ENCERRAMENTO:

TERCEIRA TRADIÇÃO

“Para ser membro de AA o único requisito é o desejo de parar de beber”. Se houver alguém presente com o desejo de fazer parte de nossa Irmandade, considere-se membro. Ao final da reunião procure o Coordenador ou outro servidor, para receber folhetos informativos sobre AA.
NOTA: Embora não existam formalidades para o ingresso de membros em AA, alguns Grupos ainda utilizam a entrega de fichas aos novatos. Como em qualquer outro assunto, aqui também prevalece o que determinar a consciência coletiva de cada Grupo.

ANONIMATO:

Nossas Tradições de Anonimato dizem o seguinte:
Décima Primeira: “Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção;cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na impressa, no rádio e em filmes”.
Décima Segunda: “O anonimato é o alicerce espiritual de nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades”.

Embora nenhum membro de AA deva jamais revelar a ligação de qualquer outro membro com a Irmandade, Alcoólicos Anônimos não deve ser mantido secreto ou como movimento clandestino. Havendo necessidade, deveríamos estar dispostos a nos identificar como membros de AA, se com isso pudermos estar ajudando alguém.
NOTA: Sobre esse assunto, talvez seja oportuno termos a mão o seguinte lembrete:

“Quem você viu aqui,
o que você ouvir aqui,
quando você sair daqui,
deixe que fique aqui”.

Chegamos ao término de mais uma reunião nesse Grupo. Nossa Sacola somou R$ e tivemos a presença de … companheiros(as)

PARA SER LIDO QUANDO TIVERMOS NOVATOS NA SALA.

Pedimos aos recém-chegados que não deixem levar por qualquer má impressão causada por esta reunião. Visitem-nos mais vezes, pois assim entenderão melhor nossa programação. E tenham certeza de que serão sempre bem-vindos.

Agradecemos a presença de todos e aproveitamos para convidá-los para nossa próxima reunião que será dia(falar o dia da semana) às (falar o horário).
Para encerrar nossa reunião, convido a todos que quiserem que me acompanhem, após um instante de silencia, na

ORAÇÃO DA SERENIDADE

Concedei-nos, Senhor, a SERENIDADE necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar.
CORAGEM para modificar aquelas que podemos e
SABEDORIA para distinguir umas das outras.

Boa noite (ou bom dia, boa tarde) e muito obrigado a todos.

19 – ALCOOLISMO

O uso de álcool é conhecido desde os tempos bíblicos, mas passou a ser estudado em 1856 na Suécia pelo especialista, MANGOS-HUS, que aliás, é o autor da expressão “ALCOOLISMO”, que designa uma doença caracterizada pela dependência física e psíquica do álcool.
Em 1935, BIL e o Dr. BOB, realizaram a primeira reunião dos Alcoólicos Anônimos, pôr admitirem que também eram impotente perante o álcool, daí então resolveram conscientizar outros Alcoólatras que realmente os mesmos precisavam de ajuda pôr se tratar de uma doença, e não mais pararam com este trabalho. Com isso, espalhou-se pelo mundo todo, grupos de ajuda a todos que sofriam com o problema do alcoolismo e fazendo sofrer a todos que os rodeavam, principalmente os seus familiares, surgindo assim: GRUPOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS – AA.
O alcoolismo, é uma doença que se manifesta com pequenas doses ingeridas, chegando ao ponto da pessoa perder o controle sobre ela.

Problemas sociais: desajuste no lar, separação conjugal, perda do emprego, incapacidade de desempenhar papéis sociais, endividamento, acidente de trânsito, homicídios, suicídios, demandas legais como: perdas dos filhos por exemplo e as amizades, pois a mesma sociedade que os incentiva a beber é a mesma que os descrimina expulsando-os de seu meio, principalmente no meio FAMILIAR e tornando-se assim um zero a esquerda perante a todos.

Doença física: hepatite, cirrose hepática, depressão, frequência cardíaca acelerada, hipertensão, insônia, pancreatite, gastrite e úlceras estomacal e duodenais, redução da coordenação motora, impotência sexual, lesões celebrais, diabete e outras.
É uma doença progressiva e de fins fatais e, se não for tratada, com o passar do tempo compromete a saúde física e mental do indivíduo.

Em resumo: A progressão da doença vai da perda da auto estima, a desagregação da família, a perda do emprego, ao comprometimento orgânico até a internação hospitalar e FINALMENTE, A MORTE.

Não esqueça ainda que a bebida para muitos, é a porta de entrada para as drogas mias fatais, levando ainda mais rápido ao caminho de tudo que foi citado acima!
Se você quer ou tem alguém que quer receber ajuda, procure um Grupo de AA.

“SE FOR DE SUA PRÓPRIA INICIATIVA, NÓS ESTAMOS DE BRAÇOS ABERTOS PARA AJUDAR E TAMBÉM SER AJUDADO”.

20 – DOZE SUGESTÕES PARA UMA BOA COORDENAÇÃO

01- Evite tomar ares de “autoridade”. Lembre-se que a função do Coordenador ao liderar a reunião, é zelar pelas Tradições de AA. E as Tradições de AA baseiam-se na HUMILDADE. Portanto procure mentalizar o velho ditado: “que comece por mim”.
02- Antes de aceitar uma coordenação, faça um minucioso inventário moral de si mesmo e veja se está em condições de assumi-la. Sobriedade é um estado de espírito que se transmite e um Coordenador tumultuado ou mal-humorado pode contagiar todo o Grupo.
03- Existe querer bancar o “professor” ou “pregador”. Lembre-se que a cadeira de Coordenador não é tribuna, que uma reunião de AA não é sala de aula e que seus companheiros não são alunos.
04- Não faça análises ou diagnósticos dos companheiros. Esse direito não compete a nós membros de AA. Procure inteirar-se do folheto.”AA em sua Comunidade”.
05- Não faça comentários em relação ao depoimento dos companheiros, salvo quando for solicitado pelo depoente, ou se isso se tornar absolutamente necessário para ajudar, nunca para depreciar ou humilhar. Quanto menos o Coordenador “tagarelar” melhor a reunião.
06- Evite interromper o companheiro, mesmo que ele esteja “falando demais”. Em alguns Grupos o tempo é limitado e você poderá depois falar livremente.
07- Evite dialogar com os companheiros, salvo se a reunião for informal isso, porém, não significa que você não possa perguntar aos novos como estão passando o dia-a-dia.
08- Procure estar sempre atento durante todo o tempo em que transcorrer a reunião. Atento com os que falam, com os que ouvem e também com os que chegam. Alguém pode estar “tumultuando” e, talvez, precisando desabafar.
09- Jamais abuse do direito que o Grupo lhe concedeu ao confiar-lhe a liderança de sua reunião. Procure não criticar o depoimento do companheiro. Lembre-se que você é um simples servidor e, como tal, deve ser sempre um fiel servidor no Grupo.
10- Procure inteirar-se, se a reunião é “aberta” ou “fechada” e se a palavra deve ser “dirigida” ou apenas “franqueada”. Não se esqueça dos novos, dos recém-chegados e dos visitantes, já que geralmente têm algo de novo para nos transmitir. Lembre-se de que uma reunião “aberta” deixa de ser do Grupo para ser de AA, como um todo e que nosso programa é de atração e não de promoção. Dizem que todo alcoólico é inteligente. Como tal, um Coordenador deve ser membro de AA – um alcoólico portanto.
11- Evite dirigir a reunião a seu bel prazer. Deixe que tudo transcorra naturalmente e que cada um fale livremente. Em AA cada um fala de si.
12- Não complique! A UNIDADE do Grupo deve ser preservada a todo instante e o Coordenador é o guardião dessa UNIDADE. Portanto, é bom lembrar o que diz nossa Primeira Tradição – “ O bem-estar coletivo deve estar em primeiro lugar”. Lembre-se das últimas palavras do Dr. BOB: “MANTENHA AA SIMPLES”.

COMO MELHORAR SUA COMUNICAÇÃO NO GRUPO

Siga sua intuição
Em reunião de Recuperação, determine quando quer falar ou permaneça em silêncio. Procure, em depoimento, transmitir o que lhe parece importante no momento, tendo em vista o assunto em andamento e suas necessidades. Procedendo desta maneira, você vai se conscientizar de que está em você a livre decisão e a responsabilidade de utilizar este tempo da maneira que o fizer. Vai doer apenas em você se deixar de aproveitar este momento.
Não se preocupe em agradar aos outros com o que você vai dizer. Diga simplesmente o que você considera necessário e importante para si mesmo. Os outros também seguirão as suas intuições e poderão dizer se pensam diferente.
Não fique ausente
Um “ausente” não perde apenas a possibilidade de realização própria dentro do grupo, como também significa uma perda para o grupo todo. Impossibilitado de participar de uma discussão, sentindo-se entediado, com raiva, procure interromper e colocar seus sentimentos. No momento em que se consegue superar uma interrupção dessas, ou se recomeça a discussão com maior clareza ou se parte para um assunto de maior importância.
Seja direto
Se quer comunicar alguma coisa a alguém do grupo, dirija-se diretamente a essa pessoa, mostre-lhe com o olhar que é a ela que você está se referindo. Não fale com terceiros sobre um outro e também não fale para o grupo quando, na verdade, está se dirigindo a uma pessoa em especial.
Use ‘eu’ no lugar de ‘nós’ ou ‘a gente’
Evite falar em nós ou na gente pois você pode estar se escondendo atrás dessas palavras, não querendo arcar com a responsabilidade do que está dizendo. Mostre-se pessoalmente, fale EU. Além de tudo, se você usar “nós” ou “a gente” estará envolvendo outros sem saber se eles concordam com o que está sendo dito.
Dê sua opinião, evite perguntas
Quando fizer uma pergunta, esclareça porque a está fazendo. Perguntas, muitas vezes, são um método de não se mostrar a si próprio ou a sua opinião. Além disso, perguntas podem soar como inquisidoras, muitas vezes são isso mesmo, e acabam encurralando o outro. Expressando sua opinião claramente é muito mais fácil para o outro associar-se ao seu modo de pensar.
Experimente novas posturas
Indague-se: Revelo em minha postura o que realmente quero transmitir, ou na verdade gostaria de portar-me de maneira diferente?
Procure, algumas vezes, experimentar novas posturas. Arrisque-se aos arrepios que isto causará, eles são um bom sinal de que você de fato está experimentando uma nova postura.
Atente para os avisos de seu corpo
Para descobrir o que você no momento realmente sente e quer, ouça o que diz o seu corpo. O corpo pode contar, muitas vezes, mais sobre nossos sentimentos e necessidades do que a nossa cabeça.
Forneça “feed back” – retornos
Se a postura de um companheiro do grupo lhe causar sentimentos agradáveis ou desagradáveis, comunique isso logo a ele e não, mais tarde, a um terceiro. Ao dar “feed back”, fale simplesmente dos sentimentos que o comportamento do outro desencadeou em você. Tente descrever a ação do outro de maneira concreta e precisa para que ele possa entender qual o comportamento que causou em você tais sentimentos. Deixe em aberto a questão de quem é o “culpado” dos sentimentos que você sente. Você não precisa, para isso, de fatos objetivos ou de provas, seus sentimentos subjetivos são o bastante, pois você tem direito inalienável a eles.
Receba “feed back’ – retornos”
Se receber resposta sobre o que falou, não tente logo se defender e nem esclarecer as coisas. Saiba que não estão sendo passados fatos objetivos, isso nem é possível, mas sim sentimentos subjetivos do outro. Alegre-se que o seu interlocutor fale de seu problema a você, o problema que ele tem com você. Procure ouvir calmamente, para poder verificar se de fato está entendendo o que ele está lhe dizendo.
Falar um de cada vez
Apenas um deve falar de cada vez. Quando várias pessoas querem falar ao mesmo tempo é preciso encontrar uma alternativa para essa situação.

(Artigo traduzido e adaptado da revista alemã AA INFORMATIONEN, edição de março de 1993)
Vivência n° 29 – MAIO/JUNHO DE 1994

1° Ciclo dos Doze Conceitos Para SERVIÇOS MUNDIAIS
APRESENTAÇÂO
“ CRESCIMENTO E LIDERANÇA A PARTIR da INTERPRETAÇÂO E ESTUDO Dos CONCEITOS”.
AUTORIA :-WILMA –DF

“ TRADUZEM os “DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS”,UM número de Princípios que se tornaram tradicionais nos nossos serviços .São uma Interpretação da estrutura de serviços mundiais de A.A.,que mostram a evolução pela qual eles chegaram á sua forma atual .EM Síntese ,pretendem os Conceitos registrar o “ porquê” da nossa estrutura de tal maneira que a valiosa Experiência do Passado e as lições tiradas dessa Experiência Nunca devam ser esquecidas ou perdidas”

“ Os Conceitos tentam apresentar uma Estrutura na qual todos possam trabalhar em prol de bons resultados com o mínimo de atritos .”
“ CADA Conceito é um grupo de Princípios relacionados ,que se inicia dando aos Grupos De A.A. a Responsabilidade Final e a Autoridade Suprema pelos nossos Serviços Mundiais ,consubstanciadas pelas Razões centralizadas na SEGUNDA TRADIÇÂO .”

“ Para conseguir a ação eficiente , os Grupos precisam delegar uma Autoridade operacional ,escolhendo que tenham plenos poderes para falar por e atuar por eles , onde a CONSCIÊNCIA de Grupo possa ser ouvida .È onde identificamos o Princípio da ampla Autoridade e Responsabilidade delegadas aos “servidores de Confiança”, respeitando-se a clara Tradição Dois DE A.A. transferindo-se para a Conferência de Serviços Gerais De A.A. .,a Verdadeira voz ativa e a Consciência efetiva de toda a nossa Irmandade “.
“Para que em todos os níveis possa haver um Equilíbrio contínuo no relacionamento perfeito entre a Autoridade Suprema e a Responsabilidade delegada , atitudes teriam que ser definidas . O “ Direito de DECISÂO “dá aos nossos Líderes de Serviço uma discrição adequada e Liberdade de Ação , competindo-lhes dentro do Sistema dos seus Deveres e Responsabilidades , a ação de como eles podem interpretar e aplicar a sua própria autoridade e responsabilidade para cada problema ou situação em particular , conforme elas aparecem .Essa espécie de Liderança moderada deveria ser a essência do “ DIREITO de DECISÂO”.
“ Todos nós desejamos profundamente tomar parte . “Queremos um relacionamento de A.A. em SOCIEDADE IRMANADA ..” È o nosso ideal mais importante , que a união espiritual de A.A. nunca inclua membros Considerados de Segunda Classe”
“ O Direito de Participação é um corretivo a autoridade Suprema , porque atenua as suas asperezas ou o seu mau emprego .” O Direito de Participação dá a cada servidor o direito de Voto de acordo com a sua Responsabilidade .e a Participação garante além do mais que cada junta de serviço ou Comitê tenha sempre a posse de diversos elementos e pessoas com talento e que assegurarão um funcionamento eficiente”.
“ Os Direitos de Apelação “ e de “PETIÇÃO “, certamente , têm em vista o problema total da proteção e melhor aplicação possível dos sentimentos e da Opinião das minorias “.Protege e encoraja a Opinião da Minoria e dá certeza que as queixas podem ser ouvidas e tratadas adequadamente .Acreditamos que jamais estaremos sujeitos à Tirania ,seja das MAIORIAS ou DAS MINORIAS , desde que cuidadosamente definamos o Relacionamento entre elas.”

“ O maior perigo da Democracia sempre será a “ Tirania “de uma Maioria apática ,egoísta ,não Informada ou mal Humorada .Acreditamos que o espírito da Democracia sempre sobreviverá na nossa Irmandade e na Estrutura de nossos Serviços , a despeito dos contra-ataques que serão desfechados . Felizmente, não estamos obrigados a manter uma administração que obrigue obediências e imponha Punições .Precisamos apenas manter no Alto nossas Tradições , que constitua e exerça as
nossas diretrizes nelas contidas, de maneira a levar continuamente a nossa Mensagem àqueles que sofrem.”
“ São os custódios que garantem a boa administração da Junta de Serviços Gerais,tendo Liberdade e de Ação na ausência da Conferência . Deles é esperada uma Liderança da formulação política de A.A .e sua adequada execução .Eles são os guardiões ativos das nossas DOZE TRADIÇÔES .Eles devem funcionar quase exatamente como os Diretores de qualquer organização de Negócios .”
“ Eles precisam ter ampla autoridade para realmente administrar e conduzir os negócios de A.A .simultaneamente compreendendo que a CONFERÊNCIA é o verdadeiro Reduto da Suprema Autoridade Sobre Serviço , por que dessa maneira como Regra geral ,sejam os assuntos sérios sempre resolvidos dentro de uma cooperação harmoniosa e feliz
“ A unificação da Estrutura de Serviços no Brasil deveria ser reavaliada á Luz do Conceito VIII e esperamos que neste ciclo o assunto possa ser abordado com precisão ,esclarecimento e impessoalidade , onde as experiências contidas neste Conceito possam se com as experiências já vivenciadas neste curto espaço de Unificação Dos órgãos de Serviço no BRASIL.” POR outro lado também esperamos que a liderança em A.A. seja um tema apresentado sem distorções e com exemplos de como se tornar ou alcançar esta necessidade Vital Dentro de A.A.”.

“O entendimento mais aprofundado sobre a SEGUNDA TRADIÇÂO poderá nos trazer uma melhor compreensão quando tratarmos das responsabilidades de serviço em A.A. com a sua correspondente autoridade de serviço equivalente , quando tratarmos do DÈCIMO CONCEITO” . PORTANTO ,que em todos os Níveis possamos identificar esta correspondência e assim nossos Grupos sejam melhor informados.”
“ Necessitamos repassar minuciosamente aos grupos a essência e a praticidade do CONCEITO XI,Principalmente sobre que consiste nossa estrutura subordinada de Serviço e sua composição e atribuições á nível de JUNTA”.
“ Questionamento SOBRE o que é a ATA de Constituição da CONFERÊNCIA ,SOBRE o conteúdo do ART.12 da ata da Constituição ou sobre as Garantias GERAIS DA CONFERÊNCIA acontecerão no decorrer deste grandioso evento.”
“ Precisamos ,prezados companheiros[as]estar de mentes e corações abertos e espíritos desarmados para assim alcançarmos mais um pouco além ,daquilo que conhecíamos quando aqui chegamos”
“ a aplicabilidade no dia a dia em nossos grupos ,dos Princípios contidos nos “ DOZE CONCEITOS para SERVIÇOS MUNDIAIS” , dignificará mais e mais o membro , o GRUPO e a nossa gloriosa IRMANDADE .

Fraternalmente,
Lúcio

Felizmente, a nossa Irmandade é abençoada com toda a sorte de liderança verdadeira – o pessoal ativo de hoje e os líderes em potencial de amanhã, de acordo com cada nova geração de membros capazes que vão aparecendo. Temos uma abundância de homens e mulheres cuja dedicação, estabilidade, visão e habilidades especiais os tornam capazes de lidar com qualquer serviço que lhes possa ser designado. Somente temos que procurar esse pessoal e confiar nele para que nos sirva.
Em algum lugar da nossa literatura há uma declaração que diz o seguinte: “Os nossos líderes não dirigem por mandato, lideram pelo exemplo”. Com efeito, dizemos para eles: “Atuem por nós, mas não mandem em nós.”
Um líder no serviço de A.A. é, portanto, um homem (ou uma mulher) que pode pessoalmente colocar princípios, planos e normas em ação de maneira tão delicada e efetiva que leva o resto de nós a querer apoiá-lo e ajudá-lo na sua tarefa. Quando um líder nos guia pela força excessiva, nos revoltamos; mas quando ele se torna um submisso cumpridor de ordens e não usa critério próprio, então ele realmente não é um líder.
Uma boa liderança elabora planos, normas e idéias para melhoramento da nossa Irmandade e seus serviços. Mas nos assuntos novos e importantes, todavia, consultará amplamente antes de tomar decisões e atitudes. Boa liderança também é saber que um excelente plano ou idéia pode vir de qualquer um, de qualquer lugar. Conseqüentemente, uma boa liderança muitas vezes substituirá os seus acalentados planos por outros que são melhores e dará crédito aos seus autores.
A boa liderança nunca se esquiva. Uma vez segura de que tem ou pode obter apoio geral suficiente, ela toma decisões livremente e as coloca em ação, desde que, naturalmente, essas ações estejam dentro do esquema da sua autoridade e responsabilidade definidas.
Um político é um indivíduo que está sempre tentando “arranjar para as pessoas aquilo que elas querem”. Um estadista é um indivíduo que sabe cuidadosamente discernir quando fazê-lo e quando não. Ele reconhece que mesmo as grandes maiorias, quando muito perturbadas ou não informadas, podem, às vezes, estar completamente enganadas. Quando tal situação aparece, ocasionalmente, e algo de importância vital está em jogo, é sempre dever da liderança, mesmo que em pequena minoria, tomar posição contra a tormenta, usando toda a sua habilidade de autoridade e persuasão para efetuar uma mudança.
Nada, no entanto, pode ser mais prejudicial à liderança do que a oposição, apenas com o intuito de ser oposição. Nunca pode ser: “Vai ser da nossa maneira ou nada”. Esse tipo de oposição é geralmente causado por um orgulho cego ou um desejo de domínio que nos leva a bloquear algo ou alguém. Há então a oposição que dá seu voto dizendo: “Não estamos satisfeitos.” Nenhuma razão verdadeira nem mesmo é dada. Isso não serve. Quando requisitada, a liderança tem sempre que apresentar as suas razões, e que sejam boas.
Então, também um líder precisa reconhecer que mesmo as pessoas mais orgulhosas ou raivosas podem algumas vezes estar totalmente certas, enquanto as mais calmas e humildes podem estar enganadas.
Esses pontos são ilustrações práticas das diversas discriminações cuidadosas e das pesquisas profundas que a liderança verdadeira tem sempre que tentar exercer.
Outro qualificativo para a liderança é o dar-e-receber, a habilidade de transigir sem rancor sempre que possa fazer progredir uma situação que aparenta ser a direção certa. Fazer concessões é muito penoso para nós, beberrões de “tudo ou nada”. Entretanto, não podemos nos esquecer de que o progresso é quase sempre caracterizado por uma série de concessões vantajosas. Não podemos, entretanto, fazer concessões sempre. Uma vez ou outra é realmente necessário fincar os pés numa convicção sobre um assunto, até que ele se esclareça. (…)
Liderança, muitas vezes, tem pela frente críticas pesadas e às vezes de longa duração. Isso é um teste ácido. Há sempre os críticos construtivos, os nossos amigos de verdade. Nunca podemos deixar de ouvi-los atenciosamente. Devemos estar dispostos a deixar que eles modifiquem as nossas opiniões ou que as mudem completamente. Muitas vezes, também, teremos que discordar e fazer pé firme sem perder a sua amizade.
Há então aqueles que gostamos de chamar de nossos críticos “destrutivos”. Conduzem pela força, são politiqueiros, fazem acusações. Talvez sejam violentos, maliciosos. Eles soltam boatos, fazem fofocas para atingir seus alvos – tudo pelo bem de A.A., naturalmente! Mas em A.A., já aprendemos, afinal, que esses sujeitos, que devem ser um pouco mais doentes do que nós, não são tão destrutivos assim, dependendo muito de como nos relacionamos com eles.
Para começar, deveríamos ouvir cuidadosamente o que eles dizem. Algumas vezes estão dizendo toda a verdade; outras vezes somente parte da verdade, embora freqüentemente eles estejam racionalizando até o ridículo. Se estivermos por dentro de toda a verdade, parte da verdade ou sem verdade alguma, pode ser igualmente desagradável para nós. Essa é a razão pela qual temos que ouvir tão cuidadosamente. (…) Há poucos meios melhores de auto pesquisa e de desenvolvimento de genuína paciência do que a prova a que nos submetem esses membros bem-intencionados, mas erráticos. Isso é pedir muito e, às vezes, não conseguiremos, mas precisamos continuar tentando.
Agora chegamos ao atributo da mais alta importância: o da visão. Visão é, penso, a habilidade de fazer boas estimativas, tanto para o futuro imediato como para um futuro mais distante. Alguns podem achar esse tipo de esforço como se fosse uma espécie de heresia, porque nós de A.A. estamos constantemente dizendo a nós mesmos: “Um dia de cada vez.” Mas esse princípio valioso realmente refere-se à nossa vida mental e emocional e quer dizer principalmente que não somos tolos para lamentar o passado nem sonhar com o futuro de olhos abertos.
Como indivíduos e como uma irmandade, iremos certamente sofrer se deixarmos toda a tarefa do planejamento para o amanhã nas mãos da Providência. A verdadeira Providência Divina foi dar a nós, seres humanos, uma considerável capacidade de antevisão e Ela evidentemente espera que a usemos. Por isso, precisamos distinguir entre desejos fantasiosos sobre um amanhã feliz e o presente uso das nossas forças de estimativas bem pensadas. Isso pode determinar a diferença entre progresso futuro e infortúnio imprevisto.
Visão é por isso a própria essência da prudência, uma virtude essencial, se é que existe uma. Naturalmente, podemos muitas vezes cometer erros de cálculo quanto ao futuro, como um todo, ou em parte, mas o pior é recusar-se a pensar nele.
Precisaremos constantemente desses mesmos atributos – tolerância, responsabilidade, flexibilidade e visão – entre os líderes de serviços de A.A. em todos os níveis. Os princípios de liderança serão os mesmos, seja qual for o tamanho da atividade. (…)
Agradecemos a Deus pelo fato de Alcoólicos Anônimos ter sido abençoado com tanta liderança em todos os seus setores. (Os Doze Conceitos para os Serviços Mundiais, p. 54-7)

(VIVÊNCIA – Março/Abril 2001)

TEMA: “LIDERANÇA EM AA – SEMPRE UMA NECESSIDADE VITAL”
EXPOSITOR: MARCOS P. (DELEGADO DE AREA 2009/2010)

Nenhuma sociedade pode funcionar bem senão contar com líderes competentes em todos os níveis e o A.A. não pode considerar-se uma exceção. Às vezes nós AAs abrigamos a idéia que podemos abrir mão de toda liderança ou por outras vezes exigimos que nossos líderes sejam pessoas impecáveis e de inspiração sublime – gente de energia e ação, bons exemplos para todos e quase infalíveis. A verdadeira liderança, certamente, tem que seguir por caminhos intermediários a esses extremos.

Mas o que é liderança?
Liderança é o poder de agregar pessoas, criando uma visão e fornecendo a motivação e as metas necessárias para atingi-la. Está inserida em diversas áreas da sociedade. Seja política, religião, esportes e áreas administrativas não importando se pública ou privada. A liderança deverá permitir ao grupo vislumbrar oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Incentivando, mostrando que é possível, adotando uma postura de otimismo e entusiasmo. O verdadeiro líder é aquele que passa e conquista a confiança de seus companheiros, é o espelho para seu liderado. Ao mencionar a expectativa de crescimento, a liderança deverá buscar o comprometimento da equipe por meio da real possibilidade de participação de seus membros no benefício gerado pelo resultado atingido. É necessário muito cuidado para não confundirmos a liderança com a arte de agradar e de demonstrar simpatia para as pessoas. Geralmente, em toda liderança sempre existirá tomadas de decisões que podem agradar ou não as pessoas. O verdadeiro líder é aquele que sabe o que precisa ser feito e faz. O líder é servidor de uma causa, de uma obra. Sua missão é organizar e entusiasmar um grupo de pessoas para juntos servirem a uma causa maior, ou seja, o ambiente ou contexto onde estiver inserido.

Bons líderes são aqueles que têm poder de influência positiva sobre pessoas ou grupos baseado na experiência pessoal e no conhecimento, conquistando credibilidade e confiança e obtendo aceitação, consenso e ação na consecução de objetivos.

Liderar é conduzir um grupo de pessoas influenciando seus comportamentos e suas ações para atingir objetivos e metas de interesse comum deste grupo, de acordo com uma visão de futuro baseado num conjunto coerente de idéias e princípios. Existem características básicas para que um indivíduo possa tornar-se um líder, tais como visão, integridade, conhecimentos, autoconfiança, honestidade, flexibilidade, entre outras tantas qualidades, mas é preciso destacar que nenhum líder é dotado de todas essas qualidades o tempo todo, afinal são pessoas normais e como tais suscetíveis à falhas.
O líder é quem guia, quem toma a frente, quem inspira, quem dá confiança… São muitas definições, mas uma das melhores é: o líder é quem serve. O líder servidor é fundamental para a manutenção e crescimento de Alcoólicos Anônimos. Os líderes não dirigem por mandato, lideram pelo exemplo. Com efeito, dizemos para eles: “Atuem por nós, mas não mandem em nós.” Quando um líder nos guia pela força excessiva, nos revoltamos; mas quando ele se torna um submisso cumpridor de ordens e não usa critério próprio, então ele realmente não é um líder.

Não importa com que cuidado projetemos a nossa estrutura de serviço de princípios e relacionamentos, não importam com que equilíbrio dividamos autoridade e responsabilidade, os resultados operacionais da nossa estrutura não podem ser melhores do que o desempenho pessoal daqueles que compõem essa estrutura e a fazem funcionar. Boa liderança não pode funcionar bem numa estrutura mal planejada. Má liderança não funciona nem na melhor das estruturas.

Com liderança teremos um constante problema. Boa liderança pode estar aqui hoje e desaparecer amanhã. Equipar nossa estrutura de serviços com trabalhadores capazes e com boa vontade tem que ser uma atividade constante. Esse é um problema que por sua própria natureza não pode ser sempre resolvido. Precisamos continuamente encontrar as pessoas certas para as nossas inúmeras tarefas.

Felizmente, a nossa Irmandade é abençoada com toda sorte de liderança verdadeira – o pessoal ativo de hoje e os líderes em potencial de amanhã, de acordo com cada nova geração de membros capazes de lidar com qualquer serviço que lhes possa ser designado. Somente temos que procurar esse pessoal e confiar nele para que nos sirva.

Um líder em A.A. é um homem ou mulher que pode pessoalmente por em prática princípios, planos e políticas de maneira tão dedicada e eficaz que os demais querem apoiá-lo e ajudá-lo a realizar o seu trabalho.

Uma boa liderança elabora planos, normas e idéias para melhoramento de nossa Irmandade e seus serviços. Mas nos assuntos novos e importantes consultará amplamente antes de tomar decisões e atitudes. Boa liderança também é saber que um excelente plano ou idéia pode vir de qualquer um, de qualquer lugar. Portanto, boa liderança abandonará seus acalentados planos por outros melhores e dará crédito aos seus autores. A boa liderança nunca se esquiva. Uma vez segura de que tem ou pode obter apoio geral suficiente, ele toma decisões livremente e as coloca em ação, desde que, naturalmente, essas ações estejam dentro do esquema de sua autoridade e responsabilidade.

Boa liderança reconhece que mesmo as grandes maiorias quando muito perturbadas ou não informadas podem, às vezes, estar completamente enganadas. Quando tal situação aparece, ocasionalmente, e algo de importância vital está em jogo, é sempre dever da liderança, mesmo que em pequena minoria, tomar posição contra a tormenta, usando toda a sua habilidade de autoridade e persuasão para efetuar a mudança.

Boa liderança não se esquiva, quando requisitada, tem sempre que apresentar as suas razões e que sejam boas. Um líder precisa reconhecer que mesmo as pessoas mais orgulhosas ou raivosas podem muitas vezes estar totalmente certas, enquanto as mais calmas e humildes podem estar enganadas.

Outro qualitativo para a liderança é o dar e receber, a habilidade de transigir sempre que possa progredir uma situação que aparenta ser a direção certa. Fazer concessões é sempre difícil para nós, pessoas de tudo ou nada. Entretanto não podemos esquecer de que o progresso é quase sempre caracterizado por uma série de concessões vantajosas. Ás vezes, entretanto, é necessário fincar o pé em determinada convicção sobre um assunto até que ele se esclareça.

Liderança muitas vezes tem pela frente críticas pesadas e às vezes de longa duração. È um teste pesado. Há sempre os críticos construtivos, os nossos amigos de verdade. Nunca podemos deixar de ouvi-los atenciosamente. Devemos estar dispostos a deixar que eles modifiquem as nossas opiniões ou que as mudem completamente. Muitas vezes, também, teremos que discordar e fazer pé firme sem perder a sua amizade.

Há também aqueles que gostamos de chamar de nossos críticos destrutivos. Conduzem pela força, são politiqueiros, fazem acusações. Talvez sejam violentos, maliciosos. Eles soltam boatos, fazem fofocas para atingir seus alvos – tudo pelo bem de A.A., naturalmente! Mas em A.A. já aprendemos, afinal, que esses sujeitos, que devem ser um pouco mais doentes do que nós, não são tão destrutivos assim, dependendo muito de como relacionamos com eles. Para começar devemos ouvir cuidadosamente o que eles dizem. Algumas vezes estão dizendo toda a verdade; outras vezes somente parte da verdade, embora frequentemente estejam errados. Se eles estiverem certos, nós o agradecemos; se estiverem errados, nós os perdoamos, afinal, estão mais doentes que nós. De qualquer forma esses são bons testes para a nossa tolerância e paciência.

Um atributo da mais alta importância da boa liderança é a visão.
Visão é a habilidade de fazer boas estimativas, tanto para o futuro imediato como para o futuro mais distante. Parece um contra-senso ao nosso “um dia de cada vez”. Mas esse princípio altamente eficaz refere-se à nossa vida mental emocional e quer dizer que não somos tolos para lamentar o passado nem sonhar com o futuro de olhos abertos.

Como indivíduos e como irmandade iremos certamente sofrer se deixarmos toda a tarefa do planejamento para o amanhã nas mãos da Providência. Nos foi dado a todos nós a capacidade de antevisão e devemos usar essa virtude. Precisamos distinguir entre desejos fantasiosos sobre um amanhã feliz e o presente uso das nossas forças de estimativas bem pensadas. A diferença entre progresso futuro e fracasso é determinada aí.
O fazer estimativas tem diversos aspectos. Olhamos para a experiência passada e presente para ver o que pensamos que elas representam. Disso deduzimos uma idéia ou uma norma provisória. Primeiro perguntamos como é que essa idéia ou norma poderá funcionar num futuro próximo. Perguntamos então como é que essa idéia ou norma se aplicaria nas mais diversas condições num futuro distante. Se uma idéia for boa, nós a tentaremos. Reavaliaremos mais tarde se está funcionando bem. Nesse ponto, talvez tenhamos que tomar uma decisão crítica. Devemos responder a pergunta: Poderão as vantagens de hoje se reverter em obrigações amanhã? A tentação de aproveitar os benefícios imediatos, esquecendo-nos dos precedentes nocivos ou das conseqüências que possam resultar.

Essas não são teorias fantasiosas. Temos que fazer uso desses princípios para constantemente fazer previsões. As nossas finanças devem ser avaliadas e distribuídas nos orçamentos. Precisamos pensar nas nossas necessidades de serviço em relação às condições econômicas gerais, às capacidades dos Grupos e boa vontade para contribuir. Frequentemente precisamos pensar com meses e até anos de antecedência.

Todas as Doze Tradições foram inicialmente questões de estimativa e visão para o futuro. A política de auto sustentação e do anonimato foram desenvolvidas assim. Primeiro uma idéia, depois uma norma de procedimento experimental, depois uma firme norma de procedimento e finalmente uma convicção – uma visão para o futuro.

Tolerância, responsabilidade, flexibilidade e visão são atributos indispensáveis entre os lideres de serviços de A.A. em todos os níveis. Os princípios de liderança serão os mesmos, seja qual for o tamanho da atividade.

Talvez isso pareça uma tentativa de projetar um tipo de membro de A.A. privilegiado e superior. Mas não é. Os nossos talentos variam muito. Um regente de orquestra não é necessariamente bom em finanças e previsões e vice-versa. Quando falamos em liderança em A.A. somente declaramos que deveríamos selecionar essa liderança na base de obter o melhor talento que pudemos encontrar.

Embora possa parecer que o assunto “liderança” seja aplicável somente no serviço, ele é útil em qualquer campo de trabalho, particularmente no trabalho dos Doze Passos. Todos os padrinhos são necessariamente líderes. Uma vida humana e geralmente a felicidade de toda uma família está em jogo. O que o padrinho diz ou faz, como prevê as reações dos seus afilhados, como controla e se apresenta bem, como faz as suas críticas e como lidera bem seu afilhado, através de exemplos espirituais pessoais – essas qualidades de liderança podem constituir toda a diferença, muitas vezes a diferença entre a vida e a morte.

COMUNICAÇÃO: BASE FUNDAMENTAL PARA UM BOM SERVIÇO NO 3º LEGADO

Prezados Companheiros: – Hoje, nos reencontramos!

A todo momento conversamos com nós mesmos, seja para definir e avaliar sentimentos, emoções, comportamentos e atuações ou seja para emitir opiniões, formular idéias ou ainda, aprofundar pensamentos e buscar compreender o sentido daquilo que ouvimos e vivemos no dia-à-dia.
Todo ser humano procura se comunicar, mas é muito comum encontrar pessoas que não conseguem interagir umas com as outras.
Dentro de uma comunicação, a clareza e a forma como a mensagem é transmitida, “pedem” de nós um comprometimento pessoal.
Por definição,“Comunicação é um processo pelo qual as pessoas tentam expressar o que pensam e o que sentem para os outros, como também destes, vir a tê-la em reciprocidade. Nesse sentido, é importante sabermos ouvir e escutar para sermos ouvidos e escutados por alguém”. Não é diferente para nós, quando estamos realizando um Serviço de Alcoólicos Anônimos!
“A comunicação é uma troca de idéias e informações. Não é o que se diz, mas o que o outro entende sobre o que estamos dizendo! Ela é mais do que apenas dizer palavras. Ela entra em todas as facetas de nossas atividades cotidianas e relações pessoais. Ela melhora o nosso relacionamento interpessoal e nos faz aceitar mais e melhor os outros, principalmente depois de conhecer as suas virtudes ou limitações. Quando existe clareza, o que anima uma comunicação e o que a torna mais cativante são o tema, as pessoas e os relacionamentos que passam a existir entre elas”.
“As comunicações são como uma via de duas mãos, e a tarefa de comunicar-se não está concluída até que haja compreensão, aceitação e uma ação resultante. A finalidade da comunicação é afetar comportamentos. É trazer esclarecimentos dentro de uma informação. Um erro comum é o de se emitir orientações por escrito e se acreditar que sua interpretação será desta forma mais precisa do que a verbal, sem a possibilidade de problemas na sua receptividade. Há a necessidade da interação, levando-se melhores esclarecimentos e despertando-se o interesse pelo assunto. Por isso, a razão dos valores que devemos dar as interações e aos processos de trocas e aos relacionamentos, senão tudo cai de água abaixo e continuaremos fazendo descaso em cima de descaso, mais preocupados com o que vamos dizer”.
Comunicação é para os nossos trabalhos do Terceiro Legado mais do que um requisito fundamental. Ela é essencial para o conhecimento do Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos, tanto pelo membro quanto pela Sociedade. Ela é o elo de ligação para o bem estar e para uma continuidade saudável das atividades desenvolvidas pelo 3º Legado – Serviço em AA.
Os membros de AA que se interessam pelos Serviços da Irmandade, normalmente se apegam as atividades como um gesto de sobrevivência. Isto porque, a ausência de atividades leva também ao doente alcoólico o aparecimento de doenças físicas e mentais, que não têm nada a ver com o alcoolismo (embora ele atribua ao alcoolismo). Como exemplo, a auto-desvalorização, o declínio da auto-estima, a desmotivação ou o isolamento social, para não falar do tenebroso afastamento do Grupo, que ocorre na medida em que o tempo passa e também, quando “as coisas melhoram…”
Vejo portanto, que praticar o Terceiro Legado, significa também ingerir “um comprimido de milagrosa medicação” para a nossa saúde, que com o passar dos anos normalmente dá os seus sinais com o avançar da idade e na medida que completamos mais anos de Sobriedade! E entendo que é fundamental fazer esta comunicação e alerta à nossa Comunidade, que ainda tem dúvidas sobre os Serviços em AA.
Eis uma comunicação importante e faço-a agora: Em outubro de 2008, a Irmandade de Alcoólicos Anônimos já existia em 180 países, com 113.168 Grupos, com mais de Dois milhões de membros, tendo o Livro “Alcoólicos Anônimos” em 58 idiomas e mundialmente contando com a existência de 61 Escritórios de Serviços Gerais. Mas, continua necessitando dos nossos Serviços!
Outra comunicação que nos faz muito bem lembrar, como Servidores, diz respeito a nossa política de Relações Públicas, quando em 1973 a Conferência de Serviços Gerais (EUA/Canadá) confirmava que: “temos de reconhecer que nossa competência para falar de alcoolismo se limita ao tema de Alcoólicos Anônimos e seu Programa de Recuperação”. Sapateiro, não vá além de suas chinelas, foi o que nos foi dado a entender! É uma comunicação básica, clara e fundamental.
Na verdade, já em junho de 1960, o nosso co-fundador Bill W. previa alguns desafios, tendo em vista o crescimento tão vertiginoso de nossa Irmandade: – dizia ele em um artigo, “Para onde vamos a partir de agora? Quais são nossas responsabilidades para hoje e para o amanhã?
As respostas a estas perguntas vem sendo respondidas na medida que nossos Servidores se dispõem a praticar o Terceiro Legado. Será que estamos fazendo tão bem como deveria ser, o “Alcoólicos Anônimos Amanhã”, imaginado pelo nosso co-fundador? Será que estamos retribuindo a dádiva recebida? Será que não estamos nos acomodando? Pergunto: Como será Alcoólicos Anônimos, depois de Amanhã…? Onde erramos? Onde acertamos? Onde podemos corrigir? Onde está o Amor? Onde está o Perdão? Onde está a Espiritualidade? Onde está a Gratidão?
Para que a mensagem de AA possa ser divulgada corretamente, sem banalização, há a necessidade de conhecermos o Programa de Recuperação, seus Princípios e como funcionam os segmentos organizados dentro da Irmandade, seus Representantes, seus Encargos, seus níveis de responsabilidades e autoridades delegadas. De outra forma, sempre haverá retrocesso…
Uma ação bem coordenada e de forma organizada, proporciona o alcance da Sobriedade e da mensagem de AA a um número maior de empresas públicas e privadas, clínicas e hospitais, escolas e universidades: Nossos grandes multiplicadores da mensagem. Para isto, o entendimento do 3º Legado, precisa ser claro, aberto, preciso, transparente e responsável. Estes atributos só acontecem se houver uma comunicação clara e objetiva, sem distorções, de forma com que o receptor possa receber a mensagem sem ruídos e possa repassá-la para a Comunidade AA.
A imprensa e o rádio no Brasil, desde os anos da década de 1950 vem abordando temas sobre Alcoólicos Anônimos. Nos últimos anos temos presenciado, principalmente a Televisão mostrar, como funcionam os grupos de AA. Isto ocorre desde o ano de 1975 (com a novela “Meu rico português”). Nestas ocasiões, além de enaltecer a credibilidade e a importância de AA e da mensagem de esperança e amor ao alcoólico que ainda sofre, prestam um valioso serviço de comunicação e informação correta à Sociedade. Somos imensamente gratos. Quantos novos companheiros e quantas novas companheiras chegaram aos Grupos e hoje reconhecem o valor daquelas comunicações! Foram muitos, muitos…e muitas!
Por outro lado, outro meio de comunicação que está sendo bastante pesquisado está sendo a Internet. Ai, convém checar as informações! Elas são variadas! Elas devem ser filtradas, pois devido a liberdade de expressão não há um comprometimento e se identifica a existência de assuntos controvertidos e alguns outros que banalizam o conteúdo da mensagem de AA. Eis porque uma comunicação necessita ser eficaz.. Sua eficácia traduzirá a mensagem correta e esta será de grande valia aos interessados no Programa de AA e a todos aqueles que atuam no 3º Legado.
Todo o empenho que se faz buscando atrair o alcoólico para um grupo de AA denominamos como Serviço. Atrair um novo membro a um grupo é um momento muito mágico e acompanhar a Recuperação do alcoólico é uma dádiva de Deus, porque ali também estamos todos nós, em Unidade recebendo-o, e juntos, repassando adiante a dádiva da Sobriedade! É a comunicação afetiva. É o resultado do nosso único propósito primordial – Transmitir, comunicar, levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre!
Ferramentas para o trabalho do Terceiro Legado e espaço para todos que o queira não faltam! Quem deseja honestamente trabalhar em AA, sempre encontrará um lugar compatível com as suas habilidades. Antes de nós, muitas experiências foram vivenciadas, discutidas exaustivamente, eliminadas e muitas outras foram colocadas em prática porque deram certo. A presença de um bom veterano, repassando suas experiências serve de estímulo bastante significativo ao desenvolvimento de um Grupo. Normalmente ele é o responsável pelo despertar dos demais membros para a prática do Terceiro Legado, repassando sua vasta experiência, não a restringindo somente para si próprio.
Para que um membro assuma um Encargo é necessário que conheça um mínimo sobre o 3º Legado – Serviço em AA. Só a vontade de querer “trabalhar” pelo seu grupo e conseqüentemente pelo AA já é importante, porém insuficiente. Pois como já é dito, “o que deve ser feito, deve ser bem feito” e para o bom Serviço, a nossa Irmandade não foge desta regra!
Todo membro que desperta para o trabalho dentro de AA, deve ao mesmo tempo se “alimentar” com as boas novas das literaturas específicas que possam melhor lhe conduzir e torná-lo eficiente no desempenho do 3º Legado. Ler tudo que possa lhe orientar para melhor divulgar a Irmandade: “O Grupo”, “Os Doze Passos e as Doze Tradições”, “O Manual de Serviços”, “Os Doze Conceitos para os Serviços Mundiais”, as “Recomendações da Conferência”, “Revista Vivência”, folhetos, como por exemplo, “Como falar em reunião de não AA” e tudo que é notícia em AA.
Um dos principais requisitos prende-se a sua nova Responsabilidade: Servidor de Confiança. Um bom Servidor, representa o seu Grupo, o seu Distrito, a sua Área, a sua Região, o seu País. Esta representação significa se fazer presente nos fóruns de Serviços, tais como Reuniões de Serviços, Reuniões nos Distritos, Reuniões de Comissões ou Comitês, Assembléias de Área, Conselhos de Representantes, Conferências e Eventos. Para isto, convém ficar sempre atento às Comunicações…
Existindo ou não as convocações, os Servidores de Confiança foram escolhidos para estar presentes. É assim que funciona a ação do 3º Legado durante o tempo de mandato assumido. Foi um compromisso para exercer o 3º Legado, que normalmente ocorre quando o 1º Legado – Recuperação e o 2º Legado – Unidade, já estão bastante assimilados e compreendidos. Normalmente, quando entendemos que é chegado o momento do exercício da Gratidão. Do passar adiante! Da doação. Do dar de graça o que de graça recebeu! Porém, isto não é uma regra. É possível que existam os sacrifícios de tempo, de outros compromissos, etc., etc. Mas, e no tempo das bebedeiras….? Porque a acomodação? Por que esperar que somente os outros façam por você e para você? Todos nós podemos! É até uma verdadeira e salutar mudança de hábito!
O nivelamento e a igualdade de propósito entre todos os membros, o é “proibido proibir”, a não obrigatoriedade, a não exclusão e a ausência de regras, direcionam a Irmandade ao longo dos anos para um segmento, cada vez mais admirado e compreendido dentro da sociedade.
Nosso entendimento é de que toda espécie de trabalho tem que ser realizado para se manter um grupo de AA em funcionamento. É através do trabalho dos membros do grupo que os doentes alcoólicos de uma comunidade ficam sabendo que AA existem e de que forma pode ser encontrado. É através do Serviço em AA que são atendidos os pedidos de ajuda e são mantidos os órgãos de serviços e os contatos necessários com o restante do AA a nível local, nacional e internacional e assim, o grupo fica informado e sai do isolamento.
Nos grupos, os membros encarregados destes serviços são também chamados de Servidores, que escolhidos pelos demais membros executam suas atividades por períodos limitados, proporcionando a rotatividade. Portanto, aprender a aceitar a responsabilidade dentro do grupo é um privilégio. Este privilégio e esta responsabilidade devidamente manejadas, podem ser bastante útil à recuperação. Muitos membros de AA descobriram e constataram que o Terceiro Legado representa uma excelente maneira de fortalecer a própria sobriedade e por isto procuram não se afastar de atividades que possam fortalecer o seu Programa de Recuperação.
O AA é um corpo amante, crescente e vivo. Ama através do Serviço. Cresce através do Serviço e torna-se vivo através do Serviço. Sua reprodução não é biológica e as novas gerações de membros e Servidores somente poderão acontecer através do Serviço, tendo a obediência aos princípios, entre eles o da escolha democrática e o da rotatividade nos encargos.
O 3º Legado compreende os órgãos de serviços, diretores e encargos dentro de nossa Irmandade a partir do grupo, indo até a estrutura nacional e internacional. Compreende os Procedimentos do 3º Legado para o sistema de escolha e votação de representantes de AA. Compreende a Junta Nacional de Serviços Gerais e a Conferência de Serviços Gerais. Compreende a Reunião de Serviços Mundiais. Compreende as Garantias Gerais e a Ata de Constituição da Conferência.
Simples tarefas de Serviço ajudam a desenvolver a confiança, ou um início de crédito em seus próprios valores e opiniões e até mesmo o retorno do respeito próprio e da auto-estima. Serviço é tão fundamental para AA, assim como a abstinência do álcool está para a Sobriedade. É o verdadeiro núcleo em torno do qual a Irmandade é construída.
A comunicação é um instrumento de integração e também de instrução. São os relacionamentos dentro de nossa Irmandade entre os Órgãos de Serviços e os Grupos e seus membros. A comunicação é responsável pela circulação das informações que são emanadas e, quanto mais bem informados, mais envolvidos estaremos com os nossos propósitos, pois a comunicação amplia a visão do membro de AA interessado na prática do 3º Legado, proporcionando-lhe ser um dos melhores porta-vozes do Grupo ou do segmento de Serviço onde desempenha suas atividades.
No campo afetivo, a comunicação permeia toda a ação do ser humano, possibilitando as interações, o compartilhamento com as idéias e os anseios para minimizar o sofrimento e a necessidade de ajuda. O ser humano necessita comunicar-se. A falta de comunicação leva à solidão. Leva a uma carência afetiva e emocional.
Que o Poder Superior nos ilumine!
CAMPOS S.

COMITÊ PERMANENTE

DO

MANUAL DE SERVIÇO

(CPMS)

APRESENTA

C A R T A

O Comitê Permanente do Manual de Serviço de A.A (CPMS) face às sugestões relacionadas com a estrutura de serviço oriunda das Áreas, após várias reuniões de exaustivos debates sobre o assunto chegou às conclusões a seguir descritas:

1) O CPMS entende que a estrutura de serviço que deve constar no Manual de Serviço de A.A seja a que constitui o funcionamento da CSG e da Junta de Serviços Gerais, descritas na ATA DE CONSTITUIÇÃO DA CONFERENCIA DE SERVIÇOS GERAIS DE ALCOOLICOS ANONIMOS.

2)O CPMS entende que os Serviços Locais deveriam ser disciplinados pelas próprias Áreas, ficando a Junta de Serviços Gerais através do CPMS responsável pela elaboração de GUIAS DE A.A para orientação e troca de experiências no âmbito da Irmandade de como executar estas tarefas da melhor forma possível.

3)O CPMS entende que para o desenvolvimento da IRMANDADE DE ALCOOLICOS ANONIMOS NO BRASIL ela deverá passar por uma GRANDE REFLEXÃO sobre como se libertar das amarras de um CONCEITO GEOPOLÍTICO introduzido em nossa estrutura nos primórdios da ESTRUTURA DE SERVIÇOS GERAIS DO BRASIL, pois naquele momento foi necessário aproveitar o modelo existente para não incorrer no risco de desabar a estrutura que ora estava sendo criada, mas que nos dias atuais apenas serve de ENTRAVE para o DESENVOLVIMENTO da Irmandade em diversos locais. Será que HOJE, na iminência de realizarmos nossa 34ª CONFERENCIA DE SERVIÇOS GERAIS; ou seja, 34 ANOS de EXISTÊNCIA da ESTRUTURA DE SERVIÇOS GERAIS DE ALCOOLICOS ANONIMOS DO BRASIL, ainda NÃO estamos PREPARADOS para REVER este CONCEITO?

4) O CPMS entende que a modificação do Conceito de Área é o ponto crucial para iniciar a reorganização da estrutura de serviço da Conferencia de Serviços Gerais e da Junta de Serviços Gerais, pois haveria o estreitamento do caminho da chegada de informações aos Grupos de A.A e conseqüentemente do retorno de informações, produzindo desta forma o verdadeiro elo de ligação GRUPOS – CSG – JUNAAB, praticando desta forma a tão encantada e falada VIA DE MÃO DUPLA.

5) O CPMS entende também que estas modificações não devem ser feitas de forma abrupta, pois o Manual de Serviço em vigor tem validade até 2012. Deve primeiramente passar por constantes debates nas Áreas para que todos entendam o que está sendo proposto e o resultado que se pretende alcançar com estas modificações, e após o entendimento formularem proposta da Área e encaminhá-la ao CPMS para estudo, o qual estaria em constante contato com a COMISSÃO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DA CONFERENCIA DE SERVIÇOS GERAIS. As modificações propostas pelo CPMS para serem implantadas, seriam primeiramente apresentadas a Comissão de Normas e Procedimentos da CSG para discussão e aprovação; seguindo depois para a plenária da CSG para discussão e aprovação.

COMITÊ PERMANENTE DO MANUAL DE SERVIÇO DE A.A. (CPMS)

Explicativo das modificações feitas no Manual de Serviço de A.A

A carta de entrada do Projeto Manual, por si só, já é bastante esclarecedora, mas vamos esmiuçar o pensamento que está escrito:
Parte 1 da Carta:

Porque dispor o Manual de acordo com a Ata de Constituição da CSG? Se nos reportarmos ao tópico do Manual, Plano da Conferencia, observamos que o caminho para constituir a CSG começa no Grupo através da eleição do RSG, passa pelo Distrito através da eleição do MCD, vai para o Comitê de Área através da eleição do MCA e Delegado de Área, sendo este último o representante da Área na CSG que forma a verdadeira voz e a consciência efetiva de toda a nossa Sociedade, 1º e 2º Conceito, elegendo os Custódios e determinando diretrizes para o funcionamento da JUNAAB.

Parte 2 da Carta:

Porque retirar os serviços locais do Manual? Quanto à parte dos Serviços locais, que engloba CTO, RV, RVD, Setores, Escritórios de Serviços Locais, estatutos e instrumentos legais; foram apresentadas 367 propostas de inserção ou exclusão de matérias do Manual, sendo a maioria delas sobre os serviços locais, as quais totalmente incompatíveis umas com as outras, sendo que cada Área apresenta a proposta de acordo com sua realidade.
Diante deste quadro o CPMS resolveu retirar do Manual os Serviços Locais, repassando-os para as Áreas disciplinarem seu funcionamento de acordo com a realidade de cada uma, cabendo a elas estabelecer dentro de um consenso de responsabilidade e autoridade os instrumentos legais, regimentais, constitutivos e estatutários; observando-se as Tradições e Conceitos para tal.
Mantendo no Manual de Serviço de A.A. somente a parte da estrutura dos Serviços Gerais de acordo com a ATA DE CONSTITUIÇÃO, por entender que o Manual não pode ser um instrumento gerador de confusão e sim um instrumento de trabalho que perpetue o funcionamento da Conferencia de Serviços Gerais e da Junta de Serviços Gerais de uma forma harmônica.
Parte 3 e 4 da Carta:

Porque modificar o Conceito de Área? Algumas áreas enviaram propostas para modificação do Conceito de Área. O CPMS realizando uma pesquisa sobre o assunto verificou que o 1º Manual de Serviço de A.A Brasileiro foi editado em Abril de 1983, o qual era uma cópia do Manual editado em 1981-1982 dos EUA / Canadá e trazia como Conceito de Área: “A área pode ser parte de um estado ou território – ou todo ele”, como também trazia um tópico explicativo sobre a formação de uma nova área. Fazendo um comparativo com o atual Manual de Serviço norte-americano nota-se que o mesmo é bastante parecido com o Manual Brasileiro de 1983. Analisando as palavras de Bill W “Mas este processo de adicionar novos Delegados deveria ser gradual, concentrando-se na reparação das falhas notadas e óbvias nas comunicações locais. Devemos, se o nosso orçamento permitir, continuar a remediar as falhas óbvias nas comunicações locais, e isto é tudo. Deve ser mais uma vez enfatizado que a Conferência não é um corpo político, necessitando de uma formula completamente rígida de representação. Necessitamos sempre é de Delegados suficientes na Conferência para fornecer um confiável grupo representativo de A.A, mais uma quantidade suficiente para assegurar boas comunicações locais”.
Observar-se que a Irmandade de Alcoólicos Anônimos funciona através de informação e comunicação. Estas comunicações não podem ser truncadas, pois afeta o desenvolvimento da Irmandade. Acreditamos que todos nós que hoje aqui nos encontramos, queremos cada vez mais que nossa Irmandade atinja o alcoólico que ainda sofre e para tanto precisamos melhorar a comunicação de nossas informações e isto passa pela descentralização das Áreas; o que podemos comprovar olhando para Alcoólicos Anônimos do EUA / Canadá.

Parte 5 da Carta:

Porque não fazer estas modificações agora? Não podemos e não devemos ser imediatistas, e por ansiedade querer modificar tudo. Devemos ir com calma, pois o Manual vigente tem validade até 2012, e também não devemos aprovar o Manual agora para ser modificado amanha como está ocorrendo com o Manual 2005 com validade até 2012 e na CSG 2007 solicitar a criação de um anteprojeto para modificação. Porque ter pressa, se a Irmandade está funcionando, mesmo com os erros apontados no manual atual? O CPMS está apresentando um Projeto do Manual de Serviço de A.A para ser analisado e entendido por toda a Irmandade Brasileira. O bom é inimigo do melhor, devemos querer o melhor e para tanto devemos debater exaustivamente o que está sendo proposto para chegarmos ao melhor. Como exemplo citamos: “No Brasil, durante a VI Conferência de Serviços Gerais, realizada em Fortaleza em 1982, foi aprovado o Estatuto da JUNAAB e nele constou, pela primeira vez, legalmente instituída, a Junta de Custódios. No ano seguinte, na Conferência realizada em São Paulo, foram eleitos nossos primeiros Custódios, em número de nove, sendo três não alcoólicos e seis membros da Irmandade, cuja posse se deu na VIII Conferência, em Blumenau – SC.
A introdução dos Custódios no Brasil foi precedida de longa reflexão por parte dos membros da Irmandade com maior responsabilidade em seus serviços.
Os Delegados de Área, os Diretores da então Junta de Serviços e um número considerável de companheiros discutiram, durante anos, a conveniência e o momento de adotarmos o encargo de Custódio. Muitos receavam esta adoção questionando, principalmente, o comportamento dos não alcoólicos na condução dos negócios da JUNAAB e nas relações com os Grupos em geral.
A experiência de outras estruturas, especialmente a dos Estados Unidos / Canadá era, porém, de modo a nos tranqüilizar neste particular. Dessa bem sucedida experiência é o testemunho do próprio Bill W., registrado no Manual de Serviço americano/canadense:
“A nossa dívida para com aqueles que não são portadores da nossa enfermidade, mas que voluntariamente compartilham dos nossos problemas é imensa… muitos deles, cujas contribuições em esforços, tempo e força jamais poderão ser suficientemente reconhecidas. A nossa dívida com todos os Custódios não alcoólicos é enorme e somente pode ser paga em termos de amor e de respeito.”
Essas palavras de reconhecimento, escritas há alguns anos pelo co-fundador Bill W, cabiam, cabem, assentam e se encaixam, na forma e no espírito, ao caso de A.A no Brasil. Com efeito, a partir da introdução dos Custódios não alcoólicos, a nossa JUNAAB ganhou em unidade de procedimento e na determinação de não deixar que concepções, vontades e métodos pessoais prevaleçam dentro da Junta. Logo, de imediato, souberam eles conquistarem os companheiros alcoólicos pelo exemplo de serenidade, dedicação e sobretudo, de responsabilidade.

EXPLICATIVO SOBRE DISTRITO – SETOR – DELEGADO ADICIONAL

É importante frisar nas explicações que a Irmandade de Alcoólicos Anônimos tem como básico a comunicação correta da informação a ser passada, portanto, os debates sobre temas importantes deveriam ser realizados constantemente para haver um entendimento melhor sobre os mesmos. A seguir vai um explicativo sobre as duvidas surgidas:

O Distrito é formado pelos Grupos que o compõe, através de seu RSG. Os RSG’s elegem o MCD e MCD Suplente. Os RSG’s e o MCD formam o Comitê de Distrito. Os Servidores necessários para o bom funcionamento do Comitê são indicados pelo MCD para homologação dos RSG’s.
Essa redação acima é uma síntese da composição e funcionamento do Distrito. Como se observa, os servidores necessários para o bom funcionamento do Distrito, independendo do numero de servidores, pois, serão os necessários, e dentro do que se vem praticando hoje o numero mínimo é quatro (secretário, tesoureiro, coordenador cto e rvd) e somando-se o MCD, o comitê de serviço do Distrito contaria com 05 integrantes. Finalizando, este tipo de situação, acarreta o seguinte entendimento:
1. Os servidores do comitê de Distrito não passam por processo eletivo, somente são indicados e homologados; e conseqüentemente não devem ter o mesmo direito de voz e voto do MCD e RSG’s que passaram por um processo eletivo, ademais os servidores do comitê foram indicados e homologados para prestarem serviços específicos para o funcionamento do Distrito, haja visto, serviços estes que não poderiam ser realizados pelo MCD ou RSG’s por não se enquadrarem em suas atribuições. Por este motivo o Manual prevê a escolha de servidores para funções especificas para assessorarem o Comitê de Distrito;
2. Se o entendimento não fosse da forma descrita anteriormente, poderia gerar grandes confusões nas decisões complexas a serem tomadas pelo Comitê de Distrito, pois, como foi citado, o numero mínimo hoje de servidores para assessorar o Comitê é 04, somando o MCD passa para 05, levando-se em conta um Distrito com 05 grupos, teríamos em tese 05 para o lado dos RSG’s e 05 para o lado do MCD. Se um RSG fosse para o lado do MCD, geraria um grande mal estar, o mesmo ocorrendo se algum servidor do comitê fosse para o lado dos RSG’s.
3. Mas a resposta correta está no Conceito I, onde a voz final e suprema reside nos Grupos de A.A., então devemos respeitar a proporcionalidade de 1/3 para o Comitê de serviço do Distrito e 2/3 para os R.S.G’s (voz dos Grupos).

O Setor da Área é constituído de acordo com a necessidade pelo Comitê de Área (MCD’s, MCA e Delegado), quando se observa que o crescimento no numero de Distritos da Área está dificultando a comunicação correta da informação a ser passada. Quando isto acontece a Área através de seu Comitê irá planejar a formação de setores para melhorar o intercambio de informações. Como exemplo podemos citar o Grupo, que quando começa a crescer o numero de membros, ele passa a aumentar o numero de reuniões na semana, até que não sendo possível mais aumentar o numero de reuniões, ele se desmembra criando outro grupo. Como o Setor da Área é formado pelo Comitê de Área, cabe a ele decidir como será o funcionamento, a quantidade de Distritos para a formação do setor, como será composto o comitê de serviços, como será a representatividade nos segmentos da Área (reunião de área, assembléia, interdistrital, intersetorial e etc) e quem fará esta representação. Importante salientar que todas estas decisões deverão ser tomadas pelo Comitê de Área e documentadas, seja por carta constitutiva ou regimentos. Trabalhando desta forma, o Comitê de Área, estará apadrinhando ou preparando o setor ou setores para futuramente se transformarem em novas Áreas de A.A, não menos importante é também a criação do ponto de contato desses setores, ou seja, o Escritório de Serviços Locais, que será o ponto de referencia, como também a secretaria e tesouraria do Setor.

O Delegado adicional, como a própria palavra diz, adicionar um novo delegado no corpo da Conferencia de Serviços Gerais. Como enfatizado por Bill W: “A Irmandade de A.A se desenvolverá mais quanto maior for o número de MCD a ser ouvido no Comitê de Área. O co-fundador Bill W, quando concebeu a estrutura de serviços gerais, previu que a resposta ao crescimento de A.A poderia ser encontrada na formação de um maior número de Comitês de Distritos dentro de uma Área”. Analisando estas palavras de Bill e comparando com a narrativa anterior sobre o Setor, poderíamos dizer que é um contra-senso; pois, se desmembro a Área em Setores devido à grande quantidade de Distritos e Bill afirma que o crescimento de A.A. está balizado na formação de um maior numero de Comitês de Distrito dentro de uma Área, qual seria a saída para este impasse? Como Bill também afirma, o desenvolvimento maior da Irmandade dependerá de um numero maior de MCD’s a serem ouvidos no Comitê de Área, e a constituição da Área diz: “É o espaço geográfico dentro do qual se localiza um número adequado de Distritos – adequado em termos da habilidade do membro de comitê para manter-se em contato freqüente com eles, para conhecer os seus problemas e a forma de contribuir para o seu crescimento e bem estar”, portanto, diante desta afirmativa, a solução para o impasse será a criação de novas Áreas, onde a comunicação se dará entre RSG’s – MCD’s – Comitê de Área – CSG – Junta de Serviços Gerais, fazendo com que desta forma diminua-se o elo entre o Grupo e a CSG / Junta. Devemos lembrar também que a estrutura da CSG dos Estados Unidos / Canadá prevê que a representação da Área é feita por um Delegado, no Brasil atualmente utilizamos a representação de dois Delegados por Área, assunto este que deverá ser bastante debatido pela CSG para saber a forma de fazer a transição para garantir a proporcionalidade da CSG – 1/3 de Custódios e 2/3 de Delegados.

Proposta à CSG para Inserção do Comitê Permanente do Manual de Serviço de A.A. no Regulamento do ESG e posteriormente nos demais documentos pertinentes:

Art. xxº – Comitê Permanente do Manual de Serviço de A.A (CPMS):

É o responsável pela revisão da estrutura de serviço contida no Manual de Serviço de A.A. e pela elaboração de Guias de A.A. para orientação da Irmandade sobre os Serviços Locais.
Parágrafo Único: São Atribuições deste Comitê:
I – Receber e catalogar as propostas inerentes à estrutura disposta no Manual oriunda das Áreas;
II – Analisar as propostas sobre a estrutura e apresentar, quando for o caso, projeto de modificações no Manual de Serviço de A.A. para a Conferencia de Serviços Gerais através da Comissão de Normas e Procedimentos;
III – Trabalhar em consonância com a Diretoria Executiva da JUNAAB e com a Comissão de Normas e Procedimentos da Conferencia de Serviços Gerais;
IV – Elaborar os Guias de A.A. sobre Serviços Locais, trocando experiências com as Áreas, Conferencia de Serviços Gerais e Diretoria Executiva da JUNAAB;
V – Trabalhar em consonância com os demais Comitês, mais estreitamente com o CL, CPP, CTO e CI.

A SEGUIR SEGUE O PROJETO DO MANUAL DE SERVIÇO DE A.A ELABORADO PELA CPMS, ATRAVÉS DAS SUGESTÕES ORIUNDA DAS ÁREAS, PARA SER ANALISADO PELA 34ª CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS DO BRASIL

MANUAL DE

SERVIÇO

DE A.A.

Refletindo as ações da Conferência de Serviços Gerais de A.A. do Brasil

PREÂMBULO

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.

O único requisito para tornar-se membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A não há taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.

A.A não está ligada a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apóia nem combate quaisquer causas.

Nosso propósito primordial é o de mantermo-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem à sobriedade.

Direitos autorais de The A.A. Grapevine, Inc.;

Reimpresso com permissão

ÍNDICE

(será apresentado de acordo com o aprovado)

APRESENTAÇÃO

A Irmandade de Alcoólicos Anônimos no Brasil empreende um considerável avanço no seu trabalho, disponibilizando aos seus Órgãos de Serviços e membros, este Manual de Serviço aprovado pela……. Conferência de Serviços Gerais, inteiramente de acordo com a estrutura enfatizada pela ATA DE CONSTITUIÇÃO DA CONFERENCIA DE SERVIÇOS GERAIS.
O presente Manual é resultado de um trabalho de consulta a todos os Grupos de A.A., através das Áreas de A.A. no país, de longas horas de trabalho, estudos e pesquisas empreendidas pelo Comitê Permanente do Manual de Serviço de A.A. designado pela Conferência de Serviços Gerais de 2007. Ele poderá nos oferecer mais segurança no desempenho dos encargos da estrutura, na melhor síntese possível do pensamento atual da Irmandade.
No processo de elaboração do texto que segue vivemos grandes experiências que amadureceram as idéias vindas de todas as Áreas, e resultaram num valioso, corajoso e sóbrio documento de serviços.
A tendência de mudanças na forma estrutural acarretou algumas adequações. Assim, doravante, os Serviços Gerais passam a ser estabelecidos por este Manual, e os Serviços Locais passam a ser disciplinados pelos Comitês de Área com orientação da JUNAAB através de GUIAS DE A.A para poderem executar um trabalho mais integrado e harmonioso. Com certeza este Manual, proporcionará à Irmandade, meios seguros para transmissão da mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
Seu texto também não representa uma determinação de lei nem algo imutável, podendo ser ajustado às mudanças necessárias, a critério da Conferência de Serviços Gerais.
Almejamos que o presente Manual de Serviço seja um firme instrumento de trabalho para auxílio eficiente às ações do Terceiro Legado da Irmandade de Alcoólicos Anônimos no Brasil.

ACORDO

Os MEMBROS, Delegado de Área à Conferência de Serviços Gerais de A.A. do Brasil, reunidos na cidade de ………, estado de São Paulo, em xx a xx de xxxxx de 2.00x, na oportunidade da revisão do Manual de Serviço de A.A., analisando o acordo celebrado em 17 de abril de 1.987 e ratificado quando das revisões procedidas em 13 de abril de 1.990, 15 de abril de 1.995, 22 de abril de 2000 e 25 de março de 2.005, cujo texto é o seguinte:
“Os MEMBROS, Delegados de Área à Conferência de Serviços Gerais de A.A. do Brasil, reunidos na cidade de São Paulo, em 17 de abril de 1.987, na oportunidade da aprovação deste Manual de Serviço de A.A., manifestam a convicção de todos os Grupos do País de que a irmandade de Alcoólicos Anônimos no Brasil está em condições de tomar posse, total e permanentemente, dos “Três Legados” que são: RECUPERAÇÃO – UNIDADE – SERVIÇO.
Manifestam a convicção de que a Conferência de Serviços Gerais de A.A. do Brasil está em condições de ser a responsável pela salvaguarda das Doze Tradições de A.A.; de assumir e cumprir o estipulado no Manual do Terceiro Legado, com a responsabilidade dos serviços da nossa Irmandade no âmbito nacional.
Aprovam este Acordo, segundo o qual a Conferência de Serviços Gerais de A.A. do Brasil assume, no País, a parte que lhe corresponde no Serviço Mundial de A.A. para que, assim, se evite, agora e no futuro, disputas de poder ou de prestígio pessoal, e para que nossa Irmandade conte com os meios que lhe permitam operar sobre uma base permanente.
Aprovam que a Conferência de Serviços Gerais de A.A. do Brasil seja a encarregada no País de salvaguardar as Tradições de A.A.; de perpetuar os serviços de nossa Irmandade em nível nacional e que seja a voz da consciência dos Grupos no Brasil. Aprovam, finalmente, que as Doze Tradições e as Garantias Gerais da Conferência aprovadas em 03.07.1955 pela Convenção Internacional de A.A., realizada em St. Louis – EUA, jamais poderão ser alterados ou reformados sem a prévia autorização dos Grupos de A.A. registrados em todo o mundo. Eles deverão ser notificados de qualquer proposição de alteração ou reforma e se lhes concederá um prazo não inferior a 06 (seis) meses para estudar tal proposição, que somente será considerada como aprovada com voto de 3/4 (três quartos) dos Grupos em todo o mundo.”
Acordam ainda que este Manual de Serviço de A.A. poderá, a qualquer tempo, ser ajustado às mudanças necessárias. Para tanto, as propostas de modificações deverão ser enviadas através do Comitê de Área para o Comitê Permanente do Manual de Serviço de A.A. da JUNAAB para estudo, e sendo consideradas procedentes serão encaminhadas para a Comissão de Normas e Procedimentos da Conferência de Serviços Gerais.

O LEGADO DE SERVIÇOS DE A.A

Por Bill W.[1]

O nosso DÉCIMO SEGUNDO PASSO, que leva a mensagem, é o serviço básico que a irmandade de A.A oferece. É o nosso principal objetivo e a razão primordial de nossa existência. Portanto, A.A. é mais do que um conjunto de princípios; é uma sociedade de alcoólicos em ação. Precisamos levar a mensagem, caso contrário, nós mesmos poderemos recair, e aqueles a quem não foi dada a verdade podem perecer.
Portanto, um serviço em A.A. é tudo aquilo que nos ajuda a alcançar uma pessoa que sofre – o chamado Décimo Segundo Passo propriamente dito – pelo telefone ou por uma xícara de café, assim como o Escritório de Serviços Gerais de A.A. para ação nacional ou internacional. A soma total de todos esses serviços é o nosso Terceiro Legado de Serviço. Os serviços incluem locais de reunião, cooperação com hospitais e escritórios Intergrupais, na estrutura Brasileira denominados escritórios de serviços locais; significam também, folhetos, livros e boa publicidade de qualquer natureza. Requerem Comitês, Delegados, Custódios e Conferências e não deve ser esquecido que eles necessitam de contribuições voluntárias em dinheiro, provenientes dos membros da Irmandade.

[1] Bill escreveu estas palavras em 1951, portanto, estas palavras refletem essa época em seus detalhes.

PLANO DA CONFERÊNCIA

É o alicerce da constituição da Conferência de Serviços Gerais e constitui o tema deste Manual de Serviço. É o método pelo qual a consciência coletiva pode expressar-se e fazer efetiva a prática do Serviço em todo o mundo. É a estrutura de Serviço que assume o papel de direção em A.A., assegurando que toda voz de A.A. seja ouvida, quer represente a maioria ou minoria.
Este Plano foi estabelecido como garantia de que o Serviço Mundial, em prol do movimento, continuaria funcionando, sob todas as condições. Ele prova ser um sucessor prático dos co – fundadores de A.A.
As Tradições de A.A. dizem que nosso programa nunca deverá ser “organizado”, que deverá sempre permanecer “não profissional”. Diz, também, que não existe “autoridade” em A.A., exceto aquela expressa pela própria consciência de Grupo. Nós acreditamos que esses princípios funcionarão para nossa Irmandade, orientando-nos para longe do “prestígio” e do “poder”. A Segunda, Oitava, e Nona Tradição continuarão a prover o embasamento para que nossos centros de serviços funcionem, com trabalhadores qualificados, e os nossos escritórios e comitês de serviços sejam totalmente responsáveis perante aqueles a quem servem. A única “autoridade”, então, é aquela que é definida primeiramente pela consciência do Grupo e que é, posteriormente, transferida – e aqui é onde a idéia da estrutura da Conferência começa – pelo Grupo à Irmandade de A.A., como um todo.
O Plano da Conferência foi originalmente estabelecido, em 1950, por Bill W e pelo Dr. Bob. Ele foi confirmado em 1955 em St. Louis por ocasião da Segunda Convenção Internacional. Bill W tomou grande cuidado para explicar que esse método era puramente sugerido e tradicional, não um conjunto de regras ou leis. No entanto ele tem servido bem a Irmandade, desde 1955, e não há dúvidas de que continuará servindo.
Dessa maneira, a estrutura da Conferência começa com a consciência de Grupo. Vamos dar uma olhada no mapa estrutural (organograma da página xxxx) e ver como essa poderá ser transmitida através de todo o caminho. A estrutura de Serviços Gerais inicia-se com o Grupo, através do trabalho do RSG (Representante de Serviços Gerais) que o Grupo elegeu. Os(As) RSG’s elegem o Membro Coordenador de Distrito – MCD e suplente, o Membro Coordenador de Área e suplente, o(a) Delegado(a) de Área e suplente e indica os(as) candidatos(as) a Custódio e Membro do Conselho Fiscal da JUNAAB. As reuniões da Conferência são realizadas anualmente na Área sede da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil (JUNAAB), compõe-se dos(as) Delegados de Área, dos(as) Custódios membros da Junta, dos Diretores Administrativo e Financeiro, bem como do(a) Gerente Administrativo do Escritório de Serviços Gerais – ESG. Os(As) Delegados(as) participam da Conferência de Serviços Gerais – CSG de diversas maneiras: como componentes de uma de suas comissões; em painéis e fóruns de debates; discutindo e aprovando, ou não, os relatórios da JUNAAB, ESG e seus Comitês; homologando os novos Custódios e elegendo os Membros do Conselho Fiscal da JUNAAB.
À Junta de Custódios cabe, conforme estabelecem os Conceitos VI e VII, a “responsabilidade ativa” e os “poderes para administrar e conduzir todos os assuntos do Serviço de A.A”.

COMO PROCEDER QUANDO UM SERVIDOR DESANIMA

“Não importa com que cuidado projetemos a nossa estrutura de serviço, princípios e relacionamentos. Não importa com que equilíbrio dividamos a autoridade e responsabilidade, os resultados operacionais da nossa estrutura não podem ser melhores do que o desempenho pessoal daqueles que compõe esta estrutura e a fazem funcionar.” (Conceito IX)
Alguns servidores começam o exercício de seus encargos com muito entusiasmo, mas aos poucos desanimam.
Alguns comitês nunca tiveram qualquer problema com o servidor que começa entusiasmado. A pergunta é: se o servidor deixa de participar de certo número de reuniões, deve-se pedir a ele que renuncie ou ele será afastado automaticamente? Ou será que nada se pode fazer a respeito?
Diversos comitês sentiram que isto é um problema a ser tratado por todos. Eles escolheram o seu servidor. Cabe-lhes averiguar o desempenho, adverti-lo e substituí-lo, se necessário.
Não devem ser obtidas conclusões rígidas ou precipitadas acerca deste problema, a não ser que o assunto tenha sido debatido e entendido por todos. (Conceito V)

– ESTRUTURA DE SERVIÇOS DE A.A DO BRASIL (INSERIR)

– ORGANOGRAMA DESCRITIVO (INSERIR)

CAPÍTULO I

O GRUPO DE A.A

Como afirma claramente o texto integral da Terceira Tradição, “Nossa Irmandade deve incluir todos os que sofrem do alcoolismo. Não podemos portanto recusar quem quer que deseje se recuperar. A condição para tornar-se membro não deve nunca depender de dinheiro ou formalidade. Dois ou três alcoólicos quaisquer reunidos em busca de sobriedade podem se autodenominar um grupo de A.A; desde que, como grupo, não possua outra afiliação”.

“… muita atenção foi dada para a extraordinária liberdade que as Tradições de A.A permitem ao membro individual e ao seu grupo: não serão aplicadas penalidades aos que não estiverem de acordo com os princípios de A.A; não haverá taxas nem mensalidades – somente contribuições voluntárias; nenhum membro de A.A será expulso – ser membro será sempre da escolha do indivíduo; cada Grupo deve conduzir os seus assuntos internos como bem lhe aprouver – sendo somente pedido que se abstenha de praticar atos que possam prejudicar A.A como um todo e, finalmente, que qualquer grupo de alcoólicos que se reúna para conseguir sobriedade possa se chamar de um grupo de A.A, desde que como grupo, não tenha um outro propósito ou filiação” (Garantia VI do Conceito 12).

ESTRUTURA DE GRUPO

Através de várias experiências realizadas com êxito, os Grupos podem ser estruturados através de um Comitê de Serviços composto por:
• Coordenador;
• Secretário;
• Tesoureiro;
• Representante de Serviços Gerais (RSG);
• Coordenador do CTO
• Representante da Revista Vivência (RV); e
• seus respectivos suplentes
Outras informações de interesse ao bom funcionamento de um Grupo de A. A. estão contidas no livrete “O Grupo de A.A – Onde Tudo Começa”.

O GRUPO DE A.A – A VOZ FINAL DA IRMANDADE.

Alcoólicos Anônimos tem sido descrita como uma Organização incomum, pois “a responsabilidade final e a autoridade suprema para o Serviço Mundial recaem sobre os Grupos – e não aos Custódios da Junta de Serviços Gerais ou sobre o Escritório de Serviços Gerais.” (Conceito I).

POR QUE NECESSITAMOS DOS ÓRGÃOS DE SERVIÇOS?

Necessitamos para realizar os serviços que os Grupos não podem executar por si próprios, por exemplo, produzir a literatura; uniformizar a informação pública a respeito de A.A; ajudar na formação de novos Grupos, compartilhando com eles a experiência de Grupos já estabelecidos; tratar de pedidos de ajuda; publicação de informativos periódicos; e transmitir a mensagem de A.A em outros idiomas a países apadrinhados.

O REPRESENTANTE DE SERVIÇOS GERAIS E O GRUPO

O Representante de Serviços Gerais (RSG) é o elo entre o Grupo e a Conferência de Serviços Gerais e tem a tarefa de vincular o Grupo à Irmandade como um todo. Representa a voz da consciência do Grupo, informando sobre os desejos desta aos membros do Comitê de Distrito. Ele necessita da confiança de todos os membros e, para isso, precisa saber escutar.
Todos nós compreendemos que qualquer autoridade existente em A.A. reside na Consciência de Grupo. O RSG precisa saber daquilo que necessita e pensa o Grupo acerca de alguma situação, levando tal informação ao Distrito que, se aprovada pela consciência coletiva, chegará ao Comitê de Área e, se necessário, será encaminhada à Conferência de Serviços Gerais, na forma de proposta de recomendação. Esta é uma via-de-mão-dupla que permite ao RSG trazer de volta a seu Grupo os problemas e soluções que afetam a Unidade, o bem-estar e o crescimento de A.A. O RSG estará cooperando com a consciência coletiva de A.A. como um todo, à proporção que mantiver o seu Distrito bem informado. Somente assim, a Conferência poderá sentir que está atuando por A.A. Isso a cada ano que passa torna-se mais evidente, quer o RSG fale por um Grupo numeroso ou de poucos membros.
A experiência tem demonstrado que um(a) RSG bem sucedido(a) é o membro de A.A. que tenha sido ativo como servidor de Grupo. Nesse trabalho, ele(a) já aprendeu que A.A. cresce através dos serviços e entende o significado das Doze Tradições para o futuro da Irmandade.
O Grupo deve verificar, cuidadosamente, as aptidões e o tempo disponível do candidato(a) ao encargo.
Para que cada Grupo possa fazer uma escolha eficiente, é bom que saiba das atribuições do RSG.
É este(a) servidor(a) que mantém o Grupo informado das atividades de A.A. na sua localidade, na Área, no país e no mundo, servindo-lhe de contato com os Órgãos de Serviços da estrutura.
Além disso, mantém o Comitê de Distrito informado das modificações ocorridas no local onde se reúne o Grupo, dos horários e dias de suas reuniões, bem como do rodízio de servidores, cuidando assim, que seja atualizado o seu cadastro, o que é essencial para permanente comunicação dos Órgãos de Serviços. Portanto, o RSG precisa familiarizar-se com nossos princípios e nossa literatura, em especial com os livros “Os Doze Passos e As Doze Tradições”; “Manual de Serviço de A.A.”; “Doze Conceitos” além do livrete “O Grupo de A.A.”.
O RSG recebe através do MCD as informações dos Órgãos de Serviços, inclusive as da JUNAAB para repassá-las ao Grupo.
Tem, ainda, as seguintes atribuições:
a) Participar ativamente do Comitê de Serviços do Grupo e auxiliar no planejamento financeiro, sugerindo e estimulando-o a contribuir para a manutenção financeira dos Órgãos de Serviço de A.A,
b)Incentivar a realização de reuniões temáticas, de novos, de estudo, entre outras, em seu Grupo base;
c)Desenvolver o apadrinhamento em serviço junto aos membros de seu Grupo;
d)Ajudar a um novo Grupo, orientando seus servidores e ressaltando a importância dos Órgãos de Serviços bem como, a necessidade de sua manutenção financeira;
e)Participar e auxiliar no planejamento das reuniões de serviço do Distrito e participar de eventos da Área; preparar relatórios de todas as suas participações para seu Grupo;
f)Participar das Assembléias do Distrito, do Setor quando existir, da Área e do Escritório de Serviços Locais, elegendo os respectivos servidores desses órgãos de serviços e indicando os candidatos a Custódio e Membro do Conselho Fiscal da JUNAAB.
g)Cumprir com o estabelecido no Regimento Interno da Área.

• A maioria dos Grupos proporciona ao seu RSG tempo suficiente nas reuniões para as comunicações necessárias.

COMO ELEGER O RSG

Recomenda-se dois anos de sobriedade e participação contínua nos serviços de A.A. O(A) RSG presta serviços por dois anos, sugerindo-se o rodízio no período seguinte. O mandato do RSG é iniciado em primeiro de janeiro, não importando qual tenha sido a data da eleição. Nos Grupos recém-formados, o(a) RSG eleito(a) assume logo seu encargo, exercendo-o até o final do ano seguinte.
Sugere-se que a eleição do(a) RSG seja realizada em uma reunião específica para tal finalidade. Nesta reunião pode-se incluir tempo dedicado à explanação sobre o encargo, tanto no Grupo como no Distrito, e pode ser conduzida com perguntas e respostas, enfatizando sempre o significado da “via-de-mão dupla”, cuja finalidade é estreitar o relacionamento do Grupo com toda a Irmandade. A eleição dá-se pelo método do Terceiro Legado, mencionado neste Manual.
Tão logo seja eleito(a) o(a) RSG, o Grupo comunicará ao Comitê de Distrito, este à Área e esta à JUNAAB, incluindo:
– Identificação do Grupo;
– Nome completo do(a) RSG e suplente, endereço, formas de contato e período de mandato.

Ocorrendo algum impedimento do(a) RSG, automaticamente assume o suplente, ficando a critério do Grupo eleger um novo suplente.

O RSG SUPLENTE

O Grupo precisa manter suplente para o encargo de RSG, dependendo das necessidades e
disponibilidades de cada um. O suplente deve ter o mesmo tempo de sobriedade, ser eleito da mesma forma que o titular. Representará o titular quando necessário. Por este motivo deverá estar bem informado das atividades do titular.

CAPÍTULO II

O DISTRITO

É o espaço geográfico que congrega um número adequado de Grupos – adequado em termos da habilidade do membro de comitê para manter-se em contato freqüente com eles, para conhecer os seus problemas e a forma de contribuir para o seu crescimento e bem estar.
A experiência tem demonstrado que o número ideal de Grupos para a formação de um Distrito pode variar entre 06 (seis) e 12 (doze) Grupos. Nos Distritos com situações geográficas peculiares, o numero poderá ser menor ou maior.
Quando eles se desmembram é essencial a aprovação dos Grupos para formar o novo Distrito. Após uma fase experimental de no mínimo um ano, apadrinhado pelo Distrito do qual foi desmembrado, obtendo-se bom resultado no funcionamento, poderá ser homologado pela Assembléia de Área.
Esse Órgão de Serviço é mantido pelos Grupos que o compõem. Poderá receber contribuições voluntárias dos RSG’s, dos seus servidores e demais membros de A.A.

O COMITÊ DE DISTRITO

A Estrutura é composta de:
– RGS’s dos Grupos
– Membro Coordenador de Distrito – MCD.

Todos com direito de voz e voto.

O MEMBRO COORDENADOR DE DISTRITO – MCD

O MCD constitui o elo imprescindível entre o RSG e o Comitê de Área. Como líder do Comitê de Distrito é exposto à consciência coletiva dos Grupos os quais representa e está capacitado a comunicar este pensamento ao Comitê de Área. A medida de eficiência do Comitê de Distrito é determinada pela dedicação deste servidor.
Atua também como uma válvula de segurança para a Irmandade, no que se refere ao seu crescimento. Se não fosse por este servidor, que se encarrega dos novos Grupos à medida que A.A cresce, a Conferência de Serviços Gerais poderia muito cedo ficar sem controle. Assim, na proporção em que o número de Grupos de A.A aumenta novos Comitês de Distritos serão necessários.
A Irmandade de A.A se desenvolverá mais quanto maior for o número de MCD a ser ouvido no Comitê de Área. O co-fundador Bill W, quando concebeu a estrutura de serviços gerais, previu que a resposta ao crescimento de A.A poderia ser encontrada na formação de um maior número de Comitês de Distritos dentro de uma Área.
Muitos(as) companheiros(as) gostariam de saber se é ou não compensador este encargo. Essa resposta só poderá ser obtida por aqueles que participarem ativamente do trabalho. Os(As) companheiros(as) compreendem que, participando dos serviços, dando-se à obra, tornam-se úteis para si mesmos(as). A recompensa vem do serviço que se assume e reflete-se na vida maravilhosa que se consegue.

QUEM É O MEMBRO COORDENADOR DE DISTRITO – MCD

O MCD é o membro de A.A. que tenha servido como RSG e a quem os demais RSG’s desejam responsabilizar pelas atividades de seu Distrito.
No caso do RSG ser eleito MCD, seu encargo no Grupo deverá ser preenchido por seu suplente.
A experiência mostra que não é praticável servir como MCD e RSG ao mesmo tempo. Um RSG capaz e experiente pode chegar a ser MCD, desde que disponha de tempo e dedicação para trabalhar estreitamente com todos os Grupos do Distrito.
O Comitê de Distrito é representado pelo seu MCD. As qualidades necessárias para ser um bom MCD são:
-Período mínimo de três anos de sobriedade contínua e participação nos serviços de A.A.;
-Dispor de tempo para servir eficientemente o Comitê de Distrito;
-Estar familiarizado com os Doze Passos, as Doze Tradições, os Doze Conceitos para Serviço Mundial, o Manual de Serviço de A.A. e demais itens da literatura aprovada pela Conferência de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.

COMO ELEGER O MCD

O mandato do MCD é de dois anos, podendo exercer novamente o referido encargo um mandato após o seu.
Os membros de A.A. acreditam que o sistema de revezamento torna um Comitê mais dinâmico e produtivo. Em algumas Áreas é feito o revezamento de metade dos seus MCD’s a cada ano.
No final do segundo ano de mandato, o MCD convoca uma reunião do Comitê de Distrito para a eleição de seu substituto e respectivo suplente. A eleição se dá pelo método do Terceiro Legado.
Tão logo seja eleito o MCD e Suplente, o Distrito comunicará a Área e esta à JUNAAB, incluindo a identificação do Distrito, o Nome do MCD e suplente com os respectivos endereços e formas de contato e o período de mandato.
Em primeiro de janeiro o novo MCD entra em exercício, convocando a primeira reunião do ano. Nesta reunião indicará para homologação dos RSG’s, os servidores necessários para o bom funcionamento do Comitê de Distrito. Esses servidores são membros de A.A. que tenham, preferencialmente, o mínimo de dois anos de sobriedade contínua em A.A. e estejam familiarizados com a Literatura. O direito a voz e voto destes servidores nas reuniões será decidido pelo Comitê de Distrito.

O QUE FAZ O MCD

Suas atribuições são:
a) Convocar e coordenar as reuniões do Comitê de Distrito;
b) Representar o Distrito nas reuniões do Comitê de Área;
c) Informar os RSG’s sobre os assuntos tratados no Comitê de Área,
d) Estimular a realização de reuniões temáticas no Distrito e nos grupos que o integram;
e) Participar, quando solicitado, das reuniões de serviços dos Grupos que compõem o Distrito;
f) Visitar os Grupos do seu Distrito;
g) Compartilhar experiências com outros MCD’s;
h) Conscientizar os Grupos a contribuírem para a manutenção financeira dos Órgãos de Serviços;
i) Participar e votar nas Assembléias para as quais for convocado;
j) Comunicar ao Comitê de Área qualquer problema que envolva as Doze Tradições e/ou os Doze Conceitos;
l) Verificar se as atas das reuniões do Distrito tenham sido enviadas ao Comitê de Área;
m) Acompanhar a formação de novos Grupos no seu Distrito;
n) Cumprir com o estabelecido no Regimento Interno da Área.

O MCD SUPLENTE

O Suplente é um colaborador do membro titular. Se este renunciar ou por alguma razão ficar impossibilitado de servir, o suplente assumirá. É eleito na mesma época do membro titular, pelo mesmo procedimento de eleição. O MCD suplente deverá preencher os mesmos requisitos do titular.

CAPÍTULO III

A ÁREA

É o espaço geográfico dentro do qual se localiza um número adequado de Distritos – adequado em termos da habilidade do membro de comitê para manter-se em contato freqüente com eles, para conhecer os seus problemas e a forma de contribuir para o seu crescimento e bem estar.
Áreas com grande número de Distritos e /ou grande extensão territorial poderão descentralizar-se em espaços geográficos menores, formando Setores.
A formatação do quantitativo e abrangência geográfica dos setores será definida de acordo com a autonomia e necessidade de cada Área. Após um período experimental e se obtendo um resultado positivo no funcionamento, estes Setores poderão se transformar em novas Áreas.
Quando a população de A.A de uma Área parece ter crescido a ponto do Delegado atual e outros servidores de confiança não poderem proporcionar serviços e comunicações adequados, pode haver interesse local na formação de uma nova Área.
Neste caso, o Comitê de Área ou Comitês de Área envolvidos podem escrever para o ESG e pedir um formulário para um Delegado adicional.
Este formulário requer informações detalhadas a respeito da estrutura atual de serviço, tais como:
a) com que freqüência é realizada as reuniões de área e as assembléias e qual o número médio de participantes;
b) se há um Delegado suplente e quais são os seus deveres específicos;
c) com que freqüência é realizada as reuniões de Distrito e qual o número médio de participantes;
d) qual o numero de MCD’s ativos, e se eles assistem o Delegado na coleta de informação do Grupo e na preparação do relatório da Conferência de Serviços Gerais;
e) o número de RSG’s da Área e o número em cada Distrito;
f) Informação geográfica e da população de A.A na Área e o seu padrão de crescimento nos últimos cinco anos, desmembrado em dados anuais.
O formulário é feito para determinar problemas relacionados com a geografia e população de A.A, bem como determinar se a estrutura atual dos serviços de Área é bem desenvolvida quanto deveria ser para proporcionar ajuda para o Delegado.
“Bill W. através de um memorando estabeleceu pareceres que trouxeram luz ao assunto, quando tal necessidade apareceu na Conferência EUA/Canadá de 1961. O nosso co-fundador escreveu (em parte): O Comitê de Admissões da Conferência deveria pesar cada pedido de um novo Delegado, levando em consideração os principais fatores da população, geografia e também gastos. Mas este processo de adicionar novos Delegados deveria ser gradual, concentrando-se na reparação das falhas notadas e óbvias nas comunicações locais. Devemos, se o nosso orçamento permitir, continuar a remediar as falhas óbvias nas comunicações locais, e isto é tudo. Deve ser mais uma vez enfatizado que a Conferência não é um corpo político, necessitando de uma formula completamente rígida de representação.
Necessitamos sempre é de Delegados suficientes na Conferência para fornecer um confiável grupo representativo de A.A, mais uma quantidade suficiente para assegurar boas comunicações locais.”

O COMITÊ DE ÁREA

O Comitê de Área é o responsável pelo crescimento e harmonia de nossa Irmandade e pelo fortalecimento da estrutura da CSG e da JUNAAB.
Um Comitê de Área ativo está sempre em intensa comunicação na via-de-mão-dupla da estrutura de serviços, contribuindo para a solução de problemas e conflitos criados pela desobediência às Doze Tradições de A.A.
Dentro das responsabilidades de um Comitê de Área, inclui-se também o de regimentar os serviços locais, tais como: o funcionamento dos Setores, os trabalhos de CTO e RV, Coordenadores das Comissões Especiais; analisar o pedido de formação de Escritório de Serviços Locais e se procedente encaminhar a Assembléia de Área, e outros que se fizerem necessários.

É composto pelos seguintes servidores:

– MCD’s
– Membro Coordenador de Área – MCA,
– Secretário
– Tesoureiro
– Delegado

Todos com direito de voz e voto.

O MEMBRO COORDENADOR DE ÁREA

O Membro Coordenador de Área – MCA e Suplente serão eleitos pela Assembléia de Área para exercer um mandato de dois anos. O titular só poderá exercer novamente o encargo, passados dois mandatos após o seu.
Para esses encargos os(as) candidatos(as) deverão apresentar seus currículos de serviços em A.A em prazo estipulado pelo Comitê de Área, para apreciação dos Grupos e Órgãos de Serviços.
São requisitos necessários para ser candidato:
Experiência em A.A. – Sobriedade contínua de 05 (cinco) anos e participação em serviço de A.A., tendo exercido o encargo de MCD;
Estar familiarizado com os Doze Passos, Doze Tradições, Doze Conceitos para Serviço Mundial, Manual de Serviço de A.A e demais itens da Literatura aprovada pela CSG.
Liderança – Deve ser capaz de organizar e coordenar, atuando como servidor de confiança de A.A. A sua capacidade de liderança deve ajudá-lo(a), com proveito para os outros, no despertar de um profundo interesse pelo serviço da CSG e JUNAAB. Esta mesma liderança também deve ajudá-lo(a) a ter certeza de que alguma decisão seja tomada em todos os assuntos preliminares das reuniões do Comitê, não deixando problemas para trás. É requisito necessário a um(a) bom(a) MCA possuir uma considerável habilidade para planejar e, certamente, ser capaz de conduzir reuniões de uma forma ordenada.
Capacidade de Comunicação – O(A) candidato(a) ideal é sensível aos desejos de sua Área e não apenas aos seus anseios pessoais. Ter uma vontade intensa de ver A.A. caminhar e prosperar, ser hábil para estabelecer a comunicação e poder prestar bom serviço, são qualidades deste servidor. Além disso, convém que esteja ciente das atividades bem ou mal sucedidas na Área, para poder manter informado o Delegado.
Também se considera em sua função o conhecimento do serviço em nível nacional e mundial, a fim de que possa manter o Comitê informado.
Bom exemplo – Um dos maiores serviços que este servidor pode prestar à Irmandade de A.A. é viver de tal forma que seu exemplo possa influir em muitos membros, sem que eles percebam. Afinal sabemos que ao observarem um(a) AA em atividade, os demais poderão perceber que o serviço prestado é parte vital da nossa recuperação pessoal.

ATRIBUIÇÕES

Suas atribuições são:
a) Convocar e coordenar as Assembléias de Área;
b) Convocar e coordenar as reuniões do Comitê de Área;
c) Planejar e supervisionar todas as ações da Área;
d) Zelar para que os Distritos recebam todas as informações dos Serviços Gerais;
e) Acompanhar a aquisição pelos Grupos do Relatório Anual da Conferência de Serviços Gerais;
f) Incentivar as inscrições para a Convenção Nacional;
g) Cumprir com o estabelecido no Regimento Interno da Área.

O(A) SECRETÁRIO(A)

O(A) Secretário(a) do Comitê de Área será eleito(a) de acordo com o estipulado no Regimento Interno da Área, e terá as seguintes atribuições:
a) Redigir e assinar com o Membro Coordenador de Área, as convocações e atas das Assembléias de Áreas e das Reuniões do Comitê de Área, enviando cópias para os Distritos;
b) Manter atualizado o cadastro de Grupos e Distritos, encaminhando-os ao ESG;
c) Manter em ordem todos os serviços de secretaria do Comitê de Área;
d) Cumprir com o estabelecido no Regimento Interno da Área.

O(A) TESOUREIRO(A)

O(A) Tesoureiro(a) do Comitê de Área será eleito(a) de acordo com o estipulado no Regimento Interno da Área.
É o(a) responsável pelo recebimento e gestão de fundos destinados a manutenção deste Órgão de Serviços, e tem as seguintes atribuições:
a) Conscientizar os Grupos através dos Distritos a contribuírem com os recursos necessários às atividades do Comitê de Área, CSG e JUNAAB;
b) Elaborar balancetes, prestando contas mensalmente aos Grupos através dos Distritos, e enviar cópia destes ao ESG;
c) Manter em ordem todos os serviços da tesouraria do Comitê de Área;
d) Cumprir com o estabelecido no Regimento Interno da Área.

SERVIDORES SUPLENTES

Sugere-se que o Comitê de Área tenha servidores suplentes para todos os encargos e que suas qualificações sejam as mesmas dos titulares para os encargos a que eles possam ser chamados a assumir.

OUTROS SERVIDORES DO COMITÊ

O Comitê de Área poderá ter outros servidores que sejam responsáveis por Comissões Especiais.
As qualificações destes servidores devem ser as mesmas dos demais servidores do Comitê, acrescidas da capacitação para o respectivo encargo. Serão indicados de acordo com o estipulado no Regimento Interno da Área.

COMO O COMITÊ DE ÁREA É MANTIDO FINANCEIRAMENTE

Para a manutenção de um Comitê de Área são necessários recursos suficientes ou as atividades do Comitê serão prejudicadas e dificultadas.
As Áreas devem manter suas tesourarias equilibradas financeiramente e também informar sua situação aos MCD’s e RSG’s com regularidade, através de relatórios financeiros. O Delegado necessita de recursos para viagens e para comparecer à CSG, e os membros do Comitê para visitarem os Distritos.
Aqui estão algumas fontes de recursos que uma Área pode utilizar para manter seu Comitê com eficiência:
a) Contribuições oriundas da Política Financeira estabelecida pela Área;
b) Contribuições voluntárias de membros e Órgãos de Serviços;
c) Contribuições dos Encontros, Seminários e outros eventos de serviço realizados na Área;

AS ATIVIDADES DO COMITÊ DE ÁREA

O Comitê de Área reúne-se periodicamente com a participação dos MCD’s, MCA, Secretário(a) e Tesoureiro(a) da Área, Delegado(a) da Área e dos(as) Coordenadores(as) das Comissões. Nessas reuniões, os mais variados aspectos das atividades da Área são abordados, entre eles:
a) Relatório do(a) MCA sobre as convocações e atas das Assembléias de Áreas e das reuniões do Comitê;
b) Comunicação do(a) Secretário(a) sobre suas atividades;
c) Comunicação do(a) Tesoureiro(a) sobre a situação financeira do Comitê de Área;
d) Relatório do(a) Delegado(a) sobre suas atividades ou comunicações recentes da JUNAAB;
e) Relatórios dos Distritos pelos(as) MCD’s;
f) Relatórios das Comissões, pelos(as) seus(suas) Coordenadores(as);
g) Elaboração ou alteração do Regimento Interno da Área.

APOIO À CSG E JUNAAB

A Área é a responsável pela realização da Conferencia de Serviços Gerais e pela manutenção da estrutura de funcionamento da JUNNAB, para tanto é de sua incumbência o custeio das mesmas, através da aquisição do Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil proporcionalmente a quantidade de Grupos existentes na Área, ou através de uma política financeira aprovada pela Conferência de Serviços Gerais. O Relatório anual será composto de material enviado pelas Áreas e da JUNAAB, de acordo com o estabelecido e dentro dos prazos estipulados pela Conferencia de Serviços Gerais.
É responsabilidade da Área a aquisição do Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil em número não inferior à quantidade de Grupos da Área, cabendo-lhe ainda, incentivar a aquisição de Relatórios Extras.

EVENTOS DA ÁREA

Geralmente as Áreas realizam os seguintes eventos: Interdistritais, Intersetoriais, Interáreas. Eles são organizados e orientados pela Comissão Organizadora de Eventos da Área – COE, designada para esta finalidade e contam com o apoio dos Distritos que destacam servidores para tal, mediante solicitação. Ao término dos eventos, o COE elabora seu relatório e presta contas ao Comitê de Área.
Reuniões Interdistritais – A experiência tem demonstrado que reuniões entre Distritos são bastante produtivas para o desenvolvimento da estrutura de A.A. como um todo. Essas reuniões em locais escolhidos pelos MCD’s com programação própria e inseridas no calendário da Área – visam o intercâmbio de experiências e informações comuns dos serviços, fórum de debates e textos sobre o tema central da CSG para enviar sugestões a Intersetorial ou CSG, contando com a participação ativa de representante(s) do Comitê de Área e com apoio dos Órgãos de Serviços.
• Reuniões Intersetoriais – É uma reunião organizada pelo Comitê de Área, entre os Setores da Área, cujo objetivo é analisar as proposições de recomendações, sugestões para fórum de debates e textos sobre o tema central da próxima CSG formulada no âmbito da Área, para serem enviadas ao CAC dentro do prazo estipulado pelo mesmo.
Os participantes, calendário e programação serão estabelecidos conforme regimento aprovado entre os setores envolvidos e o Comitê de Área.
Outra finalidade é o apadrinhamento de novos Delegados e para tanto, a Intersetorial deverá observar o Regimento Interno da Conferência de Serviços Gerais.
• Reuniões Interáreas – Objetivando intercâmbio de experiências e informações, as Áreas que compõe uma determinada Região reúnem-se em local e data previamente acertada entre elas, com a presença do Custódio Regional, que será incumbido da coordenação. Os participantes e o calendário serão estabelecidos em comum acordo entre as Áreas.
A troca de informações e experiências entre os servidores que compõem diferentes Comitês de Área, relatando fatos diversos sobre um mesmo tema, proporciona ampla visão dos variados aspectos das atividades da Irmandade.

A ASSEMBLÉIA DE ÁREA

A Assembléia de Área é composta de:
– RSG’s
– MCD’s,
– Membro Coordenador de Área – MCA
– Delegado de Área
– Secretário de Área
– Tesoureiro de Área

Todos com direito de voz e voto.

Constitui o motivo principal da estrutura da Conferência. É a voz democrática da Irmandade. As Assembléias são de responsabilidade do Comitê de Área e são conduzidas pelo seu Coordenador. Reúne-se pelo menos uma vez a cada ano. Elege o Delegado e Suplente em um ano e no ano subseqüente elege o MCA e Suplente. Os demais servidores do Comitê de Área de acordo com o estipulado no Regimento da Área. Também indica à Conferência os seus candidatos a Custódio, Membro para o Conselho Fiscal da JUNAAB e delibera sobre quaisquer outros assuntos de interesse da Área.
Geralmente, essa reunião é programada para o mês de outubro ou novembro. O Delegado e Servidores eleitos tomam posse perante a mesma Assembléia que os elegeu, passando a exercer seus encargos a partir do dia 1º de janeiro do ano seguinte.
A Assembléia de Área pode ser convocada extraordinariamente por seu Coordenador, pela vontade expressa de 1/3 (um terço) de seus membros ou 1/3 (um terço) do Comitê de Área, para estudo, debate e solução de problemas comuns a toda a Área, sempre que exista motivo relevante para convocação.

As atribuições de uma Assembléia de Área são:
a) Eleger e empossar o Delegado de Área e seu suplente;
b) Eleger e empossar o Membro Coordenador de Área e seu suplente;
c) Indicar candidatos a Custódio e Membro para o Conselho Fiscal da JUNAAB.
d) Homologar os demais servidores do Comitê de Área de acordo com o estipulado no Regimento da Área.

COMO ORGANIZAR UMA ASSEMBLÉIA

1- O Coordenador consulta o Comitê de Área antes de fixar a data, hora e local para a reunião.
2- O Secretário expede as convocações a todos os membros participantes, conforme autonomia da Área;
3- O Coordenador de Área planeja com os servidores a programação para a Assembléia;
4- O Secretário prepara a documentação necessária a ser utilizado, como também o material para votação e relação dos membros votantes;
5-Depende muito da habilidade do Coordenador que preside a Assembléia em dirigi-la sem
contratempos, podendo fazer um bom trabalho se seguir estas simples sugestões:
a) Como coordenador, responsabiliza-se para que os temas propostos sejam mantidos claros;
b) Se é proposta uma moção, certifica-se de que ela seja colocada clara e nitidamente, a fim de que todos saibam o que será votado;
c) Cumprir o procedimento do Terceiro Legado nas eleições;
d) Em questões simples, a maioria de votos é suficiente. Neste caso, o Coordenador pergunta: “Estão todos de acordo?” Se não houver discordância, a moção será aceita;
e) Uma Assembléia pode estabelecer suas próprias diretrizes, mas o Coordenador deixará bem claro que os participantes precisam decidir sobre qualquer modificação que for pedida, antes de uma moção ser votada, ou antes, de fazer uma eleição.

UMA AGENDA SOBRE COMO PROCEDER

a) O Coordenador abre a reunião e pede um instante de silencio, que é seguido pela Oração da Serenidade.
b) O secretário lê a convocação, a ordem do dia e faz a verificação do quorum.
c) O Coordenador estabelece a ordem das eleições.
d) Os Delegados e seus Suplentes, o Membro Coordenador de Área e seu Suplente são eleitos pelo procedimento do Terceiro Legado.
e) São colocados no quadro os nomes dos(as) candidatos(as) que enviaram seus currículos dentro do prazo estipulado pelo Regimento da Área;
f) Serão selecionados membros não votantes, para que atuem como escrutinadores, e outro para registrar no quadro;
g) Os votos, por escrito, são recolhidos e entregues aos escrutinadores para apuração;
h) A apuração é escrita no quadro, ao lado dos nomes dos candidatos;
i) O primeiro candidato que receber dois terços do total dos votos estará eleito;
j) Depois da segunda votação (supondo que nenhum candidato tenha recebido dois terços dos votos na primeira votação), qualquer candidato que tenha menos de um quinto do total de votos é eliminado, exceto os dois primeiros colocado que permanecem. No caso de haver empate para o segundo lugar, permanecem o primeiro colocado e os dois que empataram em segundo lugar;
l) Depois da terceira votação, os candidatos com menos de um terço do total de votos são automaticamente eliminados, exceto os dois primeiros colocados; em caso de empate no segundo lugar, permanecem o primeiro colocado e os dois que empataram em segundo lugar; é feita a quarta votação;
m) Depois da quarta votação, se nenhum candidato obtiver dois terços do total de votos, o Coordenador pede uma moção para que uma quinta e última votação seja feita pela maioria de mãos levantadas. Se esta moção for recusada, está terminada a votação e acontece um sorteio imediatamente. Se a moção for aprovada, é feita uma quinta e última votação;
n) Se nenhum candidato obtiver dois terços do total dos votos, o Coordenador anuncia que a escolha será feita por meio de sorteio (pelo chapéu);
o) O sorteio é feito pelo escrutinador e o primeiro nome tirado do chapéu indicará o servidor eleito; e
p) Em caso de candidato único que não alcance maioria de dois terços, poderá ser convocada nova eleição.
q) Indicar candidatos a Custódio e Membro para o Conselho Fiscal da JUNAAB, depois de avaliados seus currículos pela Assembléia, estando presentes ou não.
r) Após a escolha do Delegado e seu suplente, do Membro Coordenador de Área e seu suplente e da indicação dos candidatos a Custódio e Membro do Conselho Fiscal da JUNAAB, e cumprido os demais itens da ordem do dia, o Secretário elabora a ata da Assembléia, na qual constará o nome e o endereço dos servidores eleitos, remetendo cópia ao ESG/CAC da ata da Assembléia e currículo dos candidatos a Custódio e Membro do Conselho Fiscal indicados.
s) O Coordenador encerra a reunião.

Capítulo IV

O DELEGADO DE ÁREA

O Delegado de Área é o legítimo representante da consciência coletiva de sua Área na CSG. A experiência tem demonstrado que os melhores Delegados são aqueles integrados na Estrutura de Serviços Gerais de A.A, com experiência no serviço de Distrito ou como servidores do Comitê de Área.
O que é preciso para ser um bom Delegado? Se você estiver disponível, e considerando a sua disponibilidade como candidato a Delegado, faça a você mesmo estas perguntas?
a) Eu me saí bem como RSG? E como MCD? Agradaram-me as responsabilidades? Fui ativo?
b) Discuti com minha família sobre a possibilidade de trabalhar como Delegado? Terei tempo
disponível, o suficiente exigido pelo serviço?
c) Estou familiarizado com a literatura de Alcoólicos Anônimos, em especial com este Manual de Serviços, os Doze Passos, as Doze Tradições e os Doze Conceitos?
d) Procurei ex-Delegados para obter deles uma idéia do tempo e do esforço necessário e do tipo de trabalho que esperam que eu faça?
Não existe um tipo padrão de Delegado. Os membros de A.A. vêm de todos os níveis.
Entretanto, existem certas características que parecem ser próprias dos Delegados melhor
qualificados. Isto eles mesmos concordam, alguns anos após o término dos seus mandatos, quando então podem avaliar melhor a qualidade do trabalho que desenvolveram.
De um modo geral, o Delegado deve ter sido ativo em assuntos locais e de sua Área. Deve dispor de tempo, não só para assistir à reunião anual da Conferência, como para todos os esforços necessários antes e depois dessa reunião. Um olhar de relance nos deveres previamente especificados neste capítulo expressa tudo com relação ao tempo necessário
A experiência indica que o(a) candidato(a) deve ter no mínimo cinco anos completo de sobriedade e participação contínua nos serviços de A.A. na data da eleição.
Se o(a) Delegado(a) tiver qualidade de líder, será melhor. Aí ele(a) poderá estimular ações em sua Área e cooperar com o MCA para levar um serviço mais ativo à Área. Deve ter mente aberta. Ser capaz de sentar-se com outros Delegados para discutir e atuar em assuntos que digam respeito a A.A. como um todo.
O(A) Delegado(a) deve lembrar-se de que não é o(a) representante da sua Área no sentido político e não vai à Conferência de Serviços Gerais para obter benefícios especiais à sua Área. Ele(a) vai para prestar um serviço à Irmandade para assegurar-se de que A.A. continue a funcionar como um todo.
Deve trazer com ele(a) os pontos de vista de sua Área, com relação aos problemas gerais ou locais que podem afetar A.A. em seu todo. O(A) Delegado(a) deve atuar sempre como servidor(a) de confiança de A.A..
Embora nenhum Delegado represente uma cidade, no sentido político usual, em A.A. sempre achamos justo fazer um revezamento de uma cidade pouco povoada, ou de uma parte com a outra.
Entretanto, nenhum AA deverá ser menosprezado no interesse do revezamento geográfico.
O Delegado de Área tem as seguintes atribuições:
a) Participar, devidamente preparado, da reunião anual da Conferência, estudando detalhadamente o material recebido do ESG. Participando da CSG, levará os problemas e sugestões de sua Área. Além disso, estuda e vota a respeito de todas as questões, não como representante de uma Área em particular, mas como membro da Conferência, cujo dever é atuar de acordo com os melhores interesses de A.A como um todo;
b) Depois da reunião da Conferência, a eficiência do Delegado vai depender da sua capacidade de transmitir o conteúdo da mesma aos servidores de sua Área e estimulá-los a levarem estas informações aos RSG’s, Grupos, Distritos e Escritórios de Serviços Locais. O Delegado dificilmente conseguirá fazer seu trabalho sozinho, entretanto, ele pode dar uma idéia ampla sobre os Serviços Gerais de A.A. aos MCD’s, RSG’s e demais servidores da Área e solicitar-lhes que compartilhem consigo do encargo;
c) Durante a Conferência, esse servidor adquire uma melhor compreensão dos serviços gerais, ficando, então, apto a explicar à Área a importância daquela reunião para a continuidade e o crescimento da Irmandade. Retorna à Área de origem com fatos e números. No entanto, o mais importante é que terá um melhor entendimento sobre o grande movimento em ação;
d) Inteirar-se nas Reuniões e Assembléias de Área de todos os assuntos da Área, capacitando-se a dar sugestões à agenda da CSG;
e) Participar de eventos que se realizam na Área, onde terá oportunidades adicionais para falar aos membros sobre os serviços gerais;
f) Colaborar com o Comitê de Área na conscientização de membros e órgãos de serviços para a obtenção do apoio financeiro necessário a Área e a JUNAAB;
g) Informar os MCD’s e RSG’s sobre o BOB Mural e a Revista VIVÊNCIA, além de edições informativas da JUNAAB, bem como da literatura aprovada pela CSG;
h) Cooperar com a JUNAAB fornecendo informações e auxiliando-a para ter uma visão geral do funcionamento da Área;
i) Esclarecer à comunidade de A.A. da Área sobre as atividades e finalidades do Escritório de Serviços Gerais – ESG, e sua importância como Secretaria da Junta;
j) Ajudar a resolver os problemas nos quais estejam envolvidas as Doze Tradições de A.A;
k) Visitar os Grupos, Distritos e ESL’s da Área. O Delegado deve estar atento às necessidades da Área. Depois que os RSG’s e MCD’s tenham sido informados sobre as deliberações da Conferência de Serviços Gerais, deve se inteirar de como os Grupos reagiram, viabilizando assim a via de mão dupla;
l) Assumir interinamente a Coordenação da Área se o Coordenador eleito e seu suplente estiverem impossibilitados, convocando Assembléia extraordinária para tomada de decisão;
m) Manter plenamente informado o Delegado suplente, utilizando sua ajuda tanto quanto possível, a fim de capacitá-lo a assumir as funções;
n) Apadrinhar o Delegado recém-eleito, seu sucessor, a fim de proporcionar-lhe o conhecimento básico sobre os procedimentos da Conferência.

O mandato de um Delegado – Presta serviços por dois anos, podendo ser novamente eleito para o encargo passados 03 (três) mandatos após o seu. Entretanto, um Delegado suplente poderá ser eleito titular para o período seguinte. Os candidatos deverão apresentar seus currículos de serviços em A.A. em prazo estipulado pelo Comitê de Área para apreciação dos Grupos e Órgãos de Serviços.

A respeito do Delegado Suplente – Todas as Áreas devem ter Delegados suplentes, os quais devem possuir as mesmas qualificações do titular. Eles servem como assistentes valiosos, substituindo e muitas vezes viajando com o Delegado titular, auxiliando-o na coleta de informações e na solução de problemas. Poderá, também, prestar serviços de informação ao público, em instituições ou em qualquer outra função especial do Comitê de Área. Prestam serviços por 02 anos, podendo exercer novamente o encargo, passados 03 mandatos após o seu. São eleitos pelo mesmo critério do delegado titular.

Despesas do Delegado – A tesouraria do Comitê de Área é responsável por todas as despesas decorrentes das atribuições do encargo. Assim, um bom planejamento é essencial, estimulando os Grupos a fornecerem os recursos necessários de acordo com a Política Financeira estabelecida pela Área;

CAPÍTULO V

A CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS

É a depositária da consciência coletiva dos Grupos de A.A e o Órgão máximo e soberano de deliberação da irmandade de A.A do Brasil.
A Conferência de Serviços Gerais é, portanto, a verdadeira manifestação da consciência coletiva dos grupos iniciada pela ação dos seus membros que elegem os RSG’s, passando pelos MCD’s, Comitês de Áreas e Delegados de Área, terminando na Junta de Serviços Gerais.

PARA QUE A CONSCIÊNCIA COLETIVA SE MANIFESTE CORRETAMENTE, É NECESSÁRIA A PARTICIPAÇÃO DE TODOS, EM TODOS OS NIVEIS DE SERVIÇOS, PROPORCIONANDO QUE A INFORMAÇÃO CHEGUE DE MODO CLARO, LÍMPIDO, RÁPIDO E PRECISO.

A REUNIÃO ANUAL DA CONFERÊNCIA

As reuniões da Conferência são realizadas anualmente na Área sede da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil (JUNAAB).
A Conferência dura alguns dias, no entanto, há o desenvolvimento do trabalho de um ano que se levou para a elaboração da agenda e programa.
Durante os trabalhos, há um grande intercâmbio de idéias. As sessões da Conferência não são de modo algum rígidas. Os Delegados simplesmente atuam com naturalidade, como deve ser em A.A.. Embora se discuta plenamente qualquer questão passível de várias respostas, todos tendem a não perder tempo, senão para cumprir a agenda e apegar-se a questões que digam respeito ao movimento como um todo.
É importante que os Delegados de Área cheguem preparados, pois se espera que tenham compartilhado as experiências com seus antecessores. Nas semanas que precedem a CSG, o ESG os mantém informados sobre as questões que serão objeto de debates. Assim eles podem ter uma “visão antecipada” da Conferência, junto com seus Comitês e RSG’s.
Eles recebem praticamente tudo sobre o que os espera ao chegar à CSG.
As Comissões da Conferência se dedicam ao estudo do material a ser debatido nas reuniões plenárias. Elas se reúnem durante a Conferência, com a freqüência necessária, para um debate completo de cada item da agenda e para apresentar a opinião da maioria.
Um assunto também poderá ser apresentado e discutido sem se chegar, contudo, a uma conclusão. Qualquer um que tenha problema ou uma queixa pode ir à sessão Plenária e apresentá-lo. Às vezes, há debates acalorados. De acordo com a agenda, cada Relator de Comissão da Conferência lê o seu relatório completo para o plenário. Cada atividade do relatório é, então, apresentada separadamente. Uma atividade pode ser aceita ou não pela Conferência e um tempo suficiente é permitido para um debate completo. O relatório pode ser aceito integralmente, com alterações ou em parte.
A Conferência é a voz de A.A, ela pode, no entanto, submeter à livre debate problemas, tendências e perigos que possam afetar a harmonia, o propósito e a eficiência da Irmandade. Quando a Conferência (por maioria de votos) tiver expressado preocupação sobre alguma possível ameaça aos princípios de A.A., a Irmandade será ouvida. Provavelmente, sempre será assim.

MEMBROS DA CONFERÊNCIA

Desta reunião participam, com direito a voz e voto, hum Delegado de cada Área, os Custódios e a Diretoria Executiva da JUNAAB. Os Coordenadores dos Comitês da Junta participam das Comissões e nelas terão direito a voz e voto. Poderão também participar da Conferência, convidados de outros países como observadores.

RELATANDO AOS MEMBROS

O relato do Delegado, em certo sentido, começa com a informação antecipada que recebe da Conferência, referente à agenda para sessões da reunião. Contém uma explicação sobre a CSG e solicita que o Delegado explique tudo aos Grupos e Comitês de Área para que seja apreciado, possibilitando-lhe estar ciente da consciência dos Grupos sobre os assuntos a tratar.
Durante a Conferência, o Delegado toma as suas próprias decisões e anotações. Com a grande quantidade de material, mais suas anotações, o Delegado dispõe então de subsídios vitais para, quando retornar à sua Área, ter vasta informação.
Os resultados das sessões da Conferência serão de muita valia aos Comitês de Área, e
conseqüentemente aos Grupos. Assim, a atribuição do Delegado, ao prestar informações do acontecido na Conferência, se torna tão importante como o programa da Conferência em si. Ele poderá absorver muito do que sucedeu e formular um resumo dos debates, das informações que recebeu e demais atividades.
A Conferência é gravada em vídeo. Posteriormente, é remetido um relatório sucinto às Áreas
contendo todos os aspectos importantes, ressalvados os casos das reuniões extraordinárias, onde serão tratadas e votadas matérias de ordem legal ou que gerem implicações jurídicas, quando então serão lavradas atas formais.
No transcurso do ano, os Delegados e Comitês de Área serão informados sobre as atividades da
JUNAAB através do ESG, especialmente sobre os resultados das reuniões dos comitês da Junta.

COMISSÕES DA CONFERÊNCIA

Dentre os serviços da Conferência, é de grande importância o trabalho das Comissões Permanentes, das quais os Delegados fazem parte.
Dessa forma, a Conferência cumpre com grande parte de suas atribuições quando os Delegados atuam, principalmente, de duas maneiras:
1. Fazendo parte das Comissões Permanentes, participam plenamente de todas as atividades de A.A;
2. Integrando o Plenário da Conferência, discutem sobre todos os assuntos referentes à Irmandade.Não fossem as Comissões, dificilmente a Conferência poderia cobrir uma fração dos campos que agora cobre. À proporção em que a Conferência vai crescendo em tamanho e influência, a importância das Comissões irá crescendo muito mais. Com o passar dos anos, outras Comissões irão sendo agregadas. Todas as Comissões possuem tempo suficiente para se reunir e considerar as propostas apresentadas.
A reunião anual da Conferência não é apenas uma reunião de Comissões.
As Comissões se reúnem, deliberam e podem obter conclusões a serem enviadas ao Plenário.
Podem, também, passar o assunto para a Conferência sem emitir qualquer opinião. Entretanto, quando uma Comissão toma a sua própria decisão sobre determinada questão, o Plenário não está obrigado a aceitá-la.
No Brasil, as Comissões da Conferência, no momento, são seis, a saber: Agenda e Sede; Literatura e Publicações; Finanças; Normas e Procedimentos; Trabalhando com os Outros e de Nomeações. A Conferência pode, ainda, nomear Comissões Especiais.
Cada Comissão trata de assuntos específicos e a maioria delas corresponde aos Comitês de
Assessoramento da Junta de Serviços Gerais. Assim, vejamos:

AGENDA E SEDE – Para funcionar com eficiência, deve trabalhar com base nas informações recebidas do Comitê de Assuntos da Conferência (CAC) da Junta de Serviços Gerais.
Esta Comissão deverá também analisar as propostas das Áreas para sediar a Convenção
Nacional, levando em conta a infra-estrutura oferecida.

LITERATURA E PUBLICAÇÕES – Tem por objetivo apresentar ao plenário da Conferência sugestões para recomendações de publicações de novos títulos e atualizações dos editados, bem como cuidar do cumprimento, pelo Comitê correspondente da Junta, das recomendações da Conferência anterior.

FINANÇAS – É sua responsabilidade, em conjunto com o Comitê de Finanças e Orçamento da Junta, prover meios para a manutenção da Irmandade. É dela também a responsabilidade pelo exame das contas da JUNAAB e demais Órgãos de Serviços na reunião da Conferência. Nesta Comissão, o dinheiro, oriundo da Sétima Tradição e da venda de literatura, reveste-se em espiritualidade, medindo exatamente o desenvolvimento e crescimento de nós mesmos e dos novos serviços, providenciando para que os Órgãos da sede tenham recursos suficientes para se manterem estáveis a qualquer tempo. Os servidores desta Comissão precisam ser firmes, práticos e com bastante experiência financeira, pois cabe a eles planejar e calcular a renda e gastos de cada exercício. Além disso, a Comissão de Finanças apresenta sugestões à Conferência para administração das finanças de A.A em todos os níveis.

NORMAS E PROCEDIMENTOS – Preocupa-se sempre com os assuntos que estão despertando interesse geral dentro da Irmandade, mas que não se enquadram claramente nas atribuições de nenhuma outra Comissão. Todas as alterações no funcionamento de A.A em geral, bem como todos os procedimentos que afetem seu desenvolvimento terão que passar primeiramente pelo seu crivo, inclusive os assuntos relacionados ao Manual de Serviço de A.A..
Esta Comissão pode propor a ampliação do número de Comissões da Conferência.

TRABALHANDO COM OS OUTROS – Trata dos assuntos diretamente ligados à Quinta Tradição, engloba estudos, planificação e avaliação dos trabalhos do respectivo Comitê da JUNAAB.

DE NOMEAÇÕES – Encarrega-se de analisar e emitir parecer sobre os currículos dos candidatos a Custódio e Membro do Conselho Fiscal da JUNAAB.
Após análise, os currículos dos candidatos a Custódio são encaminhados para a JUNTA DE
CUSTÓDIOS, e dos candidatos a Membro do Conselho Fiscal para a CSG.

ESPECIAIS – Eventualmente nomeadas pela CSG, estas Comissões podem ser compostas por Delegados ou não, para projetos ou execução de tarefas específicas, como por exemplo, a revisão de estatutos e para a organização da Convenção Nacional. Os Coordenadores ou relatores destas Comissões, não Delegados, têm assento na Conferência e participam exclusivamente dos debates pertinentes. Terminadas as tarefas, estas Comissões automaticamente se dissolvem.

COMO SERVEM AS COMISSÕES

A eficiência de qualquer Comissão depende muito do Coordenador. Se for ativo, a Comissão
trabalhará a todo vapor e manter-se-á produzindo bons resultados. Entretanto, as Comissões da Conferência têm outro fator ao seu favor, é que os secretários, que podem ser membros do quadro de funcionários do ESG, estão todos interessados em colaborar com as Comissões. A cada dia, os membros do quadro de funcionários estão envolvidos nas mesmas áreas de serviços que são da responsabilidade das Comissões.

REGIMENTO INTERNO DA CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS DO BRASIL

CAPÍTULO I

DOS MEMBROS DA CONFERÊNCIA

Art. 1º – A admissão à Conferência ocorre pela declaração do Presidente ao Plenário, no início ou no transcorrer de qualquer sessão plenária.
Art. 2º – O membro da Conferência usa da palavra em Plenário:
I – por cinco minutos nas discussões de proposição de qualquer espécie;
II – por dois minutos para questão de ordem sobre matéria regimental ou para declaração urgente de assunto grave e importante;
III – por dois minutos para declaração de voto, de requerimento oral ou apoio de requerimento escrito;
IV – por determinação do Presidente da sessão, para assunto e pelo tempo determinado por este.
§ 1º. Em nenhuma hipótese o membro da Conferência pode fazer uso da palavra para tratar de assunto estranho ou paralelo ao que estiver sendo discutido.
§ 2º. É facultado ao membro da Conferência, no caso da alínea “a”, ceder seu tempo a qualquer outro.
Art. 3º – O Presidente da sessão pode aplicar as seguintes medidas:
I – advertência de tempo esgotado – toque de campainha;
II – cassação da palavra por abuso de tempo, intemperança de linguagem, de gestos ou de atos impróprios às Tradições, à ética e à moral de A.A.;
III – suspensão dos trabalhos pelo tempo necessário à sua normalização.

Parágrafo único: Os Custódios não alcoólicos não estão sujeitos às medidas do Art. 3º.

CAPITULO II

DAS COMISSÕES DA CONFERÊNCIA

Art. 4º – A Conferência tem Comissões Permanentes e Especiais.
§ 1º. As Comissões Permanentes e suas respectivas atribuições são as constantes do Manual de Serviço de A.A.
§ 2º. As Comissões Especiais são formadas para estudo de assuntos emergentes não afetos às Comissões Permanentes.
Art. 5º – Na composição de cada Comissão é incluído, obrigatoriamente, um membro Custódio, com direito a voto
§ 1º. O Gerente Administrativo do ESG e os Coordenadores dos Comitês da Junta participam de qualquer Comissão com fins de assessoramento e esclarecimento relativos aos seus serviços, com direito a voto (Conceito IV).
§ 2º. As Comissões adotarão os critérios a seguir indicados para apreciação das propostas de recomendações:
I – não recomendar o que existe na literatura;
II – não recomendar o que possa ferir a autonomia dos Grupos e Órgãos de Serviço;
III – não recomendar o que pode ser resolvido em nível de Área;
IV – não recomendar o que já está sendo cumprido;
A recomendação deve ser redigida em linguagem clara, concisa e correta, a fim de evitar dupla interpretação.
§ 4º. O estudo de assuntos pelas Comissões é apresentado à Conferência para apreciação, mediante parecer conclusivo ou projeto de recomendação.
§ 5º. Uma matéria, quando aprovada por dois terços (2/3) do quorum da Conferência, é obrigatória para a Junta de Custódios e para os órgãos executivos da JUNAAB. Uma matéria aprovada por menos de dois terços (2/3) constitui apenas sugestão.
§ 6º. A recomendação de caráter geral aos Grupos de A.A não tem força de cumprimento obrigatório, mas de importante sugestão, visando o bem comum da Irmandade, segundo o pensamento da Conferência.
§ 7º. A recomendação da Conferência é norma diretiva e, como tal, tem validade por um ano.
§ 8º. Os Coordenadores ou Relatores das Comissões Especiais têm acesso à Conferência quando da discussão e votação de suas conclusões ou projetos.
§ 9º. É facultado, a qualquer membro das Comissões, apresentar à Conferência emendas ou substitutivos parciais ou totais, em separado do relatório. Neste caso, em obediência ao DIREITO DAS MINORIAS, a Conferência examina a emenda ou substitutivo na mesma ocasião em que examinar a matéria do relator e dá ao membro discordante o mesmo acesso, tempo e atenção concedidas àquele.
§ 10º. As Comissões Especiais se extinguem pela conclusão de suas tarefas ou ao término do prazo determinado quando de sua criação.

CAPITULO III

DA ORDEM DO DIA

Art. 6º – A ordem do dia é organizada pela Junta de Custódios, aprovada pela Conferência com observância da pauta seguinte:
I – discussão e aprovação, quando for o caso, do relatório da Conferência anterior (artigos 8º e 9º);
II – admissão de novos Delegados de Área;
III – homologação dos nomes dos Custódios eleitos pela Junta de Custódios;
IV – eleição dos Membros do Conselho Fiscal da JUNAAB;
V – apreciação dos projetos de reforma do Estatuto da JUNAAB, deste Regimento Interno ou do Manual de Serviço de A.A. (Parágrafo 1º);
VI – constituição das Comissões Permanentes e Especiais;
VII – trabalho das Comissões;
VIII – votação dos pareceres e recomendações das Comissões;
IX – apreciação do relatório da JUNAAB e de seus órgãos executivos;
X – apresentação dos relatórios dos Delegados à Reunião de Serviço Mundial.
§ 1º. Constituem matéria preferencial os projetos de reforma de Estatuto da JUNAAB, Regimento Interno da Conferência e do Manual de Serviço de A.A, os quais devem ser votados logo após a aprovação do relatório da Conferência anterior e homologação dos nomes dos Custódios.
§ 2º. Que na homologação ou eleição pela CSG dos candidatos a Custódios, e Membros do
Conselho Fiscal da JUNAAB, antes da votação em plenário, seja franqueada a palavra a um Delegado de Área ou Custódio, da Região que indicou o candidato.
§ 3º A ordem do dia não pode ser alterada, salvo:
I – em virtude da deliberação da Conferência no sentido de adiamento ou inversão da pauta;
II – pela retirada de qualquer matéria, para correção de erro ou para sanar falhas de instrução.
Art. 7º – As proposições consistem em:
I – projetos de reforma do Estatuto, do Regimento Interno da Conferência ou do Manual de Serviço de A.A.;
II – pareceres e projetos de recomendações das Comissões;
III – requerimentos.
§ 1º. Os requerimentos podem ser escritos ou orais.
§ 2º. Não é levado em consideração o requerimento de transcrição, no relatório da Conferência, de voto de louvor ou de agravo a pessoas vivas ou mortas, ou a Órgãos de Serviços de A.A. no desempenho normal de suas funções.

CAPITULO IV

DO RELATÓRIO DA CONFERÊNCIA E DOS ANAIS

Art. 8º – De cada reunião da Conferência elabora-se relatório resumido, com cópia para todos os participantes. As cópias dos relatórios são entregues ao final de cada Conferência.
§ 1º. A remessa do relatório compete ao ESG.
§ 2º. O ESG manterá relatório audiovisual, em videoteipe, de todo o ocorrido na Conferência, à disposição dos interessados participantes das respectivas reuniões.
§ 3º. Recebida a cópia do relatório resumido, os participantes da Conferência com direito a voto tem 30 (trinta) dias para requerer qualquer alteração. Não havendo manifestação, o silêncio é interpretado como aprovação.
Art. 9º – Da denegação do pedido de modificação ou de retificação do relatório cabe recurso à Conferência.
Art. 10 – O relatório e todos os documentos apresentados à Conferência são organizados em anais para futuras consultas e preservação da memória dos serviços de A.A. do Brasil.

CAPITULO V

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 11 – Este Regimento Interno não pode ser usado como motivo ou justificativa para o não atendimento do DIREITO DAS MINORIAS por parte da Conferência de Serviços Gerais.
Art. 12 – Este Regimento Interno é norma complementar do Estatuto da JUNAAB e pode ser reformado a qualquer tempo por iniciativa dos membros da Conferência ou de suas Comissões.
Art. 13 – Este Regimento Interno entra em vigor imediatamente após a sua aprovação pela Conferência.
Aprovado em……., na ….. Conferência de Serviços Gerais de A.A. do Brasil realizada em São Paulo-SP.

CAPÍTULO VI

A JUNAAB E SEUS ÓRGÃOS DE SERVIÇOS

Nos capítulos anteriores, tratamos da Conferência de Serviços Gerais, dos Delegados de Área e dos RSG’s, como elementos que diretamente interferem na informação e no funcionamento da CSG.
A Conferência é um órgão colegiado que se reúne uma vez por ano e, extraordinariamente, em casos especiais. Nas reuniões ordinárias, a Conferência apenas delibera e resolve o que deve ser feito, mas a sua organização não lhe permite executar, diretamente, suas deliberações. Para tanto, é necessário um órgão de composição menos numeroso, de atuação efetiva e com poderes legais para praticar os atos administrativos próprios de uma sociedade civil. Este órgão é a Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil – JUNAAB.
Como Órgão de Serviços, a JUNAAB está formalmente organizada, regida por um Estatuto onde estão estabelecidas legalmente sua destinação, atribuições, forma pela qual é administrada, bem como a composição e competência de sua diretoria executiva e de cada um dos diretores em particular.
Para a execução de suas atribuições, a JUNAAB conta com sua Diretoria Executiva e os Comitês de Serviços, que tratam principalmente dos assuntos administrativos, financeiros e comerciais. A exemplo da Conferência, a JUNAAB se orienta pelas Tradições e pelos demais princípios de A.A .
Na verdade, no Estatuto dos Órgãos de Serviços de A.A, as “Doze Tradições”, os “Doze Passos” e as “Garantias Gerais da Conferência” estão incluídos como parte integrante, imutáveis no todo ou em parte.

O ESCRITÓRIO DE SERVIÇOS GERAIS – ESG

Escritório de Serviços Gerais – ESG é nome figurativo, e indica o escritório sede da JUNAAB e a própria Diretoria Executiva.
Atribuições básicas do ESG:
a) Secretariar a Conferência e ajudar na sua realização;
b) Acompanhar e ajudar nos preparativos, divulgação e realização das Convenções nacionais de A.A;
c) Manter a Irmandade informada sobre todos os assuntos relativos à A.A no seu todo;
d) Orientar os Grupos sobre questões que possam resultar na quebra das Tradições ou de outros princípios de A.A;
e) Intercambiar informações com as Áreas, Escritórios de Serviços Locais, Distritos e Grupos, no sentido de que problemas e soluções comuns possam ser compartilhados;
f) Ajudar através de troca de experiências na organização de Seminários Regionais e Encontros locais;
g) Pesquisar e manter arquivo da história de A.A no Brasil;
h) Publicar e distribuir as informações disponíveis em forma de guias, roteiros e relatórios.
Para realizar essas atribuições e muitas outras que constantemente estão sendo acrescentadas pela dinâmica de suas relações com a comunidade A.A e com a sociedade em geral, é imprescindível que o ESG disponha de um sólido apoio financeiro. Efetivamente, os Grupos e os membros de A.A devem contribuir com o suficiente para manter esses importantes serviços.
Por outro lado, os companheiros começam a entender que um dos pilares de sustentação da moral e da ética de A.A é a sua auto-suficiência, causa do respeito e da admiração daqueles que procuram inteirar-se sobre nossa Irmandade, sobre como funciona e sobre como se sustenta financeiramente.
Chega mesmo a causar espanto o fato de que A.A não recebe doações de fora e de que jamais solicita verbas públicas ou particulares. Os Grupos, por sua vez, já se conscientizam da conveniência de estabelecer um Plano de Contribuições regulares através do qual é enviada determinada quantia mensalmente para suprir desta forma as necessidades dos Órgãos de Serviços.

A REVISTA BRASILEIRA DE ALCOOLICOS ANONIMOS

“VIVÊNCIA”

Em 1977, a Comissão de Literatura e Publicações considerava oportuno que A.A do Brasil possuísse a sua Revista, a exemplo da “Grapevine” e “El Mensaje”, recomendando que se elaborasse um projeto, com análise dos custos, para a implantação desta nova entidade de A.A. do Brasil.
Entre 1977 e 1986, não foi possível tornar realidade aquela recomendação, retornando o assunto à Conferência de 1986, quando foi autorizada a criação da Revista Brasileira, tendo sido aprovada por unanimidade.
Assim, a Junta providenciou que se editasse, a título experimental, a fim de que a Irmandade apreciasse e se manifestasse sobre como deveria ficar a Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos. O formato foi escolhido, a revista foi registrada como propriedade da Junta e organizada como departamento autônomo do ESG.
Consultada, a Irmandade opinou também sobre o nome “VIVÊNCIA”, título igualmente registrado.
A Revista tem como objetivo principal, o de informar ao público em geral como funciona a Irmandade de A.A, destacando o Programa de Recuperação, tendo também a finalidade de informar aos membros e aos Grupos de A.A o que a comunidade profissional pensa a respeito da nossa Irmandade e sobre o problema do alcoolismo. É de responsabilidade do Comitê de Publicações Periódicas seu Editorial.

JUNTA DE CUSTÓDIOS

Custodiar significa ter em custódia, guardar ou proteger, e Custódio é aquele encarregado de
guardar ou proteger alguma coisa.
Em A.A, o encargo de Custódio tem o sentido de administrador de confiança, e, ao mesmo
tempo, de depositário e guardião dos princípios da Irmandade, notadamente das Doze Tradições.
O Custódio é, em verdade, o servidor de maior responsabilidade dentro de A.A., mas não é um governante no sentido estrito do termo.
Historicamente, os Custódios em A.A nasceram com a Fundação do Alcoólico na América do Norte. A Fundação podia receber doações de fora e os doadores podiam abater no Imposto de Renda as quantias doadas. Inicialmente, os membros pioneiros escolheram cinco pessoas de confiança para gerir os fundos arrecadados, sendo três não alcoólicos e dois membros de A.A, um deles o Dr. BOB. Podemos dizer que esta foi, portanto, a primeira Junta de Custódios na história de A.A, muito embora não tivesse, àquela época, esta denominação. Somente em 1954 a Fundação foi transformada na verdadeira Junta de Custódios.
Na América Latina, o primeiro país a instituir uma Junta de Custódios foi a Colômbia, em 1969,seguindo-se El Salvador, em 1979.

No Brasil, durante a VI Conferência de Serviços Gerais, realizada em Fortaleza em 1982, foi
aprovado o Estatuto da JUNAAB e nele constou, pela primeira vez, legalmente instituída, a Junta de Custódios. No ano seguinte, na Conferência, realizada em São Paulo, foram eleitos nossos primeiros Custódios, em número de nove, sendo três não alcoólicos e seis membros da Irmandade, cuja posse se deu na VIII Conferência, em Blumenau – SC.
A introdução dos Custódios no Brasil foi precedida de longa reflexão por parte dos membros da Irmandade com maior responsabilidade em seus serviços.
Os Delegados de Área, os Diretores da então Junta de Serviços e um número considerável de companheiros discutiram, durante anos, a conveniência e o momento de adotarmos o encargo de Custódio. Muitos receavam esta adoção questionando, principalmente, o comportamento dos não alcoólicos na condução dos negócios da JUNAAB e nas relações com os Grupos em geral.
A experiência de outras estruturas, especialmente a dos Estados Unidos / Canadá era, porém, de modo a nos tranqüilizar neste particular. Dessa bem sucedida experiência é o testemunho do próprio Bill W., registrado no Manual de Serviço americano/canadense:
“A nossa dívida para com aqueles que não são portadores da nossa enfermidade, mas que voluntariamente compartilham dos nossos problemas é imensa… muitos deles, cujas contribuições em esforços, tempo e força jamais poderão ser suficientemente reconhecidas”.
“A nossa dívida com todos os Custódios não alcoólicos é enorme e somente pode ser paga em termos de amor e de respeito.”
Essas palavras de reconhecimento, escritas há alguns anos pelo co-fundador Bill W, cabiam, cabem, assentam e se encaixam, na forma e no espírito, ao caso de A.A no Brasil. Com efeito, a partir da introdução dos Custódios não alcoólicos, a JUNAAB ganhou em unidade de procedimento e na determinação de não deixar que concepções, vontades e métodos pessoais prevaleçam dentro da Junta. Logo, de imediato, souberam elas conquistarem os companheiros alcoólicos pelo exemplo de serenidade, dedicação e, sobretudo de responsabilidade.
Os Custódios relacionam-se com todos os acontecimentos dentro e fora de A.A que possam afetar o bem-estar e crescimento da Irmandade. Em razão de eles manterem contato permanente com as atividades do ESG, são freqüentemente os primeiros a se darem conta das tendências influentes no futuro de A.A.
Entretanto, tal como mostra a Ata de Constituição, os seus deveres são, essencialmente, de custódia e proteção. Quando é necessária a tomada de decisão a cerca de norma de procedimento de toda Irmandade, eles consultam a Conferência.
Como eles são uma parte do corpo da Conferência participam da tomada de decisões, somente, como membros individuais, não como Grupo.
Os Custódios têm duas atividades distintas: uma coletiva, como Junta, e a outra individual, representada pela ação específica de cada um.
Como Junta, eles trabalham através da ação dos seus Comitês de assessoramento, cujo desempenho é detidamente estudado e aprovado nas suas reuniões trimestrais e através da atuação do ESG. Seu vínculo de comunicação com a Irmandade é a literatura editada, as edições da VIVÊNCIA, os Boletins, as Circulares Mensais e correspondências diversas.No campo individual, destaca-se a atribuição dos Custódios não alcoólicos na divulgação da Irmandade através da mídia, onde o seu anonimato pessoal não é exigido. Além disso, comparecem aos diversos eventos de A.A. e participam de simpósios e seminários com Profissionais.
Aos Custódios de Serviços Gerais compete a função administrativa conjunta, com atribuições individualizadas.
Aos Custódios Alcoólicos Regionais, compete a Coordenação do Relacionamento das diversas Áreas de suas regiões e a coordenação das Reuniões Interáreas.
O organograma da Irmandade nos mostra como a Junta de Serviços Gerais se enquadra dentro da estrutura geral e como os Custódios obtêm da Conferência a atribuição de responsabilidade que têm. Este relacionamento se estabeleceu desde o primeiro instante em que a estrutura da Conferência foi organizada.
A Junta de Serviços Gerais tem apenas um propósito: o de servir à Irmandade de Alcoólicos Anônimos. É, na realidade, uma entidade criada e agora designada para manter serviços àqueles que procuram A. A em busca da sobriedade através dos “Doze Passos” sugeridos – base fundamental do programa de recuperação.
A Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil – JUNAAB não reclama nenhum direito de propriedade no programa de recuperação, porque os “Doze Passos”, como todas as verdades espirituais, estão à disposição de toda a humanidade.
Entretanto, como os “Doze Passos” demonstra constituir uma efetiva base espiritual para a vida e, se praticados, podem deter a enfermidade do alcoolismo, a Junta tem o direito de impedir qualquer modificação, alteração ou ampliação, de acordo com o estabelecido na Ata de Constituição da Conferencia de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos dos EUA e Canadá.
A Junta de Serviços Gerais, em seus atos, se guiará pelas “Doze Tradições”, fazendo sempre o maior esforço para assegurar que sejam mantidos estes princípios. A JUNAAB é vista pela Irmandade como guardiã das Tradições, mas mesmo assim, nem ela, na medida em que possuir poder para fazê-lo, poderá modificá-las.

QUEM SÃO OS CUSTÓDIOS

A Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil é composta por 14 (quatorze) Custódios, sendo 10 (dez) alcoólicos, membros da Irmandade e 04 (quatro) não alcoólicos. São eleitos anualmente, de acordo com a necessidade, na Conferência de Serviços Gerais, possibilitando o fluxo necessário e tradicional de novos Custódios na Junta com mandatos de 04 (quatro) anos.

Os Custódios estão agrupados em 02 (duas) classes e 03 (três) categorias, a saber:

Classes de Custódios:
1. Custódios não alcoólicos;
2. Custódios alcoólicos.

Categorias de Custódios:
1. Custódios Regionais – todos alcoólicos, em número de 06 (seis), um para cada região de A.A no país, de acordo com o mapa da página XXX ;
2. Custódios de Serviços Gerais – 02 (dois) não alcoólicos e 02 (dois) alcoólicos. Os não alcoólicos é o Tesoureiro Geral I e II, os dois alcoólicos são o Secretário Geral e o Diretor Financeiro. Os Custódios de Serviços Gerais devem residir a uma distância nunca superior a duzentos quilômetros (200 km) da cidade sede da JUNAAB;
3. Custódios Nacionais – em número de 04 (quatro), sendo 02 (dois) não alcoólicos e 02 (dois) alcoólicos. Os não alcoólicos exercem a função de Presidente e 1º Vice Presidente; os alcoólicos são Delegados à RSM.
Os Custódios não alcoólicos poderão ser candidatos à nova eleição por mais um mandato. Os Custódios Alcoólicos não poderão ser reeleitos em qualquer situação.
Em uma situação de vacância para o encargo de Custódio, independente da categoria, a Junta de Custódios deverá eleger em sua próxima reunião ordinária um sucessor que irá cumprir o mandato por 04 anos, devendo ser homologado na próxima Conferência de Serviços Gerais.
Para tanto, a Junta de Custódios deverá observar o que está disposto neste Manual para indicação desses servidores.

CUSTÓDIOS NÃO ALCOÓLICOS

Pode-se dizer, com certeza, que são as pessoas mais ocupadas dentro de A.A e as que mais têm contribuído, mostrando grande dedicação e bom senso.
A sua escolha deve recair entre aqueles colaboradores não alcoólicos que estejam, ao longo de muitos anos – dez anos seria o desejável -, envolvidos com o trabalho de A.A, nos diversos campos de atividades da Irmandade. Devem ser conhecedores profundos da dinâmica e da estrutura de A.A

CUSTÓDIOS ALCOÓLICOS

A experiência mostra que o Custódio alcoólico com as qualidades seguintes tem sido capaz de contribuir muito para a boa administração da Junta:
a) Experiência em vários encargos de serviços – O servidor que tenha passado várias fases do serviço nos diversos campos de atividades, inclusive como Delegado de Área, sem dúvida terá obtido uma visão ampla da Irmandade no seu todo. Paralelamente à experiência, deverá apresentar considerável folha de serviços prestados.
b) Liderança – Em A.A entendemos por liderança as qualidades que permitam a um membro ajudar o seu Grupo, Distrito ou Área para que cresça com um mínimo de atrito e um máximo de bem-estar. Este membro pode representar a Junta e interpretar as suas decisões na sua região de origem.
c) Visão da Estrutura de A.A – Alguns AA’s têm aptidões especiais para a estrutura da Irmandade e estão suficientemente familiarizados com todos os seus elementos, desde o Grupo e o RSG até a Junta de Serviços Gerais e a Conferência. Um Custódio com esse preparo pode levar úteis perspectivas às decisões da Junta.
d) Para o encargo de Custódio Alcoólico Nacional: deverá falar inglês e/ou espanhol.

Existem considerações básicas que a experiência tem demonstrado serem importantes para os Custódios alcoólicos. Uma delas é maturidade. Dez anos de sobriedade ao momento da eleição é o período necessário.
Outra consideração básica é a determinação, ter a coragem das próprias convicções. O Custódio deve demonstrar nas reuniões da Junta o seu bom senso, objetividade e coragem para expressá-las.
Uma consideração importante é a disponibilidade. Quanto tempo deve dedicar ao serviço da Junta, sem prejudicar sua família e as atividades profissionais? Os serviços dos Custódios exigem tempo. Cada reunião trimestral requer dois ou três dias, além da viagem. A Conferência pode durar toda uma semana. Os Custódios mantêm comunicação escrita e telefônica durante o ano. Há, pois, necessidade de muito tempo e desprendimento.

DE ONDE VÊM OS CUSTÓDIOS

O(As) candidatos(as) a Custódios Regionais serão selecionados nas Áreas de cada região e indicados através de suas Assembléias.

Os Custódios de Serviços Gerais serão indicados pela Área sede da JUNAAB, devendo ter experiência nos serviços de A.A e, preferencialmente, em atividades extras A.A relativas ao encargo correspondente na Diretoria Executiva, as quais deverão constar em seu currículo.

Os Custódios Nacionais serão de livre indicação da Área, independentemente de qual região pertençam, podendo até ocorrer que todos sejam originários da mesma Área.
Embora nenhum Custódio possa dizer que “representa” uma parte geográfica do País, visto que todos os Custódios representam exclusivamente a Irmandade como um todo, é verdade que a escolha de Custódios por região traz para a Junta a discussão sobre pontos de vista regionais, o que é de valor incalculável.

Os Custódios alcoólicos devem ser extremamente dinâmicos em suas regiões, e ter participação nas diversas frentes de trabalho da Junta.

REQUISITOS PARA CANDIDATAR-SE A CUSTÓDIO ALCOÓLICO

São requisitos necessários ao encargo de Custódio Alcoólico:

a)Período de sobriedade contínua de dez anos;
b)Qualidades de liderança, genuíno interesse pelo serviço, capacidade de organização,
conhecimento e amor por A.A;
c)Tempo para comparecer às reuniões, da JUNAAB, da Conferência de Serviços Gerais, da Região e outras;
d)Ter exercido vários encargos na Irmandade, inclusive o de Delegado de Área;
e)Enviar ao Comitê de Área o seu Currículo para indicação da Assembléia de Área,

Os(As) candidatos(as) ao encargo devem ser indicados através de manifestação da respectiva Assembléia de Área. Os currículos deverão ser encaminhados ao ESG/CAC, juntamente com a ata da Assembléia que os indicou.

Os(As) candidatos(as) a Custódio de Serviços Gerais não precisam, necessariamente, ter exercido o encargo de Delegado de Área, porém, devem ter experiência em serviços de A.A e, preferencialmente, possuir experiência em atividades extra A.A, relativo ao encargo correspondente na Diretoria Executiva.

REQUISITOS PARA CANDIDATAR-SE A CUSTÓDIO NÃO ALCOÓLICO

São requisitos necessários ao encargo de Custódio não Alcoólico:
a) Ser colaborador(a) por dez anos;
b) Estar envolvido com o trabalho de A.A nos diversos campos de atividades da Irmandade;
c) Deve ser conhecedor profundo da dinâmica e da estrutura de A.A;
d) Os(As) candidatos(as) ao encargo devem ser indicados através da manifestação da respectiva Assembléia de Área. Os currículos deverão ser encaminhados ao ESG/CAC, juntamente com a ata da Assembléia que os indicou.

Os(As) candidatos(as) a Custódios de Serviços Gerais devem ter experiência em atividade extra A.A, relativo ao encargo correspondente na Diretoria Executiva.

PROCEDIMENTO PARA A INDICAÇÃO DE
CANDIDATOS A CUSTÓDIOS NAS ÁREAS

Os Delegados e Comitês de Área da região programada para indicar candidatos a Custódio serão informados pelo ESG na correspondência de janeiro.
Os Delegados de Área e os Comitês de Área da região envolvida programarão uma Assembléia de Área no mês de outubro ou novembro para efetivar a indicação dos candidatos, podendo ser a mesma Assembléia de eleição de novos Delegados de Área e de servidores dos Comitês de Área.
Até 31 de dezembro, devem ser enviados ao ESG/CAC os currículos dos candidatos a Custódios alcoólicos e não alcoólicos indicados, os quais precisam informar nome, endereço, qualificação profissional (para os Custódios não alcoólicos), e serviços prestados em A.A, podendo a Área indicar mais de um candidato. Estes currículos devem conter data, assinatura e todas as suas páginas rubricadas e serem enviados pelo correio (carta registrada), porém, os remetidos após a data estabelecida serão devolvidos pelo ESG/CAC, aos Comitês de Área remetentes.
Os currículos considerados aptos pela Conferência ficarão à disposição da Junta, que poderá utilizá-los em caso de vacância do encargo de algum Custódio.
Caso haja vacância e não existam Currículos aptos, a JUNAAB solicitará às Áreas respectivas, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, novas indicações de candidatos a Custódio.

A ELEIÇÃO DE CUSTÓDIO ALCOÓLICO E NÃO ALCOÓLICO

A eleição para Custódios será efetivada pela Junta e homologada pela Conferência.
Os candidatos que tiverem seus nomes acolhidos pela Comissão de Nomeações da Conferência serão submetidos à eleição na Junta conforme procedimento do Terceiro Legado e o eleito será submetido à homologação da Conferência.
No caso do plenário ser contrario a eleição de algum Custódio, outro nome deverá ser apresentado pela Junta, antes do término da Conferência.
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COMITÊS DE ASSESSORAMENTO DA JUNTA DE CUSTÓDIOS

Os Comitês de Assessoramento da JUNAAB são Grupos de aconselhamento à Junta de Custódios. Tanto quanto possível, esses Comitês devem ser constituídos de companheiros com experiência em serviços em suas respectivas áreas de atuação. Freqüentemente, a Junta tem que tomar decisões que abrangem a comunidade no seu todo, e precisa nestes casos ser aconselhada por companheiros com experiência no assunto ou no problema a ser resolvido.
Quase sempre esses problemas dizem respeito a:
a) Colaboração de A.A com instituições públicas e particulares no atendimento à problemática do alcoolismo e ao alcoólico em particular;
b) Forma e oportunidade da divulgação da Irmandade de A.A;
c) Problemas de finanças;
d) Problemas relacionados com a ética e os princípios de A.A;
e) Problemas relacionados com órgãos de serviços e com eventos nacionais e regionais;
Para cobrir estas necessidades e solucionar eventuais problemas é que são formados os seguintes Comitês de Assessoramento:
I – Comitê Trabalhando com os Outros – CTO: encarregado de elaborar a política de divulgação da irmandade de Alcoólicos Anônimos para informação ao público, cooperação com a comunidade profissional e trabalho em instituições carcerárias e de tratamento;
II – Comitê de Finanças – CF: encarregado da elaboração da política financeira da JUNAAB;
III – Comitê de Literatura – CL: encarregado da revisão de toda a literatura aprovada pela Conferência e do aconselhamento sobre a edição de títulos novos;
IV – Comitê de Assuntos da Conferência – CAC: funciona como secretaria da Conferência de Serviços Gerais e está especialmente encarregado de fazer com que ela aconteça;
V – Comitê de Publicações Periódicas – CPP: é o comitê editorial da Revista Vivência, JUNAAB Informa e BOB Mural;
VI – Comitê de Imagem, Som e Memória – CISM: encarregado de catalogar sistematicamente os arquivos do Escritório de Serviços Gerais para consulta da irmandade e editar material de áudio e vídeo;
VII – Comitê de Assuntos de Tecnologia de Informação – CATI: encarregado de todas as informações pertinentes à Internet;
VIII – Comitê Internacional – CI: manter a comunicação entre Alcoólicos Anônimos do Brasil, o GSO e as demais estruturas, com vistas a compartilhar experiências de serviços; exercer o apadrinhamento de estruturas que necessitem e queira ser apadrinhadas; promover e ajudar na manutenção da Unidade de A.A no mundo;
IX – Comitê Permanente do Manual de Serviço – CPMS: É o responsável pela revisão da estrutura de serviço contida no Manual de Serviço de A.A, e pela elaboração de Guias de A.A para orientação da Irmandade sobre os serviços locais;
X – Comitê de Nomeações – CN – atribuição a definir
XI – Comitê Executivo – CE – presta assessoramento no campo de política geral administrativa e opina sobre preenchimento de cargos. O Comitê Executivo é composto pelos membros da Diretoria Executiva, Coordenadores dos Comitês e Gerente Administrativo.
Em se tratando de órgãos de Assessoramento, cada Comitê deve ser formado, de preferência, por companheiros com conhecimento profissional nas áreas de atuação respectiva.
A preferência por esses companheiros profissionais não exclui, todavia, a participação de outros companheiros com reconhecida capacidade e disponibilidade para atuar de forma efetiva e proveitosa.
Os coordenadores dos Comitês de Assessoramento são de livre escolha da Junta de Custódios, não dependendo de consulta a outros órgãos, cabendo unicamente a ela estabelecer os critérios, o tempo de mandato e a oportunidade dessa escolha.

DIVISÃO REGIONAL DE A.A DO BRASIL (INSERIR)

A REUNIÃO DE SERVIÇO MUNDIAL

A Reunião de Serviço Mundial (denominada RSM) foi criada por sugestão de Bill W e iniciada em 1969. Realiza-se a cada dois anos, ora em Nova York – cidade sede do Serviço Mundial – ora em qualquer outra cidade do mundo, escolhida por consenso dentre os países participantes.
A RSM congrega Delegados de todos os países do mundo que tenham uma estrutura organizada de Serviço capaz de legitimar a sua representação como oriunda da “consciência coletiva” dos Grupos de cada nação.
Quando uma RSM acontece em Nova York, os Delegados têm a preciosa oportunidade de ficar conhecendo o Escritório de Serviços Gerais dos EUA/CANADA.
Além de se familiarizarem com a infra-estrutura do Serviço Mundial, podem sentir,intuitivamente, a aura que envolve as atividades de A.A, executadas no país de origem da Irmandade.
Toda RSM é patrocinada pela Junta de Serviços Gerais dos Estados Unidos e Canadá. Cada país participante colabora com uma cota de despesa nivelada estabelecida pela Reunião anterior. A cada Reunião, o plenário, por sugestão da Comissão de Finanças, decide um aumento da cota, de tal forma que, dentro de alguns anos, a RSM possa se tornar auto-suficiente, libertando-se da atual dependência financeira do ESG dos EUA/CANADA.
A RSM tem por objetivo principal unir A.A de todo o mundo e levar a mensagem a todos os recantos do planeta. O evento se processa através dos seguintes Comitês: Agenda, Comitê de Política/Admissões/Finanças, Literatura e Publicações, Trabalhando com os Outros, Instituições Correcionais, de Informação, de Instituições de Tratamento e de Assuntos Novos.
Desde 1976 o Brasil é representado, nesta reunião, pelos seus Delegados a RSM.

CUSTÓDIO ALCOOLICO NACIONAL DELEGADO À RSM

Dois são os Delegados em atividade e são eleitos pela Junta de Custódios alternadamente e homologados pela Conferencia de Serviços Gerais.
Atribuições:
a) Manter-se ativo no serviço da Irmandade, participando de alguma atividade específica, por iniciativa pessoal ou por convocação de Órgãos de Serviços;
b) Manter permanente contato com o ESG e JUNAAB;
c) Participar das reuniões da JUNAAB;
d) Preparar-se em todos os níveis para participar da RSM ou evento Internacional de A.A;
e) Coordenar as atividades do Comitê Internacional (CI) da JUNAAB.

O CONSELHO FISCAL DA JUNAAB

SUMÁRIO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS

COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO

O Conselho Fiscal da JUNAAB é composto de 03 (três) membros efetivos e 03 (três) suplentes, 01 (um) de cada Região da Estrutura de A.A. do Brasil, eleitos e empossados pela Conferência de Serviços Gerais, com mandato de 03 (três) anos, com renovação anual de 1/3 (um terço) dos seus membros, sem direito a reeleição. Os candidatos serão indicados pelas Regiões da Estrutura de A.A. do Brasil. A legislação recomenda que o Estatuto Social discipline a forma de funcionamento, que poderá ser de caráter permanente ou apenas nos exercícios sociais. O Conselho Fiscal se reúne periodicamente e a respectiva função é indelegável

REQUISITOS E IMPEDIMENTOS

Membro de A.A com sobriedade e participação contínua de 05 (cinco) anos e que de preferência
possua experiência nas áreas de tesouraria e contabilidade. Não se aplica aos princípios da Irmandade de Alcoólicos Anônimos, mas é conveniente salientar que a Lei 6404/76 considera inelegíveis para o exercício das funções pessoas condenadas por crime falimentar, de prevaricação, suborno, crimes contra a economia popular, a fé pública ou a propriedade entre outros.

ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIA

O Conselho Fiscal é o órgão encarregado de fiscalização dos atos praticados pelos membros da
Administração dos organismos de serviços no exercício de seus encargos. A sua competência e
atuação são bastante amplas e não se restringe apenas à revisão periódica das contas ou de alguns atos da administração. Tem sido adotado no Estatuto de algumas empresas o funcionamento permanente dos Conselhos Fiscais. Os poderes conferidos por Lei ao Conselho Fiscal não podem ser outorgados a outro órgão da empresa. As atribuições e competências que define as tarefas a serem exercidas obrigatoriamente cabem ao Conselho Fiscal:
a) Fiscalizar os atos administrativos dos dirigentes dos órgãos de serviços e verificar o cumprimento dos deveres legais e do Estatuto Social;
b) Opinar sobre os relatórios da administração, fazendo constar do seu parecer às informações
complementares que julgar necessárias ou úteis à deliberação das Assembléias Gerais;
c) Comunicar aos órgãos de administração e, se estes não tomarem providências necessárias, à Assembléia Geral, os erros, fraudes ou crimes que descobrirem, e sugerir as providências indispensáveis;
d) Convocar a Assembléia Geral sempre que órgãos da Administração retardar por mais de um mês essa convocação, e sempre que ocorrerem motivos graves e urgentes, incluindo na agenda das Assembléias as matérias que considerarem necessárias;
e) Analisar, mensalmente, o balancete e demais demonstrações financeiras elaboradas periodicamente pela Administração;
f) Examinar as Demonstrações financeiras do exercício social e sobre elas opinar;
g) Exercer essas atribuições, em caso de liquidação ou encerramento das atividades, tendo em vista as disposições contidas na Lei 6404/76;
h) Solicitar, através de qualquer um de seus membros, esclarecimentos ou informações sobre as atividades da empresa, como também a elaboração de demonstrações financeiras ou contábeis especiais;
i) enviar cópia de seus pareceres aos Delegados de Área.

Os órgãos de administração são obrigados, através de comunicação por escrito, a colocarem à disposição do Conselho Fiscal, dentro de 10 (dez) dias cópia das atas de suas reuniões e, dentro do prazo de 15 (quinze) dias do seu recebimento, cópias dos balancetes e dos relatórios da execução do orçamento econômico-financeiro.

OS DOZE CONCEITOS

1. A responsabilidade final e a autoridade suprema pelo Serviço Mundial de A.A deveriam sempre recair na consciência coletiva de toda a nossa Irmandade.

2. Quando, em 1955, os Grupos de A.A confirmaram a permanente Ata de Constituição da sua Conferência de Serviços Gerais, eles, automaticamente, delegaram à Conferência completa autoridade para a manutenção ativa dos nosso Serviço Mundial e assim tornaram a Conferência – com exceção de qualquer mudança nas Doze Tradições ou no Artigo 12 da Ata de Constituição da Conferência – a verdadeira voz e a consciência efetiva de toda a nossa Sociedade.

3. Como um meio tradicional de criar e manter uma relação de trabalho claramente definida entre os Grupos, a Conferência, a Junta de Serviços Gerais de A.A e as suas diversas corporações de serviços, quadros de funcionários, comitês e executivos, assim assegurando as suas lideranças efetivas, é aqui sugerido que dotemos cada um desses elementos do Serviço Mundial com um tradicional “Direito de Decisão”.

4. Através da estrutura da nossa Conferência, deveríamos manter em todos os níveis de responsabilidade um tradicional “Direito de Participação”, tomando cuidado para que a cada setor ou Grupo de nossos servidores mundiais seja concedido um voto representativo em proporção correspondente à responsabilidade que cada um deve ter.
5. Através de nossa estrutura de Serviço Mundial, deveria prevalecer um tradicional “Direito de Apelação”, assim nos assegurando de que a opinião da minoria seja ouvida e de que as petições para a reparação de queixas pessoais sejam cuidadosamente consideradas.

6. Em benefício de A.A como um todo, a nossa Conferência de Serviços Gerais, tem a principal responsabilidade de manter os nosso Serviço Mundial e, tradicionalmente, tem a decisão final nos grandes assuntos de finanças e de normas de procedimento em geral. Mas a Conferência também reconhece que a principal iniciativa e a responsabilidade ativa, na maioria desses assuntos, deveria ser exercida principalmente pelos Custódios, membros da Conferência, quando eles atuam entre si como Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.

7. A Conferência reconhece que a Ata de Constituição e o Estatuto da Junta de Serviços Gerais são instrumentos legais e que os Custódios têm plenos poderes para administrar e conduzir todos os assuntos do Serviço Mundial de Alcoólicos Anônimos. Além do mais, é entendido que a Ata de Constituição da Conferência não é por si só um documento legal, mas pelo contrário, ela depende da força da tradição e do poder da bolsa de A.A para efetivar a sua finalidade.

8. Os Custódios da Junta de Serviços Gerais atuam em duas atividades principais: (a) com relação aos amplos assuntos de normas de procedimentos e finanças em geral, eles são os principais planejadores e administradores. Eles e os seus principais Comitês dirigem diretamente esses assuntos; (b) mas com relação aos nossos serviços, constantemente ativos e incorporados separadamente, a relação dos Custódios é principalmente aquela de direito de propriedade total e de supervisão de custódia que exercem através de sua capacidade de eleger todos os diretores dessas entidades.
9. Bons líderes de serviços, bem como métodos sólidos e adequados para a sua escolha, são em todos os níveis indispensáveis para o nosso funcionamento e segurança no futuro. A liderança principal do Serviço Mundial, exercida pelos fundadores de A.A, deve, necessariamente, ser assumida pelos Custódios da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.

10. Toda a responsabilidade de serviço deveria corresponder a uma autoridade de serviço equivalente – a extensão de tal autoridade ser sempre bem definida seja por tradição, por resolução, por descrição específica de função ou por atas de constituição e Estatuto adequados.

11. Enquanto os Custódios tiverem a responsabilidade final pela administração do Serviço Mundial de A.A, eles deverão ter sempre a melhor assistência possível dos comitês permanentes, diretores de serviços incorporados, executivos e quadro de funcionários e consultores. Portanto, a composição desses comitês subordinados e juntas de serviços, as qualificações pessoais dos seus membros, o modo como são introduzidos dentro do serviço, os seus sistemas de revezamento, a maneira como eles são relacionados uns com os outros, os direitos e deveres especiais dos nossos executivos, quadros de funcionários e consultores, bem como uma base própria para a remuneração desses trabalhadores especiais, serão sempre assuntos para muita atenção e cuidado.

12. As Garantias Gerais da Conferência: em todos os seus procedimentos, a Conferência de Serviços Gerais observará o espírito das Tradições de A.A, tomando muito cuidado para que a Conferência nunca se torne sede de riqueza ou poder perigosos; que suficientes fundos para as operações mais uma ampla reserva sejam o seu prudente princípio financeiro; que nenhum dos membros da Conferência nunca seja colocado em posição de autoridade absoluta sobre qualquer um dos outros; que todas as decisões importantes sejam tomadas através de discussão, votação e, sempre que possível, por substancial unanimidade; que nenhuma ação da Conferência seja jamais pessoalmente punitiva ou uma incitação à controvérsia pública; que, embora a Conferência preste serviço a Alcoólicos Anônimos, ela nunca desempenhe qualquer ato de governo e que, da mesma forma que a Sociedade de Alcoólicos Anônimos a que serve, a Conferência permaneça sempre democrática em pensamento e ação.

***INSERIR NA SEQUENCIA OS DOZE CONCEITOS NA FORMA LARGA***

ATA DE CONSTITUIÇÃO DA CONFERENCIA DE SERVIÇOSGERAIS DE ALCOOLICOS ANONIMOS (ESTADOS UNIDOS E CANADA)

1.Propósito:
A Conferência de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos é guardiã do Serviço Mundial e das Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos. A Conferência será unicamente um corpo de serviço; nunca um governo para Alcoólicos Anônimos.

2. Composição:
A Conferência (Estados Unidos e Canadá) será composta pelos Delegados de Área, Custódios da Junta de Serviços Gerais, Diretores do Serviço Mundial de A.A, e do A.A. Grapevine e pelos Membros do Quadro de Funcionários do Grapevine e do Escritório de Serviços Gerais.
Outras seções da Conferência podem, às vezes, ser criadas no estrangeiro, se for necessário, por razoes geográficas ou de idioma. A Seção dos Estados Unidos e Canadá da Conferência de Serviços Gerais se tornará, então, a Seção Sênior, relacionada às outras seções por vínculos de consulta mútua e de intercâmbio de Delegados.
Nenhuma seção da Conferência jamais será colocada em posição de autoridade sobre a outra. Toda ação conjunta será tomada somente com base numa votação de dois terços dos votos das seções, agrupadas. Dentro de seus limites, cada Conferência deve ser autônoma. Somente assuntos que afetem seriamente as necessidades de A.A, a nível mundial, serão objetos de consideração conjunta.

3. A Relação da Conferência com A.A:
A Conferência atuará por A.A na perpetuação e orientação de seus serviços mundiais e será também o veículo pelo qual o movimento de A.A. poderá expressar seus pontos de vista sobre todos os assuntos vitais de normas de procedimento de A.A. e todos os perigosos desvios das Tradições de A.A. Os Delegados deveriam ser livres para votar de acordo com os ditames de sua consciência; deveriam também ter liberdade para decidir quais os assuntos a serem debatidos, a nível de Grupo, para informação, discussão ou como instrumento direto deles. Porém, não poderão efetuar nenhuma mudança no Artigo 12 da Ata de Constituição, nas Doze Tradições de A.A. sem o consentimento por escrito de três quartos dos Grupos de A.A., como é explicado na Resolução adotada pela Conferência e pela Convenção de 1955, em St. Louis.

4. Relação da Conferência com a Junta de Serviços Gerais e seus Serviços Incorporados:
A Conferência substituirá os fundadores de Alcoólicos Anônimos, os quais anteriormente funcionaram como guias e conselheiros da Junta de Serviços Gerais e seus respectivos serviços incorporados. Espera-se da Conferência que ela sirva como um símbolo de confiança nas diversas correntes de opiniões de A.A
Para efetivamente continuar com esse propósito, ficará entendido que, por uma questão de tradição, dois terços dos votos do quorum da Conferência serão considerados obrigatórios para a Junta de Serviços Gerais e seus respectivos serviços incorporados. Um quorum consistirá de dois terços de todos os membros inscritos na Conferência.
Mas nenhuma votação deveria aniquilar os direitos legais da Junta de Serviços Gerais e das corporações de serviço para conduzir os negócios de rotina e ordinariamente fazer contratos em relação a eles.
Isso será entendido que, por uma questão de tradição, apesar das prerrogativas legais da Junta de Serviços Gerais, dois terços dos votos dos membros da Conferência possam efetuar uma reorganização da Junta de Serviços Gerais, dos diretores e dos membros do quadro de funcionários de seus serviços incorporados, se ou quando tal reorganização for julgada essencial.
Baseada nisso, a Conferência pode fazer demissões, nomear novos Custódios e tomar qualquer outra medida necessária, não levando em conta as prerrogativas legais da Junta de Serviços Gerais.

5. Assembléias de Área – Composição:
As Assembléias, designadas como Assembléias de Área, são compostas por Representantes de Serviços Gerais eleitos de todos os Grupos de A.A, Membros de Comitês de Distrito e servidores do Comitê de Área, que desejam participar em cada uma das Áreas representadas dos Estados Unidos e Canadá. Cada Área terá direito a uma Assembléia, porém nas Áreas de grande população de A.A e/ou cuja geografia apresente problemas de comunicação, poderão ser realizadas Assembléias adicionais, conforme estipulado no “Manual de Serviços Gerais de A.A” ou em qualquer reforma futura do mesmo.

6. Assembléias de Área – Propósito:
As Assembléias de Área são convocadas de dois em dois anos para eleger os membros do Comitê de Área, dentre os quais são eleitos os Delegados para a Conferência de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.
Tais Assembléias de Área versam exclusivamente sobre assuntos de Serviço Mundial de Alcoólicos Anônimos.

7. Assembléias de Área – Método para eleger Membros de Comitê e Delegados:
Sempre que possível, os Membros de Comitê são eleitos por votação escrita, sem assinatura do votante. Os Delegados são escolhidos dentre os membros do mencionado Comitê, pelo processo de dois terços de votos escritos ou por sorteio, como estipula o “Manual de Serviços Gerais de A.A”.

8. Assembléias de Área – Mandatos dos cargos de Representantes de Serviços Gerais, de Membros de Comitê e de Delegados:
A menos que seja decidido de outra forma pela Conferência, esses mandatos deverão ter a duração de dois anos. Aproximadamente na metade das Áreas, as Assembléias para eleições serão realizadas nos anos pares; as demais Assembléias farão suas eleições nos anos ímpares, criando assim os painéis revezados da Conferência, como descrito posteriormente no “Manual de Serviços Gerais de A.A”.

9. Reuniões da Conferência de Serviços Gerais:
A Conferência será realizada anualmente na cidade de Nova York, a menos que se determine de outra maneira. Em caso de grande emergência, poderão ser convocadas reuniões extraordinárias. A Conferência pode também dar pareceres e consultas, em qualquer tempo, por carta ou por telefone, ajudando a Junta de Serviços Gerais ou seus respectivos serviços

10. A Junta de Serviços Gerais – Composição, jurisdição, responsabilidades:
A Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos será um quadro de Custódios, composto por alcoólicos e não alcoólicos, os quais elegem seus próprios sucessores, sendo que essas escolhas, no entanto, estão sujeitas à aprovação da Conferência ou de um comitê dela. Os candidatos a Custódio Regional alcoólicos são, entretanto, selecionados primeiro pelas Áreas da região. Daí, na Conferência de Serviços Gerais, os votantes são os Delegados da região envolvida mais um número igual de votantes, uma metade que vem do Comitê dos Custódios da Conferência e outra metade que vem do Comitê de Nomeações dos Custódios – que fazem a seleção da pessoa indicada por dois terços dos votos, por escrito ou por sorteio. Essa pessoa indicada é, então, eleita para a Junta de Serviços Gerais, sendo os Custódios obrigados a fazer dessa forma, por tradição. Para os Custódios (trustees-at-large) dos Estados Unidos e Canadá, a Junta pode especificar certos assuntos de serviço ou qualificações profissionais. O procedimento é o seguinte: cada Área da Conferência pode selecionar um candidato, ou duas ou mais Áreas podem, juntas, propor um único candidato, pelo procedimento do Terceiro Legado. Os currículos de todos os candidatos serão revisados para elegibilidade pelo Comitê de Nomeações dos Custódios. Na Conferência de Serviços Gerais, os Delegados de cada região farão uma reunião antes da nomeação, usando o procedimento do Terceiro Legado para reduzir o número de candidatos a um para cada região dos Estados Unidos e dois para cada região do Canadá. Um máximo de seis candidatos a Custódios (trustees-at-large) dos Estados Unidos e um máximo de quatro candidatos a Custódios (trustees-at-large) do Canadá serão apresentados aos membros votantes da Conferência para nomeação. Os membros votantes da Conferência serão todos os Delegados dos países que nomeiam (Estados Unidos e Canadá) e todos os membros do Comitê de Nomeações dos Custódios. Essas pessoas indicadas são, então, eleitas para a Junta de Serviços Gerais, sendo os Custódios obrigados a fazer dessa forma, por tradição.
A Junta de Serviços Gerais é a principal unidade de serviço da Conferência e tem caráter essencialmente de proteção. Exceto para decisões sobre assuntos de normas de procedimento, finanças ou Tradições de A.A, sujeitas a afetar seriamente A.A como um todo, a Junta de Serviços Gerais tem completa liberdade de ação na direção rotineira das normas de procedimento e assuntos de negócios das corporações de serviço de A.A e pode nomear comitês adequados, eleger diretores para suas entidades subordinadas de serviços, a fim de atingir esse propósito.
A Junta de Serviços Gerais é, sobretudo, responsável pela integridade financeira e normas de procedimento de seus serviços subordinados: A.A World Services, Inc., A.A. Grapevine, Inc., bem como de outras corporações de serviço que a Conferência possa querer formar, mas nada comprometerá o direito do Editor do Grapevine de aceitar ou recusar material para sua publicação. A Ata de Constituição e o Estatuto da Junta de Serviços Gerais, bem como quaisquer emendas neles, deveriam sempre estar sujeitos à aprovação da Conferência de Serviços Gerais, mediante dois terços dos votos de todos os seus membros. Exceto numa grande emergência, nem a Junta de Serviços Gerais, nem qualquer um de seus respectivos serviços deveria jamais tomar uma decisão que pudesse afetar grandemente A.A como um todo, sem prévia consulta à Conferência. Não obstante, fica entendido que a Junta, em cada caso, reservará a si o direito de decidir quais de suas ações ou decisões precisarão da aprovação da Conferência.

11. A Conferência de Serviços Gerais – Procedimentos Gerais:
A Conferência ouvirá os relatórios das finanças e das normas e procedimentos da Junta de Serviços Gerais e de seus respectivos serviços incorporados. A Conferência examinará, com os Delegados de Área, Custódios, Diretores e membros do quadro de funcionários, todos os assuntos apresentados e que afetem A.A como um todo. Promoverá debates, nomeará Comitês que se tornarem necessários e aprovará as resoluções adequadas para consulta ou direção da Junta de Serviços Gerais e seus respectivos serviços.
A Conferência pode, também, discutir e recomendar ações que achar apropriadas, com respeito a sérios desvios das Tradições de A.A ou o perigoso mau uso do nome “Alcoólicos Anônimos”.
A Conferência pode redigir qualquer regulamento que venha a ser necessário, bem como nomear seus próprios servidores e Comitês, por método de sua própria escolha.
Ao final de cada Conferência anual, será redigido um relatório completo de seus procedimentos, para ser fornecido a todos os Delegados e membros de Comitê e também um resumo desse relatório será enviado aos Grupos de A.A de todo o país.

12. Garantias Gerais da Conferência:
Em todos os seus procedimentos, a Conferência de Serviços Gerais observará o espírito das Tradições de A.A, tomando muito cuidado para que a Conferência nunca se torne sede de riqueza ou poder perigosos; que suficientes fundos para as operações mais uma ampla reserva sejam o seu prudente princípio financeiro; que nenhum dos membros da Conferência nunca seja colocado em posição de autoridade absoluta sobre qualquer um dos outros; que todas as decisões importantes sejam tomadas através de discussão, votação e, sempre que possível, por substancial unanimidade; que nenhuma ação da Conferência seja jamais pessoalmente punitiva ou uma incitação à controvérsia pública; que, embora a Conferência preste serviço a Alcoólicos Anônimos, ela nunca desempenhe qualquer ato de governo e que, da mesma forma que a sociedade de Alcoólicos Anônimos a que serve, a Conferência permaneça sempre democrática em pensamento e ação. (Por unanimidade adotada pela Conferência de 1955, essa Ata de Constituição foi atualizada pelas Conferências de 1968, 1969, 1970, 1971, 1974, 1978, 1979 e 1986.)

” SUGESTÃO PARA INVENTÁRIO DE GRUPO ”

(VOCÊ PODERIA NOS ENVIAR AS SUAS RESPOSTAS POR E-MAIL)

– Você vem ao Grupo diariamente?
Sim ( ) Não ( ) (apenas _____________ vez(es) por semana).

– Sublinhe as Reuniões que você freqüenta:
Aberta / Apadrinhamento em Serviço / Conceitos / Depoimento Fechada Livro Azul / Literatura / Novos / Orador / Passos / Passos para Novos / Revisão de Passos / Temática / Tradições

– Você está satisfeito com as reuniões que o Grupo oferece?Sim ( ) Mais ou menos ( ) Não ( )

– Você participa da Reunião de Serviço/Consciência Coletiva? Sim ( ) Não ( )

– Você já participou de pelo menos uma Reunião do CTO? Sim ( ) Não ( )

– Você sabe o que é o Distrito? Sim ( ) Não ( )

– Você sabe o que quer dizer MI? Sim ( ) Não ( )

– Você tem noção do que é a Assembléia de Área? Sim ( ) Não ( )

– Sublinhe o(s) serviço(s) que você presta / já prestou aqui no Grupo:
Abertura, Café e Limpeza do Grupo / Coordenação / Plantão Você presta/já prestou outro(s) serviço(s) aqui no Grupo? Sim ( ) Não ( )

– Qual a periodicidade que você costuma se oferecer para prestar serviço aqui no Grupo?
Sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca ( )

– Você já foi ao ESL – Escritório de Serviços Locais? Sim ( ) Não ( )

– Você sabia que nós temos uma videoteca no ESL? Sim ( ) Não ( )

– Sublinhe, caso você tenha: madrinha / padrinho

– Você tem afilhado(s)? Sim ( ) Não ( )
– Você sabe a diferença entre o apadrinhamento pessoal e o apadrinhamento em serviço?
Sim ( ) Não ( )

– Você, realmente, já leu algum livro de A.A.? Sim ( ) Não ( )

– Você tem assinatura da Revista Vivência? Sim ( ) Não ( )

– Você fez a inscrição da Convenção? Sim ( ) Não ( )

– Você comprou o Relatório Anual da Conferência? Sim ( ) Não ( )

– Você sabe o que é o Relatório Anual?

– Você já assistiu alguma Reunião Temática aqui no Grupo? Sim ( ) Não ( )

– Você já acompanhou algum Ciclo aqui no Grupo? Sim ( ) Não ( )

– Você contribui, de acordo com as suas possibilidades, com a Sétima Tradição?
Sim ( ) Às vezes ( ) Não ( )

– Você já ouviu falar no ESG? Sim ( ) Não ( )

– Você sabe para que existem os Organismos de Serviços?

– Você sabe o porquê que os Organismos de Serviço (ESL / Comitê de Área / ESG) dependem das contribuições dos Grupos para existirem? Sim ( ) Não ( )

– Você freqüenta outro(s) Grupo(s) de A.A.? Sim ( ) Não ( )

– Caso a sua resposta tenha sido SIM, qual / quais Grupos?
Grupo ____________ _____, Grupo ____________ _________ _ e Grupo ____________ ____.

– Qual a periodicidade ideal para o nosso “INVENTÁRIO”? Anual ( ) Semestral ( )

” O INVENTARIO DO GRUPO ”

APRESENTAÇÃO: Sou igual a vocês, não vim ensinar, mas trocar com vocês as experiências que aprendi em todos os anos que convivi, com companheiros e companheiras de AA, no Grupo, e em diversos setores de A. A. Se alguma coisa eu falar, que desgoste a algum de vocês, não liguem, eu não vim dizer o que você tem que fazer e sim o que a maioria faz, pôr ter entendido que isso é o melhor, mesmo que desagrade a alguns.
Ninguém está em A. A. para agradar ou desagradar companheiros (as), mas sim para ficar sóbrio e servir a AA, para fazer o melhor para que A. A. permaneça para sempre, e para isso o melhor é amar nossos irmãos, compreendê-los, tolerá-los, perdoá-los e ajudá-los em sua trajetória nesta vida, mesmo que discordemos de suas atitudes. Posso até detestar as atitudes de alguém, mas devo amá-lo mesmo assim, pois somos irmãos/as, estamos na mesma nave e dependemos um do outro para sobreviver.

VEJAMOS O INVENTÁRIO:

O grupo e o indivíduo. O indivíduo, os conflitos e a paz. O Grupo é um conjunto de indivíduos que dele fazem parte, não é composto só dos que prestam serviços, portanto o que é feito ou não, é da responsabilidade de todos. Ao melhorarmos o comportamento individual melhoramos o grupo, ao diminuirmos os conflitos internos de cada um de nós, geramos a paz em nosso o grupo. Ninguém pode melhorar o comportamento do outro, mas sim o seu próprio, e isto já é difícil, é preciso querer modificar-se, é necessário programar-se para isso e agir. A diferença entre o ideal e a ação que transforma é enorme. Cada um dos problemas maiores que estão diante de nós foi provocado por um comportamento humano nosso. A boa notícia é que nosso comportamento é a causa, nós temos o poder de modificá-lo! Existem ações que cada um de nós pode realizar dentro de si mesmo, para iniciar uma cadeia de conseqüências específicas e positivas no seu grupo, no seu distrito, na sua área e no A. A. como um todo. O único limite para o impacto que causamos é a nossa imaginação e o nosso compromisso com AA. Pensemos bem nisso, AA é maior de que qualquer um de nós e de que qualquer uma parcela de nós, AA é para todos seus membros, e todos devem ser ouvidos e considerados, não há os mais sábios, nem os melhores, mas a consciência coletiva, à qual todos devemos render-nos humildemente. Em A. A. não deve prevalecer os gostos, usos e preferências pessoais, seus princípios são a nossa única salvação, quer seja na Recuperação, na Convivência e nos Serviços.

Vejamos então sob o ponto de vista individual e coletivo:

1 – Qual o propósito básico do Grupo?
2 – O que mais poderá ser feito para transmitir a mensagem?
3 – Estamos alcançando o número suficiente de alcoólicos (as)?
4 – Que mensagens temos dado aos diversos setores da sociedade?
5 – Estamos atingindo todas as camadas sociais?
6 – Os companheiros (as) têm permanecido entre nós?
7 – Nosso apadrinhamento na recuperação e no serviço é eficiente?
8 – As nossas salas de reuniões são agradáveis, ou tem sempre alguém contestando algo?
9 – Esclarecemos o suficiente, sobre a necessidade de prestarmos serviços?
10 – A todos (as) é permitido participar das atividades do grupo?
11 – Os servidores (as) são escolhidos (as) com cuidado e responsabilidade?
12 – 0 grupo cumpre a sua parte referente aos órgãos de serviço?
13 – Damos a todos (as) informações sobre Recuperação, Unidade e Serviços?
14 – Sou saudável? Será que somo, ao invés de dividir?
15 – Critico companheiros (as) ou grupos em depoimentos de recuperação?
16 – Sou pacificador (ra) ou provocador (ra) de discussões estéreis?
17 – Gosto de comparar meu grupo com os demais da cidade?
18 – Considero inferiores certas atividades em AA?
19 – Estou bem informado sobre AA como um todo, para discutir esses assuntos?
20 – Pareço bonzinho (boazinha), mas secretamente faço conluios e ajo com rancor e hostilidade em grupinhos fora de A. A.?
21 – Procuro conhecer a afundo, o programa de AA, para usá-lo e transmiti-lo?
22 – Compartilho nos momentos bons e difíceis do grupo e da Irmandade?
23 – Vivo criticando líderes, serviços, e centrais sem auxiliá-los?
24 – Procuro elogios pelas minhas idéias e ações, e destaco meu trabalho dizendo que quando eu era responsável por um serviço tudo era melhor?
25 – Sou aberto (a) para aceitar as deliberações do grupo? Trabalho com boa vontade, mesmo que as decisões sejam contra o que penso?
26 – Mesmo antigo (a) ainda faço tarefas simples nos grupos?
27 – Não participo pôr desconhecer os assuntos de AA?
28 – Julgo a possibilidade de recuperação dos novatos (as)?
29 – Acho que alguns (umas) companheiros (as), não deveriam vir ao meu grupo?
30 – Costumo julgar o ingressante como sincero ou hipócrita?
31 – Tenho preconceito de qualquer tipo, a meus companheiros (as)?
32 – Impressiono- me com pessoas consideradas importantes?
33 – Não dou importância às pessoas que eu considero inferiores?
34 – Abordo com a mesma boa vontade, um companheiro (a) sujo (a) e uma companheiro (a) novo (a) e bonito (a), sendo eu mulher ou homem respectivamente?
35 – Como trato o anonimato do outro, com os amigos e na minha família?
36 – Como ajo com a lei do sigilo? Com o que ouço dos desabafos de companheiros (as)? No grupo? Na rua? Em casa?
37 – Sabendo que somos emocionalmente infantis e cheios de mania de grandeza, procuro o autoconhecimento para modificar-me, ou só julgo os outros?
38 – Sei hoje, de que muitos de meus defeitos de caráter são inconscientes?
39 – Procuro métodos, para eliminar meus defeitos de caráter, além das ferramentas de AA, sem trazê-los para dentro de A. A.?
40 – Continuo entendendo que eu sei como é melhor para AA e meus companheiros (as), do que a Consciência Coletiva do Grupo?
41 – Procuro em meus depoimentos, limitar-me ao tempo concedido, ou sou indisciplinado?
42 – Deixo de dar minha experiência, ou sempre pulo na frente para falar?
43 – Tenho falado só do meu progresso material, ou falo preferencialmente de meu crescimento espiritual e autodomínio emocional?
44 – Continuo dizendo que em AA tudo é de graça, ou digo que somos responsáveis pelas nossas despesas e manutenção dos órgãos de serviços, e de nosso Grupo?
45 – Digo que em AA é proibido proibir, ao invés de dizer que em AA temos uma liberdade responsável, como A. A. nos ensina?
46 – Sei que sem o uso das tradições, A. A. correrá perigo no futuro, ou desprezo essa verdade?
47 – Observadas as tradições e os passos, insisto dizendo que são poucas as maneiras de proceder em AA?
48 – Meu grupo sempre considera o bem estar de todo A. A.?
49 – Considero todos os companheiros (as) ou excluo alguns como indesejável, ou até desejo atenção especial para assuntos meus particulares?
50 – Para os que sabem que sou um A. A. sou um bom exemplo em minha vida particular?
51 – Preocupo-me em saber o que devo dizer ao recém chegado (a)? Como trato o que já é companheiro (a), tenho atenção para com todos?
52 – Gosto de homenagem e elogio, ou faço homenagem e elogio a companheiro (a) vivo ou morto (a)?
53 – Faço observações maldosas sobre o comportamento dos companheiros (as)?
54 – Critico os companheiros que querem estudar os princípios de AA, e falar sobre eles?
55 – Já me perguntei, porque só quero reuniões de depoimentos, e só gosto de falar sobre minha época de bebedeira? Não tenho nada de reformulação para contar?
56 – Já me dei conta que o plano de 24 h. é só para parar de beber, mas que para permanecer abstêmio e ser feliz preciso praticar os doze passos, as doze tradições e entrar nos serviços?
57 – Já me dei conta que faço parte do todo e que sem um, ou com a ausência de alguém, o todo estará incompleto?
58 – Entendi que A. A. não nos obriga a nada, mas que devo obrigar-me a participar dos serviços de AA, e a contribuir com dinheiro tão logo possa, pôr gratidão?
59 – Já pensei que se não consigo amar a todos, muito e sempre, pelo menos posso não ter reserva ou raiva de ninguém?
60 – Tenho ajudado na divulgação efetiva de AA? Preparei-me para isso?
61 – Uso o nome de A. A. para obter desconto, emprego, transporte publico, etc.?
62 – Participo das reuniões de serviço para cooperar, ou para ser do contra e derrotar alguém? Ou sequer participo das mesmas?
63 – Culpo o grupo pôr tudo, ou ajudo o mesmo no que posso? Entendo que a verdade se divida em cada mente, e que cada um tem a sua visão do certo?
64 – Preocupo-me com a origem da sugestão para considerá-la; ou se ela é boa ou não para AA? Dou atenção a quem não participa do grupo, para trazer seus questionamentos pessoais e particulares para o grupo?
65 – Não faça tudo dizendo que ninguém o faz, estimule humildemente que outros façam alguma coisa, não diga também que ninguém o deixa fazer, faça humildemente alguma coisa.
66 – Você é livre, mas coopere, participe, não espera convite, não seja indiferente com seus irmãos.
67 – Procure ser sintético quando falar, treine para isso, você falará menos, dirá mais coisas e outros poderão falar também.
68 – Não critique quem fala bem, nem quem fala mal, quem não fala, ou quem fala demais, deixe cada um ser como é, e dar-se conta, se estiver errado. (Se o fizer, faça-o direta e particularmente, ou nas reuniões de serviço se o grupo estiver sendo prejudicado) .
69 – Não tenha vergonha de ser entusiasta com A. A. e mostrar calor humano.
70 – Não precisa concordar com as opiniões alheias, mas nem detestar-lhes pôr pensarem diferente.
71 – Não prejudique o grupo, seja parte da solução, participe.
72 – Não procure companheiros (as) errados (as), e sim acertos.
73 – A consciência coletiva só se manifesta após exaustivas discussões, em várias reuniões, sempre à luz dos princípios de AA, para que a votação atinja substancial unanimidade, colaboro para isso.
74 – Lembro-me que os antigos (as) também são doentes?
75 – Sei que a recuperação sem os passos não traz unidade, nem paz?
76 – Sei que Unidade sem Tradições produzem Serviços deficientes?
77 – Contribuo com gratidão, para a mensagem atingir outros doentes?
78 – Se todos fossem como eu, como seria o AA hoje?

Pense nisso. Como numa empresa, que passa a utilizar um programa de qualidade, não basta uma exposição por outra empresa especializada desse processo moderno; é necessário impregnar seus servidores desses princípios, com atividades permanentes no sentido de tirar velhos hábitos, e introduzir novos em seus servidores e membros. Em A.A. esse processo não é diferente, o que muda é que temos orientação definida, os Três Legados de nossa Irmandade, e para aplicá-los com acerto, é necessário dedicação, debates, estudos e troca de experiências permanentemente, tendo como norte esses mesmos Legados. Em A.A. isso não é diferente, a mudança exige esforço contínuo, não devemos ficar no sonho, é necessária a ação, e sempre a Consciência Coletiva é nosso Mestre.

VAMOS PARTICIPAR
VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL PELO SEU GRUPO BASE.

” INVENTARIO III ”

( Do Livro Os Doze Passos e as Doze Tradições )

Os Oitavo e Nono Passos se preocupam com as relações pessoais. Primeiro olhamos para o passado e tentamos descobrir onde erramos; então, fazemos uma enérgica tentativa de reparar os danos que tenhamos causado; e, em terceiro lugar, havendo dessa forma limpado o entulho do passado, consideramos de que modo, com o novo conhecimento de nós mesmos, poderemos desenvolver as melhores relações possíveis com todas as pessoas que conhecemos. (pág.69)
…Aprender a viver em paz, companheirismo e fraternidade com qualquer homem e mulher, é uma aventura comovente e fascinante. Todo AA. acabou descobrindo que pouco pode progredir nesta nova aventura de viver sem antes voltar atrás e fazer, realmente, um exame acurado e impiedoso dos destroços humanos que porventura tenha deixado em seu passado. Até certo ponto, tal exame já foi feito quando fez o inventário moral, mas agora chegou a hora em que deveria redobrar seus esforços para ver quantas pessoas feriu e de que forma. Esta reabertura das feridas emocionais, algumas velhas, outras talvez esquecidas e ainda outras, sangrentas e dolorosas, dará a impressão, à primeira vista, de ser uma operação desnecessária e sem propósito. Mas se for reiniciada com boa vontade, então as grandes vantagens de assim proceder vão se revelando tão rapidamente que a dor irá diminuindo à medida que os obstáculos, um a um, forem desaparecendo.
Tais obstáculos, contudo, são muito reais. O primeiro e um dos mais difícieis, diz respeito ao perdão. Desde o momento em que examinamos um desentendimento com outra pessoa, nossas emoções se colocam na defensiva. Evitando encarar as ofensas que temos dirigido ao outro, costumamos salientar, com ressentimento, as afrontas que ele nos tem feito. Isto acontece especialmente quando ele, de fato, tenha se comportado mal. Triunfalmente nos agarramos à sua má conduta como a desculpa perfeita para minimizar ou esquecer a nossa. (págs. 69, 70).
Embora em alguns casos não possamos fazer reparação alguma, e em outros o adiamento da ação seja preferível, deveríamos, contudo, fazer um exame acurado, real e exaustivo da maneira pela qual nossa vida passada afetou as outras pessoas. Em muitas instancias descobrimos que, mesmo que o dano causado aos outros não tenha sido grande, o dano emocional que causamos a nós mesmos foi enorme. Embora, às vezes, totalmente esquecidos, os conflitos emocionais que nos prejudicaram se ocultam e permanecem, em lugar profundo, abaixo do nível da consciência.
Essas ocorrências podem realmente ter distorcido, de forma violenta, nossas emoções que, desde então, passaram a descolorar a nossa personalidade e alterar a nossa vida para pior.
Ainda que seja da maior importância o propósito de fazer reparação aos outros, é igualmente necessário que tiremos de um exame de nossas relações pessoais todas as informações possíveis sobre nós e nossas dificuldades fundamentais. Em vista de que nossas relações deficientes com outros seres humanos quase sempre foram às causas imediatas de nossas mágoas, inclusive de nosso alcoolismo, nenhum campo de investigação poderia render resultados mais satisfatórios e valiosos como este. A reflexão calma e ponderada sobre nossas relações pessoais pode aprofundar nosso conhecimento. Podemos ir muito além daquelas coisas superficiais que estavam erradas em nós, até ver essas falhas que eram básicas, falhas que, às vezes, eram responsáveis pela formação de nossa vida toda. A minuciosidade, descobrimos, nos recompensará – e nos recompensará bem.
Poderíamos então perguntar a nós mesmos: O que queremos dizer quando falamos que “prejudicamos” outras pessoas? Que tipo de “danos” se fazem a outras pessoas afinal? Para definir a palavra “dano” de maneira prática, poderíamos dizer que é o resultado de choque entre instintos, que causam prejuízos físicos, mentais, emocionais ou espirituais a outras pessoas. Se estamos constantemente mal humorados, despertaremos a ira nos outros, se mentimos ou defraudamos, privamos os outros não somente de bens materiais, mas de sua segurança emocional e paz de espírito. Na realidade, nós os convidamos para se tornarem desdenhosos e vingativos. Se nossa conduta sexual for egoísta, poderemos despertar o ciúme, a angustia e o desejo de nos pagar na mesma moeda. (págs. 71, 72).
Havendo cuidadosamente revisto toda esta área das relações humanas, e decidido exatamente quais os traços de nossa personalidade que prejudicaram e incomodaram os outros, podemos agora rebuscar nossa memória na busca das pessoas que temos ofendido. Identificar os mais próximos e mais profundamente feridos não deveria ser difícil. Então ao retroceder, ano por ano, pelas nossas vidas até onde chegar a memória, certamente formaremos uma longa relação de pessoas que foram afetadas em menor ou maior grau. Deveríamos, é claro, ponderar e pesar cada caso, cuidadosamente. Haveremos de querer nos apegar à decisão de admitir as coisas que nós temos feito, ao mesmo tempo em que desculpamos as injúrias feitas a nós, sejam elas reais ou imaginárias. Deveríamos evitar os julgamentos extremos, tanto de nós mesmos quanto das outras pessoas envolvidas. Não devemos exagerar em nossos defeitos, nem os deles. Um exame calmo e objetivo será nossa firme intenção. …É o começo do fim do nosso isolamento de nossos semelhantes e de Deus. (pág. 73)

Isaias

” INVENTARIO IV ”

( Do Livro Os Doze Passos e As Doze Tradições )

Uma olhada contínua sobre nossas qualidades e defeitos e o firme propósito de aprender e crescer dessa forma, são necessidades para nós. Nós alcoólicos aprendemos isto de maneira difícil. Em todos os tempo e lugares, é claro, pessoas mais experientes adotaram a prática do auto-exame e da crítica impiedosa. Os sábios sempre souberam que alguém só consegue fazer alguma coisa de sua vida, depois que o exame de si mesmo venha a se tornar um hábito regular, admita e aceite o que encontre e, então, tente corrigir o que lhe pareça errado, com paciência e perseverança.
Um ébrio não pode viver bem hoje se está com uma terrível ressaca, resultante do excesso de bebidas ontem ingerido. Porém, existe outro tipo de ressaca que todos experimentamos, bebendo ou não. É a ressaca emocional, fruto direto do acúmulo de emoções negativas sofridas ontem e, às vezes, hoje – o rancor, o medo, o ciúme e outras semelhantes. Se quisermos viver serenamente hoje e amanhã, sem dúvida temos que eliminar essas ressacas. Isto não quer dizer que devamos perambular morbidamente pelo passado Requer, isto sim, a admissão e correção dos erros agora.. No inventário podemos pôr em ordem o nosso passado. Feito isso, nos tornamos de fato capazes de deixa-lo para trás. Se nosso balanço é feito com cuidado e se tivermos obtido paz conosco mesmo, segue-se a convicção que os desafios de amanha poderão ser encarados na medida em que se apresentem. (pág.78 e 79)

…O inventário só é difícil pela falta do hábito da auto-análise meticulosa. Uma vez que essa saudável prática tenha se tornado rotineira, passará a ser tão interessante e proveitosa que não nos daremos conta do tempo tomado. Pois os minutos ou horas passados em auto-exame certamente terão o condão de tornar mais leves e felizes as horas restantes do dia. Com o passar do tempo, os inventários passarão a fazer parte integrante de nossa vida diária e não serão coisas raras ou à parte.(pág. 79)

…È um preceito espiritual, o de que cada vez que estamos perturbados, seja qual for à causa, alguma coisa em nós está errada. Se ao sermos ofendidos, nos irritamos, é sinal de que também estamos errados. Mas esta é uma regra sem exceções? Que é do rancor “justificável” ? Se alguém nos enganar, não temos o direito de ficarmos magoados? Não podemos, com razão, ficar zangados com os hipócritas ou farisaicos? Para nós em AA., as exceções são sempre perigosas. Descobrimos que devemos deixar o rancor, embora justificável, para àqueles que possam melhor controlá-lo. (pág. 80)

Em todas essas situações necessitamos de autodomínio, análise honesta de tudo o que se encontra envolvido, disposição para admitir nossa culpa e, igualmente, para desculpar as outras pessoas. Não há motivo para cair em desanimo quando recaímos nos equívocos dos nossos hábitos antigos, pois essas disciplinas não são fáceis. Seguimos à procura do aperfeiçoamento, não da perfeição.

Nosso primeiro alvo deve ser o desenvolvimento do autodomínio, que é a mais alta das prioridades. Quando falamos ou agimos precipitada ou imprudentemente, nossa capacidade de fazer justiça e ser tolerante se evapora imediatamente. Uma só palavra dura ou julgamento leviano pode estragar nossas relações com outras pessoas por todo um dia ou, talvez, um ano. Nada traz mais proveito que o controle da língua ou da pena. Devemos evitar a crítica mal-humorada e os argumentos contundentes. O mesmo vale para o amuo ou o desdém silencioso. Estas são as armadilhas para as emoções feitas com orgulho e espírito de vingança. (pág. 81)

…Finalmente começamos a perceber que todas as pessoas, inclusive nós, estamos até certo ponto emocionalmente doentes e freqüentemente errados, e então, aproximando- nos da verdadeira tolerância, conhecemos o real significado do amor ao próximo. Enquanto progredimos, vai se tornando cada vez mais evidente o fato de que não faz sentido ficarmos zangados ou ofendidos, com pessoas que, como nós, estão sofrendo dos males ou desajustes peculiares ao crescimento. (pág.82)

…Mesmo quando tenhamos nos esforçado e falhado, podemos considerar o fato como dos mais positivos. Sob estas condições, as dores do fracasso se transformaram em vantagem. Dela recebemos o estimulo que necessitamos para progredir. Um conhecedor do assunto disse uma vez que a dor era a pedra de toque de todo o progresso espiritual. Nós AAs. Podemos concordar de coração com ele, pois sabemos que antes da sobriedade vem, obrigatoriamente, o sofrimento resultante da bebida, assim como antes da serenidade, vem o desequilíbrio emocional. (pág. 83)

Desejando triunfar numa inútil e banal discussão, forjávamos “críticas construtivas” . Estando ausente a pessoa visada, achávamos que estaríamos ajudando os outros a compreendê-la, quando, na realidade, nosso motivo era diminuí-la para que nos sentíssemos superiores. Sob o pretexto de que precisam “tomar uma lição”, às vezes atacamos àqueles que amamos, quando o que queremos é, pura e simplesmente, puní-los.

Aprender a identificar, admitir e corrigir estas falhas todos os dias, constitui a essência da edificação do caráter e da vida reta. O sincero arrependimento pelos danos causados, a gratidão genuína pelas bênçãos recebidas e a disposição de tentar realizar melhor coisa amanhã, serão os valores permanentes que procuraremos. Tendo, dessa forma, feito o exame meticuloso de nosso dia, sem deixar de incluir as coisas bem feitas e tendo vasculhado nossos corações, sem medo ou concessões, estamos realmente prontos para agradecer a Deus todas as graças recebidas e podemos, então, DORMIR COM A CONSCIENCIA TRANQUILA. (pág. 84)

ROTATIVIDADE NO SERVIÇO:
CHAVE PARA O NOSSO FUTURO
Dr. Oscar Rodolpho Bittencourt Cox
Presidente da Junta de Serviços Gerais do Brasil

Quando os veteranos perceberam a finitude da vida do Ser Humano e a
grandiosidade daquilo que casualmente ocorreu entre dois bêbados, ou
seja, a possibilidade de deixarem de beber, identificaram um sério
problema existencial para a continuação daquilo que descobriram.
Bill e Dr. Bob, considerados co-fundadores da Irmandade de Alcoólicos
Anônimos, nos primeiros momentos foram buscar outros bêbados e Bill
D. mostrou a eles a possibilidade de formar uma cadeia de
reabilitados diante da doença do alcoolismo.
Alcoolismo, doença secular, sem solução plausível e que agora no
século XX começou a ser interrompida no seu processo destruidor. Os
números e estatísticas mostram a extensão deste mal e quando o câncer
surgiu no corpo do Dr. Bob, levando-o a falecer em novembro de 1950,
percebeu-se que o processo de recuperação dos alcoólicos não podia
ser interrompido.
A estrutura de A.A, nos primórdios apresentava duas Áreas de atuação
que corriam em paralelo, isto é, sem contato uma com a outra. A
primeira, formada pelos Grupos, vivenciando o programa e a segunda,
pelos amigos de A.A. que orientavam e juntamente cm os co-fundadores,
administravam a Irmandade (Fundação do Alcoólico, criada em maio de
1938 – futuros Custódios Não Alcoólicos).
Ocorreu então, historicamente, um processo dirigido por Bill W. de
aproximação para que os grupos apreendessem estes amigos, esta
administração e juntos assumissem o comando do processo. Deste modo a
finitude humana não mais teria influência sobre o destino de A.A.
podendo se esperar a perenidade desta recuperação tão inovadora e
espetacular em que pessoas doentes pudessem assumir a própria
responsabilidade sobre sua saúde e vida.
A ameaça à saúde do Dr. Bob, o talvez poder moderador , junto a
impulsividade de Bill W., levou a que em 1950 ocorresse a 1ª
Convenção Internacional em Cleveland – julho 1950 com a anexação das
Tradições ao programa.
É em abril de 1951 após a 1ª Conferência de Serviços Gerais que
começa um período experimental de cerca de cinco anos, unindo os
Custódios de A.A. com a Irmandade como um todo.
Deste primeiro encontro houve uma caminhada contínua até 1955, quando
em Saint Louis, Bill W. se retira da direção de A.A. e os Grupos
passam a assumi-la. Nesta época, já eram conhecidos pela Irmandade os
Passos da Recuperação (1939) e as Tradições (1946).
Surge então, a necessidade do treinamento, da preparação de novos
líderes em A.A.. Pessoas que pelo amor e gratidão a sua recuperação,
desejam participar da manutenção do processo que um dia as salvou. Em
Alcoólicos Anônimos se dá o nome de

-APADRINHAMENTO EM SERVIÇO-

Apadrinhar quer dizer compartilhar erros e acertos e deixar que o
apadrinhado caminhe ao lado. Para tal, tenho que estar aberto e
desapegado para estender a mão.
A partir de 1962, quando surgem os Conceitos, o 4° nos informa: “A
participação é a base da harmonia”.
A estrutura em serviço através o Manual sugere uma série de encargos
e períodos para exercê-los. Surge daí, como conseqüência a
necessidade de um grande número de membros serem apadrinhados nos
encargos o que inexoravelmente só é possível com grande oferta de
pessoas e logicamente: ROTATIVIDADE.
A ROTATIVIDADE EM SERVIÇO necessita de muitos servidores novos
chegando, apadrinhados pelos veteranos, que passando pelos encargos,
não mais os ocupam, mas que, presentes, estimulam e criam novas
lideranças.
Para isto, membros de A.A., precisam aprender a AMAR.

AMAR É PERMITIR QUE O OUTRO SEJA ELE, AO MEU LADO.

A ROTATIVIDADE NÃO É DESCARTAR.
A ROTATIVIDADE POSSIBILITA APRENDER A AMAR.
A ROTATIVIDADE POSSIBILITA CONVIVER COM AS DIFERENÇAS.

A “ROTATIVIDADE – CHAVE PARA O FUTURO” é um grande desafio para
Alcoólicos Anônimos porque exige pré-requisitos fundamentais: a
TRANSFORMAÇÃO DO MEDO PESSOAL em relação à doença e de si mesmo
(distonia) numa entrega e confiança a um Poder Superior.

SÓ O PODER SUPERIOR RETIRA O MEDO HUMANO

Daí, o cidadão poder exercer A PRÁTICA DO AMAR.
Outro requisito fundamental: temos que confessar que não sabemos AMAR
e pedir ajuda para o aprendizado.
Um terceiro quesito é o desapego. O desapego a coisas e pessoas é
possível quando entro no processo do autoconhecimento em que os
referenciais externos eu os desloco para dentro de mim. São meus
valores que passam a me orientar. Deixo o perfeccionismo, pois não
tenho mais que agradar pessoas para que elas me amem. Deixo de ser
condicionado pelos outros e passo a ter meus próprios pontos de
referência através dos sentimentos. Posso acertar como errar.
Acredito ser uma pessoa.
Devido a estas dificuldades, o animal-homem (Homo sapiens) quando em
grupo confiável tende biologicamente a defender um corporativismo
cada vez mais conservador e conseqüentemente destruidor.
O grupo defende o membro deste grupo e este protege o grupo e assim,
o conjunto (membro/grupo), agindo o poder, atropela o direito do
indivíduo, o direito das minorias em particular. Este mesmo
indivíduo, fora do grupo apresentará um discurso que não condiz com
sua conduta quando no grupo.
Este aspecto biológico é combatido pela ROTATIVIDADE e daí o título:
CHAVE PARA O FUTURO pois, será graças a ela que OS PRINCÍPIOS serão
preservados. Daí, o recém-chegado ao grupo ser o mais importante na
reunião.
Esta visão é extremamente revolucionária para a humanidade. Estamos
moldando, na visão de Bill W., um novo Homem em recuperação e mais
espiritualizado.
Toda empresa e A.A. têm o seu lado empresarial. A.A. é uma grande
editora, que tende a proteger, como toda empresa, sua condição de
sobrevivência empresarial, quando ameaçada. Mas como A.A. possui o
lado tradicional – o mais importante –, será a ROTATIVIDADE a sua
grande protetora. Ela deve ser almejada, tendo como única autoridade
a consciência de grupo, facultando o não temer os novos servidores em
potencial, seus novos desafios de cada vez mais abrir toda a
estrutura em todos os níveis de serviço, do grupo aos comitês da
Junta, onde todo alcoólico em recuperação deve e pode circular
apadrinhado e apadrinhando.
Na Junta urge a presença de membros de A.A. de todas as áreas
presentes aos Comitês de Assessoramento e em especial:
CAC: COMITÊ DE ASSUNTOS DA CONFERÊNCIA;
COC: COMITÊ DE ORGANIZAÇÃO DA CONVENÇÃO.
Cientificamente, o exercício prolongado e repetitivo, relativamente
passivo, onde a falta de renovação existe, como exemplo, podemos
citar: espetáculos, televisão, leitura de jornais e revistas de
conteúdo superficial provocam rapidamente o tédio e a aversão.
No nosso caso, serviços e grupos “quase parando”, maratonas
repetitivas e intermináveis são os exemplos. Estas atividades assim
postas não estimulam suficientemente nosso organismo.
A Psicologia Industrial nos mostra que a produção de um empregado é
melhor e sua motivação é mais elevada quando lhe confiam um trabalho
no qual pode executar certa medida de iniciativa e de criatividade, e
sobretudo quando lhe é permitido completar uma parte significativa e
unificada deste trabalho ao invés de confiá-lo à repetição mecânica
de gestos minuciosamente medidos.
Resumindo, eis a importância sob um outro aspecto da ROTATIVIDADE.
Há muitos anos o G.S.O. (General Service Office) adotou o conceito da
ROTATIVIDADE nos encargos do pessoal de A.A.
Para o conhecimento e exercício de todos os encargos da estrutura de
A.A. há, portanto, necessidade de estar ao lado da experiência e da
vivência de erros e acertos. Isto é a ROTATIVIDADE DINÂMICA onde o
apadrinhamento não pode ser capenga porque o alcoólatra não se
estruturou no AMAR, nãp foi orientado a aprender a AMAR: a ser ele e,
logicamente não sabe o que fazer. Podemos chamar de um “EGOÍSMO
ENVERGONHADO”.
Do exposto acima é que provém a queixa comum da falta de servidores,
permanecendo as mesmas pessoas em serviço apenas mudando de encargos.
Este movimento rotatório dos mesmos servidores é movimento de morte,
porque não havendo “sangue novo”, o corporativismo cresce e a
desconfiança acompanha, logo acabando em fechar a mão de A.A.
A Irmandade morre.
O membro de A.A. deve aprender e exercitar o pertencer daí, repetindo
o título: ROTATIVIDADE NO SERVIÇO: CHAVE PARA O NOSSO FUTURO.
Este é, portanto um grande desafio para Alcoólicos Anônimos.
Estes comentários devem ser exaustivamente praticados e não devemos
fugir do conflito. Temos que aprender a conviver com as diferenças. E
é isto a prova maior de AMOR, de entrega ao PODER SUPERIOR.
Eis um grande desafio proposto para Alcoólicos Anônimos a partir
desta Conferência.
Estejamos desarmados, com mente aberta e boa vontade para discutir o
melhor para Alcoólicos Anônimos

Consciência Coletiva como o AA se organiza e decide seus caminhos
” …um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência coletiva”.
“…que todas as decisões importantes sejam tomadas através de discussão, votação e, sempre que possível, por substancial unanimidade”.
O que é consciência coletiva?
É um estado ao qual se chega por meio da participação de todos os membros que compõem um grupo, em especial nas reuniões de serviço, no processo em que se busca o conhecimento de algum assunto ou problema que esteja em estudo e se estende também às decisões que eventualmente irão ser tomadas.
Como se desenvolve o processo?
Dando oportunidade e até solicitando que todos os membros presentes participem, que ofereçam as suas contribuições tanto para o estudo do problema quanto para a sua solução.
Isto significa que ninguém deve ser excluído, que ninguém deve ficar de fora. É indispensável que o coordenador seja capaz de conter os que procuram impor as suas vontades e pontos de vista, limitando a oportunidade de participação e o tempo disponível para apresentar as suas contribuições e, por outro lado, oferecer aos mais retraídos, a eles em especial, bem como a todos os membros presentes, a mesma oportunidade e o mesmo espaço de tempo para participar no processo de busca da consciência coletiva. Não só oferecer, mas, muitas vezes, é preciso até solicitar que os mais tímidos apresentem os seus pontos de vista. O poder coletivo contendo o poder individual, a grandiosidade do alcoólico.
Numa primeira rodada, pode ocorrer que as opiniões fiquem muito distantes umas das outras, mas, quando se faz uma nova rodada de opiniões na qual se buscam novos entendimentos e posições acerca do assunto em estudo, o que se observa é que, após pensar e meditar por algum tempo acerca do que já havia sido colocado por todos os companheiros anteriormente, as opiniões vão tendendo para uma área mais central, vão ficando menos distantes entre si, vão se aglutinando em torno de uma idéia ou decisão que, num certo momento, surgirá como sendo apoiada por uma substancial unanimidade. As opiniões vão gradativamente tendendo para um ponto central. Não há limitação quanto ao número de rodadas nem quanto ao tempo necessário às exposições. O processo deverá demorar o tempo que for necessário.
Como todos devem ser ouvidos, porque deve haver uma ampla participação e também porque os assuntos precisam ser estudados por completo e detalhadamente e ainda porque também as decisões a serem tomadas são sempre importantes, este processo pode exigir um longo tempo de participação e de maturação e pode igualmente exigir um esforço prolongado.
É importante que não haja pressa.
Talvez a reunião se prolongue bastante e é possível que poucos itens de uma agenda sejam abordados ou que poucas decisões sejam tomadas, mas o que é preciso ter em mente é que o processo em si é o fato mais importante e isso ocorre porque ele tem valor terapêutico. Ele vale, em primeiro lugar, pela evolução e pelo crescimento espiritual que propicia. A Irmandade de Alcoólicos Anônimos não é uma empresa em que a eficiência e o uso do tempo ficam em função dos resultados esperados e dos objetivos fixados pelo próprio processo administrativo.
Em Alcoólicos Anônimos, tempo não é dinheiro; é saúde, é recuperação, é crescimento espiritual, sobretudo. A Irmandade de Alcoólicos Anônimos é, antes de tudo, uma Irmandade em que todos procuram deter a sua doença e entrar num processo de cura, não física, mas psicológica e espiritual e a participação no serviço, especialmente no processo que leva à consciência coletiva, tem grande importância para a recuperação e para que se possa alcançar a serenidade. O próprio processo da busca da consciência coletiva é, pela sua natureza, uma maneira de diminuir a velocidade que impomos às nossas vidas, de evitar o estresse. Nele tudo se desenvolve sem obcessividade e cada membro participante vive um agora mais longo, mais demorado.
Por que é importante chegar à consciência coletiva?
Porque é um processo sábio por meio do qual não sairão vencedores nem vencidos. Porque, pela ampla participação, todos aceitam, ao final e ao cabo, e sem resistências psicológicas, as decisões que foram acordadas e ainda porque, em face da ampla participação, todos se sentem igualmente responsáveis pelas ações que serão tomadas e também pelas suas conseqüências e, numa visão maior, até mesmo pelos destinos da Irmandade de Alcoólicos Anônimos.
O usual é que procuremos ser mais espertos e controlar uns aos outros em função de objetivos individuais ou do interesse de pequenos grupos e isso costuma ocorrer ao nos comportarmos seguindo o estímulo psicológico que recebemos no decurso das nossas vidas.
Por meio da consciência coletiva, os conflitos podem ser resolvidos sem derramamento de sangue físico ou emocional e mais ainda, com sabedoria.
Sempre que se busca adequadamente chegar à consciência coletiva, os gladiadores baixam as armas e os escudos e se tornam hábeis em ouvir e entender e, sobretudo, em respeitar e aceitar os dons dos outros, bem como as suas limitações. Ao longo da busca da consciência coletiva, aceitamos que somos diferentes, mas que, por outro lado, estamos ligados aos demais membros pelas nossas feridas e pelo fato de estarmos aprendendo a lutar juntos mais do que uns contra os outros. Os conflitos são resolvidos. Os membros aprendem a desistir de facções e de compor pequenos subgrupos. Aprendem a ouvir mutuamente e a não rejeitar.
O silêncio de quem escuta representa uma abertura, uma disponibilidade em relação ao outro. É como criar uma zona de silêncio que traduz a confiança no outro. Dar um lugar aos outros é indispensável para que possamos desenvolver a nossa relação existencial. A amabilidade do acolhimento, da abertura, não exclui a personalidade de quem escuta, daquele que procura o verdadeiro em meio a múltiplas verdades. Só assim se chega à plenitude do diálogo. É como viver as tarefas do mundo tais como elas se apresentam. A vida é então realizada e confirmada na concretude de cada instante, de cada dia.
A busca da consciência coletiva é uma experiência importante para por fim aos conflitos humanos, pois, durante o processo de busca, não procuramos tirar a energia dos outros companheiros. Sempre que alguém sai vencedor, o perdedor fica deprimido, em baixa. Mas se procuramos a consciência coletiva, estaremos então recebendo energia de uma outra fonte, do Poder Superior.
Na consciência coletiva está contida uma filosofia do diálogo, da relação entre os membros de A.A. Importa uma relação desenvolvida no diálogo, na atitude existencial do face a face. Há uma vibração recíproca no face a face. O diálogo assim desenvolvido abre novas perspectivas em relação ao sentido da existência humana de cada um dos membros participantes porque está voltado para um novo projeto de existência e não para um passado nostálgico. O processo da busca da consciência coletiva estabelece uma nova relação entre os membros de AA e, numa visão maior, entre os seres humanos.
Se consultada a consciência coletiva, as decisões são realistas?
A ampla participação assegura que a realidade seja conhecida nos seus mais diferentes aspectos, que nenhuma particularidade seja omitida, que nenhuma conseqüência das decisões a serem tomadas deixe de ser considerada. O estudo resulta sempre completo porque é o resultado da soma de toda as experiências, de todas as visões. Significa que se estuda e se decide com segurança.
Freqüentemente, o nosso narcisismo nos faz sentir que somos os guardiões de uma estrutura frágil e ameaçada e que, se não fosse por nós, tudo já estaria perdido. Isso é a manifestação de que algo está errado com a nossa saúde mental e espiritual e que é preciso colocar, lado a lado, a nossa realidade com a que é percebida pelos irmãos em quem confiamos. O fato é que a verdade compartilhada é poderosa e eleva o espírito e é por isso que compartilhamos quando participamos das atividades do grupo ou das que são mais ligadas ao serviço.
Freqüentemente a verdade é um processo, o resultado de uma relação entre nós mesmos e os outros, a qual dá à verdade maior clareza e brilho. Precisamos de coragem para ver a verdade, mas ela nos fortalece, e estar dentro da realidade significa não estar alienado. Ocorre uma confiança no diálogo, na busca comum da verdade.
No conjunto, o grupo sempre aprecia melhor porque inclui membros com muitos e diferentes pontos de vista e com a liberdade assegurada de expressá-los por meio do processo que busca a consciência coletiva.
Incorpora-se o claro e o escuro, o sagrado e o profano, a tristeza e a alegria, a glória e a lama e é por essa razão que as decisões são bem elaboradas. Não é provável que se deixe de apreciar algum aspecto importante. Como cada membro representa um padrão de referência e, se eles são muitos, o grupo de trabalho se aproxima mais e mais da realidade. As decisões são realistas e usualmente seguras.
Não ao totalitarismo!
É comum pensar que as diferenças possam sempre ser resolvidas por uma autoridade maior. No passado de cada um de nós, era costumeiro apelar para a intervenção do pai ou da mãe para o entendimento de situações e para a solução de problemas. Procura-se freqüentemente até apelar para um ditador benevolente. Mas Alcoólicos Anônimos, em favor da maturidade dos seus membros, nunca pode ser totalitário.
Nós nos acostumamos, ao longo da nossa vida, a aceitar certas formas de autoridade que sempre serviram como orientação para definir a realidade em que vivemos e sem ela nos sentimos confusos e perdidos. Mas a busca da consciência coletiva passa a ser o exercício através do qual sempre, e em grupo, encontramos a orientação, sempre conhecemos de uma maneira mais completa a realidade e, é bom acentuar, sem a necessidade de qualquer autoridade que não a do Poder Superior. No decurso do processo de busca da consciência coletiva acontece o retorno da sensação de segurança, agora sob uma forma mais espiritualizada, a segurança espiritual.
A maneira menos primitiva de se resolverem as diferenças individuais é a de apelar para o que chamamos de democracia. Pelo voto, determina-se o lado que prevalece. A maioria governa. Mas este processo exclui as aspirações da minoria. Pelo contrário, o processo de tomada da consciência coletiva inclui as aspirações da minoria. É como transcender as diferenças pessoais de modo a incluir, na mesma medida, a minoria. Entrar no processo que leva à consciência coletiva é ir além da democracia. Recorrer ao voto não é a solução. Apenas o consenso integra as minorias e, em realidade, até evita a formação delas. O processo pelo qual se chega ao consenso é uma aventura porque não se pode antecipar o que vai resultar, é algo quase místico e mágico, mas que funciona.
Durante o processo de busca da consciência coletiva, a autoridade fica descentralizada. Não há líderes e, ao mesmo tempo, todos são igualmente líderes. Há um verdadeiro “fluxo de liderança”. Os membros se sentem livres para se expressar e para oferecer as suas contribuições e o fazem no seu exato momento e na devida dimensão. Há lideranças. É o espírito de comunidade que lidera e não o individualismo.
O desenvolvimento da Humildade
O processo de busca da consciência coletiva atenua o individualismo áspero que leva à arrogância e isso se faz por meio da limitação da participação, ao evitar preponderância e excessos – a velha prepotência e a conhecida manipulação. O poder individual só é contido, só é limitado, pelo poder coletivo. Este é um principio fundamental. Isto é exatamente o que acontece no processo de busca da consciência coletiva.
Desenvolve-se, nos membros do grupo de trabalho, um individualismo ameno que leva à humildade. Durante o processo, as dádivas de todos são apreciadas e também reconhecidas as suas próprias limitações e isso está na base da aceitação das nossas próprias imperfeições. “Conhece-te a ti mesmo” é uma regra segura para chegar à humildade.
Nesse momento, fica muito claro que o problema não é a dependência e sim a real interdependência. Não só os membros se tornam mais humildes, mas também o grupo como um todo.
O grupo como um lugar seguro
As pessoas se tornam mais amenas quando participam do processo de busca da consciência coletiva porque se olham através das lentes do respeito. O grupo se torna um lugar seguro porque há aceitação e compreensão, e as pessoas sentem com uma intensidade nova o amor e a confiança. Desarmam-se. Passa a haver a paz e, sobretudo, os membros aprendem a fazer a paz.
É também um lugar seguro porque no grupo ninguém está tentando curar, converter ou mudar o outro e, paradoxalmente, é exatamente por isso que a cura e a conversão acontecem. No grupo, as pessoas são livres para serem elas mesmas, livres para procurar a própria saúde psicológica e espiritual. Tudo isso faz do grupo um lugar seguro em que as pessoas podem abrir mão das suas defesas, das suas máscaras, dos seus disfarces. Aceitamos ser vulneráveis, expor as nossas feridas e fraquezas, e assim fazendo, aprendemos também a ser afetados pelas feridas dos outros. O amor que surge neste compartilhar só é possível porque abrimos mão da norma social de pretender ser invulneráveis.
Num lugar seguro as pessoas se desarmam e aprendem a fazer a paz, que nasce do processo de busca da consciência coletiva.
Um estado de espírito muito especial
Quando nos preparamos psicologicamente para participar de uma reunião de serviço em que se vai em busca da consciência coletiva e nos sujeitamos ao processo que leva a ela, desenvolve-se uma atmosfera tal que, paradoxalmente, nela as pessoas falam mais baixo e, no entanto, são mais ouvidas. Nada é agitado e não se forma o caos.
Pode haver discussão e luta, mas ela é construtiva e move-se em direção do consenso. Em realidade, entra-se no processo de formação de uma verdadeira comunidade.
Esse estado de espírito é indispensável para que se possa estar aberto para a manifestação do Poder Superior. Para a inspiração e para a voz do Espírito Santo.
Quando nos dirigimos para uma reunião de serviço, não podemos imaginar qual será o resultado dos trabalhos nem devemos interferir nele. O processo de formação da consciência coletiva é verdadeiramente um mistério.
O estado de espírito de quem vai para uma reunião de serviço
Quando se vai para uma reunião de serviço, é preciso ter em mente que a intenção, a idéia, é levar tão somente uma contribuição, uma experiência pessoal. É preciso lembrar sempre que o todo é formado pelas partes e que cada um de nós não é senão uma parte, mas uma parte realmente importante.Cabe ainda lembrar que as nossas experiências são tanto o fruto das nossas vivências, e por isso são muito ricas, mas também limitadas à esfera pessoal. Ao mesmo tempo, precisamos ter a consciência do valor da contribuição que podemos dar, mas também de que ela será parte de um todo, de um conjunto maior, que se formará a partir das contribuições de cada um dos presentes à reunião.
O que fica dessas considerações é que a atitude de humildade é indispensável se se deseja chegar à consciência coletiva. É aceitar que, pelo menos diante do fato de se estar frente a uma manifestação do Poder Superior, a prepotência, a arrogância, o narcisismo e a agressividade possam dar lugar à humildade e à aceitação daquilo que irá resultar da soma de todos os conhecimentos e contribuições, mas, sobretudo aceitar que ao final se chegará ao melhor caminho, à melhor solução, à melhor decisão.
O que acontece quando não se busca a consciência coletiva
Muitas coisas podem acontecer. A realidade pode ser distorcida e as conclusões ou decisões podem não ser as mais sábias ou convenientes. Parte dos que compõem o grupo pode ficar excluída dos trabalhos, por ser constituída de membros mais tímidos ou por estarem dominados pelos mais prepotentes, pelos que melhor fazem uso da palavra.
Pode ocorrer que, antes de uma reunião, os componentes do grupo procurem contatar outros membros para lhes convencer acerca das suas pretensões ou postulações ou, simplesmente, conseguir adesões ou fazer acordos. Obviamente a consciência coletiva estará sendo manipulada e aí poderiam os mais doentes chegar ao seu “dia de glória”, pois teriam manipulado até mesmo o Poder Superior. No entanto, nessas condições, a consciência coletiva não se estabelece e Ele não fala. Talvez falem outras vozes menos divinas.
Quando não se busca a consciência coletiva, o que usualmente acontece é correr o sangue emocional e até mesmo o físico. Usualmente a luta se estabelece, mas ela não leva a nada porque é caótica, é barulhenta e não construtiva.
As agressões tornam as reuniões cansativas e os resultados são nulos ou diminutos. As reuniões se tornam tanto desagradáveis quanto improdutivas. É um conflito sem frutos e que vai para lugar nenhum. As pessoas tornam-se prisioneiras das suas raivas, dos seus ressentimentos e das suas ambições pessoais desmesuradas. Outros procuram concertar as cabeças, convencer ou curar os seus companheiros e isso, muitas vezes, pode até parece ser coisa de amor, mas o fato é que fazem isso para o seu próprio conforto, em seu favor.
É fundamental que busquemos a complementação sempre que opiniões diferentes ou contrárias às nossas forem apresentadas. Devemos buscar, nessas situações, o sentido de existir, de ser. Devemos identificar, na existência dos opostos, o sentido da complementaridade. Sempre que nos incompatibilizamos uns com os outros é porque estamos medindo forças e assumindo posições antagônicas. Se buscarmos o sentido do complementar, poderemos reverter o antagonismo e somar as nossas potencialidades em torno de um propósito único. Desse modo, não perdendo o nosso ponto de vista, identificamos um sentido maior que é a grande manifestação da Consciência Coletiva.
A insensatez
Quando não se busca a consciência coletiva, a insensatez se estabelece no grupo. Isto é, ele passa a agir de forma contrária aos seus próprios interesses, de forma contrária à apontada pela razão. Exatamente ao contrário da sabedoria que está no exercício do julgamento atuando com base na experiência e no uso das informações disponíveis.
No caos e na manipulação, buscam-se as atitudes contrárias aos próprios interesses da Irmandade de Alcoólicos Anônimos, não obstante as advertências desesperadas de alguns e da existência de alternativas melhores e viáveis. A busca da insensatez torna-se trágica e, dolorosamente, um comportamento dominante. Dominados pelas paixões, os membros do grupo abandonam o comportamento racional, tornam-se passionais. A mitologia grega tinha uma figura para representar a cegueira da razão, o desvario involuntário, de cujas conseqüências os companheiros depois se arrependem, chamada Ate, filha de Eris, deusa da discórdia e da disputa. Tomados de cega insensatez, as vítimas da deusa se tornam incapazes de realizar uma escolha racional, de distinguir entre atos morais e imorais.
Onde e como o Céu e a Terra se tocam
O homem, desde tempos imemoriais, vem procurando fazer contato com as forças criadoras, com o sagrado. Procurou lugares e objetos em que o céu e a terra se encontrassem. Concebeu a montanha e a cidade sagradas, a residência real, a árvore da vida e da imortalidade, a fonte da juventude, etc.
De acordo com crenças indianas, o monte Meru seria uma montanha sagrada e sobre ela brilharia a estrela polar. Na crença iraniana, a montanha Elburz seria o ponto em que a terra estava ligada ao céu. A população budista do Laos considera sagrado o monte Zinnalo. No Edda, o Himinbjorg, que quer dizer “montanha celestial”, é considerado o ponto em que o arco-íris alcançaria a parábola do céu.
Para os povos mesopotâmicos, o Zigurate era a montanha cósmica. Na Palestina era o Monte Tabor. Para os cristãos, a montanha cósmica era o Gólgota, o lugar onde Adão tinha sido criado e sepultado e o sangue do Salvador teria sido derramado sobre o crânio de Adão, servindo para a sua redenção. Esta crença ainda permanece entre os cristãos orientais. A cidade da Babilônia, como indica o próprio nome, era tida como a “porta dos deuses” pois era por meio dela que os deuses desciam para a terra.
A idéia de que o santuário reproduz o Universo, na sua essência, passou para a arquitetura religiosa da Europa cristã e para as basílicas dos primeiros séculos, do mesmo modo que as catedrais medievais reproduziam simbolicamente a “Jerusalém celestial”.
O lugar sagrado, o “Centro”, seria a zona da realidade absoluta e lá estariam os seus símbolos: a árvore da vida e da imortalidade, a fonte da juventude, etc. daí a idéia de que a estrada que leva ao “Centro” é um “caminho difícil”. Difícil também a peregrinação aos lugares sagrados como Meca, Hardwar e Jerusalém, feita em viagens cheias de perigos e realizadas por expedições heróicas. As mesmas dificuldades encontra aquele que procura caminhar em direção ao seu ego, ao “Centro” do seu ser. A estrada é árdua e cheia de perigos porque representa um ritual de passagem do âmbito profano para o sagrado, do efêmero e ilusório para a realidade e para a eternidade, da morte para a vida, do homem para a divindade. Chegar ao “Centro” equivale a uma consagração; a existência profana e ilusória dá lugar a uma nova existência, a uma vida real, duradoura. Na busca da consciência coletiva o grupo de trabalho procura chegar ao “Centro”, ao ponto mais elevado.
Eu, pessoalmente, considero que é através do processo de formação da consciência coletiva, após percorrer um caminho muitas vezes árduo e difícil, é que estabelecemos um contato entre o céu e a terra. É por meio do processo de busca da consciência coletiva que o céu e a terra se tocam. A consciência coletiva é a voz do Poder Superior.
O conceito de substancial unanimidade e a idéia da formação de uma verdadeira comunidade centrada na busca da manifestação do Poder Superior estão na base de uma nova dimensão de divindade e permitirão que a Irmandade de Alcoólicos Anônimos se aperfeiçoe de maneira progressiva e que, por meio da busca da consciência coletiva, os seus membros conquistem a mais absoluta liberdade espiritual, ficando então livres de preconceitos e de sentimentos negativos em relação aos demais companheiros.
Dr. Laís Marques da Silva
Ex-Custódio e Presidente da JUNAAB

NOVEMBRO/09 – atividades no grm:

01/11/09 – Domingo – às 15h30m – Reunião de Recuperação
02/11/09 – Segunda Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
04/11/09 – Quarta Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
05/11/09 – Quinta Feira – às 19h30m – Reunião de Serviço
06/11/09 – Sexta Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
08/11/09 – Domingo – às 15h30m – Reunião de Recuperação
09/11/09 – Segunda Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
10/11/09 – Terça Feira – às 20:00h – Evento aberto ao Público – Dr. Frederico Machado – Palestra – Tema: “Alcoolismo”
11/11/09 – Quarta Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
13/11/09 – Sexta Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
15/11/09 – Domingo – às 15h30m – Reunião de Recuperação
16/11/09 – Segunda Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
18/11/09 – Quarta Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
20/11/09 – Sexta Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
22/11/09 – Domingo – às 15h30m – Reunião de Recuperação
23/11/09 – Segunda Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
25/11/09 – Quarta Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
27/11/09 – Sexta Feira – às 19h30m – Reunião de Recuperação
29/11/09 – Domingo – às 15h30m – Reunião de Recuperação
30/11/09 – Segunda Feira – às 19h30 – Reunião de Recuperação
Nosso contato na Internet: companheiro2009@gmail.com

CTO – COMITÊ TRABALHANDO COM OS OUTROS
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS é uma Irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.

• O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não há necessidades de taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.
• A.A. não está ligado a nenhuma seita ou religião; nenhum partido político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apoia nem combate quaisquer causas.
• Nosso propósito primordial é mantermo-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.
(Direitos autorais de The A.A. Grapevine, Inc; publicado com permissão)

Literatura aprovada pela
Conferência de Serviços Gerais

Direitos autorais © (XXXX)) da
JUNAAB – Junta de Serviços Gerais de A.A. do Brasil

CTO
COMITÊ TRABALHANDO COM OS OUTROS

Para que possamos cumprir eficazmente o nosso Terceiro Legado (Serviço), necessitamos de um mínimo de organização, que poderemos obter constituindo um Comitê Trabalhando com os Outros (CTO), tanto no Grupo como nos demais Órgãos de Serviços de A.A.
Baseados na Quinta Tradição: “Cada grupo é animado de um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.” e no Décimo Segundo Passo: “Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”, é necessário elaborar uma maneira simples e eficiente de atingir tais objetivos.
Dia após dia, nós, membros de A.A., mantemos contato com profissionais das mais variadas áreas da atividade humana. Invariavelmente, somos compelidos a divulgar nossa mensagem, seja na mídia ou em cartazes e panfletos. Muitos de nós visitamos hospitais, clínicas de recuperação para alcoólicos, presídios ou cadeias públicas, com o objetivo gratificante e claro de divulgação de nossa mensagem. No entanto, não devemos fazer de forma individualizada e descoordenada, sem, muitas vezes, atingir resultados práticos. Para que seja cumprido com eficácia o propósito de A.A. é necessária a formação do Comitê Trabalhando com os Outros.
O Comitê Trabalhando com os Outros (CTO) é formado pelas comissões, a saber: Comissão de Cooperação com a Comunidade Profissional (CCCP); Comissão de Informação ao Público (CIP); Comissão de Instituições de Tratamento (CIT) e Comissão de Instituições Correcionais (CIC). Todo o trabalho esboçado neste plano só terá resultado satisfatório se for efetivado de forma ordenada e integrada, com as atividades das Comissões ocorrendo harmoniosamente, sem conflitos nem sobreposições. O Grupo de A.A., que é a unidade básica da Irmandade, deveria fornecer, dentro de suas possibilidades, representantes para o CTO e suas Comissões.
Dentro dos Grupos temos companheiros interessados no serviço, com as mais variadas aptidões e graus de conhecimento, não só inerentes à Irmandade, como em relação à comunidade que nos cerca. Estes companheiros se harmonizam com aspectos das várias Comissões e podem assumir a responsabilidade de coordená-las, procurando sempre apadrinhar outros membros que irão auxiliá-los na elaboração e execução dos trabalhos do Terceiro Legado, dando vida própria ao Comitê Trabalhando com os Outros.

FINALIDADE DO CTO
A finalidade básica do CTO é organizar, estruturar, padronizar e facilitar a divulgação da mensagem de A.A.
Nenhum alcoólico poderá ser ajudado por Alcoólicos Anônimos se não souber que A.A. existe ou onde poderá ser encontrado. Portanto, para a manutenção de nossa sobriedade e preservação de nosso propósito primordial, é necessário a formação de CTO’s.
Será através dos trabalhos do CTO nos Grupos e nos Órgãos de Serviços que teremos a “via de acesso” para a sociedade como um todo ou para a comunidade específica onde se localize um Grupo de A.A. Muitas pessoas ficarão felizes em saberem da possibilidade de recuperação do alcoolismo, se a elas forem dadas informações adequadas do nosso Programa de Recuperação.
Não deveria existir nenhuma dificuldade para que os membros-chave da comunidade, como: médicos, advogados, juizes, clérigos, delegados, psicólogos etc. conheçam a existência de Alcoólicos Anônimos e a nossa disposição de auxiliar qualquer alcoólico que esteja disposto a aceitar ajuda.
Certa vez alguém disse que o coração de A.A. é um alcoólico levando a mensagem a outro alcoólico. Esta ainda é uma boa, básica e prática maneira de nos mantermos longe do primeiro gole. Às vezes, utilizamos “terceiras pessoas” para fazer chegar a mensagem a outro alcoólico. Bill W. utilizou um profissional da medicina, não-alcoólico, o Dr. Silkworth, e um hospital, para chegar a outros alcoólicos e manter sua sobriedade.

Em Akron, para se manter sóbrio, ele utilizou um ministro religioso, o Rev. Walter Tunks, e uma pessoa leiga não-alcoólica, a Sra. Henrietta Seiberling, para encontrar o Dr. Bob. Juntos, para se manterem sóbrios, Bill W. e Dr. Bob contataram uma enfermeira não-alcoólica, a Irmã Ignatia, para localizar outros alcoólicos que precisavam de ajuda. Todos esses métodos ainda são válidos e devem continuar sendo usados.
A mensagem poderá ser levada a “muitos outros alcoólicos” através de artigos publicados em jornais e revistas, pelos programas de rádio e televisão, e pela Internet. Também levamos a mensagem de A.A. aos hospitais, clínicas de recuperação, cadeias e penitenciárias e aos profissionais de diversas áreas. Claro que se tornará muito mais fácil esta tarefa se houver uma maneira coordenada para executar esses trabalhos. O Comitê Trabalhando com os Outros é a resposta adequada para facilitar a transmissão da mensagem de Alcoólicos Anônimos.

O Comitê Trabalhando com os Outros é responsável pelo sucesso do relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e a sociedade, no âmbito de sua atuação, o que muito contribui para o crescimento dos Grupos de A.A., principalmente se mostrado de forma clara e precisa o que A.A. oferece, para que a mensagem chegue até o alcoólico.
Outro aspecto considerado primordial nos trabalhos do CTO é o estabelecimento do que chamaremos de “estratégia de comunicação interna”, cuja função principal é aumentar o conhecimento dos integrantes dos Grupos sobre o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos.
Todos sabem a grande importância do conhecimento dos Doze Passos, Doze Tradições e Doze Conceitos, pedras fundamentais de nossa filosofia de atuação, para a recuperação individual e coletiva e para a divulgação da mensagem de A.A.
O trabalho de conscientização proposto, para ter o resultado esperado, precisa empregar recursos audiovisuais como fitas gravadas, videocassetes, “slides”, histórias em quadrinhos, cartazes, folhetos, todos com assuntos relacionados à programação de A.A., bem como BOB-Mural, revista VIVÊNCIA e JUNAAB Informa, principalmente quando a falta de material humano não permitir a solução ideal – palestras, seminários ou reuniões temáticas, com exposições ao vivo.
Tanto o trabalho externo, visando tornar a Irmandade conhecida na comunidade, como o interno, objetivando dar aos Grupos a conscientização desejável para conseguir manter em seu seio os alcoólicos que os procuram, precisam ser ordenados de modo a aproveitar melhor cada elemento de serviço, racionalizando sua atuação para concretizar o máximo de suas possibilidades dentro das Comissões.

PRIMEIRO PASSO
Força é a capacidade interior de resistir às dificuldades, às perdas, às desilusões e às pressões.
Força é ter coragem de enxergar os erros e assumi-los.
É não guardar ressentimentos, raiva, não ser vingativo.
É quando descobrimos que somos em Deus e não precisamos provar nosso valor aos outros.
As dores físicas, mentais e espirituais têm sobre nós um efeito contrário quando admitimos nossa fraqueza, nossa impotência, nossa perda de domínio ante os efeitos do álcool.
Fazemo-nos fortes quando acreditamos num Poder Superior a nós mesmos. O qual rege nossa existência. “Se Ele nos deu um limão… façamos uma doce limonada…”
De formas diferentes resistimos à fragilidade, buscamos força e procuramos viver. Resistir, negar ou dissimular nossa fraqueza faz parte do jogo da existência.
Infelizmente, o senso comum insiste que pessoas fracas não devem ter espaço. É a lei da natureza que seleciona a raça e privilegia os genes mais notáveis, daí as demonstrações mais bizarras de força se apresentam com mais veemência no tom de voz, na simetria da estética, nos poderes sociais, nos processos ilusórios do ter, do ser e do poder.
É bem ai que nos descobrimos como de fato nós somos: imperfeitos, eternos aprendizes e viajantes de um mundo onde o nosso amor próprio, o orgulho, a vaidade, muitas vezes falam mais alto que o bom senso e a coragem para viver e lutar pelo que de fato buscamos: a sobriedade!
Nesta nossa caminhada temos aprendido em quantas situações somos fracos e impotentes, mas também aprendemos e buscamos força para exercer uma influência positiva sobre nós mesmos, sobre as pessoas que amamos e o mundo em que vivemos.
1º Passo:
Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
“A força nascendo da fraqueza”

Pode-se perceber, com nitidez, que nos tempos atuais a tecnologia que desponta se apresenta como uma nova divindade. Uma tecnologia fascinante que aproxima pessoas e eventos distantes, mas que por vezes separa aqueles que estão próximos. Um paradoxo contemporâneo que já nos habituamos como um reflexo da modernidade ou como algo muito normal.
Cada vez mais as máquinas se tornam interativas e o contato pessoal mais distante. O perverso e doentio desta nova ideologia é que somos levados a aceitar como naturais e verdadeiros os valores que estão nos objetos externos.
Observamos que dentro do atual espírito consumista os remédios compensam qualquer dificuldade, as drogas e o álcool substituem contato e o conforto humano.
Pois é justamente o contato interpessoal, esta relação intersubjetiva, que se constitui, em Alcoólicos Anônimos a base de nossa recuperação.
Pode-se, em princípio, ter a impressão que a nossa Irmandade está na contramão da história, quando na realidade é a sociedade atual que se encontra na contramão do bom senso e da sanidade.
A nossa época já foi definida por um historiador como a “Era do Narcisismo”. Uma sociedade de pessoas egocêntricas e solitárias.
Na minha vida o alcoolismo se tornou um mergulho para dentro de mim mesmo, não como o sentido de reflexão e autoconhecimento, mas com a característica de isolamento e solidão.
Eu me sentia em constante contrate com a sociedade de um modo geral. Era antes de tudo um solitário limitado pelas minhas próprias contradições. Tinha uma personalidade em constante conflito comigo mesmo e com o outro e desta forma o álcool se tornou um anestésico para camuflar esta realidade e uma muleta para compensar minhas inadequações.
Havia me tornado um ser atormentado por desejos ardentes e tristes pesares. Sentia, diante da vida, uma fraqueza, sem força para me reerguer.
Meu ingresso em Alcoólicos Anônimos possibilitou-me verdadeira transformação na situação em que me encontrava. Da fraqueza nasceu a força que tanto necessitava através do acolhimento e carinho tão característicos em quaisquer grupos de A. A. , os quais me encantaram desde o primeiro momento.
Percebi que se tratava de uma Irmandade muito especial. Um grupo com um propósito comum no qual aprendi a conviver com o outro. A conviver com as diferenças que caracterizam uma sociedade verdadeiramente democrática.
Convivemos com diferentes pessoas respeitando os seus respectivos valores e suas maneiras próprias de encarar a vida.
Em A. A. temos a oportunidade de conhecer pessoas diversas, com personalidades distintas, com experiências alcoólicas bastante pessoais, mas que almejam um único objetivo comum: a libertação da servidão que o alcoolismo impõe.
Como Dr. Bob ressaltou: “O álcool é um grande nivelador de pessoas e A. A. também.” Nossa Quinta Tradição estabelece que A. A. tem um único propósito primordial o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
Bill declara em um artigo de 1946: “O primeiro registro por escrito da experiência de A. A. foi o livro Alcoólicos Anônimos, que abordou o âmago do nosso maior problema a libertação da obsessão pelo álcool.”
A questão que se põe, no entanto é: – qual é a função primordial do hábito de beber de forma obsessiva?
Antes de obter o prazer, a finalidade principal é a de evitar em pensar e a de evitar o sofrimento. O alcoolismo é então uma tentativa de não sentir a dor existencial. É uma negação da própria condição humana.
É compreensível, portanto que o alcoólico ao negar em princípio, seu próprio alcoolismo expresse, de forma subjacente, uma fragilidade e um temor ao sofrimento, um sofrimento que no meu caso antecedeu o hábito de beber. Percebendo este quadro senti a necessidade de entrar em ação para reverter aquele ciclo vicioso. Precisava adquirir uma força partindo da minha própria fraqueza.
De início uma noção da realidade: a consciência da impotência diante da obsessão pelo álcool e a aceitação de que apesar de ser uma doença incurável é perfeitamente tratável, podendo, portanto ficar inteiramente sob controle.
E assim, a partir do Primeiro Passo, adquiri a força necessária seguindo as sugestões do mesmo.
Vivo o presente dentro do plano das 24 horas. Através do inventário pessoal faço uma releitura do passado tentando tirar o melhor proveito das circunstâncias, ainda que adversas.
Esta atitude permite nortear a minha ação presente para que venha se constituir em uma base segura para o futuro.
Enfim, passado, presente e futuro podem ser vivenciados dentro do plano das 24 horas. É um plano simples e singelo, mas que funciona.
Como sempre é enfatizado em nossas reuniões: “Basta fazer certo que dá certo”.
(Fonte: Revista Vivência Nº 111 – Richard/Rio de Janeiro/RJ)

OS NOSSOS AMIGOS
“PROFISSIONAIS”
“A. A. nasceu da necessidade do diálogo”
Dra. Maria Stella Ferreira Cordovil Casotti
Psicóloga e Coordenadora do Serviço de Desintoxicação
Do Hospital de Urgência e Emergência
Rio Branco – Estado do Acre

Alcoólicos Anônimos, desde seu surgimento em 1935, tem sido um baluarte na busca da recuperação da dependência química alcoólica.
Pode-se dizer que A. A. surgiu a partir da necessidade de se dialogar. Foi através do diálogo que Bill Wilson, corretor da bolsa de valores de Nova Iorque e Bob Smith, médico cirurgião de Ohio, ambos pertencentes ao estrato social da classe média alta, mas com uma vida fracassada pelo álcool, perceberam que ao conversar sobre as dificuldades em se abster do álcool, bem como as conseqüências nefastas resultantes do uso do álcool, lhes deixava mais aptos a manterem-se abstêmios.
Este hábito de conversar foi o trampolim para eles fundarem Alcoólicos Anônimos, grupos de auto-ajuda que têm como objetivo auxiliar as pessoas que sofrem de alcoolismo. Talvez a premissa básica de A. A. seja a renovação do compromisso diário de evitar o “primeiro gole”. Cada um busca se tornar líder, especialmente de si mesmo, mas também dos outros, para, assim, se tornarem exemplos a serem seguidos.
Em A. A. existe coesão social, pois afeto, acolhimento, solidariedade, compartilhamento do que cada um possui do ponto de vista humano, há o senso do pertencimento e, com isso são criados laços emocionais fortes especialmente entre os pares.
É através do diálogo que os membros de A. A. compartilham sentimentos, desejos, frustrações, experiências e são essas trocas que direcionam a caminhada para a manutenção da abstinência desses membros.
Os diálogos, as leituras e as trocas permitem ao dependente alcoólico ter consciência de sua dependência e, ao mesmo tempo, se colocar perante o grupos como alguém que necessita de ajuda.
A.A. busca um despertar no sentido de que os seus membros reflitam da seguinte forma: “Só eu posso me ajudar, mas preciso de ajuda”. Esta descoberta é bárbara, pois há uma perfeita inter-relação entre o individual e o coletivo.
E nesta busca de ajuda vale especialmente a ajuda de um Poder Superior. Neste contexto é que se oportuniza ou se possibilita mais o exercício da fé, pois os princípios de A. A. não se correlacionam por acaso. Eles têm uma seqüência lógica em cada “Passo”. E os primeiros “Passos” explicitam a ação de um Poder Superior, O qual deve ser buscado na sua intensidade para a superação deste “modus vivendi” desequilibrado.
Pesquisas recentes também têm revelado a importância da fé e da espiritualidade como componentes básicos, necessários a qualquer ser humano, para se viver uma vida mais plena de significados.
Um dos grandes estudiosos da mente humana a apreender o significado da importância da religiosidade para a saúde psicológica foi Carl Jung.
Para Jung, Deus e ser humano estão inter-relacionados, uma vez que todo ser humano tem algo de divino.
Segundo Jung toda pessoa tem dentro de si forças curativas, bastando para isso perceber os “insights” que lhe são oportunizados.
Para Jung, a perspectiva religiosa religa o homem a Deus, possibilitando assim, a cura e o equilíbrio da vida. Daí a importância do ser humano, inclusive, limpar seu “arquivo mental” das mágoa, medos, ressentimentos, culpas.
De acordo com os preceitos de A. A., o Poder Superior liberta da escravidão dos aspectos materiais, mentais e emocionais, tornando o ser humano senhor de si mesmo, capaz de realizar-se como pessoa humana.
A ênfase espiritual de Jung é contundente em sua carta a Bill W., co-fundador de A.A, como sendo a prática da espiritualidade, no seu sentido mais intenso e profundo possível a última e única solução para que Holand H., que fora seu paciente, solucionasse seu problema: se abster do alcoolismo.
Jung não só influenciou na conversão e cura de Holand H., como também do próprio Bill W. e outros, mas também na co-fundação de A. A. em 1935.
Bill W. na busca da libertação do álcool, estava na mais profunda depressão, sem o mínimo de fé, quando, no seu limite, clamou rogando: – ‘Se existe um Deus, que se manifeste!’. No mesmo instante Bill W. foi libertado da obsessão alcoólica.
Este fato mostra que também na “situação-limite” há possibilidades de superação a partir de uma profunda experiência espiritual, o que fora preconizado por Carl Jung.
Carl Jung teve um papel decisivo na criação da Irmandade de Alcoólicos Anônimos, especialmente sob a perspectiva espiritual. Na verdade foi uma inovação a intervenção de Jung unindo ciência e espiritualidade para a resolução dos dramas existenciais humanos, pois para Jung, o ser humano é um ser físico, mas também metafísico transcendental e espiritual.
O dependente químico alcoólico é um ser humano que, apesar da perda da autonomia e da liberdade pessoal, em maior ou menor grau, para conduzir sua vida agindo de forma construtiva, tem o livre-arbítrio como uma possibilidade de transformar o seu drama humano em um projeto concreto de vida pleno de significados e valores.
Quando este “insigth” é percebido e vivenciado há uma despertar para a vida no sentido global de sua saúde mental e da existência humana.

(Nota do Editor: “insight” palavra de origem inglesa traduzida para o português como compreensão interna, compreensão súbita, apreensão súbita, visão súbita, discernimento, perspicácia.)

REVISTA VIVÊNCIA
“MANTENHA A MENTE
ABERTA SEMPRE”

Quando entrei nesta obra maravilhosa fiquei radiante com o programa de reformulação de vida, pois os passos para mim são o caminho para uma nova vida.
Tive que fazer um esforço e abrir minha mente para aprender com os companheiros tudo sobre A.A.
Fui muito bem apadrinhado e tive que me recuperar no meio de homens, embora a obra seja de homens e mulheres, aqui em Muriaé, quando ingressei havia poucas mulheres.
Com a mente aberta aprendi que eu tinha que mudar de vida se quisesse me recuperar do meu alcoolismo; mudar meu modo de pensar, de agir e principalmente remover os meus defeitos de caráter.
Ainda tenho muitos defeitos, mas vou me lapidando um pouquinho a cada dia.
Hoje mostro minha gratidão através dos serviços.
Estou desde janeiro de 2008 como coordenadora geral do grupo União de Muriaé. O trabalho tem me ajudado a me lapidar.
Aprendi que devo manter a mente aberta para que um Poder superior a mim me guie, me coordene por onde eu for e, principalmente, que ele me oriente para que eu não ofenda os companheiros, principalmente, não afaste nenhum companheiro do grupo sendo arrogante prepotente e nunca deixar meu ego inflar com o encargo que os companheiros permitiram, numa eleição que eu fosse uma líder de confiança do grupo.
Sei que preciso manter minha mente aberta sempre principalmente nas decisões: ouvir a consciência do grupo sempre.
Ninguém decide nada sozinho, ninguém trabalha sozinho e ninguém faz uma reunião sozinho!
Todos são importantes para um grupo de A.A.
Os veteranos acolhem os que chegam e os que chegam nos mostram que não devemos voltar lá fora, lugar que está do mesmo jeito que deixamos.
O que eu quero para mim estende a todos os AAs do mundo inteiro: 24 horas de sobriedade.
Valdete/Marte/ Abril/MG
Vivência nº112 – Março/Abril/2008

RECOMPENSAS ESPIRITUAIS DO SERVIÇO
O Serviço é a terceira parte do programa de A.A. Nosso símbolo, o círculo e o triângulo, deixa bem claro que as três partes: Recuperação, Unidade e Serviço, têm todas igual importância.
O programa de A.A.: os Passos, as Tradições e o Serviço, é pura e simplesmente um programa espiritual. Excelente ilustração deste fato é minha própria experiência. Desde os meus primeiros dias na Irmandade, tive dificuldade com os Doze Passos: eram difíceis demais para mim; um sem número de idéias e princípios nos quais, à época, não tinha sequer interesse ou capacidade para me aprofundar. Não estava preparado para a aceitação tácita daqueles princípios, recusando-me simplesmente a admiti-los. Ao mesmo tempo, amigos meus de A.A. falavam das Tradições e do Serviço. Entendi bem essas duas partes e a elas me afeiçoei. As Tradições trouxeram à minha mente doentia a luz de que tanto carecia. Recuperei pequena parte de minha autoconfiança ao ser convidado a participar em reuniões temáticas do Grupo. Graças a este serviço, em poucas semanas, minha mente já não era a mesma de antes. Pelo estudo das Tradições, através do Serviço, redescobri um ideal de vida que me é de grande valia. Minha vida em A.A., desde muito cedo, tem sido cheia de bênçãos desse tipo.
Anos depois, já em nível nacional, trabalhei no Comitê de A.A. de Informação ao Público. Este serviço me obrigava a conhecer em profundidade as Tradições e os Doze Conceitos do Serviço Mundial de A.A. Não me era difícil vivenciar os princípios que regem o serviço de A.A., ao passo que prosseguia minha transformação mental.
Em Doze Conceitos para o Serviço Mundial de A.A., encontramos este tópico:
“Nosso programa de A.A., em sua totalidade, apóia-se no princípio da confiança mútua (a palavra confiança é uma constante nesse livro, e eu, um alcoólico, preciso confiar).
Em Alcoólicos Anônimos, a liberdade individual é de enorme importância.
As Tradições exprimem princípios e atitudes de prudência que levam à harmonia.
A liberdade, debaixo da vontade de Deus, para crescer à Sua imagem e semelhança, será a busca permanente de Alcoólicos Anônimos.
Como seres humanos, nós de A.A. acreditamos que nossa liberdade de servir é na prática a mesma liberdade pela qual vivemos – essência de nossa vida.
Portanto, eu sou Claude, um alcoólico, um doente, e apesar disso, seguindo esses princípios, posso viver uma vida maravilhosa em harmonia com meus amigos e com os outros, se bem que isto seja mais difícil. Tenho agora plena condição de ser livre: eu, que fui escravo, sendo o álcool meu amo e senhor absoluto. O programa de A.A. deu-me total capacidade de ser livre de novo. Minha liberdade é de extrema importância para Alcoólicos Anônimos. Posso confiar em Deus, em A.A. e nos meus amigos e eles em mim.
O serviço de A.A. me confere ainda outras recompensas. Eu (como vocês, talvez) sou o melhor. Eu (como vocês) sou indispensável. Ao dedicar-me ao serviço de A.A., percebo que não sou o melhor, sou apenas um homem cheio de falhas. Convenço-me, então, de que não sou tão indispensável assim. O revezamento é uma constante em A.A. Ao término de meu período, um outro virá substituir-me. Isto é bom para mim, porque como sugere o Sétimo Passo, “nenhum alcoólico poderá permanecer sóbrio sem um certo grau de humildade.”
Além disso, no serviço de A.A., tenho por vezes que tomar decisões. E, dependendo de minha capacidade, posso até tentar ser um líder durante minha gestão. E, ao findar meu período, eu ainda me questiono: o que fazer para ser útil, o que fazer para melhor servir ao A.A.?
Em A.A., o servir tem exclusivamente base espiritual. Não há medalhas, nem recompensas financeiras, nem honrarias. Há apenas o sacrifício pela graça de Deus. É disto que preciso. É este meu desejo agora. Esta base espiritual a quem me refiro é o único caminho que conheço para a felicidade e a serenidade. Se mantiver esta atitude, não tenho dúvidas quanto ao resultado. Estes resultados estão presentes na minha vida e na de meus amigos. Eu os percebo a cada passo. Eles só têm um nome: o milagre de A.A.
FONTE:
Claude Ansos – Europa de Língua Francesa
XIX Conferência de Serviços Gerais
São Paulo/SP – 1995

Primeiro Conceito

“A responsabilidade final e a autoridade suprema pelos Serviços Mundiais de A.A., deveriam sempre residir na Consciência Coletiva de toda nossa Irmandade.”

Os Grupos assumiram esta responsabilidade na Convenção Internacional de St. Louis em 1955. Nessa Convenção, em nome do Dr. Bob, dos Custódios e dos Lideres de A.A mais antigos, Bill transferiu a responsabilidade dos Serviços Mundiais para toda nossa Irmandade.
Havia alguma resistência para realizar uma Conferência, mas em 1948, aconteceu algo que nos balançou, ficou confirmado que o Dr. Bob estava sofrendo de uma doença fatal. Ficou provado então, que Bill e o Dr. Bob eram os únicos laços de união entre os Custódios e o traba-lho que executavam. Ficou claro também a necessidade de uma Conferência.
Depois de realizá-la ficou provado que os Grupos de A.A. podem e terão a responsabilida-de final pelos Serviços Mundiais. Responsabilidade que devemos entender como: Manutenção de nossos Escritórios de Serviços Locais, Estaduais e Nacionais, seja com contribuições financeiras ou formando servidores para os encargos nos diversos seguimentos da Irmandade; custeio de todos os Eventos como, Intergrupais, Interdistritais, Intersetoriais, Interáreas, Conferências de Serviços Gerais, Convenções, Encontros Estaduais. Manutenção também financeira e formando Servidores para o Comitê Trabalhando com os Outros.
Vemos hoje a dificuldade que temos para conscientizarmos de nossos Princípios, que a vi-da de cada indivíduo e de cada Grupo é construída ao redor dos Doze Passos e das Doze Tradi-ções. Sabemos também que, o que pode nos acontecer caso a desobediência a estes Princípios: a morte do indivíduo e a dissolução do Grupo.
Devemos acreditar que juntos, em amor, tolerância, recuperação unidade e responsabili-dade, como diz o Conceito,podemos, tendo fé em um Poder Superior que cada um concebe, cum-prir com o nosso Propósito Primordial.

É COM O CORAÇÃO QUE SE VÊ
O ESSENCIAL É INVISÍVEL PARA OS OLHOS.

O INVISÍVEL DO GRUPO

1. Eu sou um alcoólatra.
Os que usam a palavra, usualmente, iniciam os seus depoimentos dizendo: “eu sou um alcoólatra em recuperação e hoje não bebi pela graça do Poder Superior e com a ajuda de vocês”. Assim, ao iniciar, reiteram uma parte do que é dito no ritual de abertura e reconhecem serem alcoólicos em recuperação. A admissão dá início à recuperação e faz parte do processo de superar a negação que o alcoólico na ativa tem em relação aos seus problemas com o álcool. A identificação pessoal faz com que o A.A. não necessite de critérios objetivos para fazer diagnósticos e o próprio reconhecimento da impotência diante do álcool não depende de métodos codificados de diagnóstico. Isso muda radicalmente a atitude mental que o alcoólatra tem do seu problema. Passa a aceitar a realidade e não continua a negá-la.
A condição de ser um alcoólico é tão básica que supera as diferenças individuais e sociais. É a identificação de iguais, que mutuamente reconhecem que são torturados pelo mesmo demônio, que dá suporte para a condição de igualdade entre os membros dos grupos. Por outro lado, os grupos não estão interessados nas causas do alcoolismo e participar o programa de A.A. é uma realização conjunta, de iguais. A auto-identificação dá fundamento à Irmandade de Alcoólicos Anônimos.
2- A recuperação é possível.
É possível parar de beber. O alcoólatra que chega ao A.A. encontra um conjunto de pessoas que sofreram as mesmas conseqüências do alcoolismo e que estão limpas e bem vestidas, que estão bem e alegres. O que sempre parecera ser impossível alcançar, parar de beber, é visto como possível. Portanto, existe um caminho, uma saída para o problema. Surge a esperança, e ninguém pode viver sem ela.
3- Ser humano que tem valor.
Ao entrar em um grupo, ao ser bem recebido, o alcoólico tem a oportunidade de falar e, mais ainda, de ser ouvido e não apenas escutado. Recebe abraços e cumprimentos que fazem o recém- chegado crescer na sua auto-estima. São tratados como seres humanos, como pessoas que têm valor e que apenas são portadores de uma doença que, embora não seja possível curar, podem deter, superar. O recém-chegado ouve que é a pessoas mais importante daquela reunião. E não é hipocrisia, pois que ele lembra aos que estão sóbrios e bem, que a doença continua existindo e que é daquela maneira deplorável que irão ficar se pensarem que já podem beber.
4- Isolamento e comunicação.
O isolamento é característico do alcoólico na ativa. Ele perde a comunicação com os que estão à sua volta em função do seu alcoolismo e da perda de referenciais, valores e prioridades. Mas o ser humano é um ser social que se realiza e cresce no convívio com os outros. A troca de interiores os enriquece mutuamente e por isso a comunicação é indispensável à vida de todos os seres humanos e, em especial, dos alcoólicos.
Em A.A., o alcoólico encontra espaço para reiniciar a comunicação porque encontra um silêncio respeitoso, uma atenção que transmite ao alcoólico que faz o seu depoimento a mensagem de que ele tem valor e que por isso é ouvido atentamente. A volta da comunicação abre espaço indispensável para um enorme progresso nas relações com os outros, para uma mudança de comportamento.
5- Não julgamento, cada um fala de si.
Cada um oferece, ao depor, as suas experiências pessoais dentro de um ambiente em que não se faz qualquer comentário a depoimentos anteriormente feitos e nem mesmo ao que está em curso. Não se fazem julgamentos. Nenhum depoimento pode ser interrompido e, por isso, são feitos livremente. Acresce que, como todos os presentes tiveram experiências semelhantes e, das experiências que não tiveram, já ouviram falar em depoimentos feitos por outros alcoólicos, não existe qualquer reação por parte dos companheiros do grupo que escutam em silêncio respeitoso. Eles não se escandalizam, não há uma reação do tipo: como você foi capaz de? Essa atitude por parte do grupo é fundamental para que aquele que faz o depoimento possa abrir irrestritamente o seu coração. A autonomia de quem faz o depoimento é irrestrita e não existe a necessidade de ser aprovado pelo grupo. Ninguém pergunta sequer de onde o depoente veio e para onde está indo. Não há retorno ao depoimento que um membro do grupo faz.
6- Anonimato.
É fundamental para preservar o alcoólico em relação a preconceitos e ao conteúdo do seu depoimento. Um outro aspecto a ser considerado é que o anonimato concorre para tornar seguro o ambiente do grupo, em que as guardas podem ser baixadas e também as defesas naturais e para que o membro do grupo possa a fazer o seu depoimento com verdade, o único que, e só dessa maneira, contribui para a recuperação. Isso representa uma radical mudança de atitude em relação ao tempo do alcoolismo ativo em que predominava a manipulação, a racionalização e a negação. Um outro aspecto de igual importância é que o anonimato previne o crescimento do ego. Estando sóbrio e tendo a seu favor a grande conquista, poderia ocorrer o aparecimento dos “que entendem de alcoolismo e de como se sai dele”, tentados a grandes exibições. Mas a humildade é a primeira condição para se consolidar vitória tão importante, para alcançar a serenidade e aí o anonimato é o compromisso salvador que leva a aceitar que os “princípios estão acima das personalidades”, pensamento freqüentemente repetido nas salas de A.A.. O anonimato é uma conquista e leva a profunda e radical mudança de comportamento.
7- Troca de experiências, forças e esperanças.
O ambiente do grupo, com as características já desenhadas, torna-se o local próprio para a troca de experiências, para o desenvolvimento de atitudes corajosas e para uma abertura para um futuro melhor, para ter esperança.
8- Ser e ter.
O A.A. fez opção pela pobreza. Na Irmandade, se quer ser e não ter. Como não há limites para a vontade de possuir mais, o desejo de ter mais leva à ganância, ao egoísmo e ao individualismo. A cobiça leva ao antagonismo. Em A.A. a atenção não está voltada para ter, mas para o alcoólico que ainda sofre. Não está voltada para as coisas, mas para as pessoas, para o ser humano. Em A.A. a busca é por ser digno, ser honesto, ser fraterno, ser bons e amáveis companheiros, ser bons amigos, ser bons pais, ser bons filhos, ser e ser gente.
Os comportamentos, as maneiras de sentir, pensar e agir, na sobriedade, são profundamente diferentes daquelas que predominavam quando estavam no alcoolismo ativo. Há uma diferença sensível entre as pessoas que vivem no modo ter e as pessoas que vivem no modo ser, que induz a um relacionamento amoroso e pacífico. Ser implica em atividade, renovação, criatividade. É mudança, é crescimento. É vida, é processo que leva a uma mudança interior e, conseqüentemente, a uma profunda mudança de comportamento.
9- O alcoólico e não o alcoolismo.
Toda a Irmandade está voltada para o alcoólico e por isso não faz estatísticas e nem se dedica a estudar o alcoolismo. O que interessa é o ser humano que sofre de uma condição de alto poder de destruição, que é o alcoolismo. Ela também não faz pesquisa de qualquer tipo, pois isso poderia implicar em submeter os seus membros a processo de estudo e pesquisa. Em A.A. ninguém é submetido a nada. A liberdade pessoal é respeitada, no máximo da sua amplitude.
10- Identifica.
Não são consideradas as diferenças sociais, categorias ou estratos. O A.A. não iguala, irmana. Não aceita rótulos.
Estando voltados para o seu problema comum, que não é pequeno, resulta que os membros de A.A. convivem num ambiente formado por pessoas que se identificam profundamente, o que faz empalidecer as diferenças sociais, dilui as categorias e os estratos existentes na sociedade. Resulta que todos ficam irmanados e não são considerados os rótulos, que reduzem a dimensão humana. Mas nesse mesmo ambiente, cada um mantém, preserva, a sua individualidade. Não importa o papel que cada um tenha na sociedade. Freqüentemente, os membros não sabem nada a esse respeito. O que importa é o problema comum, o alcoolismo.
11- Inclui, não exclui.
Não há qualquer formalidade para o ingresso de um alcoólico em A.A.. Nada é exigido como condição de entrada. Nem mesmo que esteja limpo e sóbrio. Nem o nome, nem de onde veio, nem o que fez e o que faz, nem para onde vai. Nada, simplesmente.
A decisão de incluir sem restrições exige muita coragem e também que os membros dos grupos estejam bem estruturados, que se mantenham num crescimento contínuo por meio da prática do programa para que possam estar em condições de receber pessoas profundamente desequilibradas, desestruturadas, doentes. Como não há dogmas em A.A., nada há que impor, sendo que o programa de recuperação é apenas sugerido ao recém-chegado. Não conheço nenhum outro agrupamento humano com estas características.
12- Não há código disciplinar.
Ninguém pode ser punido ou excluído, a despeito do que fale ou faça. Isto se constitui num desafio assombroso e exige um alto grau de aceitação, de compreensão, de tolerância e de amor ao próximo. Não conheço nada igual sobre a terra. É o Deus amoroso que reina e não o que julga e castiga. Não há juízo e, muito menos, juízo final.

13- Evite o primeiro gole. Só por hoje.
Não seria possível fazer promessas e assumir compromissos para toda a vida. Seria pesado demais para qualquer pessoa e, especialmente, para os ingressantes. O objetivo é alcançado pouco a pouco, um dia de cada vez. Como foi ensinado, “a cada dia bastam as suas tribulações”. Mas do que isso, só é preciso estar atento ao primeiro gole, nada mais.

14- Direito de participação.
Como não há estratos e nem hierarquia, o direito de participação assegura que todos, indistintamente, possam participar das atividades, de todos os serviços necessários à manutenção do grupo e indispensáveis para manter as portas abertas, além da própria Irmandade de Alcoólicos Anônimos como um todo, a nível mundial. Mas participar significa conviver, aceitar o próximo, harmonizar-se com as pessoas, aceitar objetivos e irmanar-se com os outros membros do grupo, com todos os que formam tão ampla forma de associação humana. Tudo isso leva a uma profunda mudança comportamental, indispensável à integração na grande comunidade dos humanos.
15- Serviço, instrumentalização do amor ao próximo.
Irmanadas em torno de objetivos comuns e tendo como objetivo estar em condições de estender a mão aos que ainda sofrem nas garras do alcoolismo, o serviço concorre para uma mudança radical de comportamento. O alcoólico sai de si, deixa de ser o centro, esquece momentaneamente os seus problemas para se dedicar ao próximo. O ideal superior, livremente escolhido e assumido, de manter as portas do grupo abertas para receber os que sofrem do alcoolismo e para levar a eles a mensagem de A.A. faz com que os membros do grupo cooperem entre si, o que leva ao desenvolvimento de um clima de entendimento e harmonia, do que resulta que todos se tornam mais sociáveis, e isso era o que não acontecia nos tempos de ativa.
Ao cooperar, aceita o próximo, valoriza-o e aprende a amar o irmão. Caminha para a solidariedade. Ocorre, em decorrência, uma profunda modificação nos interesses e na conduta de cada um dos membros do grupo. Uma notável mudança comportamental.
16- Responsabilidade auto-atribuída.
Como não há estratos e nem hierarquia, o direito de participação assegura que todos, indistintamente, possam participar das atividades, de todos os serviços necessários à manutenção do grupo e indispensáveis para manter as portas abertas, além da própria Irmandade de Alcoólicos Anônimos como um todo, a nível mundial. Se fosse, de algum modo, imposta, poderia ser rejeitada ou não cumprida. Mas, como é auto-atribuída, é plenamente aceita e os serviços são realizados, usualmente, à perfeição.
Ao se tornar responsável, o membro do grupo, dentro da possibilidade de cada um e de limites tradicionalmente aceitos, contribui com os meios materiais necessários para manter o grupo, que passa a ser o centro das decisões ao não depender de ajuda de fora, além de permitir que o A.A. permaneça fiel aos seus objetivos e imune a influências externas. Isso dá a todos os seus membros a sensação de poder, de ser capaz, o que concorre para aumentar a auto-estima. O ato da doação torna-se um exercício, um ato de poder feito com as próprias mãos, por um ato de vontade. Como se fosse uma “ginástica” de responsabilidade que fortalece a vontade e muda o comportamento ao longo do tempo. E responsabilidade era o que o alcoólico na ativa não tinha. Era freqüentemente acusado de ser um irresponsável por todos à sua volta.
17- Conhece-te a ti mesmo.
Quase todos os passos do programa de recuperação estão voltados para o autoconhecimento. Ao estudar e praticar os passos, o alcoólico evolui, ao longo da jornada, em direção ao seu interior, a si mesmo, o que lhe dá valor e grandeza espiritual, além de possibilitar a melhoria da única parte do mundo que depende só dele, que é ele mesmo.
Reconhece a sua individualidade, entende que é um ser único na Criação. Caminha na conquista de si mesmo. Encontra sentido para a sua vida. Percebe que é um fim em si mesmo e que tem espírito próprio. Ganha plena consciência de si mesmo, se aceita inteiramente. Caminha para a solução dos seus mais recônditos problemas.
18- Solução das culpas e das vergonhas. Compreensão e não julgamento.
Ao ficar e permanecer sóbrio, o alcoólico tem que enfrentar a sua realidade, a verdade, as conseqüências do seu alcoolismo, lidar com o fato de se sentir incapaz, impotente, inadequado. Culpas e vergonhas surgem de forma contínua. Mas a freqüência aos grupos possibilita desfrutar de um ambiente em que as pessoas compreendem e não julgam, contribuindo isso para a solução, de modo eficaz, dos problemas relacionados às culpas e às vergonhas..
Normalmente, é difícil encontrar quem seja capaz de compreender, mas os alcoólicos têm essa necessidade satisfeita à saciedade. Para a solução das culpas e das vergonhas, o alcoólico encontra, em determinados passos do programa, a solução ideal para esse tipo de problemas, sendo que a prática dos passos é facilitada pela solidariedade, pela compreensão e pelo não julgamento por parte dos membros do grupo.
19- Ambiente alegre de pessoas felizes.
Os sofrimentos das pessoas que padecem do alcoolismo são intensos e atingem diversas dimensões do ser humano: física, mental, espiritual, econômica, relacional, etc e seria previsível encontrar nos grupos de A.A. um clima de intensa dor, clima pesado de tragédia humana. Mas não é assim. As pessoas estão bem, freqüentemente alegres, limpas, vestidas com dignidade e em ambiente de cordialidade.
Isto é muito importante porque, para ouvir os depoimentos, é preciso estar aberto, aceitar sentir dor. Usualmente as pessoas evitam desconfortos, evitam os ambientes pesados criados pela dor, mas desse modo não desenvolvem a compaixão que os enriquece. O médico aceita a dor dos seus pacientes, embora, pela freqüência com que isto acontece e pela sua intensidade, tenha que desenvolver atitudes de proteção pessoal.
As pessoas em A.A. são vitoriosas. Vivem a realidade de que não são pessoas que “não podem beber” mas que são pessoas que “podem não beber” e isso faz toda a diferença. São pessoas que não estão sendo levadas sabe-se lá para onde por um furacão, mas que começam a ter poder sobre si mesmas, começam a comandar os seus barcos e a ser donos dos seus destinos. Sabem que não podem tudo, mas que podem algumas coisas. Enquanto eram muitas as perdas, agora são muitas as vitórias. Mas seria previsível encontrar alguma tristeza, pelo menos. Mas o sentimento predominante é outro.
As pessoas que estão no grupo têm consciência profunda do sofrimento relatado por quem faz o seu depoimento e o escutam atentamente, em silêncio, e desejando ajudar o companheiro no sentido de aliviar o seu sofrimento. Acontece que este sentimento se chama compaixão, é denso e se desenvolve na sua plenitude no ambiente de silêncio respeitoso do grupo. É a resposta espontânea de quem está aberto para quem faz o depoimento. Nem a própria dor pesa tanto quanto a que se sente com alguém e por alguém. Essa dor é amplificada, posteriormente, pelas lembranças que surgem do depoimento feito; são ecos que reforçam a compaixão que, por seu lado, elevam a dimensão humana de quem ouve o depoimento e na compaixão despertam para o amor ao próximo, para os sentimentos de fraternidade e de solidariedade. Mas compaixão não é o mesmo que tristeza, não é o mesmo que ter pena. É muito mais que isso. Ai está, as pessoas se sentem bem nos grupos, são felizes no convívio com iguais.
20- Solidariedade e crise.
Um poderoso sentimento de solidariedade está presente nos grupos,que é estimulado por situações de crise. Desastres ambientais com vítimas despertam a solidariedade a nível mundial. Genocídios, como recentemente vimos praticados numa escola russa, despertam solidariedade a nível mundial. Na sala de espera de uma UTI identificamos o sentimento de solidariedade entre os que esperam notícias de melhora.
A doença do alcoolismo é incurável, ou seja, a crise permanece, é constante. Este é o lado bom porque a crise permanece e também a correspondente resposta, que é a solidariedade.
21- Novo ciclo de amizades.
Este é mais um aspecto positivo da Irmandade. Todo um conjunto de novos relacionamentos é oferecido aos que chegam aos grupos. Funciona como se fosse um escudo de proteção formado por pessoas vitoriosas, felizes, equilibradas, de bem consigo e com a vida, que se aceitam e aceitam os outros e que admitem estar dentro de um processo de evolução, de crescimento na sua humanidade. De pessoas que aprofundam o seu nível de consciência e que se mantêm no processo.
22- Alicerce e construção.
A sobriedade é indispensável para que haja uma evolução favorável no quadro do alcoolismo. Ela é o alicerce, mas não se faz um alicerce para nada. Em cima da sobriedade, vem a serenidade, a evolução, que leva à construção de um novo ser a partir de uma profunda mudança, uma mudança no “self” sem o que nada melhora de modo significativo e duradouro.